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Archive for the ‘Beagá’ Category

::Curiosidades brasileiras – o Brasil visto por um francês::

16/04/2013

Olivier Teboul, francês, 29 anos, mudou pra Belo Horizonte há um pouco mais de um ano e é um cara super bem-humorado. Vale a pena ler suas observações sobre o Brasil! 🙂 Tinha um bom tempo que não dava boas e altas gargalhadas!!! De uma forma divertida e bem humorada ele lista 65 pontos que lhe chamaram a atenção desde que mora em Beagá.

Rapidamente o post circulou na internet. E já foi lido por mais de 15 mil pessoas, com 1.582 comentários no blog dele só para este texto, no momento!

Confira os pontos listados por Olivier em seu blog:

Aqui são umas das minhas observações, as vezes um pouco exageradas, sobre o Brasil. Nada serio.

-Aqui no Brasil, tudo se organiza em fila: fila para pagar, fila para pedir, fila para entrar, fila para sair e fila para esperar a próxima fila. E duas pessoas ja bastam para constituir uma fila.

-Aqui no Brasil, o ano começa “depois do Carnaval”.

-Aqui no Brasil, não se pode tocar a comida com as mãos. No MacDonalds, hamburger se come dentro de um guardanapo. Toda mesa de bar, restaurante ou lanchonete tem um distribuidor de guardanapos e de palitos. Mas esses guardanapos são quase de plastico, nada de suave ou agradável. O objetivo não é de limpar suas mãos ou sua boca mas é de pegar a comida com as mãos sem deixar papel nem na comida nem nas mãos.

-Aqui no Brasil todo é gay (ou ‘viado’). Beber chá: e gay. Pedir um coca zero: é gay. Jogar vólei: é gay. Beber vinho: é gay. Não gostar de futebol: é gay. Ser francês: é gay, ser gaúcho: gay, ser mineiro: gay. Prestar atenção em como se vestir: é gay. Não falar que algo e gay : também é gay.

-Aqui no Brasil, os homens não sabem fazer nada das tarefas do dia a dia: não sabem faxinar, nem usar uma maquina de lavar. Não sabem cozinhar, nem a nível de sobrevivência: fazer arroz ou massa. Não podem concertar um botão de camisa. Também não sabem coisas que estão consideradas fora como extremamente masculinas como trocar uma roda de carro. Fui realmente criado em outro mundo…

-Aqui no Brasil, sinais exterior de riqueza são muito comuns: carros importados, restaurantes caríssimos em bairros chiques, clubes seletivos cujos cotas atingem valores estratosféricas.

-Aqui no Brasil, os casais sentam um do lado do outro nos bares e restaurantes como se eles estivessem dentro de um carro.

-Aqui no Brasil, os homens se vestem mal em geral ou seja não ligam. Sapatos para correr se usam no dia a dia, sair de short, chinelos e camiseta qualquer e comum. Comum também é sair de roupas de esportes mas sem a intenção de praticar esporte. Se vestir bem também é meio gay.

-Aqui no Brasil, o cliente não pede cerveja pro garção, o garção traz a cerveja de qualquer jeito.

-Aqui no Brasil, todo mundo torce para um time, de perto ou de longe.

-Aqui no Brasil, sempre tem um padre falando na televisão ou na radio.

-Aqui no Brasil, a vida vai devagar. E normal estar preso no transito o dia todo. Mas não durma no semáforo não. Ai tem que ser rápido e sair ate antes do semáforo passar no verde. Não depende se tiver muitas pessoas atrás, nem se estiverem atrasados. Também é normal ficar 10 minutos na fila do supermercado embora que tenha só uma pessoa na sua frente. Ai demora para passar os artigos, e muitas vezes a pessoa da caixa tem que digitar os códigos de barra na mão ou pedir ajuda para outro funcionário para achar o preço de um artigo. Mas, na hora de retirar o cartão de credito, ai tem que ser rápido. Não é brincadeira, se não retirar o cartão na hora, a mesma moça da caixa que tomou 10 minutos para 10 artigos vai falar agressivamente para você agilizar: “pode retirar o cartão!”.

-Aqui no Brasil, os chineses são japoneses.

-Aqui no Brasil, a música faz parte da vida. Qualquer lugar tem musica ao vivo. Muitos brasileiros sabem tocar violão embora que não consideram que toquem se perguntar pra eles. Tem músicos talentosos, mas não tantos tocam as musicas deles. Bares estão cheios de bandas de cover.

-Aqui no Brasil, a política não funciona só na dimensão esquerda – direita. Brasil é um pais de esquerda em vários aspectos e de direita em outros. Por exemplo, se pode perder seu emprego de um dia pra outro quase sem aviso. Tem uma diferencia enorme entre os pobres e os ricos. Ganhar vinte vezes o salario minimo é bastante comum, e ganhar o salario minimo ainda mais. As crianças de classe media ou alta estudam quase todos em escolas particulares, as igrejas tem um impacto muito importante sobre decisões politicas. E de outro lado, existe um sistema de saúde publico, o estado tem muitas empresas, tem muitos funcionários públicos, tem bastante ajuda para erradicar a pobreza em regiões menos desenvolvidas do país. O mesmo governo é uma mistura de política conservadora, liberal e socialista.

-Aqui no Brasil, e comum de conhecer alguem, bater um papo, falar “a gente se vê, vamos combinar, ta?”, e nem trocar telefone.

-Aqui no Brasil, a palavra “aparecer” em geral significa, “não aparecer”. Exemplo: “Vou aparecer mais tarde” significa na pratica “não vou não”.

-Aqui no Brasil, o clima é muito bom. Tem bastante sol, não esta frio, todas as condicões estão reunidas para poder curtir atividades fora. Porem, os domingos, se quiser encontrar uma alma viva no meio da tarde, tem que ir pro shopping. As ruas estão as moscas, mas os shopping estão lotados. Shopping é a coisa mais sem graça do Brasil.

-Aqui no Brasil, novela é mais importante do que cinema. Mas o cinema nacional é bom.

-Aqui no Brasil, não falta espaço. Falam que o pais tem dimensões continentais. E é verdade, daria para caber a humanidade inteira no Brasil. Mas então se tiver tanto espaço, por que é que as garagens dos prédios são tão estreitos? Porque existe até o conceito de vaga presa?

-Aqui no Brasil, comida salgada é muito salgada e comida dolce é muito doce. Ate comida é muita comida.

-Aqui no Brasil, se produz o melhor café do mundo e em grandes quantidades. Uma pena que em geral se prepare muito mal e cheio de açúcar.

-Aqui no Brasil, praias bonitas não faltam. Porem, a maioria dos brasileiros viajam todos para as mesmas praias, Búzios, Porto de Galinhas, Jericoacoara, etc.

-Aqui no Brasil, futebol é quase religião e cada time uma capela.

-Aqui no Brasil, as pessoas acham que dirigir mal, ter transito, obras com atraso, corrupção, burocracia, falta de educação, são conceitos especificamente brasileiros. Mas nunca fui num pais onde as pessoas dirigem bem, onde nunca tem transito, onde as obras terminam na data prevista, onde corrupção é só uma teoria, onde não tem papelada para tudo e onde tudo mundo é bem educado!

-Aqui no Brasil, esporte é ou academia ou futebol. Uma pena que só o futebol seja olímpico.

-Aqui no Brasil, existe três padrões de tomadas. Vai entender porque…

-Aqui no Brasil, não se assuste se estiver convidado para uma festa de aniversário de dois anos de uma criança. Vai ter mais adultos do que crianças, e mais cerveja do que suco de laranja. Também não se assuste se parece mais com a coroação de um imperador romano do que como o aniversário de dois anos. E ‘normal’.

-Aqui no Brasil, nõ tem o conceito de refeição com entrada, prato principal, queijo, e sobremesa separados. Em geral se faz um prato com tudo: verdura, carne, queijo, arroz e feijão. Dai sempre acaba comer uma mistura de todo.

-Aqui no Brasil, o Deus esta muito presente… pelo menos na linguagem: ‘vai com o Deus’, ‘se Deus quiser’, ‘Deus me livre’, ‘ai meu Deus’, ‘graças a Deus’, ‘pelo amor de Deus’. Ainda bem que ele é Brasileiro.

-Aqui no Brasil, cada vez que ouço a palavra ‘Blitz’, tenho a impressão que a Alemanha vai invadir de novo. Reminiscência da consciência coletiva francesa…

-Aqui no Brasil, pais com muita ascendência italiana, tem uma lei que se chama ‘lei do silencio’. Que mau gosto! Parece que esqueceram que la na Itália, a lei do silencio (também chamada de “omerta”) se refere a uma pratica da mafia que se vinga das pessoas que denunciam suas atividades criminais.

-Aqui no Brasil, se acha tudo tipo de nomes, e muitos nomes americanos abrasileirados: Gilson, Rickson, Denilson, Maicon, etc.

