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::Uma pergunta pra vcs::

10/05/2019

Estou me envolvendo um pouco mais com Marketing Digital nos últimos dias e tive um insight que queria dividir com vcs, além de pedir a opinião pra quem me lê e pra quem já prestei consultoria de carreira & RH: escrevo desde há quase 20 anos como Mineirinha n‘Alemanha, e na realidade é assim que fiquei conhecida quando lancei meu primeiro livro em 2008, e desde então comecei a prestar consultoria para pessoas buscando estudo ou emprego na Alemanha (a Suíça veio em 2015, quando comecei a trabalhar lá).

A pergunta é a seguinte: ao invés de dividir minha apresentação entre o Mineirinha e a Connex, não faria mais sentido reunir tudo na Mineirinha, consultoria, blog, mídias sociais, etc.? Eu reuniria o nome da Mineirinha com o lema da Connex, que é o meu Ikigai, e ficaria assim:

Mineirinha n’Alemanha – Sandra Santos – sharing knowledge to help others to grow.

O que vcs acham da ideia?

::Propaganda do supermercado alemão Edeka – Dia das Mães::

08/05/2019

Você já viu a propaganda que o supermercado alemão Edeka lançou por ocasião do Dia das Mães? Caso ainda não a tenha visto, clique aqui.

E aí, qual é sua opinião? “Mamãe, obrigada por você não ser o papai”… A minha é de que é uma propaganda um tanto quanto infeliz. O intuito com certeza era o de mostrar que ser mãe é algo insubstituível, que ninguém toma o lugar de uma mãe, que mãe só tem uma, cada um a sua. Meu marido vê a propaganda assim, com seu tom altamente irônico, sob a perspectiva de uma criança, e ele da sua parte não ficou chateado com ela.

Mas a grande verdade é que a maioria das pessoas não gostou dessa propaganda, quer sejam elas mulheres ou homens. Os homens, claro, por não aceitarem serem redimidos a aqueles que não sabem fazer nada em casa, que não conseguem fazer nem as tarefas mais simples e não têm o menor tato ao lidar com seus filhos. As mulheres, por várias razões, eu diria:

  • Por um lado, porque a propaganda passa aquela ideia romântica da mulher dona de casa, daquela que é a “dona do pedaço”, cujo lugar ninguém toma;
  • Ainda assim, a propaganda passa a ideia simplória das atividades domésticas e de uma mãe no cuidado de seus filhos;
  • Como terceiro ponto eu citaria que nós mulheres (pelo menos posso falar por mim) não queremos ser elogiadas em detrimento de outras pessoas, nem de outros homens, nem de ninguém. Acho até que a propaganda pode ser vista dentro do ângulo da cultura alemã, que chega a usar desse artifício com frequência: falar mal de um grupo para enaltecer outro… não, não caiu bem mesmo!

Eu vou nesse supermercado quase toda a semana e nem por isso vou parar de fazer compras nele. Tem frutas e legumes regionais, um tamanho aceitável e um bom sortimento de produtos. Mas com essa propaganda o Edeka passou dos limites e já há chamados de boicote contra ele… que perdeu uma grande chance de prestar uma homenagem, dando alfinetadas sim na sociedade, mas não alfinetadas desse tamanho!…  Poderia ter escolhido algo no limiar do tragicômico, como na propaganda anterior onde um velhinho anunciou sua própria morte para que os familiares finalmente se reunissem no Natal. Dessa vez foi um tiro pela culatra, e o troco que o supermercado está recebendo vem de todos os lados, está virando mesmo um shitstorm!….

Até a Ministra da Família da Alemanha, Kerstin Schreyer, se pronunciou a respeito da propaganda. Ela disse que só faltava essa de se fazer uma homenagem às mães em detrimento dos pais, e que a paternidade não pode ser vista como uma competição entre pais e mães. Colocar pais contra mães e vice-versa não deveria ser o objetivo de nenhuma homenagem. „Homens não são a parte pior da família. A propaganda sugere que homens sejam incompetentes na educação e no cuidado de seus filhos e tenta reconfirmar papeis antigos do homem provedor e da mulher dona de casa. Todo tipo de clichê foi atendido com essa propaganda e em termos da discussão da igualdade de gêneros já tínhamos chegado mais longe do que isso!”

