Archive for maio \25\UTC 2014

::Agora o mundo vai ter que agüentar – um pouco do que se noticia sobre o Brasil no estrangeiro na atualidade – reportagem do jornal alemão Die Welt de 22/05/14::

25/05/2014

O argumento desta reportagem até é interessante, mas ainda assim eu espero que a Copa seja sim uma oportunidade para o brasileiro mostrar para o resto do mundo que somos hospitaleiros e sabemos receber bem todos os povos, de todas as raças, em nossa casa. Além do evento ficar mais positivo para o mundo, isso também pode gerar renda mais tarde para o país, a exemplo da Alemanha depois da Copa de 2006. Ainda que, pelo que eu ouvi dizer, uma camiseta do Brasil esteja custando 250 reais e que se possa comprar uma camiseta da Fifa com as cores do Brasil num supermercado alemão por poucos euros, mesmo não sendo a camiseta oficial da Seleção, a alegria do nosso povo é intrínseca, espero eu, e há de predominar. A reportagem é de autoria de Thomas Fischermann.

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Agora o mundo vai ter que agüentar – a Copa no Brasil não vai ser sinônimo de festa. O anfitrião está ocupado com outras coisas mais importantes

É necessário colocar as cartas na mesa: os brasileiros estragaram a Copa. Para si próprios e para o resto do mundo. Os estádios, hotéis e a infraestrutura irão funcionar de forma razoável dentro de três semanas, mas a animação já se foi. Há poucos brasileiros andando no país com camisetas verde-amarelas da Seleção, a decoração nas ruas com relação à Copa está muito pouca e é mais resultado de fontes oficiais do que da manifestação do povo como demonstração de alegria de que o evento está para chegar. Ao lado do estádio onde será iniciado o evento em São Paulo se instalou um acampamento de opositores da Copa do Mundo. “Não vai ter Copa”, está é a solução batalhadora de muitos dos manifestantes que foram às ruas durante a semana passada em mais de 20 cidades.

Isso é muito fácil de ser mal interpretado. A grande maioria dos brasileiros não tem na realidade nada contra a Copa do Mundo. Ela tem, acima de tudo, algo contra si própria.

Os brasileiros altamente indignados quase não conseguem suportar como seu país está sendo visto pelo mundo todo de forma cruel antes do início da Copa. Isso vai também ocorrer, supõe-se, com os visitantes durante a Copa. A revista inglesa The Economist montou a imagem de um foguete em forma do Cristo Redentor prestes a se desintegrar e a revista alemã Der Spiegel colocou na sua capa a imagem de uma bola de fogo caindo de forma meteórica sobre o Pão de Açúcar, enquanto o telhado do estádio de São Paulo, que ainda não está pronto, chamou a atenção através de manchetes de jornal pelo mundo todo.

Daí seguiu uma reação comumente conhecida no Brasil: “Nós não temos ligação nenhuma com a Copa! Não damos a mínima para ela!“

Esta pode ser a razão pela qual se perceba tão pouca euforia no país do futebol poucas semanas antes do início da Copa.

Mas isto é só uma parte da história, porque a afirmação de que “não damos a mínima para a Copa“ não foi a única reação à mísera preparação do evento. Mesmo que os brasileiros não gostem de ficar tendo sua orelha sendo puxada por causa dos atrasos nas obras da Copa, desde junho do ano passado uma coisa muito importante mudou: a crítica ao estado geral do país – à má distribuição de renda, aos excessos burocráticos e à corrupção, ao estado das escolas e dos hospitais, aos investimentos mal feitos e à polícia brasileira – é exercida pelos cidadãos de forma aberta, da forma mais frequente como nunca antes acontecido.

Há um ano atrás os brasileiros surpreenderam a si próprios com o fato de que milhões de pessoas foram às ruas; uma nova cultura de protestos se formou e também uma cultura do debate político. As preocupações e expectativas são, desde então, expressamente comunicadas, e os políticos se sentem obrigados a reagir a elas. Há várias razões para isto, e o fato do mundo estar de olhos voltados para o país por causa da Copa do Mundo foi uma das menos importantes. A classe média, bem educada e moradora dos grandes centros urbanos não aceita mais a má administração pública e não quer receber só promessas dos políticos, como acontecia no passado.

Ao mesmo tempo, os representantes da classe média baixa, que acabaram de deixar a linha da pobreza, deixam seu papel de servidores das classes superiores. Eles lutam por melhoras econômicas e para que sejam ouvidos pelos políticos. Esta é a dinâmica que dá base aos protestos recentes no país.

