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::How I met… alguns presentes que o Mineirinha já me deu::

02/05/2011

Inspirada no “How I met your mother”, série que aliás eu nunca vi mas sei do que se trata, resolvi contar “How I meet Christina Maria”, ou em mineires cuméqueucunhecimamigonaminha, a Chris, dona do “Reino Encantado de Christina Maria”, além da fofa da Ceci.

Quando eu ainda fazia cursinho no Orvile Carneiro em Beagá, me acostumei a ir ao cinema sozinha quando gostava do filme mas nao achava acompanhante. Nunca achei nada demais nem de menos fazer nada (ou tudo) sozinha. Aqui na Alemanha nao deu outra: há uns 10 anos atrás eu conhecia uma cantora mineira que iria se apresentar aqui em Constanca, mas nao sabia de ninguém que poderia ter vontade de ir no show comigo. Meu marido certamente teria, mas quem ficaria com a filhota? Foi batata: fui sozinha mesmo.

Chegando lá, o ambiente era de 2 andares e como eu sou baixinha e nunca vejo nada em shows, resolvi ir pro segundo andar pra ver alguma coisa, enquanto dancava, cantava e curtia as músicas. Perto de mim, atrás, embaixo, do lado, em todos os cantos: brasileiros, cantando junto, lógico. No final do show dei um “oi” bem curtinho pra duas pessoas perto de mim. Trocamos números de telefone, eu e duas meninas. Uma delas voltou logo em seguida pro Brasil. A outra, Cecília, eu vi na semana seguinte, e desde entao nunca mais parei de ver e curtir. A Ceci entra numa categoria que eu tenho pra mim de amigas incríveis, inigualáveis e muito boas de coracao, que sao verdadeiros anjinhos terrestres. Foi com ela que fiz meu livro, é ela que levanta meu astral várias vezes, que me faz rir, que acompanha meus altos e baixos, que nunca deixa a peteca cair, que eu adoro e que é dona de um talento inigualável, um doce de coco mesmo. Desde o lancamento do livro, nao páro de contar as amizades que fiz, os sorrisos que já dei e as viagens que já fiz sem sair do lugar, por ter “ido mais longe” e ter “conquistado espacos” onde eu nunca antes tinha estado. Ganhei amigos, e quantos! Esse conto aqui é pra contar como foi que a Chris surgiu na minha vida.

Bom, ano passado a Ceci participou novamente do maior Mercado das Pulgas das redondezas, em Constanca, e eu pedi pra ela levar uns livrinhos meus pra expor no estande dela, conjunto com outras meninas do grupo Amigasee. O meu livro tem cores bem brasileiras e nós, treinados pelo nosso patriotismo de anos a fio de bandinhas, bandeiras, horas cívicas, pátios de escola e Copas do Mundo nao conseguimos passar de frente a nada verde e amrelo sem pararmos pra dar uma olhadinha, nao é mesmo? E foi assim que a Chris viu, parou e levou meu livro no Flohmarkt. Leu, gostou e marcamos um primeiro encontro, à beira do lago, o primeiro de muitos outros.

Desde o primeiro segundo eu, Ceci e Chris percemos que essa era mais uma daquelas amizades, se Deus quiser, pra sempre. A Chris é que nem lata de Neston: tem mil e uma utilidades, é cheia de energia, inteligente e sapeca. Casada, mae de dois filhos e possuidora de, que coincidencia, 2 cursos universitários que nem que nóis, ela é costureira de mao cheia e no maior estilo do recycling e upcycling (dando nova vida ao que estava prestes a ser jogado fora) é no “Reino Encantado de Christina Maria” que ela revela ao mundo um pouquinho da criatividade e das ideias infinitas de combinacoes multicores e multidimensionais de tudo quanto é tipo de tecido, forma e formato. Com ela a máxima de Antoine Lavoisier de que “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” é reinterpretada p.ex. em uma blusa de frio de la que ela compra como roupa de segunda mao, joga na máquina de lavar, depois encolhe na máquina de secar, corta, recorta, costura e decora e que por fim vira uma bolsa ou uma sacola multiuso, e por aí vai. Ela costura monstrinhos, bolsas, e o “Reino” dela, onde ela poe a mao na agulha, parece mais uma loja de aviamentos, tecidos e acessórios do que um simples “Speicher”, “Himmel”, caminho pro céu, onde ela chega um pouco mais perto de Deus, que lhe deu tantos dons e tanta energia boa e capacidade de fazer pessoas felizes e tirar o tempo todo delas sorrisos do rosto.

Sexta passada estávamos lá, saboreando cappuccino, ganhando massagem, costurando moranguinhos e papeando até o varar da noite com a Chris. Nao tem igual mesmo nao. Nem de longe eu sonharia que por escrever ganharia amizades tao puras, tao boas, tao importantes pra mim. Ela mora a poucos quilometros de nós, mas quem, senao o Mineirinha, a teria trazido até a mim? Obrigado, meu querido livrinho! 🙂

Se tiver ficado curioso(a) e quiser conhecer um pouquinho da arte dela, me adiciona lá no Facebook. Dentre as 500 Sandra Santos, tem uma Mineirinha n’Alemanha por lá. .-)

E aqui o recado que ela deixou aqui no blog no meio do ano passado, depois de ter lido o livro, só pra guardar de lembranca:

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Querida Sandra,

acabei agorinha mesmo de ler a última página do teu livro…. Que gosto de “quero mais” essa última pagina deixou!!!!

Parabéns pela tua visao acurada, humana, divertida e inteligente da nossa vida aqui e pela traducao abrangente e compreensiva da mentalidade dos nativos germânicos 🙂 O livro foi um prazer do comeco ao fim!

As ilustracoes da Ceci sao lindinhas e combinam super bem com o teu estilo de contar as histórias, parabéns às duas pelo lindo trabalho!
Beijos

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Obrigada, Chris! Obrigada Ceci! Boa noite!


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