::Livro no prelo!::

Pronto! Agora o livro da “Mineirinha n’Alemanha” já está sendo impresso e dentro em breve o terei em mãos! Mal posso esperar… Posso garantir que o projeto está ficando muito bonito, já que é fruto de um trabalho feito com muito amor e dos cuidados de muitas mãos que estão investindo comigo na divulgação de idéias positivas, na visão de integração e na propagação pelo entendimento das culturas, apoiando uma boa troca, sempre. Mais detalhes em breve!

Hoje tive a oportunidade de bater um papo super legal com um psicólogo alemão. Ele estava me explicando que as pessoas aqui têm dificuldade de receber ajuda pois aceitar que se precisa de ajuda aqui é sinônimo de fraqueza. Isso é pura verdade, quero dizer, a constatação dele, não que receber ajuda seja sinônimo de alguma coisa ruim! Muito antes, é sinal de vida, de reconhecimento que somos todos humanos falíveis e um dia podemos estar na posição dos que ajudam, outro na dos que são ajudados, como agora nossos amigos de SC. Afinal de contas, não viemos ao mundo como super-mulheres e super-homens e é natural ajudar e ser ajudado (ou pelo menos deveria ser).

Outro ponto que eu toquei foi a qualidade da imprensa alemã, unida à sua incapacidade de lidar com toda e qualquer coisa que não seja poupável, não seja real. Explico: um dos melhores jornalismos que já conheci é por exemplo o da revista semanal alemã “Der Spiegel”, mas toda vez que ela toca em algum assunto ligado a sentimentos ou à religião, ela se fecha e passa uma visão muito unilateral da coisa, pelo fato da revista ser em grande parte (senão em total parte) constituída de jornalistas intelectuais e ateus.

O psicólogo meu conhecido comentou que a maneira de pensar da imprensa daqui influenciou em muito a formação de pessoas egoístas e individualistas, que só olham para seu umbigo e que muitas vezes esquecem-se de valores tais como a família e a religião (ou a espiritualidade, como queira). Na opinião dele, o maior perigo para regimes totalitários é a falta de valores das pessoas, de não estarem ligadas a um grupo social forte e estável como a família ou não terem participação ativa dentro da sociedade onde estão inseridas. Eu pessoalmente achei interessante essa colocação, pois para mim é a questão da educação. Pelo jeito cada cultura vê como perigo aquilo que ela sente falta em sua sociedade!

Ele comentou que foi interesse dos EUA, depois da Segunda Guerra, de influenciar na eliminação de todo e qualquer tipo de amor à pátria alemã (que foi substituído pelo amor regional), da influência da igreja ou de instituições como a família, com o fim de enfraquecer a antiga potência mundial que acabava de ser vencida depois da Guerra.

Ele disse que vivenciou ele mesmo, há cerca de 40 anos aqui na Alemanha, quando se vivia como eu por exemplo fui criada no Brasil, onde a família teve papel fundamental, a vida comunitária existia e as pessoas aceitavam facilmente ajudar e ser ajudadas. As transformações que o país passou depois da Guerra, o desenvolvimento econômico, as influências americanas, o pensamento filosófico da “Frankfurter Schule” (Escola de Frankfurt) e o movimento de 1968, tudo isso influenciou para transformar a sociedade alemã em agentes muito mais individualistas e egoístas, cuja impressão é a de poder viver completamente em regime de auto-suficiência.

Felizmente as mudanças já começaram, como por exemplo com a onda positiva e de aceitação da bandeira como símbolo nacional e o desbrotamento do orgulho positivo da nação durante a Copa de 2006. Eu creio também que esta crise atual só terá a contribuir neste sentido. É nas dificuldades que crescemos e trocamos mais intensamente, redescobrindo valores, redefinindo o que é realmente importante na vida. Que todos nós possamos fazer este bom exercício e nos reinventarmos para melhor várias vezes em nossas vidas.

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4 Respostas to “::Livro no prelo!::”

  1. Ana Says:

    Que boa notícia, Sandrinha!!

    Bonito ver vc se envolvendo com o país que te acolheu, entendendo a sua alma…

  2. Larissa Says:

    Olá!!
    Post muito muito interessante!!
    Estou ansiosa para ler seu livro.

    Beijos!!

  3. Sandra Says:

    Oi Ana, oi Larissa,

    Eu tenho compulsao por entender as pessoas e servir de “ponte” entre elas, fazer isso me dá muito prazer. E o meu livro, que fala muito disso, está quase saindo…

    Larissa, onde vc mora?

    Um beijo,

    Sandra

  4. Ciça Says:

    Égua Sandra nao acredito, vc escreveu um levro e ele está em vias de impressao??? Mana, nao faz isso com meu pobre coracao… olha, esse é meu sonho, tá um deles, mas é. Me conta como foi, como deixou de ser. Tu nao poderias me dar umas orientacoesß

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