Archive for outubro \20\UTC 2011

::Especial STUM: Sim, é possível porque está acontecendo!”

20/10/2011

Depois de ter comentado no post abaixo sobre História, abro minha caixa postal e leio o texto seguinte – imperdível – sobre os ciclos de mudanças da História recente e atual. Coincidência? 😉 Não posso deixar de republicá-lo aqui! Trata-se de um newsletter da página STUM – Somos Todos Um:

“Amiga e Amigo leitor, estamos todos vivendo, talvez sem percebê-los em todo seu alcance, momentos cruciais e extraordinários para nosso planeta. Por alguma razão, talvez por causa do exemplo e mérito do meu saudoso pai, sempre tive um interesse profundo nos assuntos internacionais, mundiais, que considero essenciais, ainda mais no mundo atual que a tecnologia da informação hoje reduziu àquele imediato espaço-tempo virtual, que corresponde a um clic do mouse.

Desejo aqui compartilhar brevemente os principais eventos mundiais, na minha humilde opinião, que mudaram para sempre a história da Humanidade e que me acompanharam nesta vida, desde minha chegada ao planeta até este momento.

1945 – Enquanto ainda me encontrava nadando no ventre de minha mãe, em Maio, terminou a segunda grande guerra, com mais de 40 milhões de mortos, em sua maioria civis inocentes, e permitiu a todos constatar o que pode acontecer quando entra em ação a mistura fatal de expansionismo, nacionalismo e ódio racial. O Japão capitulou quatro meses depois, em Setembro, após o brutal ataque a Hiroshima e Nagasaki, quando as bombas nucleares exterminaram centenas de milhares de crianças, mulheres e velhos inocentes; algo inominável que considero impossível justificar. Havia de fato lá muitos outros objetivos militares, como a frota imperial ancorada na baía de Tóquio. O mundo, que tanto precisava de paz, ainda não havia aprendido a lição. As ogivas nucleares começavam a mostrar a que tinham vindo. Começava a Guerra Fria.
E nada ficou como antes…

1968 – No Brasil da ditadura militar, com sua severa censura, pouco foi divulgado sobre estes episódios, mas a Europa foi sacudida de forma irreversível em seus centros de poder…
– Paris, Maio: guerrilha nas ruas e praças. A política tradicional, o capitalismo ocidental, a igreja e a sociedade sofrerão o primeiro grande golpe desta segunda metade do século. Não se trata -em momento algum-, de um movimento eclodido por motivos econômicos; as pessoas, principalmente os estudantes, ocupam praças, constroem barricadas, dominam um bairro inteiro, o Quartier Latin, marcham nas avenidas principais, questionam, desafiam o sistema, o status quo, a sociedade de consumo, apavoram o poder estabelecido. Percebem, sabem que mais esta revolução pode ser vencida. Coesos e com objetivos claros de reformas sistêmicas, os estudantes exigem democracia no nível da rua e disponível a todos, articulam-se de forma a conseguir o apoio de praticamente toda a população…
A Sorbonne -a mais conceituada Universidade francesa-, foi invadida e ocupada; a contestação atingiu níveis paradoxais. Tudo, tudo começou a ser discutido, todos os aspectos da vida social vigentes foram transcendidos, desde os métodos de ensino aos exames de fim de curso, do sistema político ao da saúde pública. A panela de pressão havia estourado e um novo horizonte se tornou realidade. As relações de poder entre o cidadão e as autoridades mudaram da água pro vinho…
E nada ficou como antes…

