Posts Tagged ‘amizade’

::Visita à Liza::

09/01/2010

Ontem eu e o Daniel fomos fazer uma pequena visita à Liza, que mora aqui no sul da Alemanha numa cidade no meio da Floresta Negra. Ela ganhou um livro na promoção de Natal da Mineirinha, e com a visita pude entregar o livro pessoalmente a ela. Apesar de geralmente adorar viajar de trem, resolvi ir de carro pois não passa trem na cidade dela e ficar no frio esperando pela conexão não dá pé, quer dizer, dá pé gelado, hehehehe…

Chegamos na casa dela pouco depois de uma hora de viagem, apesar das estradas estarem lotadas de neve e de ter nevado durante todo o percurso. O “Tudo Azul” (meu novo carro agora ganhou um nome), devidamente equipado de pneus de inverno, e o Tom Tom (o sistema de navegação) nos guiaram direitinho. Minha amizade com meu carrinho novo está crescendo!

A Liza é uma fofa. Ela tinha deixado a mesa pronta para o café-da-manhã, cozinhou um almoço super gostoso, não me deixou ajudar em nada na preparação do almoço e ainda me passou uma receita para pão de queijo que, segundo ela, faz com que nós brasileiros exilados consigamos fazer um pão de queijo que não perde em nada para o do Brasil. Estou doida para testar! Observe-se que a Liza também é mineira, portanto ela sabe do que está falando!

A tarde passou rapidinho, sendo que ainda fomos com os meninos, o Daniel e o Miguelzinho, visitar o marido Alberto na universidade, e durante a visita descobri que a “danada” da Liza é famosa e nunca tinha nos contado. Quando você entra na universidade, só da Liza por todo lado, o rosto dela saiu nas propagandas da universidade e está espalhado nos cartazes pelos corredores e nos panfletos da universidade! Confiram comigo:

Liza Mineirinha n'Alemanha

Eu e a Liza passamos a tarde toda tagarelando, enquanto os meninos brincavam. Conversamos de tudo um pouco, e também sobre amizades feitas através da internet. Eu, da minha parte, tive a felicidade de ter feito várias amizades através do meu blog, e tenho a agradecer que essa aproximação entre as pessoas seja possível, pois sem a internet estaríamos talvez morando próximos uns dos outros e não saberíamos da existência um do outro. Até hoje todas as amizades que fiz pela internet foram super legais e foi um barato conhecer as pessoas ao vivo. No meu caso já passaram de muito mais de 20 pessoas as que conheci ao vivo através da internet, e outras estão por vir, certamente!

Eu e o Dani voltamos pra casa de tardinha e meus bons companheiros, o Tudo Azul e o Tom Tom, nos guiaram novamente muito bem de volta pra casa. O carro só derrapou uma vez, e naquela hora passei a ouvir os batidos do meu coração… Apesar de morarmos relativamente perto uma da outra, a cidade da Liza é muito mais no alto, muito mais gelada e tem muito mais neve do que aqui onde moro. A neve era realmente muita por lá, o frio também (mais de 5°C de diferença) e só as rodovias estavam livres da neve, enquanto que todas as estradas secundárias estavam bastante perigosas…

O Tom Tom (meu GPS) merece um parágrafo à parte. Temos um sistema desses há poucos meses, desde que fomos a Munique no último verão e a Rê, minha irmã, tinha emprestado o dela para o Matthias ir sozinho de madrugada a uma cidade ao lado de Munique. Ele foi e voltou, adorou o sistema e assim que chegamos da viagem ele comprou um pra nós. Antes dele, a “Sandra Sandra” era o GPS daqui de casa, e ela até que funcionava direitinho, tendo guiado a família direto para a casa da irmã em Munique sem muitos problemas. Mas ter um sistema desses é muito bom. Claro que ele não enxerga desvios na pista, engarrafamentos e não é 100% correto em todas as informações que passa, e como boa mineira diria até que você “deve confiar nele desconfiando”, com um olho nele e outro na pista/nas placas, mas é super bom ter um “homem” (sim, o meu tem voz masculina!) te guiando por aí, dizendo direitinho o que fazer para chegar ao destino desejado. Engraçado é quando você tem que sair da rota, por exemplo quando a pista está em obras e é sugerido um desvio, e o sistema fica querendo te fazer voltar para a rota anteriormente sugerida. Ele sugere umas três vezes para que você faça um retorno, desiste, revoltado (deve até te xingar no seu íntimo porque você, aliás “como toda mulher”, não o ouve e só faz o que pensa), e por fim desiste de te pedir pra voltar e recalcula a rota a partir do ponto onde você está no momento. Com esta maquininha eu realmente conquistei minha independência como motorista, e passei a me sentir mil vezes mais segura na direção! 🙂

Agora que aprendi o caminho, quero voltar na Liza mais vezes, para os meninos poderem brincar mais juntos, para escalar com ela, Alberto e Miguelzinho uma das inúmeras montanhas da Floresta Negra, para aprender a fazer coxinha, para visitar o Museu do Relógio, etc.

