Archive for julho \07\+01:00 2009

::De onde saiu esse “trem” da Mineirinha?::

07/07/2009

O Mineirinha n’Alemanha se propôs desde o princípio, em março de 2003, a ser mais do que um blog onde eu escrevia sobre mim e minha vida. Escrevia também textos que falavam do Brasil e também relacionados à vida e à cultura alemã, textos esses que pudessem servir de reflexão nao só para quem quer vir para a Alemanha, como também para quem já vive no país ou tem um familiar morando aqui, ou mesmo para aqueles que quisessem só saber como é a vida de uma brasileira no estrangeiro.
 
Tendo sido identificada na internet, logo no início da minha “carreira” de blogueira fui convidada para fazer parte dos colunistas da página Viver na Alemanha, que é um portal para brasileiros na Alemanha, para o qual eu contribui durante 4 anos. Ano passado, em agosto, depois do 2° lançamento de um livro da minha família (minha mãe e minha tia também são escritoras) pensei que com os contatos que elas ja têm eu poderia transformar meu blog em livro. Em seguida recebi a oferta valiosa da designer brasileira Cecília Palmer, que fez para mim todas as ilustrações e a capa do livro, adaptando também o blog ao mesmo estilo do livro e criando assim para mim uma corporate identity (obrigadíssima, Ceci! :-)).
 
Do ponta-pé inicial ao lançamento do livro em si se passaram menos de 5 meses. Tentando reconstruir esses meses, eu nao sei ainda como conseguimos lançar o livro em tempo hábil, pois ele foi fruto do trabalho intensivo de poucas pessoas, separadas por muitos mil quilômetros entre o Brasil e a Alemanha. Primeiro fiz a escolha dos textos, resultado de 5 anos de escrita, e comecei a montar a estrutura do livro. No final de agosto, eu tinha quase todos os textos escolhidos e estávamos comecando a montar a capa. Enviei os textos para algumas amigas e familiares, que me deram muitas contribuições valiosas e foram formando o livro com suas ideias. Escolhi a pessoa que faria a introdução do livro, que não poderia ter sido outra a não ser a Claudia Dannemann, que foi quem coordenava o Viver na Alemanha e tinha me convidado para ser colunista daquela página. Com os textos escolhidos, fui em busca de um corretor que dominasse as alterações da língua portuguesa, que vigorariam logo depois do lançamento do meu livro, a partir de janeiro de 2009. Olhando pela perspectiva de hoje, tive a atitude corajosa de procurar um local para colocar o livro no mercado e marquei uma data para o lançamento do mesmo: 23/12/2008 no Bar Inusitado, na minha cidade natal, Belo Horizonte. Depois da primeira correção, o livro passou por muitas outras correções. Hoje admiro quem faz esse tipo de trabalho, pois esta foi a etapa mais árdua de todo o projeto!Tenho a dizer que sem minha mãe e minha tia, que já foram ambas professoras de português, não teria chegado ao resultado final! Enquanto isso, a Cecilia ia desenvolvendo a capa do livro (ela fez mais de 50 capas até chegar ao resultado final!) e teve que refazõer todas as suas ilustrações, que eram coloridas e tinham que ser em preto e branco para um bom resultado na impressão do livro. Numa outra ponta, minha prima Lílian preparava a propaganda do livro e cuidava do contato com o Bar Inusitado para o lançamento….
 
Contagem regressiva

Foram muitas e muitas noites em que eu dormia às 3h da matina e acordava às 7h da manhã para ir trabalhar…. Tudo o que fizemos foi praticamente resolvido virtualmente, sendo que às vezes me encontrava com a Ceci ao vivo e a cores. Para a diagramação do livro, novos desafios: eu queria incluir as ilustrações em um tamanho razoável “dentro” do texto, o que fez com que a diagramação  ficasse bastante difícil e trabalhosa. E o livro teve que ser diminuído, pois eu não sabia até aquele momento, mas os livros são sempre feitos com quantidades de páginas que têm que poder ser multiplicadas por 8. Eu e a Ceci escolhemos tudo: a letra, o tamanho dela, o espaço entre os textos, os espaços da parte de cima e de baixo de cada página, o tamanho das ilustrações, a distribuição das informações dentro do livro, a qualidade das folhas, o formato em si do livro… cada detalhe foi alvo de nossas observações cuidadosas.
 