1989 – A queda do muro e da URSS
Em 9 de Novembro daquele ano, encontrava-me em Dusseldorf, na Alemanha e creio que poucas vezes me emocionei tanto. Nos locais públicos, lojas, restaurantes, farmácias, bancos, havia um ou mais aparelho de TV ligado. Todos continuavam trabalhando ordeiramente e em silêncio, mas com contagiantes lágrimas nos olhos. As imagens mostravam incrédulos alemães orientais, com e sem documentos, passando pelos escancarados postos de fronteira de Berlim -ainda em mãos dos guardas do regime-, que ficaram submersos, e sem reagir, pela multidão avançando rumo ao lado ocidental. Lembro que alguns dirigiam os obsoletos, fumacentos e descartáveis carros Trabant, que em pouco tempo foram jogados em profundas valas abertas nos fundos dos postos de gasolina mais afastados das cidades. Membros de famílias, separadas durante dezenas de anos, ansiosamente espreitavam os que passavam pela fronteira e quando alguém era localizado a comoção tomava conta e a turma -chorando sem parar-, festejava como se tivesse assistindo a um gol de seu time de futebol.
(Agradeço ao Universo por ter me permitido saborear este momento de celebração).
Com a subsequente queda do muro, ato contínuo, começou o inexorável desmoronamento da União Soviética, da cortina de ferro, do sistema comunista.
A Guerra Fria havia acabado para sempre. A Alemanha estava finalmente reunida.
E nada ficou como antes…

2001 – Um novo inimigo: o terrorismo
Os ataques em solo americano -pela primeira vez na história-, mudaram nossas vidas, a dos iraquianos, dos afegãos, dos islâmicos em geral e dos americanos, que perderam desde então seus direitos constitucionais, ficando submetidos à lei chamada de “ato patriótico”:
“Entre as medidas impostas pela lei, estão a invasão de lares, espionagem de cidadãos, interrogações e torturas de possíveis suspeitos de espionagem ou terrorismo, sem direito a defesa ou julgamento. As liberdades civis com esse ato são removidas do cidadão. Muitos historiadores relacionam essa lei como um passo legal para a instituição de lei marcial na eventualidade de qualquer evento de terrorismo, falso ou verdadeiro” (Wikipédia)
Sim, os EUA em crise profunda encontraram o terrorismo, palavra-chave que hoje apavora meio mundo e que justifica qualquer ação de retorsão comercial, diplomática ou militar, para manter o medo como companhia constante dos habitantes dos EUA e do planeta.
Não vamos aqui entrar no mérito sobre a autoria do ataque, aspecto que já foi tratado em outro especial.
E nada ficou como antes…

2011 – Sim, é possível, pois está acontecendo!
Pessoalmente, acredito que este ano, que está quase terminando, tenha sido o mais importante, o mais crucial de todos os que relatei. Será o marco deste século.

Os bravos e determinados filhos da “Primavera Árabe”, saturados pelo jugo de regimes feudais, os “indignados”, em sua maioria desempregados, sem esperança e sem projeto de vida, que ocuparam a principal praça de Madri e as de todas as partes da Espanha, abriram uma nova era para a Humanidade. Em poucos meses, algo que parecia puro devaneio com os dias contados, mostrou toda sua força, derrubando ditadores vitalícios, e espalhando aos quatro ventos uma semente poderosa, que aos poucos está ganhando as ruas do mundo inteiro, exigindo mudanças estruturais profundas, carregando pelas ruas e praças as bandeiras da ética, da justiça, da luta sem fim às desigualdades, ao preconceito, à separação.

Estamos apenas no começo. Com ou sem o apoio da mídia, muitas vezes impossibilitada de operar com liberdade, a Internet e suas redes sociais, bem empregadas, estão conectando, informando, motivando milhões e milhões de pessoas que começaram a sentir e apreciar seu real poder, outrora negado e manipulado e que emana de uma infinita maioria de trabalhadores, estudantes, homens e mulheres, seres humanos cansados de projetar num futuro que nunca chega suas realizações pessoais, profissionais, seus sonhos.
Quase 100 países se encontram hoje em agitação permanente. Metade dos países da Europa está em profunda crise econômica e social.

Os políticos, em sua maioria limitados, desmoralizados e ambiciosos, para dizer o mínimo, não conseguem sequer entender o que acontece de fato com a sociedade, abandonada inexoravelmente às cruéis leis de mercado. O socorro disponível ignora o aspecto básico do ser humano, focando, privilegiando como sempre as instituições financeiras para -dizem-, evitar uma “crise sistêmica”.

Percebo que o Universo está atuando num movimento pontual, sereno, implacável, que somente perturba quem não o percebe, por estar cego e surdo aos chamados de sua própria alma, esquecendo-se de que uma das sete leis espirituais é a do carma, como pode ser bem compreendido no livro “Morrer não se improvisa” de Bel Cesar.

Não será preciso desenvolver novos sistemas de governo, visto que uma democracia -finalmente iluminada-, amorosamente atuante, priorizando as enormes e urgentíssimas necessidades da Humanidade, terá todas as condições morais de estar à frente de povos despertos e conscientes.
Somente trazendo a Espiritualidade de volta às nossas vidas, poderemos transformar o mundo inteiro. Não haverá necessidade de destruir nada do que está aí. Basta afastar de vez -ou reabilitar-, os irmãos que ainda se encontram na sombra.

Vamos nos tornar também ativistas da Luz, mensageiros da Verdade que liberta?

O chamado é forte, é global, precisamos agir também, de acordo com nosso potencial. Creio seja o momento de consagrar nossa energia, amor-próprio e disponibilidade em prol desta enorme onda de transformação de consciências, alegres e felizes por poder servir ao Universo neste momento fundamental, fazendo nossa parte com inteligência, coragem, determinação e muito amor, em cada ato de nossa existência.
E nada ficará como antes…

Sim, somos um só!
Agradeço aqui os queridos e pacientes Guias e mais a turma toda que permite que o site exista: Rodolfo, Sandra, Teresa, Marcos, Anderson, Ian, Lidiane… e Você!

Namastê (O Deus que É em mim saúda o Deus que É em Você)”.
Sérgio STUM (autor do texto) – Obrigada!!!

::Memórias dos alemães::

20/10/2011

Conversando com alemães, aprendemos muito com suas memórias. A Neusa d'”O Paraíso sem Bananas” que o diga! 🙂

Quando apresentei meu livro em Hildesheim e comentei sobre a existência de orgulho regional, e por outro lado da quase ausência do orgulho nacional no país, alemãs com atualmente uns 50 anos comentaram comigo que não tiveram aula de história da Alemanha depois da época de 30. Antes da crise econômica daquela década ter entrado em vigor, a aula de história parava abruptamente pra pessoas daquela idade, na época quando estavam na escola. Por sua vez, em casa pouquíssimos falavam sobre experiências e memórias das Guerras. Só a partir dos anos de 70 voltou-se a dar aula sobre toda a história alemã, o que elas constataram quando seus filhos foram para a escola. Não admira que as pessoas tenham tido muita dificuldade aqui na Alemanha de desenvolver um orgulho pelo país, o que foi substituído pelo orgulho regional, mesmo levando em conta que o país pôde bravamente se reerguer depois das Guerras.

Conversando com um professor de matemática vindo da Alemanha Oriental, comentei com ele que acho as possibilidades de pesquisa das crianças e jovens hoje em dia absolutamente fantásticas, pois eles têm fontes intermináveis pra buscar o saber, o que nós, pelo menos na minha geração, não tivemos. Contei pra ele que na minha época de universidade existia um só livro na biblioteca para uma sala de 40 pessoas, e antes mesmo que o professor acabasse de passar o nome do livro uma das minhas colegas de classe já estava esperando em pé na porta da sala pra sair correndo pra biblioteca e pegar o tal livro emprestado, deixando os outros colegas a ver navios… O jeito era pegar o livro emprestado dela por algumas horas e pagar por cópias horríveis de xerox, que se amontoaram ao longo dos anos de universidade. No final de 4 anos, tinha uma pilha de uns 40 cm de cópias! O alemão oriental, por sua vez, me contou que fazer cópias era proibido na Alemanha Oriental, pois tinha-se medo que se fosse feita propaganda contra o sistema. Os alunos foram criativos e inventaram um jeito de ganhar um dinheirinho: faziam suas anotações com folhas separadas por papel carbono e assim tinham cópias, que por sua vez eram vendidas para outros estudantes. Assim, tanto lá quanto cá, todos davam seu jeitinho de aprender!

::Cultura alemã: Brezel::

16/10/2011

Brezel (antigamente chamada de brezitella), Bretzel, Brezl ou Breze na Baviera, na Áustria Brezn ou Brezerl, no sul da Alemanha (parte Schwäbisch, rosa no mapa abaixo) Bretzet ou Bretzg / Bretzga (sing./pl.), no sul da Alemanha (parte Badisch-Alemannisch, marrom no mapa abaixo) também Bretschl, para os americanos Pretzel, é um pão típico da região sul da Alemanha, cuja forma sempre tem um laço no meio da massa. O formato do pão indica sua região e há diferentes tipos de Brezel dependendo da tradição e da ocasião em que é feito. Em Munique costuma-se encontrar Brezels gigantes, de uns 30 cm de comprimento! Eles são chamados de Wiesnbrezn e são feitos na época do Oktoberfest. “Uma” Partybrezel (observem que em alemão é uma palavra feminina, die Brezel) pode chegar a ter o tamanho de 50 cm ou mais, e é feito sob encomenda depois que o padeiro é informado sobre quantas pessoas irão participar da festa. Parece que há também Brezels doces, que eu aliás nunca comi ou vi nestes anos de Alemanha.

Há uma lenda que diz que um padeiro foi desaforado para com seu senhor e este lhe condenou à morte. Mas considerando que tratava-se de um padeiro muito bom, disse-lhe:
„Back einen Kuchen lieber Freund, durch den die Sonne dreimal scheint, dann wirst du nicht gehenkt, dein Leben sei dir frei geschenkt.“

“Faça um bolo meu amigo, através do qual os raios do sol possam ser vistos três vezes, então não será enforcado e receberá sua vida como presente”.
Assim foi inventado o Brezel.

O Brezel é visto com pão de dieta e também é indicado pra quem está com desarranjo intestinal. Pode ser comido simples, depois de retirado um pouco do sal grosso, com manteiga, salame, presunto, Nutella, salgado ou doce. É comido no café-da-manhã acompanhando um café, em festas em ambientes fechados ou festas ao ar livre, acompanhando por exemplo uma cerveja ou um refrigerante. É parte integrante da cultura alemã e é realmente muito gostoso!

Pra quem quiser fazer o seu próprio Brezel, indico a receita do blog da Quelen, aliás cheio de receitas super gostosas e leves!

Fonte: artigo da Wikipedia.

::Republicando – tirado do meu 1° blog: Lembranças::

