Archive for setembro \30\UTC 2012

::Ziemlich beste Freunde – Intocáveis::

30/09/2012

Uma dica pra quem por ventura ainda não tenha visto este filme absolutamente imperdível: se você está ouvindo a música acima (Ludovico Einaudi – Una Mattina) e ficou curioso ou foi tocado por ela, não deixe este mundo sem antes ver o filme do qual ela faz parte da trilha sonora, cujo nome em alemão é Ziemlich beste Freunde (Intocáveis).

Tudo o que um ser humano quer nesta vida é ser aceito como é, e ser tratado como ser humano. Simples assim. E quando pessoas, mesmo absolutamente diferentes, se encontram e assumem estas premissas, o amor prevalece e a vida flui.

P.S.1 – A próxima pessoa que fizer um comentário no meu blog ganhará um presente meu. É uma comemoração ao 5.000° (como se fala isso em português?!?) comentário do meu blog. Uma boa semana para todos!
P.S.2 – E o presente vai para Flávia Ribeiro, que acaba de fazer um comentário no post “Gravidez e parto na Alemanha”.

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::Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão – Fernando Pessoa::

29/09/2012

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final…

Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu…. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.

O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora…

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração… e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”.

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és…

E lembra-te:

Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.

::Crítica social – Cro – Wie ich bin::

29/09/2012

Aqui mais uma música do cantor alemão Cro, que é uma crítica à sociedade, que muitas vezes valoriza o que as pessoas representam, sua posição social, e não quem elas são, sua personalidade. O cantor só se apresenta em público com uma máscara de panda, para proteger sua esfera pessoal e, por fim, seu verdadeiro “eu”. Nesta letra, ele diz que, por não ser reconhecido, é tratado como um qualquer, e quando sobe ao palco com sua máscara, passa a ser o “tal”.

A mensagem principal da música:

Manchmal denk ich wie’s wohl wär, wenn ich nicht wär, wer ich bin
Aber kein Mensch steht mir so gut wie ich,
deshalb bleib ich wie ich bin.

Às vezes penso em como seria se eu não fosse quem sou
Mas não há ninguém que combine melhor comigo do que eu mesmo
Por isso continuo a ser quem sou.

::Volta às aulas na Alemanha::

10/09/2012

Depois de 6 semanas de férias, os meninos voltaram às aulas hoje. A rotina de levantar cedo, dar uma olhada no tempo lá fora, olhar pro relógio, vestir, tomar café, olhar pro relógio, preparar lanche, olhar pro relógio, escovar dente, olhar pro relógio, dar uma arrumadinha aqui e ali se possível, olhar pro relógio, descer pro carro e sair pra deixar os meninos no colégio e depois ir trabalhar voltou pra mim também. Já se foram as nossas férias!

Os meninos chegaram em casa com muitas novidades, horários, nomes, e muitos, muitos livros em mãos para encapar. Os livros são todos de graça nas escolas da Alemanha, e se são usados pela primeira vez, devem ser devidamente encapados. Eles são geralmente de capa dura, bem pesados e de boa qualidade, com fotos coloridas e de papel brilhante. Na primeira folha há um lugar para que o aluno inclua o ano, nome e no caso dos livros do Daniel (2a. série do 1° grau) ainda deve-se incluir a avaliação subjetiva do estado dos mesmos. Escrevemos “sehr gut” (muito bom) pois eram novinhos.

Depois de encapados, gosto de ficar folheando-os, uma vez que eu daria uma boiada pra poder voltar à escola, qualquer uma que fosse, pois eu sempre adorei estudar. Hoje me perdi nos livros de alemão do Daniel, cheios de rimas e poemas infantis, e nos livros de História, Italiano e Inglês da Taísa, muito bem feito e diversificado. Notei que o tema “imigração” é tratado de várias formas, e a sociedade alemã se analisa a fundo, com todas as suas facetas. Li muita coisa legal. Uma delas foi esta daqui:

“I’ve come to realize that by playing my roots so firmly, I am no longer borrowing history. I am living and even creating it. Perhaps someday when I’m gone, someone will ask the person who lives in this house after me, “Do you see a lot of butterfles on this property?”.
(…)
“Yes, why do you ask?”
“Well, you know, the woman who used to live here was such a sweet lady. They say butterflies come around to people like that”.

“Eu percebi que buscando pelas minhas próprias raízes aqui com tanto afinco eu não estou mais pegando história emprestada. Eu a estou vivendo ou até a criando. Talvez algum dia quando eu me for, alguém vai perguntar pra pessoa que viver na minha casa depois de mim, “Você vê muitas borboletas aqui nesta casa?”
(…)
“Sim, por que você está perguntando?”
“Bem, sabe, a mulher que vivia aqui era uma pessoa tão doce. Dizem que as borboletas gostam de voar perto de pessoas assim”.

Newsweek, March 13, 2000, p. 68
Snow Anderson, “I’m not borrowing History anymore”
Parte do livro “The New Summit, Text and Methods, Shöningh

::Rotas do Patrimônio Mundial na Alemanha::

08/09/2012

Dica da minha amiga Svea: para conhecer algumas das rotas do Patrimônio Mundial na Alemanha, visite o site da DW (Deutsche Welle) clicando aqui. Boa viagem!


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