Nessa altura já estávamos chegando no final do ano e daí foi uma contagem regressiva para o lançamento:  enquanto durante todos aqueles meses eu tentava conseguir uma editora, fazia ao mesmo tempo contatos com a gráfica para receber os preços de impressão e acertava a data de entrega do livro. Não consegui uma editora, mas olhando o resultado final, estou muito satisfeita do livro ter saído com uma qualidade satisfatória e pelo fato de eu ter me tornado produtora independente, pois assim posso ter o contato direto com o leitor, o que é muito enriquecedor para mim como pessoa e escritora. A diagramação foi entregue em uma semana, e logo depois eu e minha mãe tivemos que ler o livro pela milionésima, eh…. última vez para fazer as últimas alterações antes da impressão. Quase na reta final, as ideais ainda borbulhavam e ainda decidi colocar uns textos e tirar outros, alguns até inexistentes no blog e exclusivos no livro.

Todas as decisões foram tomadas na base da imaginação de como o projeto final ficaria, pois dada a distância não podíamos tirar provas de nada, só imaginar como cada detalhe ficaria. Depois que a propaganda do lançamento estava pronta, contei com a valiosa colaboração de várias blogueiras espalhadas pelos 4 cantos do mundo, que gentilmente fizeram propaganda do meu livro em seus blogs. Uma amiga em Beagá também contribuiu fazendo a distribuição dos flyers e cartazes, anunciando a novidade.

Lançamento no Brasil

O livro ficou pronto numa sexta-feira, eu cheguei no sábado no Brasil e na terça-feira, na ante-véspera do Natal, fizemos o lançamento. Um dia antes, a Taísa, minha filha, que estava tomando antibiótico, caiu de cama com uma febre forte que beirava os 40 graus, fruto de uma infecção bacteriana que ela tinha trazido da Alemanha, e até a tarde do lançamento eu ainda não sabia se ela iria ter que ser internada no hospital ou não… o que felizmente não foi necessário! Antes da vinda para o Brasil, eu e a Ceci ainda fizemos camisetas e cuecas (!) com o logotipo da Mineirinha, e no dia do lançamento eu, meu marido, meus filhos e minha mãe estávamos todos de “uniforme”. 🙂
 
Como não poderia deixar de ser, choveu torrencialmente na nossa ida do apartamento da minha mãe até o Bar Inusitado, e por causa da chuva chegamos um pouco atrasados, o que aumentou consideravelmente o meu nervosismo. Quantos amigos! Familiares! Pessoas que liam meu blog e estavam lá pra comprar o livro! A grande surpresa foi a presença do meu apadrinhado do GAC-Kinderhorizonte, que estava lá também para me prestigiar junto do seu irmão e da sua mãe, que eu tinha conhecido um dia antes quando visitei o projeto. Eu e meu marido já apoiávamos o GAC através de dois apadrinhados, e passei a apoiar o projeto também através do meu livro, pois 10% da renda do livro é destinada a ele.  Às 7h30 comecei a autografar livros, e só fui parar às 11h da noite, cansada, mas acima de tudo super satisfeita!
 
Até esse dia eu não tinha a menor ideia da repercussão que o meu livro teria. Depois do lançamento descobri que meu livro preencheu uma lacuna, pois não havia até então no mercado um livro atual no qual um brasileiro relatasse sobre a vida na Alemanha.

Lançamento na Alemanha e o futuros projetos da Mineirinha

O lançamento na Alemanha foi dia 02/05/09 junto do DBKV (Associação Cultural Teuto-Brasileira) em Munique, com a presença do consul brasileiro daquela cidade. Hoje, com quase 7 meses de vida, o livro da Mineirinha já foi vendido quase 200 vezes e já encontrou leitores em vários cantos do mundo, tendo recebido inúmeras críticas positivas.