Concordo plenamente com sua opinião e queria acrescentar mais um grupo que foi totalmente esquecido pelos criadores da propaganda: a dos pais que cuidam de seus filhos sozinhos, sem a presença da mãe, quer seja por motivo de força maior, ou por decisão própria da mãe de ter deixado a família. Esses pais, que são pai e mãe ao mesmo tempo, e também as mães ditas solteiras (se bem que o Papa corrigiu tão lindamente e disse que paternidade não é estado civil!), pois então as mães que são mães e pais ao mesmo tempo, esses seres que assumem a paternidade sozinhos é que mereciam a atenção de uma propaganda, para através deles mostrar que pra ser pai e ser mãe não tem receita de bolo e ninguém nasce sabendo como educar e cuidar perfeitamente de um filho. Faz-se o melhor possível, dentro das capacidades de cada um. Todas as maneiras, se feitas com amor, são louváveis e motivo de reconhecimento! E reduzir o amor dos pais a seus filhos ao nível de competição entre os gêneros não está com nada.

Li que um cliente do supermercado concorrente mais famoso da Alemanha, o Aldi, exclamou, satisfeito: “Aldi, muito obrigado por você não ser o Edeka!“… E outro completou, muito decidido: “Obrigado pelos anos em que fiz compras aí! A partir de agora, vou visitar outros supermercados, onde pais não são cidadãos de segunda classe!“…

No momento que escrevo, 08 de maio às 20:47 horas da noite, a propaganda foi vista mais de 1,2 milhões de vezes, com pouco mais de 7.000 pessoas que gostaram dela e mais de 36.000 que não gostaram!…

Tenho dito… e Feliz Dia das Mães para todas nós, mães imperfeitas, às vezes chatas, às vezes reclamonas, às vezes intransigentes, às vezes brigonas, certamente com muito amor, carinho e consideração para dar e vender… com um coração do tamanho do mundo, com comidinha, com bolo, com abraço, com beijinho, com bordado, com flor, com jardim multicor… Somos tantas, de tantos tipos, e certamente queremos que os pais sejam tão bem respeitados como nós mesmas queremos e merecemos ser!

Fonte: Jornal Merkur, reportagem de 08 de maio de 2019.

::Solicitar a nacionalidade alemã: sim ou não?::

02/05/2019

Uma resposta curta e direta da minha parte:

TODO brasileiro que mora na Alemanha não deveria deixar de fazer o teste e solicitar a nacionalidade alemã! Você garante seus direitos para sempre, pode votar e se movimentar no mundo com um passaporte alemão. Nunca perderá o direito de morar aqui, poderá receber ajuda do governo se precisar mais tarde na velhice, etc. Já convenci muita gente a tirar sua nacionalidade alemã, ainda mais porque NÃO perde a brasileira, e ninguém se arrependeu! 👍😊

Aqui informações da página do Consulado Brasileiro de Frankfurt sobre o tema.

Aqui informações sobre o teste que tem que ser feito para solicitar a nacionalidade alemã.

::Hora de influenciar o futuro da Europa::

02/05/2019

Falando sobre as eleições para o Parlamento Europeu que acontecerão daqui a 24 dias, tenho que confessar que só agora comecei a me ocupar com os candidatos. Mas tenho preferências declaradas: votarei em mulheres, se possível de origem estrangeira. Essas me representam! Independentemente da sua escolha, desejo que vote e evite que candidatos declaradamente racistas e certamente contra estrangeiros morando na Alemanha cheguem ao Parlamento. Vamos todos às urnas para evitar decepções futuras depois dos resultados das urnas! A hora é agora! Podemos fazer acontecer, pois somos um grupo representativo e podemos influenciar outras pessoas, certo?

Escrevi o texto hoje de manhã. Lendo um pouco mais, agora sei que vou poder votar em um partido, não em uma candidata. Mesmo assim, irei me orientar pelas candidatas e partidos que mais poderão me representar. De qualquer maneira o mais importante é ir votar! Quanto mais pessoas a favor da diversidade e do multiculturalismo forem às urnas, menor a chance de representantes de partidos da Direita chegarem ao seu objetivo, que certamente não é o nosso. Continuo a pesquisa! Aqui algumas opções para início de conversa:

Özlem Demirel

Ska Keller

Delara Burkhardt

Kerstin Westphal

E aqui uma ajuda para analisar as propostas dos partidos.

