::Petra Costa, o Oscar, o feminismo e outras coisinhas mais…::

11/02/2020

O Oscar passou e não levamos o prêmio! Mas fomos bem representados pela Petra Costa.

Independentemente do seu próprio viés político, há de convir que em um clube do Bolinha, ela mandou bem e deixou um recado para o Brasil aqui.

Sobre o Oscar, ela afirmou que „em 92 anos a Academia indicou 350 homens na categoria de melhor direção e apenas cinco mulheres.“ Vale refletir sobre o assunto.

Falando ainda do tema feminismo e o lugar de expressão da mulher na sociedade, ela afirmou aqui que “como fala Paulo Freire, somente os oprimidos, libertando-se, podem libertar os opressores. Isso é nossa tarefa como mulher. Lutar para habitar nossos corpos, criar nossa própria voz. O abuso do corpo da mulher (que aumentou vertiginosamente desde a última eleição), o silenciamento de sua expressão, me parece reflexo de uma terra abusada. Uma terra que segue se desfazendo em lágrimas cada vez que é subtraída em tenebrosas transações. Até que consigamos regerminar essa terra abusada, para que ela se refaça por dentro, e frutifique”, encerra.

Voltando e fechando esse post ainda sobre o Oscar, alguém percebeu que o filme Bombshell que participou do movimento #metoo ganhou um Oscar na categoria melhor make up e hairstyling? Oi?!?? Eu entendi a mensagem assim: vocês podem até lutar pelo lugar de fala e os direitos femininos, mas o lugar de vocês é onde sempre estiveram… Por mim, podiam ter deixado o filme sem prêmios!…

Ah, claro, um ponto positivo: pela primeira vez na história do Oscar um filme estrangeiro ganhou como melhor filme: Parasite. Esse eu tenho que ver!

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::Dica de canal no YouTube pra aumentar seus conhecimentos e melhorar seu alemão::

07/02/2020

O YouTube só serve pra perder-se tempo, certo? Bom, depende do que você fica fazendo quando se perde por lá. Meu filho descobriu um canal no YouTube que é tudo de bom! Ele é feito pela universidade de Munique, é bem didático e aumenta muito, muito os seus conhecimentos! Um exemplo? Dê uma olhada nesse aqui.

::Carta a vizinhos na Inglaterra pós-Brexit – Happy Brexit Day::

06/02/2020

Estou fazendo questão de traduzir essa carta que foi colocada em um prédio em Norwich, a 160 Km de Londres, para deixar aqui registrado um exemplo do que o medo irracional, uma visão muito curta da vida e do mundo e um amontoado de preconceito podem fazer com uma pessoa… E dá pra imaginar o que acontece quando essa pessoa se junta a outras e juntas elas viram um grupo na sociedade, né? Infelizmente, o mundo está cheio desses grupos por aí!…

Eis aqui a carta que quero guardar para a posteridade, também em português:

Happy Brexit Day – Feliz Dia do Brexit

Já que finalmente tomamos nosso país maravilhoso de volta pra nós, sentimos que há uma regra que deve ser dita em alto e bom som para os residentes da Torre de Winchester.

Não toleramos pessoas falando outros idiomas diferentes do inglês nos apartamentos.

Agora que somos nosso país de novo, o inglês da rainha é o idioma falado aqui.

Se você quer falar outro idioma que seja a língua pátria do país de onde você veio, sugerimos que você volte para aquele lugar e retorne o apartamento para a prefeitura para que ingleses morem aqui e voltaremos ao que era normalidade antes de você ter infectado essa ilha que um dia foi uma grande ilha.

É uma opção muito simples: siga a regra da maioridade ou nos deixe.

Não lhe restará muito tempo até que o nosso governo implemente regras que vão colocar o povo inglês à frente. Então é melhor que você se desenvolva, ou deixe-nos.

Que Deus salve a rainha, seu governo e toda a verdade.

°°°

A parte melhor ficou com alguém que corrigiu o texto acima, que estava cheio de erros de inglês, e pediu pra pessoa explicar direito de que forma exatamente a Inglaterra estava sendo infectada por estrangeiros. Além disso, a pessoa pontuou, acertadamente: „Quem é você que assina como a maioria e como “nós”, mas não coloca o seu nome no final da carta? Onde estão os seus dados para contato?

Fiquei sabendo dessa resposta graças à Ute Ritter. Obrigada, Ute!

Fontes: aqui o artigo com a carta original e aqui o artigo com a resposta à carta original.

::E a História se repete…::

06/02/2020

Em tempos de coronavírus onde acredita-se que todo asiático é chinês e todo chinês pode propagar o vírus, a História nos lembra que há pouco tempo atrás a Alemanha nazista e, surpreendentemente, também a Suíça menosprezava grupos tais como criminais, „associais“, portadores de deficiência, comunistas, combatentes da resistência, pessoas que ajudavam judeus, ciganos, homossexuais, pessoas com duas nacionalidades e judeus. Todos esses grupos eram considerados como cidadãos de segunda classe… Mais de 400 suíços foram mandados para campos de concentração, cerca de metade deles foram mortos.

Fonte: artigo da revista SPIEGEL de 05.02.20 sobre o livro „Schweizer KZ-Haftlinge“ (Suíços presos nos campos de concentração nazistas) da autoria de Balz Spörri, René Staubli e Brenno Tuchschmid.

::A falta que o segundo livro faz::

04/02/2020

Depois de lançar meu terceiro livro, percebi que muitas pessoas pensavam que aquele era minha segunda obra. Assim, entendi que fiz muito pouca propaganda do segundo livro, que também tem uma temática super importante, que é a da (re)descoberta da vocação e reflexão sobre o espaço da mulher na sociedade, livro este escrito para o público feminino.

Na época em que escrevi o livro “(Re)descobrindo quem é você – guia feminino da (re)descoberta da sua vocação” (disponível na página da Amazon de vários países), estava lendo muito e me informando bastante sobre o papel da mulher na sociedade, no campo do trabalho, no mundo. Estava entendendo o quanto já conquistamos mas também o quanto ainda temos para conquistar, o quanto o mundo ainda é desigual no campo do gênero e o quanto é importante que a mulher procure sim crescer como pessoa, mãe e esposa, e que, na medida do possível, ela deve também procurar buscar crescer como profissional. Vi como é importante entender o feminismo como busca de parceria entre os sexos, mas também de saber se dar valor enquanto mulher, como por exemplo em busca de um lugar ao sol independente, enquanto indivíduos pensante que somos.

Tinha também vivido uma experiência de uma funcionária da empresa onde eu trabalhava, que perdeu o marido inesperadamente, bem antes dele atingir a idade da aposentadoria. A vi passando por dificuldades de conseguir continuar levando a vida sem a garantia financeira que o marido lhe proporcionava, e vi como um projeto de vida pensado a dois pode desmoronar, mesmo sem a ajuda de uma das partes. Isso muito além de todas as intempéries que já tinha visto e conhecido na própria pele. E estava também reflexiva com relação a tantos relacionamentos abusivos, tantos relacionamentos onde a mulher não quer ficar, mas também não tem para onde ir, porque depende na área financeira, emocional e praticamente em tudo do marido. Tenho para mim que a independência financeira é a porta para a liberdade pessoal.

Um pouco mais sobre o livro:

Este livro é para mulheres, principalmente aquelas em busca delas mesmas e de uma ocupação profissional que faça a diferença em suas vidas.

Simples, concisa, de leitura rápida, mas intensa, o objetivo da obra é que a leitora faça um mergulho profundo dentro de si mesma, voltando à superfície com reflexões importantes para sua vida.

A ideia do livro surgiu da minha experiência de expatriada, vez que já acompanhei vários casos de mulheres que tiveram que se reinventar profissionalmente no exterior, muitas vezes por estarem impossibilitadas de seguir o caminho profissional de seus países de origem. O livro também serve de termômetro para quem está entre uma e outra fase da vida, para se repensar, se recalibrar, e continuar seu caminho, onde quer que ela esteja no mundo. O meu desejo é que possa contribuir na caminhada dessas mulheres para se tornarem quem são de verdade.

Sobre a autora:

Sandra Santos nasceu em 1970, é mineira de Belo Horizonte-MG e mora na Alemanha desde 1993. Desde então já trabalhou em diversas empresas de médio e grande porte na Alemanha e na Suíça, entre 2005-18 na área de Recursos Humanos. Ela também é Business Coach, consultora, escritora, blogueira e fundadora da Connex Consulting. Em 2008, ela lançou seu primeiro livro, o Mineirinha n’Alemanha. Em 2017, veio o “(Re)descobrindo quem é você” e em 2019 o livro de “Poesias da Mineirinha n’Alemanha”.

“Minha realização é trabalhar como uma ponte, unindo e intermediando pessoas, culturas e informações. Meu objetivo maior é contribuir para soluções do tipo win-win, onde ambas as partes saem ganhando”.

::Quantos tipos de cerveja existem na Alemanha?::

29/12/2019

Difícil dizer! Praticamente cada grande cidade e cada região tem seus tipos de cerveja, com nomes e copos específicos, e diferentes composições, cores e sabores, além das misturas, que são inimagináveis. Você tem que se informar sobre os tipos antes de pedir, pois o nome da mesma cerveja pode (e deve) ser outro em outra região. E o teor alcoólico pode chegar a 10,5% (o maior do mundo), cuja cerveja eu já experimentei, em Heidelberg, uma cerveja preta de copo fino e alto, chamada Vetter’s 33.


Quando eu trabalhava em um barzinho na época da universidade e uma pessoa me pediu uma Bananenweizen (uma cerveja Weizen turva de copo grande e longo de 500 ml com suco de banana) eu achei que a pessoa estava brincando comigo. Mas na Alemanha se pode tomar cerveja misturada a tudo: sucos, refrigerantes, xaropes, etc.

Pra quem não conhece, é recomendável pedir vários tipos ou participar de uma apresentação de tipos de cerveja pra identificar a preferida.


Aqui um pouquinho mais sobre o assunto: https://www.google.de/amp/s/amp.dw.com/pt-br/dez-fatos-sobre-a-cerveja-na-alemanha/g-18549908

P.S.-Quem tem amigos tem tudo! Um amigo alemão, o André, me ensinou depois que publiquei o texto acima que a cerveja mais forte do mundo tem 67,5% de teor alcoólico e vem da Escócia. Porém, com tiragem super limitada. Segundo ele, a cerveja com alto teor alcoólico que qualquer um pode comprar é a cerveja alemã Eisbock com 57% de teor alcoólico!…

::Lançamento do novo livro da Mineirinha::

09/12/2019

Este livro de poesias convida o leitor à reflexão e a viajar dentro de si mesmo. Em tempos modernos, onde o excesso visual e midiático parece ter tirado de nós a capacidade da introspecção, Sandra Santos propõe, de forma corajosa, desnuda e franca, a pensar sobre si, sobre o outro e sobre o mundo que nos cerca. De forma cronológica, o leitor irá viajar por poesias criadas no espaço de mais de 10 anos, sendo que não é a autora que determina sua criação, mas sim as próprias poesias é que se manifestam e, quando chegam, o fazem sempre sem pré-aviso e de supetão. 

Dona de um olhar intercultural, vivendo entre dois mundos durante mais da metade de sua vida, a autora mostra um pouco da Alemanha e do mundo através do olhar estrangeiro, e do Brasil visto sob a perspectiva da filha ausente. O livro, que retrata a opinião da autora à altura de sua escrita e envolve várias dedicatórias e musas inspiradoras, convida duplamente à viagem interna também através das ilustrações da artista Kelly Abreu, que divide com a Sandra a condição de mineira expatriada vivendo em terras teutônicas. 

Vamos viajar? As Poesias da Mineirinha n’Alemanha já estão ansiosamente aguardando a sua visita!…

Parte do lucro desta obra será doada para projetos que apoiam a educação infanto-juvenil no Brasil. 

Ilustrações de Kelly Abreu.

Livro (físico ou e-book) na Amazon, envio para todo o mundo. Por exemplo:

Link para a Amazon da Alemanha.

Link para a Amazon do Brasil.

::Ops, they did it again!…

09/10/2019

Tinha muito tempo que não conversavam comigo daquele jeito. A primeira vez tinha sido nos meus primeiros anos de Alemanha, quando uma vizinha desceu pra avisar que iria fazer esporte no apartamento acima do meu e que ela esperava que não fosse incomodar. Gentil, se não tivesse sido o fato dela usar, literalmente, caras e bocas, isto é, muitos gestos e um alemão bem quebrado pra se comunicar comigo. Fiquei estupefata e não consegui reagir.

A segunda vez foi quando eu estava numa feira pública em busca de Schalotte, um tipo especial de cebola que eu nunca tinha visto antes. Perguntei pra feirista se aquele era o tipo de cebola que eu buscava e ela começou a responder algo como „não, isso não ser Schalotte, isso ser…“ ao que eu respondi que ela podia conversar normalmente comigo, porque a entendia perfeitamente, mas só não conhecia o tipo de cebola que estava buscando… Desta vez, quem ficou estupefata foi ela.

Os anos se passaram e depois de mais de 26 anos de Alemanha, essas lembranças ficaram presas ao passado.

Eis que hoje de manhã um senhor, com quem espero ônibus no mesmo ponto, me pára no meio do caminho para o trem dizendo e gesticulando „ônibus, aqui, parar“ e eu não  tive outra reação a não ser chamar à memória os casos que contei acima e conversar com ele normalmente. Depois de 2-3 frases ele descobriu que eu falo alemão e mudou seu alemão de um “alemão para estrangeiros” para um “alemão padrão“. A rua por onde passava nosso ônibus estava em reforma e ele teimou comigo que o ônibus passaria por ali daqui a alguns minutos, que ele morava de frente para o ponto e tinha visto o ônibus do horário anterior passar, que ele tinha certeza e eu podia ficar ali com ele.

Fiquei lá, mas eis que… o ônibus não passou. Esperei 3-4 minutos de um atraso ainda aceitável (porque o ônibus passa às 7:27 h e já eram 7:31 h), e em seguida liguei pro meu marido, falando em português perto desse senhor (e provavelmente confirmando a impressão dele de que eu era estrangeira). Pedi pro meu marido, que estava saindo de carro para ir ao trabalho, para vir me pegar e me levar no centro da cidade. Ofereci, em seguida, pr‘aquele senhor ir conosco, porque senão ele ia ficar preso no bairro onde moramos, com dificuldade de ir para o trabalho. Dentro do carro, falamos os três em alemão.

Três casos parecidos, três reações diferentes. E pra quem acha que tudo na Alemanha é pontual, ledo engano: pra variar, o meu trem, que peguei em seguida ao chegar no centro da cidade, se atrasou por quase 10 minutos, enquanto o anúncio oficial na plataforma era de que ele se atrasaria por 5 minutos, mas na internet já se podia ler a verdade do atraso mais longo… A companhia ferroviária alemã, a Deutsche Bahn, não tem tido boa fama pontualidade hoje em dia!…

E quanto a você, quando foi que lhe trataram diferente no exterior, por suporem que você é estrangeiro?

::Métodos manipulativos e um ano sem comprar::

22/09/2019

No final de julho passado fiquei tão indignada por ter caído seguidamente em alguns dos muitos métodos manipulativos que causam o consumismo desenfreado em que vivemos, que resolvi ficar um ano sem comprar nada pra mim.

Só que minhas férias na Espanha ainda estavam por vir!… No primeiro dia, fomos a um mercado e a única peça que realmente quis, de 4€, acabou sendo paga pelo Matthias, meu marido. Outro dia eu dei um presente pro Daniel, meu filho, e outro pro Matthias, e ganhei um dele, de um valor pequeno, também. Mas percebi que o ato de ganhar, mesmo tendo escolhido o presente, engrandece a alma. Depois de alguns dias, achei um anelzinho que é realmente a minha cara. Esse eu me dei de presente mas disse pra mim que não contava e nem cortava o meu propósito, porque custava só 5€. Por fim, depois de quase uma semana de sobrevivência não consumista nas férias, resistindo a todas as tentações, decidi me dar de presente dois vestidinhos vendidos na praia, em parte pra ajudar a vendedora, que andava na areia fazendo do braço dela o cabide para muitos e muitos vestidos, e em outra parte porque gostei deles mesmo, e além do mais eram baratos demais, cada um custava só 10€. E ficaram de lembrança pra mim do meu propósito de viver bem com menos. A partir daquele dia, 23 de agosto de 2018, disse pra mim que ficaria um ano sem comprar nada pra mim, propósito que venho seguindo com gosto e atenção.

O que aprendi com esse exercício até agora? Muita coisa:

  • Eu tenho praticamente tudo o que preciso para ser feliz, não preciso de quase nada além do tanto que já tenho
  • Além do mais, a maioria das coisas, as mais bonitas e mais prazerosas mesmo, não custam nada, custam a minha atenção
  • Quando ganhei um presentinho, ao invés de comprá-lo, o objeto ganhou mais sentido, foi envolto de amor do presenteador
  • Prestando atenção no que tenho vontade de comprar e me relembrando da minha intenção de não comprar nada para mim, revejo se preciso mesmo, mais mesmo, daquilo que acho pela frente. Claro que se precisar mesmo, vou comprar. Mas estou gostando do resultado da experiência até agora.

E quais são suas atitudes não-consumistas, quais são os métodos manipulativos dos quais você tem plena consciência?

Abaixo alguns deles, mas é só o comecinho da lista…

  1. Perfumes e sprays – as lojas perceberam que determinados perfumes e sprays incentivam o consumidor à compra. Pesquisadores de consumo indicam que cheiro de baunilha e cheiros silvestres influem na decisão de compra de mulheres e homens, respectivamente. De acordo com um estudo, os consumidores ficam mais tempo em lojas cheirosas e as vendas sobem, em média, em 6%. Essa estratégia é altamente usada na Ásia, pelo que notei.
  2. Liquidação e redução de preços – os preços aparecem em etiquetas de preço na cor vermelha porque nosso cérebro as associa a algo barato. Citar que o artigo faz parte de uma promoção ou de uma propaganda pode induzir o cliente a achar que ele é mais barato.
  3. Música de fundo – as músicas de fundo se assemelham ao nosso batimento cardíaco, 72 batimentos por minuto. Quando músicas lentas e agradáveis são tocadas, tendemos a ficar mais tempo em uma loja.
  4. Distribuição dos artigos na loja – os produtos mais caros do supermercado estão sempre na altura dos olhos, os mais baratos ficam mais abaixo nas prateleiras. Produtos refrigerados são colocados na saída dos supermercados para que os clientes tenham que passar por eles antes de chegar ao caixa. Bem na saída, vem a oferta de chocolates, chicletes, e tudo o mais que uma criança vai querer comprar e os pais vão acabar concordando, enquanto esperam sua vez de pagar suas compras.
  5. Iluminação e temperatura – se dá um grande valor à iluminação, para copiar a iluminação do dia. Além do mais, carne pode ser iluminada na cor vermelha, peixe em azul, legumes em verde e pães em uma cor amarelada. A temperatura é mantida em torno de 19 graus, pois estudos mostram que o consumidor permanece mais tempo em lojas refrigeradas.
  6. Manipulações em vendas online – as informações da quantidade disponível para um determinado produto, um reloginho informando até quando a compra pode ser feita, ou até um desconto que aparece na tela assim que o cliente fica na página sem fazer nenhuma compra, esses e muitos outros tipos de manipulação, além das ofertas que casam com nossas buscas ou até com aquilo sobre o que conversamos nos últimos dias… As manipulações online são as mais refinadas, na minha opinião.

Complete abaixo nos comentários outras estratégias manipulativas que você conhece, que impulsionam o consumismo. As acima, em grande parte, eu tirei daqui da página do meu banco, artigo de 17 de setembro deste ano (Von Düften bis Hintergrundmusik).

::De grão em grão…::

24/08/2019

Quando eu era jovem andava pelas ruas de Beagá, naquela época já bem sujas, e guardava meu lixo na minha mochila. Sempre me perguntavam por que eu fazia isso se estava tudo tão sujo. Eu sempre dizia que se todo mundo guardasse seu lixo, a cidade seria mais limpa.

Ontem fui perguntada no mural do Mineirinha no Facebook sobre o que faço pra contribuir com a preservação do meio ambiente. Listei minha resposta, que vai por exemplo desde levar minha sacola e saquinhos para comprar legumes e frutas pro supermercado, andar de transporte público todo dia para ir ao trabalho e refletir constantemente sobre o que posso fazer a mais. Seguindo o ditado „De grão em grão a galinha enche o papo.“ Qual é a sua contribuição pessoal para a preservação do meio ambiente?


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