-Aqui no Brasil, quando comprar tem que negociar.

-Aqui no Brasil, os homens se abraçam muito. Mas não é só um abraço: se abraça, se toca os ombros, a barriga ou as costas. Mas nunca se beija. Isso também é gay.

-Aqui no Brasil, o polegar erguido é sinal pra tudo : “Ta bom?”, “obrigado”, “desculpa”.

-Aqui no Brasil, quando um filme passa na televisão, não passa uma vez só. Se perder pode ficar tranquilo que vai passar mais umas dez outras vezes nos próximos dias. Assim já vi “Hitch” umas quatro vezes sem querer assistir nenhuma.

-Aqui no Brasil, tem um jeito estranho de falar coisas muito comuns. Por exemplo, quando encontrar uma pessoa, pode falar “bom dia”, mas também se fala “e ai?”. E ai o que? Parece uma frase abortada. Uma resposta correta e comum a “obrigado” e “imagina”. Imagina o que? Talvez eu quem falte de imaginação.

-Aqui no Brasil, todo mundo gosta de pipoca e de cachorro quente. Não entendo.

-Aqui no Brasil, quando você tem algo pra falar, é bom avisar que vai falar antes de falar. Assim, se ouvi muito: “vou te falar uma coisa”, “deixa te falar uma coisa”, “é o seguinte”, e até o meu preferido: “olha só pra você ver”. Obrigado por me avisar, já tinha esquecido para que tinha olhos.

-Aqui no Brasil, as lojas, o negócios e os lugares sempre acham um jeito de se vender como o melhor. Já comi em em vários ‘melhor bufe da cidade’ na mesma cidade. Outro superativo de cara de pau é ‘o maior da -América latina’. Não costa nada e ninguém vai ir conferir.

-Aqui no Brasil, tem uma relação ambígua e assimétrica com a América latina. A cultura do resto da América latina não entra no Brasil, mas a cultura brasileira se exporta la. Poucos são os brasileiros que conhecem artistas argentinos ou colombianos, poucos são os brasileiros que vão de ferias na América latina (a não ser Buenos Aires ou o Machu Pichu), mas eles em geral visitaram mais países europeus do que eu. O Brasil as vezes parece uma ilha gigante na América latina, embora que tenha uma fronteira com quase todos os outros países do continente.

-Aqui no Brasil, relacionamentos são codificados e cada etapa tem um rótulo: peguete, ficante, namorada, noiva, esposa, (ex-mulher…). Amor com rótulos.

-Aqui no Brasil, a comida é: arroz, feijão e mais alguma coisa.

-Aqui no Brasil, o povo é muito receptivo. E natural acolher alguem novo no seu grupo de amigos. Isso faz a maior diferencia do mundo. Obrigado brasileiros.

-Aqui no Brasil, o brasileiros acreditam pouco no Brasil. As coisas não podem funcionar totalmente ou dar certo, porque aqui, é assim, é Brasil. Tem um sentimento geral de inferioridade que é gritante. Principalmente a respeito dos Estados Unidos. To esperando o dia quando o Brasil vai abrir seus olhos.

-Aqui no Brasil, de vez em quando no vocabulário aparece uma palavra francesa. Por exemplo ‘petit gâteau’. Mas para ser entendido, tem que falar essas palavras com o sotaque local. Faz sentido mas não deixa de ser esquisito.

-Aqui no Brasil, tem um organismo chamado o DETRAN. Nem quero falar disso não, não saberia por onde começar…

-Aqui no Brasil, dentro dos carros, sempre tem uma sacola de tecido no alavanca de mudança pra colocar o lixo.

-Aqui no Brasil, os brasileiros se escovam os dentes no escritório depois do almoço.

-Aqui no Brasil, se limpa o chão com esse tipo de álcool que parece uma geleia.

-Aqui no Brasil, a versão digital de ‘fazer fila’ e ‘digitar codigos’. No banco, pra tirar dinheiro tem dois códigos. No supermercado, o leitor de código de barra estando funcionando mal tem que digitar os códigos dos produtos. Mas os melhores são os boletos pra pagar na internet: uns 50 dígitos. Sempre tem que errar um pelo menos. Demora.

-Aqui no Brasil, o sistema sempre ta “fora do ar”. Qualquer sistema, principalmente os terminais de pagamento de cartão de credito.

-Aqui no Brasil, tem um lugar chamado cartório. Grande invenção para ser roubado direito e perder seu tempo durante horas para tarefas como certificar uma copia (que o funcionário nem vai olhar), o conferir que sua firma é sua firma.

-Aqui no Brasil, parece que a profissão onde as pessoas são mais felizes é coletor de lixo. Eles estão sempre empolgados, correndo atrás do caminhão como se fosse um trilho do carnaval. Eles também são atletas. Tens a energia de correr, jogar as sacolas, gritar, e ainda falar com as mulheres passando na rua.

-Aqui no Brasil, pode pedir a metade da pizza de um sabor e a metade de outro. Ideia simples e genial.

-Aqui no Brasil, no tem agua quente nas casas. Dai tem aquele sistema muito esperto que é o chuveiro que aquece a agua. Só tem um porem. Ou tem agua quente ou tem um débito bom. Tem que escolher porque não da para ter os dois.

-Aqui no Brasil, as pessoas saem da casa dos pais quando casam. Assim tem bastante pessoas de 30 anos ou mais morando com os pais.

-Aqui no Brasil, tem três palavras para mandioca: mandioca, aipim e macaxeira. La na franca nem existe mandioca.

-Aqui no Brasil, tem o numero de telefone tem um DDD e também um numero de operadora. Uma complicação a mais que pode virar a maior confusão.

-Aqui no Brasil, quando encontrar com uma pessoa, se fala: “Beleza?” e a resposta pode ser “Jóia”. Traduzindo numa outra língua, parece que faz pouco sentido, ou parece um dialogo entre o Dalai-Lama e um discípulo dele. Por exemplo em inglês: “The beauty? – The joy”. Como se fosse um duelo filosófico de conceitos abstratos.

-Aqui no Brasil, a torneira sempre pinga.

-Aqui no Brasil, no taxi, nunca se paga o que esta escrito. Ou se aproxima pra cima ou pra baixo.

-Aqui no Brasil, marcar um encontro as 20:00 significa as 21:00 ou depois. Principalmente se tiver muitas pessoas envolvidas.

-Aqui em Belo Horizonte, e a menor cidade grande do mundo. 5 milhões de habitantes, mas todo mundo conhece todo mundo. Por isso que se fala que BH é um ovo. Eu diria que é um ovo frito. Assim fica mais mineiro.

Sensacional, coisas simples que a gente nem nota.

Gostou? Compartilhe… 😉

Fonte: (O outro) diario do Olivier, post de 09/04/13.

::Um cadinho mió::

28/11/2012

Aqui um poema mineiríssimo que recebi do meu tio Miranda, promotor do projeto ABRACEW – Brasil sem Violência na Mídia:

Já rodei muito na vida,
Quase o Brasil inteiro
Estradas do norte e do sul
Sem ter nenhum paradeiro.
Mas vou contar uma coisa
E nisso sou bem verdadeiro
Se o mineiro sai de Minas
Minas nunca sai do mineiro
 
E não pode sair mesmo
Digo de um jeito maneiro
Depois de conhecer o Brasil
Eu posso dizer bem faceiro
Que quem conhece Minas,
Conhece o Brasil inteiro
E orgulhar-se de ser de Minas
É orgulhar-se de ser brasileiro.
 
Veja o Norte de Minas
Igual a cearense Icó
Tanta seca e pobreza
Que faz qualquer um sentir dó
Aquele calor e secura
Lembra o sertão Seridó
Ali é praticamente o Nordeste.
Só que “um cadinho mió”
 
Sim, Minas também tem nordeste
Jequitinhonha, dizia minha avó.
Gente aguerrida e guerreira
Que sempre agüenta o jiló
Mas que sabe descansar sossegado
Pescar, esperar o anzol.
Parece o povo baiano
Só que um “cadinho mió”.
 
Mas é no vale do Mucuri
Que a terra parece de um faraó
Só tem gente honrada e honesta
Que não vai pro xilindró
Lá o pessoal aproveita tudo
Dá valor até ao mocotó
Parece muito a Paraíba
Só que é um “cadinho mió”
 
E o povo do nosso Rio Doce
Povo moreno queimado do sol
Mas que trabalha na terra
Quieto poupando o gogó
Naquelas terras bonitas
Canta alegre o curió
É um pedaço do Espírito Santo
Só que um “cadinho mió”.
 
E na zona da Mata
Antes, lá era o cafundó.
Hoje tem gente que pensa
Que lá só é festa: samba, baião, carimbó
Mas lá se trabalha bastante
Não pense que é só futebol
Lá é igual o Rio de Janeiro
Só que um “cadinho mió”.
 
E o nosso sul de Minas
Perseverante como o profeta Jó
Gente que não teme o trabalho
Num labor de sol a sol
Terra de gente importante
De gravata e paletó
Parece o povo paulista
Só que um “cadinho mió”.
 
E o povo cafeeiro
Com os pés sujos de pó
Não têm medo de nada
Neles ninguém dá o nó
Café com leite no Brasil
É o nosso grande xodó
Parece o sul de Brasil
Só que um “cadinho mió”
 
O povo do Triangulo
Que usando um braço só
Derruba um boi pelo chifre
Faz dele um simples totó
É um povo esperto e matreiro
Não perde tempo fazendo filó
Igual o do Mato Grosso
Só que um “cadinho mió”.
 
E nas nossas Cidades Históricas
Tudo estilo rococó
lugar de gente ilustre
Tiradentes, Juscelino, Zé Arigó
Terra de revolução e de luta
Inconfidência, revolta, quiproquó
Poderia ser a capital do país
Só que um “cadinho mió”
 
E no Alto Paranaíba
Café, pães de queijo e de ló
De frutas gostosas, o abricó
Lugar de aves campeiras
A ema, o pavão, o carijó
Lugar de festas famosas
Rezas, danças, forró
Parece muito Goiás
É só um “cadinho mió”.
 
Se em Minas está o Brasil
Em Belo Horizonte o Brasil é um só
Mineiro de todos os lados
Juntos, amarrados com grande nó
Aos pés da serra do curral
Pertinho da serra do cipó
Não deve nada pra nenhuma capital
Só que a nossa é MUITO E MUITO MIÓ.

(Autor desconhecido)

::Rádio de Minas n’Alemanha: Malaveia Webradio::

31/01/2012

Olhem só o que eu estou ouvindo no momento:

Isso mesmo, rádio de Beagá através de um app do iPhone. Se quiser experimentá-lo também, pode se informar sobre ele aqui. Também dá pra ouvir a rádio pela internet clicando aqui.

No momento toca o seguinte “por isso eu vou na casa dela, ai, ai, falar do meu amor pra ela, ai, ai…” Na verdade cantada pelo Gilberto Gil, mas o grupo abaixo também é legal! 🙂 Viva a MPB e nossa música deslumbrantemente brasileira! Mas olha que lá na Malaveia toca tudo quanto é tipo de música das últimas 2 décadas, também em outros idiomas, ok? Quer dar outras dicas? Sempre bem-vindas, é só comentar abaixo!

::Isso aqui também é Minas!::

26/01/2012

::Mapa do Estado de Mins Gérais::

05/01/2012

Achei no Facebook e divido com os leitores da Mineirinha. Clique na imagem para poder ler todos os nomes e se divertir comigo! 🙂

::Mensagem de Ano Novo & fotos de Beagá::

26/12/2011

Adorei esta mensagem de Ano Novo da Lápis Raro:


Experimente a dúvida aqui. O maior barato, garanto que vai gostar!

E pra completar uma excelente iniciativa de fotos colaborativas da mesma agência, com cada foto mais linda da minha cidade natal! Curtam comigo aqui! Seja bem-vindo ao roteiro do belo sobre Belo Horizonte! 🙂

::Lançamento do 2° volume da série “Causos” para Rir e Casos para Refletir dia 26/11/11 em Beagá::

24/11/2011

Minhas queridas mamãe Eny e tia Aracy estão prestes a lançar o 2° volume da série “Causos” para Rir e Casos para Refletir. É um livro pra quem gosta de bons “causos” e casos (verdadeiros e imaginados), daqueles que se contam numa roda de amigos ou na caída da noite no pé da cozinha. Quem estiver em Beagá não pode perder o lançamento e aproveitar pra conhecer uma parte da família da Mineirinha, minhas verdadeiras musas inspiradoras! Ah, que vontade de poder participar!!! Segue o convite delas abaixo:


Oi pessoal
Finalmente após muito esforço, trabalho e dedicação, conseguimos publicar o 2º. volume da série “Causos” para Rir e Casos para Refletir.
Faremos o lançamento e a tarde de autógrafos num barzinho muito aconchegante chamado BALAIO DE GATO, que fica na Rua Piauí, 1052 – Funcionários, no dia 26 de novembro (sábado), das 12 às 16 horas.
Estamos preparando algumas surpresas para vocês, tudo com muito humor, amor e carinho!
Nossa filha e sobrinha LILIAN que se encontrava na África, também estará presente, repassando algumas das suas vivências naquele continente.
Sua presença é muito importante para nós! Venha e traga quantas pessoas você quiser.
Um abraço carinhoso das autoras:
Aracy Miranda Costa e Eny Miranda Santos

::Relembrando… viagens da Mineirinha::

11/05/2011

Tarde, mas não tarde demais, divulgo abaixo o único vídeo que foi feito durante a apresentação do livro Mineirinha n’Alemanha na Facudade de Letras da UFMG em Belo Horizonte, que aconteceu em agosto de 2010. Espero que gostem!