13/10/2011

Nos domingos lá em casa sempre tocava Nat King Cole ou Vinícius de Morais, MPB ou outra coisa do gênero. Domingos deliciosos regados a boa música, lasanhas ou algum outro prato especial, harmonia e mamãe cantando enquanto limpava a casa, interminantemente, com o maior prazer. Na minha adolescência descobri a música mineira, 14 Bis, Beto Guedes, o Clube da Esquina, Flávio Venturini, Paulinho Pedra Azul e tudo o mais que minhas belas e Minas Gerais tinham pra oferecer de bom. Foi a época de comprar LP’s a prestação de 4 vezes e ainda de meia-a-meia com meu irmão e dos shows ao vivo ao pé da serra no parque das Mangabeiras, todos os domingos. Ai que delícia! Depois veio Supertramp, Genesis, Madonna, Prince, Michael Jackson, Queen, George Michael, James Taylor, Tina Turner e na onda nacional tudo o que nosso país foi capaz de oferecer na época em que se misturava um bom rock a letras de conteúdo: Cazuza, Legião Urbana, Paralamas do Sucesso e Kid Abelha. No final da adolescência e na época de faculdade eu curtia tudo o que fosse dançável e/ou representasse o “beat” da época. Da primeira vez que estive na Europa levei comigo o olhar maravilhado pela MTV, que antes não conhecia, e também alguns CD’s de música francesa e internacional que ainda não tocava no Brasil. Nesta época também chegou (e ficou) minha paixão pela música brasileira cantada por vozes femininas e por jazz & blues de todas as formas. A lista de quando comecei este blog resume um pouco meu gosto musical eclético e camaleônico de ser: Norah Jones, John Mayer, Marisa Monte, Adriana Calcanhoto, Legião Urbana, Cazuza, Milton Nascimento, Toquinho e Vinícius, JAZZ, BOSSA NOVA, MÚSICA COM LETRA INTELIGENTE OU BATUQUE BOM =D, MPB. Nos últimos tempos tenho descoberto meu interesse por música eletrônica no estilo Cibelle, esse tipo de música que se (re)inventa a cada segundo, que parece uma viagem musical em cada tom. Com o tempo aprendi a gostar de música boa do mundo todo, em qualquer língua, desde que tenha um batuque bom, uma mensagem ou que me capture e leve em sua viagem. Gosto de músicas com as quais me sinto voando, viajando ou crescendo, em estado de mutação. Taí, confessei algo que é parte de mim e sem a qual não consigo viver: MÚSICA.
E quanto a você, qual é o seu gosto musical?

::Porta entreaberta::

13/10/2011

Uma porta
Pela qual passei
Em diferentes momentos
Da minha vida

Uma separação
O fruto de uma união
A esperanca de expansão
A busca pela luz, pelo pão

Alma dilacerada
Alma alimentada
Alma inspirada
Alma cantada
pelo destino da vida

Diferentes momentos
Uns bons, uns ruins
Partes diferentes
de uma vida qualquer:
A minha vida

P.S.-Este poeminha foi reescrito às pressas depois que o perdi prontinho porque meu laptop resolveu fazer um update sem me avisar… 😦 Não ficou a mesma coisa do primeiro, mas quebrou o galho pra guardar o pensamento em forma de palavras.

::Cidade planejada na Idade Média ganhará vida no sul da Alemanha::

10/10/2011

Sem escavadeiras, guindastes ou eletricidade, um canteiro de obras será criado próximo ao lago de Constança, no sul do país. O objetivo é construir uma cidade medieval planejada há mais de mil anos.

Um impressionante palácio renascentista, a igreja gótica de São Martinho e majestosas residências do centro da cidade. Essas são algumas das atrações que levam turistas a Messkirch, cidade próxima ao lago de Constança.

Mas no próximo ano uma nova atração promete não só atrair ainda mais turistas, mas também a atenção para a pequena cidade do sul da Alemanha. Serão mais de 40 operários de cantaria, pedreiros e carpinteiros vestidos com roupas medievais reconstruindo, diante dos olhos da plateia, uma antiga cidade monástica.

Da planta ao mosteiro

Historicamente, Messkirch nunca possuiu um grande mosteiro, embora a cidade tenha desempenhado um papel importante durante o período de cristianização no século 8°. O projeto de construção da cidade medieval não veio de Messkirch, mas originalmente de St. Gallen na Suíça. Por mais de mil anos, o projeto de construção ficou guardado como relíquia na biblioteca do mosteiro.

No século 6°, monges da ilha de Reichenau, no lago de Constança, idealizaram a planta de uma cidade espiritual construída ao redor de uma grande abadia. “Esse foi o plano diretor para muitos dos mosteiros na Europa. Nosso foco está na construção, mais do que na cidade em si”, declarou Bert Geurten, presidente da Associação Cidade Monástica Carolíngia. “Em primeiro lugar queremos mostrar que a Alta Idade Média dispunha de excelentes artesões e construtores. No momento esse é nosso principal objetivo. O edifício concluído é uma segunda etapa.”

