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Archive for novembro \11\UTC 2009

::Concurso – O Natal está chegando!…::

11/11/2009

…e eu quero lançar um concurso entre todos os leitores do meu livro, que aliás, em um ano, já passaram há muito de centenas de pessoas:

Publique no seu blog, numa comunidade ou num site qualquer na internet um comentário ou um podcast sobre o meu livro e deixe aqui neste post um comentário informando o link para a sua indicação pessoal, sempre incluindo no que publicar um link para meu site.
Importante: Se você ainda não tem meu livro mas gosta de me acompanhar e de ler meus textos, pode fazer também um texto ou podcast sobre por que me acompanha, o que escrevo que é de seu interesse, sobre o que mais gostaria que eu escrevesse, dar uma sugestão sobre meu site, dizer como me achou na internet, etc. A criatividade fica toda por sua conta! 🙂

Escolherei dentre todos aqueles que contribuirem 10 leitores que irão ganhar um livro meu de presente, que poderá ser dado de presente de Natal, de aniversário, ou enfim, enviado para alguém que você goste, para qualquer lugar do mundo. O prazo final do concurso é dia 15.12.2009. Participem!!!

Uma condição especial: cada ganhador terá que tirar uma foto com o livro recebido, que publicarei no meu Flickr. Mãos à obra!

::20 anos depois da Queda do Muro de Berlim::

09/11/2009


A música “Wind of Change”, da banda alemã The Scorpions, virou símbolo da reunificação alemã.

A primeira vez que fiquei sabendo que havia um muro dividindo a Alemanha, ainda mais com Berlim fazendo o papel de uma “ilha” meio socialista e meio capitalista bem no meio do lado socialista, foi no 1° grau, acho que na 8a. série, lá pelos idos de 1982. Era difícil de imaginar que isso fosse possível existir. Na época, numa aula de história ou geografia, deveríamos escolher entre o sistema socialista e o capitalista para formarmos grupos para uma discussão na aula, e meu irmão, que é 2 anos mais velho do que eu, e percebendo que eu tinha me interessado pela ideia de um sistema onde as pessoas tivessem as mesmas oportunidades, me alertou: “Escolha o capitalismo, pois ele sempre ganha!”. Ele teve razão. Em parte digo: infelizmente.

Anos mais tarde, já na Alemanha “não” mais dividida, visitei Berlim, vi como o muro era de verdade (na realidade chegava a ser composto de 2 muros com um espaço vago entre eles) e vi casas na fronteira onde não podiam existir janelas, pois os dois mundos deveriam ficar incomunicáveis por muito tempo. No Museu do Checkpoint Charlie fiquei conhecendo várias tentativas frustradas de alemães do lado oriental que tentaram de tudo, de várias formas altamente criativas, para conseguir fugir para o lado ocidental. Uma das maneiras de punir os “desertores” do sistema era tirar deles os filhos, se fossem famílias, e estas crianças eram repassadas para famílias mais quietinhas e conformadas, “adotadas” por elas. Os adultos, os desertores, eram então “expulsos” para o lado ocidental. Assim muitas famílias na Alemanha Oriental foram separadas para sempre – ou por muito tempo – pelo sistema totalitário, que só aceitava o conformismo.

Uma pesquisa recente do Leipziger Insitut mostra que 12% dos alemães sentem falta do tempo antes da Queda do Muro, na parte oriental da Alemanha 50% das pessoas reclamam que hoje há mais desigualdade social do que antes. Eu acho que deve ser provavelmente porque, apesar dos pesares, o nível de vida até a década de 80 aqui era melhor: Na Alemanha ocidental ele era altíssimo, enquanto que na Alemanha oriental não era alto, mas ainda assim era “igual” pra todo mundo. “Igual” entre aspas porque todos os que faziam parte da cúpula do sistema ou tinham relacionamento constante com o ocidente dispunham de regalias que o resto da população não tinha acesso. E lá não havia desempregados. O sistema de creche era bem instalado e até a população feminina estava bem integrada como mão-de-obra, parte da população economicamente ativa. Em troca, este povo não tinha liberdade. Mas como não existe só certo e errado, só preto e branco, mas sim mil tons de cinza neste meio, e como o sistema capitalista também demonstra não ser o ideal, ninguém pode argumentar que o sistema socialista era só ruim e negativo. Apesar de toda a loucura de colocar um muro dividindo um país, famílias e amigos, em troca de uma ideologia…

Segundo a pesquisa acima, 8 em cada 10 alemães associam hoje a Queda do Muro como tendo sido um acontecimento positivo. 2/3 dos alemães acham que o processo de reunificação foi bem sucedido. Até hoje todo trabalhador do lado ocidental paga impostos para apoiar o lado oriental (Solidaritätszuschlag, descontado na fonte, na folha de pagamento), na realidade todo cidadão alemão contribui através de impostos que são transformados em ajudas sociais para o lado oriental, mas as discrepâncias entre os dois lados, principalmente com relação a desenvolvimento industrial e ao número de desempregados, continua grande. No lado oriental, os partidos mais extremistas têm mais facilidades de avançar frente a dificuldades econonômicas. O mesmo acontece com a tolerância para com estrangeiros – ou a falta dela.