Querida Liza: obrigada pela hospitalidade e seja sempre muito super bem-vinda aqui no lago de Constança também! Tive até a ideia de fazermos um encontro de blogueiros brasileiros aqui no lago no verão, que tal? Boa viagem pra você e sua família ao Brasil e aproveite cada segundo, recarregue suas baterias e curta a festa de aniversário do Miguelzinho, que está sendo preparada com tanto carinho! Até a volta!!!

::Quem quer fazer amizade com uma alemã em Frankfurt?::

08/11/2009

Recebi um recado da Tanja, uma alemã que acaba de se mudar para a região de Frankfurt e também de encomendar meu livro. Além do alemão, ela fala português, espanhol, inglês e francês. Ela trabalha na área médica com implantes cirúrgicos. A Tanja está a procura de brasileiros que queiram fazer amizade com ela e também oferece a oportunidade de tandem – o(a) brasileiro(a) treina seu alemão com ela e ela teria a oportunidade de treinar seu português. Quem quer entrar em contato e fazer uma nova amizade? Vejam o recado dela e deixem um comentário abaixo:

***

Olá todo mundo,

Meu nome é Tanja e acabo de chegar na região de Frankfurt. Interesso-me muito pelo Brasil: sua gente, cultura, regiões, língua e música, tudo o que está ligado ao Brasil. Por isso, gostaria de ter contato com brasileiros na região de Frakfurt para fazermos atividades culturais, sair para dançar ou fazer também um tandem. Também estaria interesada nas organizações, clubes ou asociações que tem por missão divulgar a cultura brasileira, facilitar o entendimento e sobretudo a compreensão mútua.

Ficarei muito feliz em obter umas indicações relativas ao que estou procurando ou até contatos com brasileiros.

Muito obrigada de antemão!

Até logo e um abraço,

Tanja

::Amizade::

11/06/2009

(autor desconhecido – recebido por e-mail da minha primoca Lílian)

Mais que uma mão estendida
mais que um belo sorriso
mais do que a alegria de dividir
mais do que sonhar os mesmos sonhos
ou doer as mesmas dores
muito mais do que o silêncio que fala
ou da voz que cala, para ouvir
é, a amizade, o alimento
que nos sacia a alma
e nos é ofertado por alguém
que crê em nós.

::Amigos profissionais::

07/11/2008

Recebi por e-mail da minha super amiga Lu e não posso deixar passar em branco!

Existem cinco estágios em uma carreira:
 
O primeiro estágio é aquele em que o funcionário precisa usar crachá,
porque quase ninguém na empresa sabe o nome dele.
 
No segundo estágio, o funcionário começa a ficar conhecido dentro da
empresa e seu sobrenome passa a ser o nome do departamento em que trabalha.
Por exemplo, Heitor de Contas a Pagar.
 
No terceiro estágio, o funcionário passa a ser conhecido fora da empresa e
o nome da empresa se transforma em sobrenome: Heitor do Banco Tal.
 
No quarto estágio, é acrescentado um título hierárquico ao nome dele:
Heitor, Diretor do Banco Tal.
 
Finalmente, no quinto estágio, vem a distinção definitiva. Pessoas que mal
conhecem o Heitor passam a se referir a ele como 'o meu amigo Heitor,
Diretor do Banco Tal'.
 
Esse é o momento em que uma pessoa se torna, mesmo contra sua vontade, um
'amigo profissional'.
 
Existem algumas diferenças entre um amigo que é amigo e um amigo
profissional.
 
Amigos que são amigos trocam sentimentos. Amigos profissionais trocam
cartões de visita.
 
Uma amizade dura para sempre. Uma amizade profissional é uma relação de
curto prazo e dura apenas enquanto um estiver sendo útil ao outro.
 
Amigos de verdade perguntam se podem ajudar. Amigos profissionais solicitam
favores.
 
Amigos de verdade estão no coração. Amigos profissionais estão numa
planilha.
 
É bom ter uma penca de amigos profissionais. É isso que, hoje, chamamos
networking, um círculo de relacionamentos puramente profissional. Mas é bom
não confundir uma coisa com a outra.
 
Amigos profissionais são necessários. Amigos de verdade, indispensáveis.
 
Algum dia - e esse dia chega rápido - os únicos amigos com quem poderemos
contar serão aqueles poucos que fizemos quando amizade era coisa de
amadores.

(autor desconhecido)

::Mais uma vez sobre preconceitos::

26/07/2004

Vou voltar a bater nessa tecla porque acho o assunto muito importante. Se espero que pessoas estranhas tenham o interesse de me conhecer, de dividir comigo bons momentos, de trocar idéias e interagir comigo e se desejo fazer amigos por aqui não posso ficar de braços cruzados em posição de defesa, como se eles é que tivessem que se adaptar a mim e não eu a eles (logicamente sem deixar meus costumes e tradições para trás). Não posso cometer o erro que muitos cometem, primeiro tirando uma conclusão baseada em preconceitos de que todos os alemães são iguais, deixando assim que todos os acontecimentos reconfirmem minhas crenças, piorando a coisa ainda mais, perdendo tantas boas oportunidades de interagir positivamente com a cultura onde estamos inseridos.

Explico: ouço de muitos brasileiros que moram aqui na Alemanha muitas reclamações, de que o alemão é isso, é aquilo, é assim, é assado. Tudo bem, generalizações e pré-conceitos são mecanismos de todo o ser humano com o fim de tornar mais simples a percepção do mundo complexo que nos rodeia. Tudo bem, lidar com alemão nem sempre é fácil, é verdade. Não dividimos a mesma cultura, não temos os mesmos costumes. Eles não falam a nossa língua e nem nos entendem só através de um gesto ou de um sorriso. Algumas coisas que para eles são normais, para nós podem ser absurdas (tipo assoar o nariz à mesa ou ir à sauna pelado). E vice-versa. Nem sempre a comunicação verbal significa entendimento e a comunicação não-verbal também pode ficar cheia de maus entendidos.

Mas se eu não dou uma chance para o outro e acima de tudo para mim mesmo, como vou ter a chance de conhecer pessoas legais aqui do outro lado do mundo??? É muito fácil me colocar na posição de vítima, dizer que todos os alemães sao frios ou fechados e procurar viver aqui como se estivesse no Brasil, tendo somente contato com brasileiros, não me integrando na cultura e nos costumes locais, não aprendendo a língua alemã de forma razoável, como tantas outras nacionalidades fazem tão bem por aqui. Não é todo alemão que está interessado em integrar um estrangeiro ao seu meio, isso é certo, mas há outros que se interessam pelo ser-humano atrás do estrangeiro e por outro lado há muitos estrangeiros interessados em continuar morando aqui como se ainda estivessem em seu país de origem. Tudo é uma troca, uma questão de decisão e de postura. Mas é uma troca muito mais bonita e válida para ambas as partes se decido, a cada dia, ser simpática para com o meu semelhante, mesmo que ele nem sempre seja simpático comigo. Não se engane, se um alemão quer ser antipático e seco, ele será com a primeira pessoa que aparecer na sua frente, não importa quem ela seja, estrangeira ou não. Muitas vezes o pior problema é a intepretação que tiro de um acontecimento, não o acontecimento em si, isolado. E se alguém foi chato comigo ontem, nada o impede de passar a ser simpático comigo amanhã.

Nestas linhas não estou deixando o alemão preconceituoso de fora. Os que são preconceituosos e nos dizem o que pensam de frente ainda têm como trocar idéias conosco e ver que não é bem assim. Piores logicamente são aqueles que nos tratam super bem e por trás ou na hora « H » nos deixam na mão. Mas temos que saber separar o « joio do trigo » e saber reagir a problemas, aprender a reclamar por nossos direitos, a denunciar atos preconceituosos, a enfrentar situações incômodas, tudo com muita delicadeza e a certeza de que não sou nem pior nem melhor do que o outro, só diferente dele, mas tão digno de respeito quanto ele é. Muitos alemães precisam testar o território para saber até onde podem ir com determinada pessoa, e temos mesmo às vezes que mostrar que exigimos respeito e não aceitamos determinadas situações. Temos que impor respeito. Há muitas situações que nos cansam a idéia e nos levam a pensar que lá do outro lado do oceano nesse sentido é bem mais fácil. Mas será que é mesmo??? Não será também outra generalização???… Lá o primeiro contato pode ser muito mais simples, mas tanto lá como aqui existem pessoas de bom coração e outras pilantras, umas corretas e outras corruptas, enfim seres humanos de todos os tipos e cabe a nós descobrir o que vem no coração de cada um que passa por nossa vida.

Realmente, nem tudo são flores. Fazer amizade aqui é uma coisa demorada, que requer muito tempo, paciência e tolerância. Mas temos que manter os olhos abertos, o coração em prontidão e um sorriso nos lábios para podermos aproveitar as chances que nos são tão bondosamente colocadas em nossas vidas para encontrar pessoas especiais, não importa de onde quer que elas venham. O pior preconceito é o preconceito saído de nós mesmos.


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