Castelo como modelo

Quando jovem, Bert Geurten era fascinado pelo período inicial da Idade Média. Aos 17 anos, ele visitou uma exposição sobre Carlos Magno e viu então uma maquete do mosteiro de St. Gallen. Décadas depois, quando visitou Guédelon na França, a imagem ainda parecia estar em sua cabeça. Desde 1997, um castelo tipicamente medieval está sendo construído na cidade com técnicas da época. “Quando estive em Guédelon, fiquei fascinado com o que vi e pensei que queria fazer algo como aquilo. Lembrei-me então da cidade monástica de St. Gallen, que nunca havia sido construída. Resolvi que queria fazê-lo”.

Loucura vitoriosa

O ceticismo das autoridades parisienses em relação ao projeto em Guédelon era muito grande. Na época, alguns dos iniciadores foram chamados até de loucos. Mas os defensores da arqueologia experimental conseguiram impor suas visões e o empreendimento que havia sido considerado loucura é hoje a segunda maior atração turística da região da Borgonha.

Bert Geurten espera o mesmo sucesso para o projeto da cidade monástica em Messkirch. Depois que o financiamento do empreendimento foi agora esclarecido, espera-se dar início à construção no início de 2012. E a partir de meados do ano que vem, os turistas já poderão acompanhar de perto o progresso das obras.

Séculos trabalhando juntos

Da primavera ao outono europeu, 40 operários viverão e trabalharão no canteiro de obras. Os turistas poderão ver de perto a obra e fazer perguntas sobre o trabalho. O entusiasmo pela construção da cidade monástica é tão grande que o número de escritos para trabalhar no projeto é quatro vezes maior do que o número de vagas oferecidas. Assim como acontece no castelo em Guédelon, os trabalhadores usarão não só a técnica, mas também ferramentas e vestimentas da época.

Como tudo tem seu rigor histórico, o projeto contou com um conselho cientifico que segundo Bert Geurten conta com os “mais ilustres especialistas europeus nesse campo”. Mas como um projeto medieval é compatível com as normas de segurança e construção do século 21?

“É claro que vamos trabalhar com botas, capacetes e luvas de segurança, mas podemos fazer algumas adaptações. Por exemplo, em Guédelon, os capacetes eram usados sob chapéus medievais, e os sapatos de madeira, usados no século 9°, receberam um certificado de segurança do estado alemão onde se realiza a obra. Ou seja, é possível combinar o século 9° com o século 21”, respondeu.

Construir é o objetivo

A previsão de construção da cidade monástica em Messkirch é de 40 anos. Com a realização do projeto, a cidade espera fomentar o turismo em toda a região. Para o prefeito Arno Zwick, “Messkirch tem que estar ciente de que todos devem trabalhar juntos – comercio, serviços e restaurantes – para que aproveitem o melhor possível o que a construção da cidade monástica vai atrair”.

Segundo Bert Geurten, depois de pronta, a nova cidade poderá ser usada de diferentes maneiras por Messkirch. A única coisa que incomoda o empreendedor, que hoje tem 62 anos, é que ele dificilmente verá o projeto finalizado. No entanto, para Guerten, o processo é mais importante que o resultado.

Texto: Klaus Gehrke (ms)
Revisão: Carlos Albuquerque

Fonte: Reportagem da Deutsche Welle de 07.10.11, repassada pela Svea Kröner (obrigada, Svea! :-))

::Oktoberfest::

07/10/2011

::Homenagem a Steve Jobs::

06/10/2011

Muitas vezes penso sobre os relacionamentos humanos e chego à conclusão de que deve existir alguma ligação invisível entre as pessoas, um fio invisível de uma imensa teia de aranha que nos atrai uns aos outros. Dando como exemplo o meu livro, ele liga pessoas que, em regra, virariam amigas se pudessem se conhecer entre si. Acho isso incrível! É mesmo como um imã invisível que puxa o semelhante ao semelhante.