Durante os anos que moro na Alemanha percebi que tanto a construção quanto a queda do Muro se deu em um determinado espaço de tempo, mas na cabeça dos alemães (e de outras nacionalidades também, claro) o “muro” tem demorado décadas para cair. Li por exemplo no jornal da minha cidade que uma menina de 14 anos, filha de pais da Alemanha oriental, é comumente tratada na escola pelos “Wessis” (os que nasceram do lado ocidental da Alemanha) como sendo a “Ossi” (originária da Alemanha Oriental, apesar dela nem ter nascido lá!…). Pode parecer absurdo, mas talvez seja um reflexo das desiguldades do mundo capitalista “moderno”: a pesquisa do Leipiziger Institut mostrou que 12% dos alemães (dentre eles em grande maioria desempregados, trabalhadores braçais e eleitores de esquerda), gostariam que o Muro fosse construído novamente.

A Queda do Muro tem um valor histórico, prático pra quem “renasceu” lá ou do outro lado da Alemanha e, muito mais importante, simbólico para todo e qualquer ser humano na Terra. O lado triste da coisa é que HOJE existem outros muros em outros cantos do mundo, já construídos ou em fase de construção. A comemoração dos 20 anos da Queda do Muro de Berlim mostra que o mundo tem que se aproximar, as pessoas têm que chegar perto uma das outras e parar com essa classificação e divisão desenfreadas, buscando por um mundo mais solidário e humano. Somos todos UM e só funcionamos de forma interdependente. Não importa de que lado viemos, o que importa é para onde vamos. Irgendwann fällt jede Mauer (em algum momento todos os muros vão cair).

Fontes: Revista “Der Spiegel”, jornal “Südkurier”, BBC News, YouTube.

***

Deixo a dica do blog “The Wall Memories“, escrito por uma jornalista brasilera, que estará comemorando hoje o dia inteiro a Queda do Muro de Berlim. Passem por lá! Leiam também na página da Deutsche Welle (em português) “Tudo sobre o Muro de Berlim”.

::Pensando na vida…::

08/11/2009

….e no filme 2012 do cineasta alemão Roland Emmerich (que acabou de ser lançado, mas ainda não tive a oportunidade de ver), achei esse texto aqui, com o que me identifico plenamente:

“A humanidade está diante de uma encruzilhada, que vai obrigar cada um de nós a fazer uma opção: seguir no mesmo caminho e caminhar de fato para a extinção da raça humana, ou começar a estabelecer desde já uma outra relação com a natureza, com nossos semelhantes e com o planeta em geral, capaz de inaugurar uma nova era de harmonia entre os povos”.


Propaganda do filme 2012 numa estação de metro do Rio de Janeiro.

::Quem quer fazer amizade com uma alemã em Frankfurt?::

08/11/2009

Recebi um recado da Tanja, uma alemã que acaba de se mudar para a região de Frankfurt e também de encomendar meu livro. Além do alemão, ela fala português, espanhol, inglês e francês. Ela trabalha na área médica com implantes cirúrgicos. A Tanja está a procura de brasileiros que queiram fazer amizade com ela e também oferece a oportunidade de tandem – o(a) brasileiro(a) treina seu alemão com ela e ela teria a oportunidade de treinar seu português. Quem quer entrar em contato e fazer uma nova amizade? Vejam o recado dela e deixem um comentário abaixo:

***

Olá todo mundo,

Meu nome é Tanja e acabo de chegar na região de Frankfurt. Interesso-me muito pelo Brasil: sua gente, cultura, regiões, língua e música, tudo o que está ligado ao Brasil. Por isso, gostaria de ter contato com brasileiros na região de Frakfurt para fazermos atividades culturais, sair para dançar ou fazer também um tandem. Também estaria interesada nas organizações, clubes ou asociações que tem por missão divulgar a cultura brasileira, facilitar o entendimento e sobretudo a compreensão mútua.