Li outro dia que os eleitores de Direita são bem focados quanto ao que representam e querem atingir, enquanto nós de “humanas” temos mil e uma bandeiras e com isso nos dispersamos, perdemos força como grupo. Temos que ter consciência disso ao votar, para procurar representantes que lutem por algumas das nossas mais importantes bandeiras!

::Pensando no Futuro::

25/04/2019

Estamos de férias! Hoje eu e meu marido almoçamos juntos em um restaurante da cidade. Ao nosso lado, um grupo de estudantes da escola de alemão como língua estrangeira, preparativo para que eles entrem nas universidades alemães. Na mesa, a maioria era de chineses, curiosamente só uma menina, os demais meninos. Meu marido comentou:

– Daqui a alguns anos a China será mesmo a líder econômica do mundo. Eles já descobriram que se deve investir em jovens para serem líderes no futuro. Os pais desses meninos os mandam para a Alemanha, para estudar aqui, e depois disso eles rapidamente conquistarão o mundo.

Concordei, silenciosa e pensativa quanto à educação no Brasil…

::Igikai::

31/03/2019

Tem um povoado japonês, Ogimi, conhecido pelo grande número de centenários. No livro “Igikai – Viva Bem até os Cem” foi explicado por que os moradores têm uma vida tão longínqua, saudável e feliz:

  1. Mantenha-se ativo, mesmo depois do final da sua vida profissional, explore seus talentos e não abandone coisas que sabe fazer e que lhe trazem alegria.
  2. A calma deve imperar, pois a pressa causa estresse e é inversamente proporcional à qualidade de vida.
  3. Não coma até ficar cheio. O corpo precisa de 20 minutos para registrar que estamos saciados. Comer pouco estressa menos o nosso corpo através da digestão.
  4. Tenha bons amigos e pratique atividades com eles. Amigos contribuem muito para a saúde mental, dão um sentimento de segurança e diminuem a depressão.
  5. Esteja próximo da natureza, comungue com ela. No Japão existe até uma terapia oficial que se chama Shinrin-Yoku, um „banho de floresta”.
  6. Mantenha-se positivo e tenha sempre um sorriso nos lábios.
  7. Faça exercícios físicos.
  8. Seja grato pelo que tem. Agradeça as bênçãos pelos antepassados, pela natureza, sua família, amigos, conquistas, sonhos realizados, dificuldades ultrapassadas…
  9. Viva o momento, um dia de cada vez e o momento presente.
  10. Siga o seu Igikai, dê um sentido à sua vida. Busque o seu talento, a sua paixão, um hobby ou um conjunto de ações que sejam o seu propósito de vida, a sua razão para viver e o seu motivo para se levantar da cama todos os dias.

Essas linhas nos deixam muito pensativos sobre a vida, não é mesmo? Tenho um vídeo que fala sobre os pontos acima e quem quiser recebe-lo, deverá por favor deixar seu número de WhatsApp nos comentários.

Claro fica para mim que todos os pontos são importantes paralelamente. Essa é a grande dificuldade da vida, a de driblar todos os campos e buscar uma vida que nos deixe feliz e realizados, mesmo mais tarde, na idade adulta e na terceira-idade.

Resolvi comentar os pontos acima, de forma pessoal. Vamos lá:

  1. Falando sobre mim mesma, eu poderia dizer que meu Igikai é o lema da minha empresa de consultoria, a Connex Consulting, „sharing knowledge to help others to grow” (dividir conhecimento para ajudar no crescimento de outras pessoas). Esse lema tem um significado bem profundo na minha vida e me impulsiona em todas as minhas atividades, quer seja no meu dia-a-dia profissional, durante a consultoria, quando escrevo, viajo, troco ideias e interajo com outras pessoas. E esse lema não tem nada de uma via de uma só direção, tenho plena consciência de que não sou dona da verdade (existem muitas verdades). Em cada interação eu dou um pouco de mim, de minha experiência e ganho um pouco do outro. É o encontro com cada ilha e cada história de vida que me impulsiona, e ver uma pessoa avançar em sua vida me enche de felicidade. Sou feliz por ter consciência disso!
  2. Falando sobre o segundo ponto, a calma, acho que no momento vivo uma constatação dada à minha idade e à fase em que me encontro em minha vida. Por decisão própria, resolvi trabalhar menos, desta vez não por obrigações familiares, mas para ter mais tempo de cuidar do meu Igikai e de mim mesma. Hoje estou completando o meu primeiro mês nesta nova fase de vida e estou muito feliz que tenha tomado esta decisão!
  3. Desde que fui ao Japão me apaixonei com a cultura japonesa, mesmo tendo consciência crítica de que alguns pontos não são muito positivos, como a pressão no trabalho e o estresse que faz com que os japoneses não estejam querendo ter parceiros, famílias nem muito menos crianças. Mas algo que me maravilha, dentre tantos outros detalhes, é sem dúvida a comida japonesa, os parques, o amor deles pela natureza. Comer pouco é comer bem. Isso é verdade para mim!
  4. Sem demais comentários, realmente as amizades são um bálsamo nas nossas vidas. O que venho observando, porém, é que quanto mais meios de comunicação temos, menos nos comunicamos e menos nos interagimos. Muitas pessoas estão passando pelo empecilho de deixar seus egos os governarem, e daí a começar a viver uma vida onde só a pessoa tem razão e só o que ela pensa é válido, é um passo muito rápido e muito perigoso. Precisamos nos policiar mais, nos observar mais, interagir e ouvir, ouvir, ouvir, ouvir, ouvir o outro. Cada cabeça, uma sentença, uma ilha de motivos, razões, experiências de vida, traumas e recalques. Tenhamos mais amor por nós, tendo assim mais amor pelo outro!
  5. Neste momento não estou ouvindo música, mas o canto dos passarinhos do meu jardim. Tenho uma grande felicidade de viver próxima da natureza e de notar isso! Muitos têm tanta oportunidade de comungar com a natureza e não fazem uso disso, muitas vezes pelo nível acelerado de suas vidas. A natureza é um segredo imenso, há um milagre escondido em cada semente, há muito ensinamento nas árvores e em tudo que nos rodeia. Sigamos em busca deles!
  6. Talvez quando alguém lê esse ponto e está passando por uma dificuldade, essa pessoa tenha dificuldade de entender o que foi dito. Temos a oportunidade de dar de presente um sorriso para todos aqueles que vivem conosco, e esse sorriso é gratuito, podendo abrir portas e corações. Manter-se positivo e acreditar que nada fica como está é uma máxima que tem me dado muita energia de vida. Quero sempre acreditar em dias melhores, não só pessoalmente, como também para a sociedade e para o planeta como um todo. Oremos!
  7. Pra quem já passou a aula de Educação Física escondida dentro do banheiro para não ter que fazer esporte, não sou a melhor pessoa para comentar esse ponto. Mas há cinco anos encontrei a ioga como minha forma de esporte, que combina a saúde mental e espiritual, e ela tem sido muito positiva para mim. Alguns diriam que ioga não é esporte, mas não importa. Sigo fazendo minhas aulas. E dançando, sempre que possível!… Como amante de música não poderia ser diferente!
  8. Sou muito grata pelo que tenho e pelo que sou. Minha gratidão começa pelos meus antepassados, dos quais praticamente não sei nada. Passa pela natureza, que me ensina algo todos os dias. Continua na minha família, fonte de orgulho, exemplo, orientação e alegria. São pessoas que me acolhem, me respeitam e me amam como sou, e isso é muito bom. Sou muito grata pelo meu marido e meus filhos, dois dos meus maiores projetos de vida. E, logicamente, sou muito grata pelas minhas conquistas e mesmo por todas as dificuldades pelas quais passei, pois elas me fizeram ser quem eu hoje sou. Agradeço!
  9. Viver o momento presente é algo difícil, não é mesmo? Tenho notado que quanto mais vivo o momento presente, mais minha felicidade e alegria com o quotidiano, com o que acontece naquele determinado dia, aumenta. Isso depende também de estar centrada, feliz com o que vem acontecendo na minha vida e de um exercício constante de mim comigo mesma. Continuo na estrada!
  10. Sigamos nossos Igikais! Buscar sentido na vida é algo realmente extremamente importante. Pra mim é uma mistura do que faço profissionalmente, mas também de como vivo e de todas as atividades que envolvem minha vida, inclusive a escrita, fonte de energia e de descanso mental. E qual é o seu Igikai? Aqui um texto muito bom que encontrei sobre o tema. Sigamos em busca de nossos propósitos!

::Coisa Mais Linda::

30/03/2019

Ainda com um pouco de coração em estado acelerado, tenho e devo fazer propaganda dessa série brasileira super bem feita que acabou de ser lançada pela Netflix, a „Coisa Mais Linda” ou “Most Beautiful Thing”, que discute questões como o feminismo e os primeiros passos da Bossa Nova, nosso “jazz brasileiro”, nos anos 50/60 no Rio de Janeiro.

Que série! Meu marido assistiu junto e comentou que tem mais drama nela do que em “Game of Thrones”… Gostei muito mesmo! Mas… fiquei decepcionada com o final da temporada… Decepção essa que foi acalentada pela informação de que uma segunda temporada pode (e deve) estar a caminho! Apesar de que a série praticamente acabou de ser lançada, no dia 22/03/19, dá pra acreditar?!?

Essa é a loucura e a beleza de uma programação feito a do Netflix, que é capaz de criar um seriado em mais de 180 idiomas e dar uma projeção global a ele… E de dar espaço para produções que antes não sairiam da gaveta… E de decentralizar o consumo cultural… Tudo isso praticamente impensável há algum tempo atrás. Acho que com essa diversidade de produção cultural tenderá a cair também o preço das produções e por consequência o cachê dos atores… E Hollywood irá perder sua fama de capital do cinema… Muita reviravolta está por vir! Espero que também no caso desse seriado, pois não se pode aceitar que determinadas bandeiras sejam afogadas no mar da mesmice de sempre… Nunca!

::Reflexões sobre feminismo::

30/03/2019

Há pouco tempo anunciei que estava abrindo o meu blog para a participação e o debate d@s leitor@s. Aqui um texto escrito por minha amiga desde os tempos de faculdade (e possivelmente até longínqua parente por parte do sobrenome Coelho), Simoni Pinto Coelho. Obrigada pelo texto, Simoni! Vamos aprendendo junt@s!

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Reflexões sobre feminismo

Orgulho de viver nesse tempo em que nós mulheres estamos tomando consciência do machismo naturalizado.

Ainda estou aprendendo, e aprendendo com as lindas jovens que estão abrindo nossos olhos para as práticas que considerávamos normal.

Minha filha tem me ensinado muito, de tanto que ela escutou: “milha filha, não sai com esse short. O mundo ainda é machista. Falo isso para te proteger.”

Mas ainda tenho dificuldades de compreender quais as atitudes, falas e situações às quais vivencio que aparece o machismo. O tal do machismo naturalizado.

É naturalizado para mim também que sou de uma geração que foi acostumada a ocupar seu espaço de trabalho e usar as próprias armas de sobrevivência. Evitar roupas sensuais em determinados lugares em que circulávamos. Se alguém mexeu com a gente na rua, fingíamos que não víamos, entrávamos em algum comércio para nos esconder. Nos locais de trabalho ríamos sorrisos amarelos das piadas machistas.

Hoje o alerta acende, mas tendo a achar que a culpa é minha. Exemplo: estava em uma reunião de trabalho somente com homens. Abordei um assunto, foi desconsiderado, quando um colega voltou ao tema que eu havia tratado, foi ouvido e a demanda atendida. É pessoal? É uma questão de desvalorização da fala de uma mulher?

Enfim, ensinem-me irmãs, a desnaturalizar o machismo cotidiano.

::A Alemanha continua precisando de estrangeiros, também daqueles vindos de fora da Comunidade Europeia::

10/03/2019

BS

O Instituto Bertelsmann divulgou em fevereiro de 2019 um estudo bem detalhado que analisa o mercado de trabalho da Alemanha até 2060. Ele afirma que o país irá precisar de pelo menos 260 mil estrangeiros por ano para cobrir as necessidades mínimas de mão de obra qualificada do mercado de trabalho local, para que assim não haja uma queda extrema nas atividades econômicas do país. Para que a economia possa ser mantida sem perdas extremas, o estudo chega a citar o número de 420 mil estrangeiros por ano. Leva-se em conta a mão de obra já existente no país, além da mão de obra europeia, os possíveis efeitos do Brexit, o desenvolvimento do PIB europeu até 2060 e também o avanço da digitalização e suas consequências para a economia alemã até lá. Ele afirma que sem a entrada de estrangeiros, o grupo da população economicamente ativa irá cair em 16 milhões até 2060, o que representaria um terço do total atual (47 milhões).

A entrada de estrangeiros vindos da Europa tenderá a cair nos próximos anos, dado que a força econômica e a qualidade de vida poderão se igualar ou ficar bem próximos com o tempo entre os países europeus. Com isso, espera-se que haja menos interesse em aceitar postos de trabalho na Alemanha, o que fará com que o mercado de trabalho europeu fique ainda mais competitivo.

Portanto, o interesse tenderá a se voltar para a mão de obra qualificada vinda de fora da Europa. No total, será necessária a entrada de aproximadamente 114 mil europeus e 146 mil não-europeus para cobrir o retrocesso demográfico e as necessidades mínimas de mão de obra qualificada da Alemanha.

A média de 146 mil pessoas vindas de fora da Europa é avaliada da seguinte forma: até 2035 estima-se que o mercado alemão precisará de aproximadamente 98 mil estrangeiros por ano e entre 2036-50, de quase 200 mil estrangeiros por ano.

A análise leva em conta o potencial oferecido pela mão de obra já existente no país. Mesmo considerando que a taxa de natalidade pode subir, que mais mulheres e idosos estarão participando do mercado de trabalho e que a aposentadoria pode chegar a ser aumentada até os 70 anos de idade, avalia-se que a mão de obra interna não será suficiente para cobrir as necessidades da economia alemã. Também com o avanço da digitalização, que exigirá mais mão de obra com alta qualificação (técnicos altamente qualificados, mestres e profissionais de nível superior), haverão novas exigências do mercado que terão que ser supridas para garantir a atividade econômica. Portanto, uma avaliação cuidadosa sobre a imigração de mão de obra qualificada, também aquela vinda de fora da Europa, é algo imprescindível para o futuro do país.

Hoje em dia, o número de estrangeiros vindos de fora da Europa que imigram para a Alemanha ainda é muito pequeno. Em 2017, esse número foi de 60 mil estrangeiros, dos quais 37 mil com média e alta qualificação.  O estudo conclui que seria importante que a Alemanha definisse leis claras migratórias para lidar com esse grupo que fica cada vez mais importante para suprir as necessidades da economia do país.

As áreas onde a Alemanha precisa de mão de obra qualificada são distintas. Enquanto isso, há uma tendência de mão de obra qualificada alemã (8-10% do total) deixar o país para ir trabalhar em outros países. Em vários países do OCDE, observa-se que a mão de obra altamente qualificada tem cada vez mais opções de trabalho, enquanto a mão de obra com qualificação média pode ter menos facilidade de encontrar um posto de trabalho devido à digitalização. A luta pelos talentos envolve, assim, todos os países do mundo, em maior ou menor grau.

Fontes: estudo de 2019 da Bertelsmann Stiftung, artigo da Der Spiegel de 12/02/19 e da Berliner Morgenpost de 12/02/19

::Poesias engavetadas::

09/03/2019

Estante Viva

De escritor pra escritor, ou de amante da escrita pra amante da escrita: acho que todos nós temos projetos engavetados, não é mesmo? Eu tenho dois: um de poesias, prontinho e outro de perguntas para auto-reflexão, ainda inacabado. O de poemas não foi lançado ainda, dentre outros detalhes, porque eu gostaria que ele fosse ilustrado e não achei ainda um@ ilustrador@ que tenha interesse de mostrar seu trabalho junto comigo. Se você estiver lendo essas linhas e pensar: “Pô, essa oportunidade poderia ser minha, ess@ poderia ser eu!”, então escreve pra mim, me dá uns exemplos do seu trabalho e de repente essa borboleta vai estar voando em breve em forma de parceria!

::24/12 - Calendário de advento da Mineirinha::

P.S.1 – Se for seguidor@ do blog da Mineirinha e tiver curiosidade sobre os “trens” que ando postando no mural do Facebook, convido você a assinar também o mural da Mineirinha! Estou quase chegando nos mil seguidores, e quando chegar lá sorteio um livro meu. Conto com você!

P.S.2 – Se quiser sugerir um tema para o blog, sou toda ouvidos! Bom findi!


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