Eu nunca vi nenhuma apresentação do Steve Jobs, este é o 1° vídeo que vejo dele, pois hoje uma parte do que ele falou foi divulgado numa rádio local, por ocasião da sua morte. Mas eu o admiro, tenho um certo carinho, respeito e penso que, como diz uma linda musiquinha de jardim aqui da Alemanha, o mundo teria sentido falta dele se ele não tivesse vindo ao mundo.

Claro que a Apple, assim como qualquer outro empreendimento, não tem só significados bons e o status e hype que se criou em volta da marca é certamente exagerado. Mas se pensarmos que este cara começou a empreender em uma garagem e hoje muitos de nós carregam consigo um modelo que ele criou, ou uma cópia inspirada em suas visões, que a empresa dele emprega muitos mil funcionários e que uma visão de um só ser humano revolucionou nossa maneira de nos comunicar é o máximo pra mim. Eis aqui todas as capas de revista em que ele apareceu durante sua carreira e um post maravilhoso dedicado ao Steve Jobs aqui.

Sinto por ele ter morrido um dia depois do lançamento do iPhone 4S (“for Steve“) e desejo que ele não tenha ficado sabendo das muitas críticas e do fato de que as ações da empresa caíram logo depois da apresentação do novo modelo. Agora ele vai ficar fazendo a ligaçã satélite entre nós, cá embaixo, com o mundo lá de cima.

No vídeo acima ele demonstra ter uma visão muito bonita da morte e fica claro que usou a morte como fonte de inspiração para seguir os chamados do seu coração. Ele a enfrentou sempre de frente, e muitas vezes ela resolveu o deixar viver mais algum tempo. Ele sugere que outros façam o mesmo que ele fez. Mudar pra deixar entrar coisa nova na vida da gente, viver o que temos pra viver e não perder tempo em ficar copiando ninguém, nem aceitando dogmas que não são os nossos. Amém! Que Deus (o universo) o tenha!

E qual é a sua opinião a respeito da morte?

::Brasil e Alemanha fecham acordos para a feira CeBIT 2012::

04/10/2011

Obrigada pelo envio da Reportagem, Svea!

Parceria entre a Deutsche Messe AG (maior promotora de feiras do mundo e organizadora da CeBIT – Feira Internacional de Tecnologia de Informação e Comunicação) e o Brasil abre portas para promissores benefícios no setor de alta tecnologia para os dois países

A Deutsche Messe e a Softex (Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro) assinaram um extenso acordo de cooperação para a CeBIT 2012, que acontecerá em março, em Hannover, na Alemanha. Paralelamente, a BITKOM (Associação Alemã de Tecnologia de Informação, Telecomunicações e Novas Mídias) e a Brasscom (Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação) selaram também um acordo relacionado. “O Brasil é uma das economias mais dinâmicas do mundo e oferece uma riqueza de oportunidades para as empresas alemãs de alta tecnologia”, afirmou Karl-Heinz Streibich, membro do conselho da BITKOM, durante o lançamento do Projeto Brasil País Parceiro da CeBIT 2012, realizado ontem (3/10), em São Paulo. “Os projetos de investimentos em infraestrutura, e uma classe média ascendente e cada vez mais próspera, fazem do Brasil um mercado e parceiro comercial extremamente atraente”, disse Streibich.

Segundo Ernst Raue, membro do conselho da Deutsche Messe, a expectativa de ter o Brasil como País Parceiro e homenageado da CeBIT 2012 é bastante grande pelo histórico de sucesso nas edições anteriores do evento. “Os primeiros expositores brasileiros se apresentam na CeBIT desde 1987 e, em 1999, para aumentar sua influência na América do Sul, a Deutsche Messe fundou uma subsidiária no Brasil com escritórios em São Paulo e Curitiba e, com o apoio local, em maio deste ano foi inaugurada a BITS – Business IT South America, primeiro evento com a chancela da CeBIT no continente sulamericano.”

Summit Alemanha-Brasil de TIC

De 6 a 10 de março de 2012, a Deutsche Messe e a BITKOM levarão o talento brasileiro para a CeBIT, em Hannover. Pela primeira vez, um país sulamericano será parceiro da maior exposição de tecnologia digital do mundo. Informações sobre o Brasil e sua indústria de alta tecnologia serão divulgadas durante inúmeros eventos na CeBIT. Um dos pontos altos será o Summit Alemanha-Brasil de TIC, que ocorrerá no dia 6 de março, e atrairá políticos de alto escalão e líderes industriais de ambos os países. “A CeBIT é uma extraordinária plataforma B2B e também uma oportunidade de debate sobre a sociedade da informação de amanhã”, ressaltou Streibich, durante o lançamento em São Paulo. De acordo com ele, “a harmonização das políticas nacionais de tecnologia está se tornando cada vez mais importante nesta era de globalização.”

Ernest Raue, membro do conselho da Deutsche Messe, completou: “os brasileiros se apresentarão na CeBIT 2012 como uma nação moderna, detentora de alta tecnologia e como interessantes parceiros econômicos.”

De acordo com Streibich, durante o Summit Alemanha-Brasil de TIC haverá workshops ministrados por experts da BITKOM com o objetivo de auxiliar empresas – principalmente pequenas e médias – a expandirem suas operações de negócios internacionais nas direções certas.

Parceiro atrativo

A Alemanha apresenta-se como um parceiro atraente para a economia brasileira. Com um volume de 145 bilhões de Euros, o mercado alemão de TIC e eletrônicos de consumo foi o maior da Europa em 2011. Para 2012, a previsão de crescimento desse mercado é de 148 bilhões de Euros. O mercado brasileiro de TI também cresce fortemente. Para este ano, o Observatório de Tecnologia da Informação Europeu (EITO) previu que as vendas de TIC no Brasil devem crescer 6% (na comparação anual), chegando a 87 bilhões de Euros e, para 2012, está previsto um acréscimo de mais 6%, alcançando 92 bilhões de Euros. Desta forma, segundo o EITO, o setor de TIC no Brasil deve crescer mais que muitos países da União Europeia.

Sobre o EITO: o European Information Technology Observa­tory fornece dados regulares sobre mercados globais de TIC e eletrônicos de consumo. Subsidiária da BITKOM, o observatório trabalha em parceria com os seguintes institutos de pesquisa de mercado: IDATE, IDC e GFK.

Sobre a BITKOM: a Associação Alemã de Tecnologia da Informação, Telecomunicação e Novas Mídias representa mais de 1.350 empresas, com mais de 1.000 membros efetivos com vendas consolidadas de aproximadamente 135 bilhões de Euros e mão-de-obra de 700 mil funcionários. A associação conta com fornecedores de software e serviços de TI, telecomunicações e serviços de internet, fabricantes de hardware e eletrônicos de consumo, bem como empresas de mídia digital e está focada especialmente na construção de uma política digital orientada para o futuro.

Sobre a CeBIT: a Feira Internacional de Tecnologia de Informação e Comunicação é o evento de negócios digitais mais importante do mundo. Ocorre anualmente, desde 1986, como exposição independente, sempre em março, no pavilhão de feiras de Hannover. Através de uma combinação que reúne feira, conferência, palestras, eventos coorporativos e lounges, a CeBIT funciona como uma eficiente plataforma B2B para o desenvolvimento de negócios e sucesso econômico da região. A CeBIT 2012 será realizada entre os dias 6 e 10 de março e estará alinhada em quatro plataformas de exposição. A CeBIT pro destaca soluções eficientes e seguras de TIC para empresas. A CeBIT gov apresenta aplicativos para administração pública e serviços de saúde. A CeBIT life proporciona conhecimento de modelos de negócios que movem os mercados atuais focados nos consumidores. A CeBIT lab traz soluções pioneiras de TIC e apresenta as tendências emergentes para o mundo de amanhã.


%d blogueiros gostam disto: