::De férias e nostálgica::

Consegui sair de férias ontem do trabalho. Pra isso tive que trabalhar até às 7h da noite e perdi um passeio ótimo, do tipo que eu amo e que acontece poucas vezes, com minha família, sogro, cunhadas e sobrinhos. Hoje estou um caco. Parece que o corpo da gente vai junto até o último segundinho, segura firme, mas assim que pode ele despenca, mostra suas dores.

Continuo às voltas com minhas fotos de 1993 a 1998, quando morei em Siegen e Paderborn, no norte da Alemanha, que estavam lá no porão e estão, em grande parte, destruídas depois do alagamento do começo da semana. Um prato cheio pra mim, que sou super nostálgica, e que combina com o dia de hoje de “verão” cinzento, chuvoso e estranho. O cérebro da gente é uma máquina fantástica: apaga tudo o que pode para evitar maiores dores. De certa forma somos “máquinas de distorsão da realidade” e isso por interesse próprio. Mas no meio daquelas fotos também tem muita coisa boa, muita lembrança gostosa. Nossa, como eu era magrinha! O meu sorriso parecia mais autêntico, sei lá, pelo menos eu tinha menos rugas, menos manchas e pintas “de velhice” e meu cabelo era mais bonito, mais longo. Tinha amigos naquela época dos quais nem me lembrava mais. O que estarão fazendo agora, depois de tantos anos? A vida da gente parece ser constituída de algumas pessoas que ficam, e muitas outras que vão, mas nem por isso deixam de ser importantes pelo caminho percorrido lado a lado. Tipo um ramo de uma árvore, com a parte do meio, que é a estável, e de um lado e do outro todos os raminhos, os acontecimentos do dia-a-dia, as pessoas que ficaram no meio do caminho, etc. E o vento vai tratando de se desfazer do que deve cair e ficar pra trás. Assim como o universo decidiu que agora era a hora dessas fotos e recordações sumirem em parte e, por outra parte, virem novamente à tona.

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2 Respostas to “::De férias e nostálgica::”

  1. Claudia Says:

    Adorei este texto, talvez porque me identifique muito no momento com o que você escreveu (será que estamos ficando velhas?). Andei fazendo um balanco ultimamente de quantas pessoas foram e quantas ficaram na minha vida. Eu acho que eu sou meio estranha, porque quando a pessoa se vai da minha vida eu a apago de vez, meio escorpianamente. Nao sou aquele tipo de pessoa diplomática, vaselina, que se pintar uma forma de se encontrar novamente, ainda faz um esforco. Prefiro renovar se nao vejo mais futuro na relacao, amizade, etc…. Nao sou pessoa de meias-amizades. Outro dia revi as minhas fotos de casamento e me dei conta de que alguns amigos nao fazem mais parte da minha vida. É bom rever e perceber que a vida seguiu seu rumo, né? Beijoca, Claudia

  2. Silvia Says:

    Também estou nostálgica hoje, pensando no que eu estava fazendo qdo tinha 40 anos (há dez anos)… bjs

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