Ficarei muito feliz em obter umas indicações relativas ao que estou procurando ou até contatos com brasileiros.

Muito obrigada de antemão!

Até logo e um abraço,

Tanja

::Não fui viajar::

08/11/2009

Meu sonho de conhecer a Índia e de poder presenciar o casamento de um amigo indiano foi adiado. Não embarcamos porque não sabíamos que precisávamos de visto para o país (todo cidadão não-indiano precisa!), alteramos o tíquete para terça que vem para podermos tirar o visto na segunda-feira e nesse meio tempo fiquei doente… Definitivamente não vamos poder viajar 😦 O destino não quis e não nos restou outra solução a não ser acatar sua decisão. A viagem foi adiada, mas ainda será feita!

::Tudo pode melhorar – Xavier Naidoo::

05/11/2009

Refrão:
Tudo pode melhorar
Devemos trazer o céu para a Terra
Tudo vai melhorar
E ninguém precisa colocar sua vida em risco
Um dos maiores tesouros da Terra

Eu quero sair desta merda aqui
Mas eu não sei como
Sair desta merda de prisão
Mas eu não sei como
Prenderam-me aqui neste canto
Porque não devo ver o resto do mundo
Eu vou sair pra passear fora desta prisão
Assim que souber para onde devo ir

(Refrão)

Mesmo que você esteja agora chorando copiosamente
Por favor não desista
Mesmo que negue agora a vida
Por favor não desista
Mesmo que tenha a impressão de que está morto
Por favor não desista
Mesmo que tudo pareça estar apodrecido
Por favor não desista

(Refrão)

Eu vejo além das fronteiras daqui
E eu sei que há mais para mim
Se isso significa que eu posso ficar livre
Faça com que eu perca a coragem se você puder
Mas eu não vou parar até conseguir sair daqui
Sim, eu nem ligo
Eu não tenho medo de enfrentar o que eles receiam

(Refrão)
Tudo vai melhorar
Por favor não desista
Não desista

Veja a letra da música em alemão/inglês aqui.

***

No sábado estamos viajando para a Índia para o casamento de um amigo. De lá vou dia 15.11 para um curso em Munique, depois conto mais sobre ele. Pode ser que eu não tenha tempo amanhã para postar, portanto vou me despedindo, deixando esta nova música do Xavier Naidoo (com a cantora Janet Grogan, que aliás também é fenomenal!). O título da música também da nome à sua turnê atual, com 14 shows na Alemanha, Suíça e Áustria. O Xavier é um dos meus ídolos, é uma pessoa abençoada que consegue transportar os questionamentos da atualidade para a música, sempre com letras contundentes. Ele consegue fazer sucesso com músicas que fazem sentido, com um forte apelo espiritual. Nesta época de crise, onde mais de 20 funcionários da France Telecom já se suicidaram por não conseguirem suportar a pressão, já que a empresa está passando pelo processo de deixar de ser pública para privada, sofrendo mudanças muito rápidas na cultura da empresa; em que os funcionários da Opel anunciaram ontem aceitar reduzir seus salários e deixar de receber gratificações em troca de seus postos de trabalho e tudo é parado hoje no último minuto pela GM, que agora não quer vender a empresa para o grupo Magna; e no meio de previsões assustadoras com relação ao aumento do número de desempregados nos próximos meses na Alemanha, logo depois do final do “Kurzarbeit” (redução de salários subsidiada pelo governo alemão), precisamos nos agarrar a uma força interna, forte o suficiente para nos impulsionar pra frente e nos fazer enxergar uma luz no fim do túnel. Temos que acreditar que tudo pode e vai melhorar.

Até logo! Tenho certeza que vou voltar com muita história pra contar!

P.S.-Durante minha ausência, meu livro pode ser comprado no Brasil através de um e-mail para minha mãe Eny, e-mail: ilha.dosol(arroba)uol.com.br, e aqui na Alemanha através d”A Livraria” em Berlim (venda também pelos Correios).

::A garota que fez o mundo ficar em silêncio durante 5 minutos::

04/11/2009

::Mas que nada::

02/11/2009

Desde que o Ivaldo passou aqui em casa, o Matthias começou a estudar violão e tem agora até um “cajon” pra fazer batucada e acompanhamento. Ele tem treinado no violão quase todos os dias e já dá pra ouvir umas músicas… Nas procuras dele na internet por bons músicos instrumentalistas, ele descobriu este aqui, realmente imperdível: Adam Rafferty. Veja só que delícia de versão do nosso “Mas que nada”:


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