E porque vale a pena relembrar, abaixo o vídeo da cantora Valéria Dennin, brasileira que mora aqui na Alemanha, cantando a música “Sauerkraut com Feijão” pouco antes da apresentação/leitura do meu livro em Munique:

::Fim da sacolinha plástica em Beagá::

09/05/2011

Belo Horizonte é a primeira cidade brasileira a proibir a distribuição da sacolinha plástica convencional através do comércio. Uma lei, que entrou em vigor em abril de 2011, prevê apenas o uso de sacolas biodegradáveis, que levam bem menos tempo para desaparecer na natureza. Que boa notícia!!! Muito obrigada à Rê pela dica!

::Ó Minas Gerais – apelo por uma Belo Horizonte mais verde::

01/09/2010

Hoje vi uma apresentação de Powerpoint da antiga Belo Horizonte, minha cidade natal. Vi fotos principalmente do começo até a metade do século passado (1900-1950) e fiquei muito abalada com as fotos da Av. Afonso Pena, nossa principal avenida, para onde aliás foi transferida há alguns anos a feira Hippie” aos domingos, excelente feira de artesanato que antes acontecia na Praça da Liberdade. Nesta avenida, na foto de outrora, há um verdadeiro “tobogã” de árvores, que vão do alto da avenida até a parte mais baixa, em duas correntes paralelas, dividindo-se para outras vias principais que cruzam aquela avenida e passando pela Igreja São José (sem grades na entrada!).

Belo Horizonte cresceu, se desenvolveu e o progresso fez com que as árvores praticamente sumissem do cenário da cidade. Em seu lugar, a poluição de todas as formas teima em enfeiar o ar, o visual, etc. Até a poluição sonora, ainda mais em épocas eleitorais, me pertuba muito. Por que será que o homem sente-se senhor da natureza, algo superior àquilo que vê ao seu redor? Por que as árvores não têm vez em perímetro urbano, sendo que sua existência aliviaria o ar para os próprios moradores das “cidades grandes” e traria mais beleza à cidade?

Do contrário, as poucas árvores têm mais é que lutar com o espaço limitado, os muitos fios de eletricidade e a mensagem de que não são bem-vindas e na verdade incomodam. Ao mesmo tempo que dou boas-vindas ao desenvolvimento econômico da cidade, sinto pelas árvores. O crescimento não tem sido de maneira nenhuma sustentável. Deveriam haver leis que limitassem as emissões de gases das fábricas, carros, ônibus e caminhões (principalmente dos mais velhos, movidos a diesel, que rodam pela cidade emitindo uma nuvem preta e fedorenta) e contribuíssem para um ar mais limpo. Deveriam haver leis que preservassem a natureza, dentro e fora das cidades. Passou uma reportagem durante a semana na tevê falando que por causa da atual baixíssima umidade relativa do ar no Brasil, digna de um deserto, as pessoas sofrem e pagam com sua saúde, e que em bairros paulistanos com menor índice de verde por metro quadrado (10 m2/pessoa), as pessoas estavam sofrendo mais com o ar seco. Admirei-me ao ver que Beagá se exalta de ter míseros 3,5 m2 de verde por pessoa! Parece que aceitaram que precisam do verde sim, mas o aceitam fora da cidade. E as queimadas? Eu nunca vou as entender. Li hoje no jornal local que elas aumentaram 125% em relação ao ano passado. Caetano Veloso escreveu que, quando jovem, se dizia escandinavo, pois gostava da ideia de viver em um país igualitário e limpo. Ainda hoje, ele se sente um estrangeiro no Brasil. Acho que eu também, pelo menos nesses aspectos. E viva o concreto! Viva o crescimento e o desenvolvimento econômico! Que se danem as crianças, que serão as que estarão vivendo nas selvas de pedra brasileiras de amanhã. Isto, caso muitas delas estejam vivas até lá.


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