Agora estou batalhando para lançar meu livro também em alemão, preparando um flyer/marcador de páginas como propaganda e buscando uma livraria ou distribuidor no Brasil, com boa presença no sul/sudeste do país que tenha interesse em comercializar meu livro no Brasil, assim como a LiBrasil já o faz com sucesso aqui na Alemanha. Os projetos da Mineirinha nao páram por aí! Ainda há muito por vir e acontecer. Aguardem!… 😉
 
Um dos meus sonhos é fazer parte de um grupo de escritores brasileiros e também estrangeiros que tenham como objetivo a divulgação de culturas e que busquem a queda de barreiras e a aproximação entre pessoas de culturas diversas. Vocês, leitores do Mineirinha e blogueiros espalhados pelo mundo, têm tudo para participar desta empreitada. Quem é o próximo a lançar seu livro?

::Meio dia de férias::

02/07/2009

Na realidade eu tenho meio dia de férias todo dia, pois não trabalho em período integral, mas hoje eu me senti como se tivesse tido meio dia de férias mesmo.

De manhã fui trabalhar, levando antes o Daniel para a creche. Tive a maior sorte, pois tinha perdido meu celular (segunda vez em uma semana…) e ele foi encontrado por um colega de trabalho, caído no estacionamento da empresa, foi entregue para a minha colega da recepção, que por sua vez não descansou até achar o(a) dono(a) do celular, no caso eu, a cabeça-voada do dia, hehehehe

Cheguei do trabalho, tendo antes buscado o Daniel na creche, e a Taísa já tinha chegado do ginásio. O Matthias cozinhou. Comemos a família toda um bom prato de espaguete com carne moída e depois ficamos na sala, cada um curtindo alguma coisa. Eu fiquei ouvindo o CD dos 25 anos de Thriller do Michael Jackson, que o Matthias tinha acabado de comprar como recordação do rei do pop. 🙂 Depois saímos para fazer um passeio de bicicleta. Desde o acidente do Daniel, hoje foi a primeira vez que ele tentou descer algumas ruas, pois até hoje ele descia da bicicleta e a empurrava, por puro medo. Hoje ele desceu só uma vez da bicicleta e quem caiu não foi ele, mas fui eu, e duas vezes! Uma vez ele freiou muito forte e eu estava bem atrás dele, da outra ele ficou zanzando na ciclovia e eu perdi o controle da bicicleta, prestando atenção nele. Amanhã vou ter uma mancha na coxa! Mas tudo bem… Fomos para uma cidadezinha daqui de perto que tem o melhor sorvete das redondezas. Passamos uma parte do entardecer na beirada do lago e depois voltamos pra casa, felizes e contentes. Ainda mais com este solão que está aí na Alemanha. Para muitos, com certeza, está quente demais, mas para mim está perfeito!… Andar de bicicleta aqui na região é o melhor pedido para admirar a beleza da natureza. Fizemos um caminho que já tinha feito muitíssimas vezes de carro, e hoje tive a oportunidade de ver muita coisa bonita que antes nunca tinha visto. Então, a receita é simples: o Bodensee (Lago de Constança) é sinônimo de andar de bicicleta. Aliás, a Alemanha inteira é ótima pra pedalar!

Ah, esqueci de comentar: hoje entrei no Facebook, depois de ter recebido mais de 12 convites, e também por sugestão da Ceci (que tem aliás produtos lindos com ilustrações de próprio punho lá no site dela). Gente, eu quase caí pra trás! Simplesmente há mais de 500 (Q-U-I-N-H-E-N-T-A-S) “Sandra Santos” no Facebook!!! Bom, o remédio foi adicionar o “Mineirinha n’Alemanha” como informação para quem quiser me adicionar e para facilitar a procura… Será um prazer receber um convite seu por lá! 🙂


%d blogueiros gostam disto: