Archive for janeiro \31\UTC 2010

::”Mineirinha n’Alemanha” indicado para Top 100 Blogs::

31/01/2010

O “Mineirinha n’Alemanha” foi indicado para o prêmio Top 100 International Exchange and Experience Blogs 2010 (IX 10) do Lexiophiles, blog do portal de línguas bab.la – uai, aqui vamos nós! A votação vai acontecer entre 01-14/02/10. Conto com o apoio de todos vocês!

Abaixo o convite que acabo de ler com muita alegria:

Dear Sandra Santos,
Last year bab.la and our blog Lexiophiles launched the Top 100 International Exchange and Experience Blogs 2009. It was rewarding and we really enjoyed bringing the exchange blogger community together, and here we go again:
It’s time for The Top 100 International Exchange and Experience Blogs 2010, also known as IX10.
We are looking for the top 100 blogs about life abroad and your blog has been nominated. The nomination period goes from January 22nd to January 31st. Feel free to spread the word among bloggers writing about life in a foreign country.
The voting starts on February 1st and goes till February 14st 2010. At the end of the two-week voting period, the blogs with the most votes will win.
If you want to read more about IX10 visit Lexiophiles.
Send me an email in case you don’t want to be included in this list or if you have any further questions about the competition.
Kind regards,
Priscila
On behalf of the bab.la and Lexiophiles team

::Mais uma semana em Munique::

30/01/2010

Dando continuamento ao meu curso de formação como European Business Coach, estive em Munique durante a semana passada. Desculpem-me pelo atraso em responder os comentários! Há tanta coisa que se pode aprender e vivenciar em uma só semana:
– Como faz frio em Munique! Se minha irmã não tivesse me emprestado uma meia-calça de inverno, eu teria congelado no caminho diário de ida e volta do curso, tendo escorregado várias vezes na neve. Munique parece outro país no que diz respeito à limpeza das ruas enquanto neva. Aqui na região onde moro todo mundo corre lá fora e limpa pelo menos um pequeno caminho na frente das casa para garantir que não aconteça um acidente e que ninguém escorregue na neve (o responsável pelos danos é sempre o dono do imóvel). Em Munique, pelo menos na parte central da cidade, quem cuida dos passeios é a prefeitura e ela não conhece outro método a não ser “amassar” a neve, o que deixa o transitar pela cidade bastante perigoso. Há anos não sentia tanto frio como por lá! Enfrentei quase 10 graus abaixo de zero… Por outro lado, que bom que não estive/moro no norte da Alemanha, pois lá o inverno está bem mais rigoroso que aqui no sul!
– Como é bom ter família por perto! A Rê e o Rô tiveram o maior carinho comigo, apesar da gravidez da minha irmã e do Mimi, meu sobrinho, ter estado doentinho esta semana. Ela fez cada jantar mais delicioso e bonito e cuidou tão bem de mim que me senti praticamente em casa! 🙂
– O telefonema diário com a família fazia com que fosse possível ir acompanhando as novidades. O Daniel mentiu praticamente pela 1a. vez esta semana e teve uma vergonha danada ao ter que contar o que fez (jogou água na cama e disse que tinha feito xixi, mas a calça estava seca). Segundo minha experiência o fato de uma criança ter que se expor para se explicar é o que mais conta na educação, pois isso emociona e marca.
– Eu fiz uma viagem enorme dentro de mim mesma esta semana! Eu ainda não tinha noção de que o trabalho do coach tivesse tanto efeito e que fosse tão poderoso! Eu presenciei e constatei este fato tanto em mim quanto em outros participantes do meu curso. Sinto-me crescendo constantemente como pessoa e no caminho em busca de mim mesma – e gosto do que vejo, aprendo a cada dia um pouco mais.
– Durante a semana minha boa amiga brasileira Lu me ligou pra contar que finalmente passou na prova para se tornar professora de ginásio – segurem-se em suas cadeiras – de alemão e de espanhol. Parabéns, Luluca Gomalina!!! Ela tinha tido um bloqueio na última prova oral e não tinha conseguido terminá-la. Com isso ela percebeu que não bastava dominar o conteúdo, mas que o mais importante era dominar as emoções e acreditar nela mesma para chegar no objetivo de se tornar professora de ginásio na Alemanha, o “filho” mais difícil que ela gerou em toda a sua vida. Para minha alegria, ela finalmente passou na prova, o que me deixou cheia de orgulho, pois ela merece, só posso dizer que ela merece, e muito. Acho que deve ser a única professora brasileira que está apta a dar aula de alemão em ginásio aqui por estas bandas. O que me deixou um tanto boquiaberta foi constatar que as conversas que tivemos, durante as quais a ajudei a controlar o nervosismo e acreditar mais em si, buscando, analisando e eliminando o efeito das causas para o bloqueio que ela tinha tido devido ao medo exacerbado da mesa examinadora, tinha sido na realidade um coach que usei instintivamente, mesmo antes de aprender um método. Um dia depois da boa notícia, aprendi uma técnica para eliminar bloqueios no meu curso de Business Coach e percebi que já a tinha aplicado no caso da minha querida Lu. E o melhor: tive a prova de que ela funciona! Lu: estou muito feliz por você e super orgulhosa pelo seu sucesso! Você sabe que eu sempre acreditei em seu potencial e que tinha certeza que iria alcançar o que tanto queria. Estou mesmo transbordando de felicidade e orgulho por você!!! Parabéns, minha amiga!
– Como é bom voltar pra casa! Ganhei de cara uma recepção maravilhosa. Apesar de ter chegado tarde da noite, o Matthias foi me buscar na estação de trem com um beijo e um sorriso no rosto, a Taísa estava ajudando a acabar de fazer o jantar e o Daniel se jogou no meu colo dizendo “ich liebe meine Mama” (eu amo a minha mãe). Nem precisa dizer que eu adorei estar de novo em casa, não é mesmo? 😉
– Um envelope esperava por mim aqui em casa: minha demissão. Eu já sabia que ela ia chegar, portanto não foi surpresa nenhuma para mim. Acho que devo ser uma das poucas pessoas que recebe sua demissão e fica satisfeita com ela. Isso porque eu sei que chegou a hora de mudar profissionalmente, em busca de mim mesma e mais próxima ainda da vocação que vejo para mim mesma de ser uma ponte entre pessoas e culturas. Estarei recebendo uma grande parte do meu salário até o final deste ano, e poderei fazer mais um curso pago pela empresa, além de ter apoio para a busca de um novo emprego. No momento penso em fazer mais um curso para dsenvolver métodos para dar treinamentos interculturais e passar minha experiência para frente no campo da diversidade. Estou aberta tanto para me tornar business coach e treinadora intercultural tanto quanto para buscar um novo emprego. Não sei hoje o que o futuro próximo me reserva, mas uma coisa é certa: tenho um bom pressentimento, confio em mim e no universo.

::Momento mulher::

21/01/2010

Vocês todas conhecem a modelo brasileira (carioca) Janaína que mora aqui na Alemanha? Ela é descendente de alemães, veio para a Alemanha em 1999, mudou seu nome artístico para Jana Ina e é casada com o cantor italiano Giovanni. Os dois são uma simpatia! No momento está passando no canal Pro7 um programa só com o casal, sobre o casal, intitulado “Pizza, Pasta e Amore”. Acabei de assisti-lo com minha filha! 🙂

P.S.-Quem ainda não votou na Mineirinha, está convidado para me apoiar através do link do post abaixo. Obrigada!

::Vote na Mineirinha para o The Best of Blogs!::

20/01/2010

Aproveitando a ideia da Arlete do blog “Tudo de Bonn“, mesmo sem a pretensao de ganhar, achei legal ter a oportunidade de entrar na Blogopedia – catálogo mundial de blogs e no Blogmap. O prêmio “The BOBs – The Best of Blogs” foi ganho no ano passado, dentre outros, pela Rosana Hermann do blog “Querido Leitor“.

Clique no link para sugerir o blog da Mineirinha. Vou ficar super-hiper agradecida! Acho que as categorias onde mais me enquadro seriam “Best Weblog Portugiesisch” (melhor blog em português) e “Reporter ohne Grenzen” (repórter sem fronteiras). Se quiser deixar um comentário por lá, melhor ainda! Para tanto, clique em “Eigene Bewertung abgeben” (fazer avaliação pessoal).

Ouça também o podcast que a Deutsche Welle fez comigo no ano passado clicando aqui.

Blogbox

Durchschnittliche Bewertung:

Blogbox selber machen!

::Alguém podia me explicar uma coisa?::

20/01/2010

Por que é que as horas à noite “voam” e durante o dia, ainda mais durante o trabalho, elas passam tão devagar?!? Será que alguém fica segurando os ponteiros do relógio? Há dias quero colocar aqui no blog um resumo do meu curso sobre “métodos para resolução de conflitos” (e quem não os tem?) e toda vez que penso “agora” dou uma olhada no relógio e já é meia-noite novamente… Boa noite, bons sonhos! Talvez amanhã dá certo!…

::Apoio do blog “Brazilians Abroad”::

18/01/2010

Em janeiro de 2005, foi criado o website Brazilians Abroad – Brasileiros no Estrangeiro , transformado em blog a partir de abril de 2007. Ambos criados por Veridiana Serpa, brasileira, bacharel em Turismo, produtora multimídia, escritora e cineasta. O objetivo do blog é compartilhar com os brasileiros que moram no exterior e/ou com aqueles que pretendem viajar, informações sobre os negócios brasileiros que ocorrem em diversas partes do mundo. Saiu um artigo sobre o livro “Mineirinha n’Alemanha” por lá. Agradeço pelo apoio!!!

::Estudo acusa pessimismo e solidão entre crianças alemãs::

17/01/2010

Ia traduzir e comentar este artigo, que tinha lido no jornal da minha cidade, mas acabo de achá-lo já traduzido no site da Deutsche Welle. Indico como leitura para quem tenha interesse por assuntos atuais da Alemanha, mais especificamente as crianças alemãs.

Os pontos-fortes das observações baseadas na pesquisa são os seguintes:
A gerente da UNICEF na Alemanha, Regine Stachelhaus, diz que “os jovens na Alemanha veem suas perspectivas de futuro de maneira muito mais pessimista que os de outros países industrializados. Quase 25% dos meninos e meninas de 15 anos de idade acham que só conseguirão trabalhos pouco qualificados após se formarem. E isso significa que um em cada quatro jovens vê seu futuro profissional de forma bastante pessimista.” Stachelhaus nota que muitos jovens na Alemanha se consideram marginalizados. Um número alto de estudantes no país afirmou se sentir deslocado, e cerca de um em cada três jovens de 15 anos se sente só. Quanto à questão da satisfação de vida, crianças e adolescentes alemães se encontram entre os últimos, no 18º lugar (de um total de 21 países). Isto também mostra, acredita Stachelhaus, que uma parcela considerável de adolescentes e jovens na Alemanha não se sente aceita.

Fonte: Artigo da Deutsche Welle.
***
Conversando com minha filha, de 14 anos, e meu marido, ambos confirmaram que acreditam no resultado da pesquisa. Taísa disse que ela conhece muitos adolescentes alemães que não têm um bom relacionamento com os pais, que praticamente não têm assunto nem com a mãe e que praticamente não passam o tempo juntos. Talvez sejam estranhos vivendo dentro da própria casa… Ela disse que conhece poucas famílias onde as pessoas se gostem, respeitem, se aceitem, convivam bem e até brinquem umas com as outras como aqui em casa. Ela percebe que quanto mais dinheiro as famílias têm, mais distantes vão estar seus membros, pois com “muito dinheiro é mais fácil comprar uma televisão e colocá-la no quarto do filho”, ou é mais fácil saciar a necessidade de carinho e atenção com outros métodos. Ela disse que conhece adolescentes que, se tivessem uma geladeira dentro do quarto, não teriam razão para interagir com outros membros da família, já que “tudo o que precisam fica dentro de suas próprias quatro paredes…” Se o contato verbal já é difícil, o contato físico é praticamente inexistente. E quem não sente falta de um carinho?

Eu disse pra Taísa que acho que aqui na Alemanha há muitas vezes um vazio entre as pessoas. Ela observou que esse vazio é maior no caso dos adultos, que querem ter sempre a razão, são orgulhosos, invejosos e têm dificuldade de aceitar seus próprios erros. Ela notou que em brigas de família, muitas vezes a briga já existe há tanto tempo que se as pessoas forem perguntadas por que motivo brigaram, nem elas mesmas saberão responder esta pergunta, ou responderão cada vez alegando outro motivo. Ela nota que os jovens conseguem se desculpar mais rápido, conversam mais entre si, riem mais, são mais abertos e mais flexíveis. Hoje li uma afirmação da Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança morta no terremoto do Haiti, que me deixou altamente pensativa por sua verdade: “Não existe ser humano mais perfeito, mais justo, mais solidário e sem preconceitos que as crianças.”

::Anarquia no laboratório de testes do inferno::

17/01/2010

Simon George chegou ao fim de suas forças. Ele passou dias tirando com as próprias mãos partes do entulho do que tinha restado de sua casa, na tentativa de chegar até sua esposa, que conversava com ele dia após dia e implorava por água. “Eu estou com tanta sede!”, dizia a esposa do homem de 34 anos. Pelo fato de morar somente 6 Km do aeroporto de Port-au-Prince, ele pensava que a ajuda lhe chegaria a tempo. Mas passados 4 dias após o terremoto de Haiti, todos os que poderiam ser salvos debaixo dos entulhos da catástrofe provavelmente se foram. Inclusive sua esposa. Ele não chegou a ouvir gritos de socorro de sua filha, que deve ter morrido no momento do terremoto. Ele, que tinha saído de casa no exato momento do terremoto, perdeu tudo: família, casa, roupas, alimentos – e desejou que tivesse ficado em casa para poder estar com sua família. Para ele, e para tantos outros sobreviventes, não há água, comida ou acomodação. Resta-lhe uma ferida acima dos olhos, que sangra e pede por tratamento médico, mas ele não tem forças para buscar por ajuda.

Os 9.000 soldados da UN têm que ser cuidadosos na hora de dividir água e comida entre a população. Eles cuidam para que crianças e mulheres grávidas sejam as primeiras a receber ajuda, já presumindo que o que trazem para distribuir não será suficiente para todos. Se passam por uma aglomeração muito grande de pessoas, eles nem param, com medo de ser saqueados e de estarem correndo perigo de vida. Enquanto isso, os aproveitadores, típicos de toda catástrofe, saqueiam as poucas casas que ficaram em pé e levam tudo o que encontram.

No jornal que estou lendo hoje, de onde tirei estas informações. o “Welt am Sonntag” (Mundo no Domingo”), há uma propaganda de uma empresa de roupas de luxo na mesma página onde várias fotos de sobreviventes desesperados e perdidos estão sendo mostrados. Será que algum ser humano normal conseguiu se ater a esta propaganda e não se importou com a urgência da catástrofe no Haiti? Ontem, no jornal local, o “Südkurier” (Correio do Sul), li que um médico da região, ao ficar sabendo do terremoto, pediu doações de farmácias, médicos e hospitais da cidade onde mora e viajou ontem para a República Dominicana com um tíquete pago do próprio bolso e 44 Kgs de bagagem quase que completamente compostos pelas doações que tinha recebido. Ele deixou de aceitar uma proposta de emprego para ir ajudar os sobreviventes da catástrofe. Palmas para ele! Para todos os outros que, como eu, não têm a mínima condição de ajudar diretamente em pessoa, aqui as contas para doações (que podem até ser abatidas no imposto de renda) para instituições confiáveis aqui na Alemanha, que já estão agindo para tentar reduzir o sofrimento no Haiti. Acho que qualquer valor, mesmo que mínimo, é válido, pois como diria o ditado em alemão “Kleinvieh macht auch Mist” (Através de gado miúdo chega-se também a esterco). Ou, como dira a Zilda Arns, médica pediatra sanitarista brasileira que morreu no terremoto do Haiti, “uma gotinha no oceano faz, sim, muita diferença.” Se muitos doarem um pouquinho que seja, algumas pessoas a mais poderão receber ajuda. O universo agradece.

Todas as doações podem ser feitas sob a palavra-chave (Kennwort) “Haiti”:
– DRK: Konto 41 41 41, Bank für Sozialwirtschaft, BLZ 370 205 00
– Unicef: Konto 300 000, Bank für Sozialwirtschaft, BLZ 370 205 00
– Caritas: Konto 202, Bank für Sozialwirtschaft Karlsruhe, BLZ 660 205 00
– Diakonie: Konto 502 707, Postbank Stuttgart, BLZ 600 100 70
– Bild hilft e.V. – Ein Herz für Kinder: Konto 067 67 67, Deutsche Bank, BLZ 200 700 00

Por que a ajuda internacional está chegando tão devagar em Haiti? Leia aqui (em inglês).

Fontes: jornais “Welt am Sonntag” e “Südkurier”; revista Época

::Visita à Liza::

09/01/2010

Ontem eu e o Daniel fomos fazer uma pequena visita à Liza, que mora aqui no sul da Alemanha numa cidade no meio da Floresta Negra. Ela ganhou um livro na promoção de Natal da Mineirinha, e com a visita pude entregar o livro pessoalmente a ela. Apesar de geralmente adorar viajar de trem, resolvi ir de carro pois não passa trem na cidade dela e ficar no frio esperando pela conexão não dá pé, quer dizer, dá pé gelado, hehehehe…

Chegamos na casa dela pouco depois de uma hora de viagem, apesar das estradas estarem lotadas de neve e de ter nevado durante todo o percurso. O “Tudo Azul” (meu novo carro agora ganhou um nome), devidamente equipado de pneus de inverno, e o Tom Tom (o sistema de navegação) nos guiaram direitinho. Minha amizade com meu carrinho novo está crescendo!

A Liza é uma fofa. Ela tinha deixado a mesa pronta para o café-da-manhã, cozinhou um almoço super gostoso, não me deixou ajudar em nada na preparação do almoço e ainda me passou uma receita para pão de queijo que, segundo ela, faz com que nós brasileiros exilados consigamos fazer um pão de queijo que não perde em nada para o do Brasil. Estou doida para testar! Observe-se que a Liza também é mineira, portanto ela sabe do que está falando!

A tarde passou rapidinho, sendo que ainda fomos com os meninos, o Daniel e o Miguelzinho, visitar o marido Alberto na universidade, e durante a visita descobri que a “danada” da Liza é famosa e nunca tinha nos contado. Quando você entra na universidade, só da Liza por todo lado, o rosto dela saiu nas propagandas da universidade e está espalhado nos cartazes pelos corredores e nos panfletos da universidade! Confiram comigo:

Liza Mineirinha n'Alemanha

Eu e a Liza passamos a tarde toda tagarelando, enquanto os meninos brincavam. Conversamos de tudo um pouco, e também sobre amizades feitas através da internet. Eu, da minha parte, tive a felicidade de ter feito várias amizades através do meu blog, e tenho a agradecer que essa aproximação entre as pessoas seja possível, pois sem a internet estaríamos talvez morando próximos uns dos outros e não saberíamos da existência um do outro. Até hoje todas as amizades que fiz pela internet foram super legais e foi um barato conhecer as pessoas ao vivo. No meu caso já passaram de muito mais de 20 pessoas as que conheci ao vivo através da internet, e outras estão por vir, certamente!

Eu e o Dani voltamos pra casa de tardinha e meus bons companheiros, o Tudo Azul e o Tom Tom, nos guiaram novamente muito bem de volta pra casa. O carro só derrapou uma vez, e naquela hora passei a ouvir os batidos do meu coração… Apesar de morarmos relativamente perto uma da outra, a cidade da Liza é muito mais no alto, muito mais gelada e tem muito mais neve do que aqui onde moro. A neve era realmente muita por lá, o frio também (mais de 5°C de diferença) e só as rodovias estavam livres da neve, enquanto que todas as estradas secundárias estavam bastante perigosas…

O Tom Tom (meu GPS) merece um parágrafo à parte. Temos um sistema desses há poucos meses, desde que fomos a Munique no último verão e a Rê, minha irmã, tinha emprestado o dela para o Matthias ir sozinho de madrugada a uma cidade ao lado de Munique. Ele foi e voltou, adorou o sistema e assim que chegamos da viagem ele comprou um pra nós. Antes dele, a “Sandra Sandra” era o GPS daqui de casa, e ela até que funcionava direitinho, tendo guiado a família direto para a casa da irmã em Munique sem muitos problemas. Mas ter um sistema desses é muito bom. Claro que ele não enxerga desvios na pista, engarrafamentos e não é 100% correto em todas as informações que passa, e como boa mineira diria até que você “deve confiar nele desconfiando”, com um olho nele e outro na pista/nas placas, mas é super bom ter um “homem” (sim, o meu tem voz masculina!) te guiando por aí, dizendo direitinho o que fazer para chegar ao destino desejado. Engraçado é quando você tem que sair da rota, por exemplo quando a pista está em obras e é sugerido um desvio, e o sistema fica querendo te fazer voltar para a rota anteriormente sugerida. Ele sugere umas três vezes para que você faça um retorno, desiste, revoltado (deve até te xingar no seu íntimo porque você, aliás “como toda mulher”, não o ouve e só faz o que pensa), e por fim desiste de te pedir pra voltar e recalcula a rota a partir do ponto onde você está no momento. Com esta maquininha eu realmente conquistei minha independência como motorista, e passei a me sentir mil vezes mais segura na direção! 🙂

Agora que aprendi o caminho, quero voltar na Liza mais vezes, para os meninos poderem brincar mais juntos, para escalar com ela, Alberto e Miguelzinho uma das inúmeras montanhas da Floresta Negra, para aprender a fazer coxinha, para visitar o Museu do Relógio, etc.

Querida Liza: obrigada pela hospitalidade e seja sempre muito super bem-vinda aqui no lago de Constança também! Tive até a ideia de fazermos um encontro de blogueiros brasileiros aqui no lago no verão, que tal? Boa viagem pra você e sua família ao Brasil e aproveite cada segundo, recarregue suas baterias e curta a festa de aniversário do Miguelzinho, que está sendo preparada com tanto carinho! Até a volta!!!

::Grande verdade::

07/01/2010

Ustinov BMZ Mineirinha n'Alemanha

“Am unerträglichsten finde ich es, dass es Armut in reichen Ländern und reiche Menschen in armen Ländern gibt. In beiden Fällen sind sie fehl am Platz”.

Sir Peter Ustinov, Unicef-Botschafter

“O mais insuportável para mim é o fato de haver pobreza em países ricos e pessoas ricas em países pobres. Em ambos os casos elas estão fora do lugar”.

Sir Peter Ustinov, embaixador da Unicef

Fonte: header do site do BMZ (Ministério para Cooperação Econômica e Desenvolvimento)


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