Em outras palavras: no meio de acusações internacionais e decepções, o Brasil está no momento dando um grande passo para a frente. O crescimento econômico rápido dos últimos anos, que vai continuar no mais tardar com a próxima alta das matérias-primas, liberou forças para a sociedade.

Tanto os ambiciosos que ganharam economicamente quanto os insatisfeitos entre os que melhoraram de vida vêem seu país como um campo de obras. E também percebem a possibilidade de crescimento econômico dentro de um país em desenvolvimento não só como algo que se subentende como algo existente, mas também como um projeto, pelo qual eles têm que lutar.

O dano colateral é que os brasileiros vão mostrar para o mundo uma Copa do Mundo meio sem graça. É possível aceitar este fato, se sabemos que isso acontece em nome de algo mais importante.

Fonte: Jornal Die Welt, reportagem de 22/05/14.

::Você já tem sua camiseta do Brasil para a Copa?::

23/05/2014

Hoje foi a vez de equipar a família toda pra Copa. No nosso caso, isto significa garantir que tenhamos cammisetas do Brasil e da Alemanha pra família toda, o que foi facilmente feito no Lidl com essas ofertas aqui, válidas desde ontem (22/05/14) .

Dose foi ter que ler em cada camiseta que ela se chama em português de Portugal “camisola esportiva”. Ai, ai, isso ainda vai dar o que falar!… E até o Fuleco, o mascote da Copa, está à venda por lá como bicho de pelúcia. Não percam! 😉

E na sua casa, qual é a camiseta que você compra? Só a do Brasil ou, como no meu caso, também a da Alemanha?

::Produtos brasileiros n’Alemanha 3::

22/05/2014

Agora há pouco recebi do André Schröder de Berlim mais umas dicas de produtos “brasileiros” lançados por causa da Copa do Mundo no Brasil. Visitei até na página da marca de laticínios Milram e achei dois produtos, com a afirmação de que eles foram inspirados pelo estilo de vida brasileiro. Mais uma vez salsa! O nome dos produtos é “Salsa Quark” e “Buttermilch Ipanema“. Ambos os produtos são incomuns a olhos brasileiros! O criador deles nunca deve ter colocado um pé que seja no Brasil, hehehehe… 😉 No final tudo acaba em samba, ops… desculpem, em salsa. Olé!

produtos brasileiros

::Aprenda alemão cantando 2::

22/05/2014

Meu xará Mister Santos, até então completamente desconhecido pra mim, acaba de lançar uma música para a Copa do Mundo no Brasil intitulada “Das dicke dicke Ding“. No vídeo, mais uma Mineirinha n’Alemanha, Fernanda Brandão, dentre outras celebridades aqui na Alemanha (atores, cantores, modelos, e no finalzinho o Franz Beckenbauer):

::Outro produto “brasileiro” n’Alemanha::

22/05/2014

Salsa de Brasil. E desde quando nós dançamos salsa no Brasil?!?…

salsa de brasil

 

::Produtos “brasileiros” n’Alemanha::

21/05/2014

Esta fase pré-Copa tá muito engraçada aqui na Alemanha. Todo e qualquer produto virou produto do Brasil.

Semana passada vi uns chips de uma marca chamada “Mucho Gusto” que estavam sendo vendidos como chips brasileiros. Uai, e eu nem sabia que tínhamos algum tipo de chips que fossem legitimamente do Brasil! Havia também muitos produtos da Espanha, México e da América do Sul sendo oferecidos como produtos brasileiros… Morri de rir e ao mesmo tempo de vergonha, e também de medo dos alemães acreditarem naquela jogada de marketing de mau gosto.

Hoje achei uma nova leva desses produtos, tinha até mexido com frango e com peixe, até de um tipo que não temos no Brasil, mas isso não importa muito. Isso é detalhe. Tinha pizza de sabor feijoada (quem será que teve essa ideia magnífica que transformar a feijoada numa pizza?!?), além disso toalhas e lenços de papel em homenagem ao Brasil ou com motivos tropicais. Taí: gostei dos lencinhos de papel e finalmente a propaganda atingiu seu objetivo. Carreguei um pacote desses pra casa! 😉

::Aprenda alemão cantando::

19/05/2014

Diz meu cunhado que uma língua se aprende bem ou no berço ou na cama. O segredo dele foi sempre arrumar uma namorada pra treiná-las (tanto a língua estrangeira quanto a própria língua do corpo). 🙂

Neste final de semana fiquei conhecendo uma pequena parte dos 30 brasileiros que estão no momento morando aqui na minha cidade e estudando alemão para ingressar numa universidade alemã. Todos fazem parte do Ciência Sem Fronteiras. Muito legal!

Em homenagem a eles, que me perguntaram dicas de como aprender alemão (que eu informei, logo no início da conversa, que é uma língua que nunca se pára de aprender), aqui uma dica de música e por consequência do cantor alemão de descendência egípcia chamado Andreas Bourani. Esta música está ocupando no momento o 1° lugar nos charts alemães. Com a chegada da Copa, a música promete virar uma coqueluche de verão. E o vídeo ficou lindo, festejando acontecimentos importantes, as pessoas, a diversidade, a vida.

E agora a letra da música (tradução para o português aqui):

Auf Uns – Andreas Bourani

Wer friert uns diesen Moment ein
besser kann es nicht sein
Denkt an die Tage, die hinter uns liegen
wie lange wir Freude und Tränen schon teilen
Hier geht jeder für jeden durchs Feuer
im Regen stehen wir niemals allein
Und solange unsere Herzen uns steuern
Wird das auch immer so sein

Ein Hoch auf das was vor uns liegt
Dass es das Beste für uns gibt
Ein Hoch auf das was uns vereint
Auf diese Zeit (auf diese Zeit)

Ein Hoch auf uns (uns)
auf dieses Leben
auf den Moment
der immer bleibt
Ein Hoch auf uns (uns)
Auf jetzt und ewig
Auf einen Tag Unendlichkeit

Wir haben Flügel
Schwören uns ewige Treue
Vergolden uns diesen Tag
Ein Leben lang ohne Reue
vom ersten Schritt bis ins Grab

Ein Hoch auf das, was vor uns liegt
Dass es das Beste für uns gibt
Ein Hoch auf das, was uns vereint
Auf diese Zeit (auf diese Zeit)

Ein Hoch auf uns (uns)
auf dieses Leben
auf den Moment
der immer bleibt
Ein Hoch auf uns (uns)
Auf jetzt und ewig
Auf einen Tag Unendlichkeit (Unendlichkeit)

Ein Feuerwerk aus Endorphinen
Ein Feuerwerk zieht durch die Nacht
So viele Lichter sind geblieben
Ein Augenblick, der uns unsterblich macht (unsterblich macht)

Ein Hoch auf das, was vor uns liegt
Dass es das Beste für uns gibt
Ein Hoch auf das was uns vereint
Auf diese Zeit (auf diese Zeit)

Ein Hoch auf uns (uns)
auf dieses Leben,
auf den Moment,
der immer bleibt
Ein Hoch auf uns (uns)
Auf jetzt und ewig
Auf einen Tag Unendlichkeit

Ein Hoch auf uns
Ein Feuerwerk aus Endorphinen
Ein Hoch auf uns
Ein Feuerwerk zieht durch die Welt
Ein Hoch auf uns
So viele Lichter sind geblieben
Ein Hoch auf uns

::Mãe – Desnecessária::

08/05/2014

MÃE – DESNECESSÁRIA.

“Dê a quem você ama: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar.” (Dalai Lama)

::Dica de cursos online e gratuitos na FGV::

06/05/2014

A dica da noite fica com esta página da FGV que oferece cursos online e, alguns deles, gratuitos sobre os mais variados temas. Achei a dica na página de uma leitora minha, a Renata do Dicas Green, e repasso agora pra vocês. Obrigada Renata!

A Fundação Getulio Vargas é a primeira instituição brasileira a ser membro do OpenCourseWare Consortium – OCWC –, um consórcio de instituições de ensino de diversos países que oferecem conteúdos e materiais didáticos sem custo, pela internet. Os cursos não têm pré-requisitos e podem ser feitos por qualquer pessoa.

Lá vocês vão achar vários cursos grátis, dentre eles:

– cursos na área de finanças pessoais (como organizar seu orçamento familiar, como gastar conscientemente)
– cursos na área de sustentabilidade (nos negócios e no dia-a-dia)
– dentre outros temas.

Nos vemos por lá! Boa noite! 🙂

::Onde está Amarildo?::

03/05/2014

Há uma loucura instalada no cotidiano brasileiro que se refere ao fato da Polícia achar que pode matar. O policial é representante do povo e é pago para protegê-lo, e não amendrontá-lo, muito menos matá-lo. Depois de mais uma morte sem sentido, quando Oscaldo Zarantini, um gerente de uma loja foi morto em São Paulo por supostamente ter “algo em punho” (um celular), li esta excelente reportagem na Yahoo afirmando que um negro tem três vezes mais chance de ser morto pela polícia no Brasil que um branco.

Estou profundamente triste e indignada com esta situação. #mudaBrasil #nãoaoracismo

Fonte: Yahoo Notícias de 24.04.14.


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