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Posts Tagged ‘auto-estima’

::Contribua para o novo projeto de livro da Mineirinha::

12/04/2014

Borboletas com livroEstou com novo projeto de livro, desta vez focando o lado profissional e nós, mulheres. O livro por enquanto, na falta de nome melhor, está intitulado “Guia de Apoio Profissional para Mulheres no Exterior”.

Vai ser um livro de mulher pra mulher, dando muitas dicas de como crescer profissionalmente fora do seu país de origem. Chamei uma amigona minha pra participar, a Chris, que tem insights muito bons sobre a condição humana. E estamos indo bem! Já são quase 10 páginas escritas e o índice já está pronto!

O livro é voltado pro público feminino, mas serve também para os homens, claro, pois há muitas dicas que se aplicam também a eles. E está voltado de forma específica para a Alemanha, mas serve para pessoas vivendo fora e dentro do Brasil, além de para pessoas de outros países de língua portuguesa, pois as grandes questões ligadas à busca profissional e ao mercado de trabalho de hoje em dia se repetem mundialmente, transpondo barreiras geográficas.

Talvez vocês queiram deixar questões, ou mesmo enviá-las por mensagem, que gostariam de ter tratadas no livro? Seria um prazer “ler” vocês!

::O poder feminino mora no autoconhecimento::

18/03/2014

Aqui mais um texto lindo, profundo e que vale a pena ler, do STUM (Somos Todos Um), de autoria de Heloisa Capelas:

A mulher que conquista mais consciência sobre seus próprios pontos fortes ganha, essencialmente, a oportunidade de utilizá-los em seu favor. Por outro lado, conhece também suas próprias limitações e tem a chance de modificá-las.
Heloísa Capelas

A visão e as habilidades femininas são, hoje, essenciais e indispensáveis à construção de relações e realidades mais positivas nos negócios. Ao assumir com mais segurança esses diferenciais, as mulheres não apenas conquistaram o devido reconhecimento ao seu potencial, como, também, passaram a ocupar cargos de liderança dentro de suas empresas. Prova disso é que diversas pesquisas realizadas no País apontam o constante crescimento no número de mulheres empreendedoras e bem-sucedidas profissionalmente. E, para dar continuidade a esse processo, é importantíssimo que as mulheres desenvolvam, cada vez mais, um novo olhar sobre si mesmas, para que possam reconhecer e se apropriar de suas qualidades.

Numa rápida contextualização, a imagem feminina foi construída de diferentes maneiras ao longo da História. De deusas ou sacerdotisas nas sociedades do mundo antigo, dotadas de poder para influenciar a política, a guerra e o amor, as mulheres passaram a ser consideradas inferiores, tornando-se serviçais e submissas. O processo de revalorização da mulher se deu de forma lenta e trouxe novos paradigmas, em especial com o acúmulo de novas responsabilidades. Além de dedicarem-se às suas carreiras, investirem tempo e dinheiro em especializações múltiplas, elas têm papel preponderante na família e nas questões ligadas à vida pessoal.

Os novos paradigmas trouxeram para algumas mulheres conflitos e dicotomias, mas é justamente quando a mulher se reconhece como um ser único – agregando seus diferenciais no que tange às questões pessoais e profissionais – que seu poder feminino se ressalta. Ou seja, quando valoriza suas qualidades intrínsecas, respeita-as e as direciona para seu crescimento, a mulher tem a oportunidade de equilibrar-se em todas as esferas.

O autoconhecimento é caminho fundamental nesse sentido, pois a maioria das mulheres chega ao século 21 cheia de culpa, medo e uma forte necessidade de provar o seu valor e, por isso mesmo, de atender a expectativas cada vez mais exigentes e exageradas. À mulher ainda não foi ensinado que cabe a ela mesma se apropriar de suas características e de suas possibilidades.

Lembremos, por exemplo, que a capacidade de cuidar é uma habilidade feminina e, por isso, surge espontaneamente e a qualquer tempo. Em outras palavras, o poder da mulher mora também na facilidade de “cuidar”, ou seja, na possibilidade de enxergar além das aparências, antecipar o pedido, perceber as necessidades alheias e atendê-las. O cuidado contém a atenção, capacidade de ouvir, flexibilidade, aceitação e respeito. Veja que cuidar é diferente de “fazer pelo outro”; ressalto porque há muita confusão nesse sentido e, por isso mesmo, até dificuldade de reconhecer essa qualidade.

O cuidado é uma característica determinante à maternidade e, por muito tempo, foi usada exclusivamente nesse sentido. No entanto, esta habilidade mostra-se também eficaz no ambiente corporativo, onde a capacidade de cuidar, quando bem utilizada, gera relações interpessoais mais estáveis, aumenta o comprometimento dos colaboradores e melhora a qualidade do clima organizacional.

O poder feminino está ligado também a muitos outros aspectos e um dos principais retornos do autoconhecimento é poder reconhecê-los. A mulher que conquista mais consciência sobre seus próprios pontos fortes ganha, essencialmente, a oportunidade de utilizá-los a seu favor. Por outro lado, conhece também suas próprias limitações e tem a chance de modificá-las. Ela consegue estabelecer melhor suas prioridades, sem se perder em meio às cobranças e expectativas que ainda lhe são direcionadas. E, por fim, consegue agir de forma mais empreendedora e equilibrada. Tem maior controle sobre suas emoções e as usa com autenticidade para o bem-estar de todos e de si próprio. Consegue enxergar mais soluções e possibilidades quando outros veem o caos.

Há metodologias que podem ajudar a desenvolver o autoconhecimento e, assim, equilibrar as múltiplas inteligências. Por conta da herança cultural que prevalece em nossa sociedade, as mulheres foram muito mais estimuladas a valorizar o intelecto do que a inteligência emocional, por exemplo. Mas vale lembrar que, de forma prática e no dia a dia, ela pode modificar essa realidade investindo em auto-observação e, o que é melhor, fazendo-o de forma franca, sem julgamentos ou justificativas. É um exercício que a auxilia a detectar melhor o que necessita mudar e sobre quais características pode tirar mais proveito, uma vez que obter consciência é o primeiro passo nesse processo.

A auto-observação, tomada como uma lição a ser desempenhada diariamente, traz à tona todas as informações necessárias para que se possa romper com os padrões negativos de comportamento. Ao conhecer tais padrões de perto, é possível compreendê-los e eliminá-los para, então, dar lugar a novos -e mais positivos- tipos de comportamentos. Como resultado, a mulher tem a chance de revolucionar sua realidade em todos os âmbitos.

Sendo assim, fica fácil constatar que cabe à mulher construir sua própria trajetória em direção ao empreendedorismo e à liderança. Evidentemente, esse percurso exige esforço e dedicação. O lado bom é que ela tem milhões de oportunidades de reconhecimento, aceitação, alegria, prazer e direito à felicidade dentro da sociedade contemporânea, que a reconhece como uma profissional ativa, batalhadora e centrada. Em outras palavras, a mulher do século 21 é única, indivisível e incomparável.

Autoria: Heloisa Capelas, texto publicado no Portal do Autoconhecimento STUM “Somos Todos Um”.

::Mais razões pra Alemanha gostar da Lena::

30/05/2010

Lendo hoje o jornal local, e analisando os acontecimentos novamente, achei/pensei em mais algumas razões pelas quais os alemães se apaixonaram pela Lena:

– eles sentiram vergonha de muitos dos representantes que cantaram no Eurovision nos últimos anos – deles mesmos como alemães e deles com relação aos outros países europeus;
– A Alemanha tinha tirado o 1° lugar só uma única vez em toda a história de 55 anos da competição, do contrário da Irlanda, que foi 7 vezes campeã, e da França, Inglaterra, França e Luxemburgo, que ganharam 5 vezes o 1° lugar. Olhando por este aspecto, a vitória tem também o gostinho de finalmente poder “subir ao pódio” novamente;
– Tem também a questão da aceitação por outros países europeus: devido à sua história de Guerras, a Alemanha, quer dizer, o povo alemão, teve/tem muitas dificuldades com seus vizinhos europeus, e ganhar o concurso significa se sentir mais aceito na Europa – e por consequência conseguir se aceitar um pouco mais também. Um parêntesis para algo interessante foi a tendência ao pessimismo dos alemães, que pôde ser observada durante todo o desenrolar do resultado: até o último minuto, e durante todos os resultados dos 39 países participantes (durante os quais ela ganhou a pontuação máxima, “12 points“, da Dinamarca, Estônia, Finlândia, Espanha, Eslováquia, Letônia, Noruega, Suíça e Suécia), o comentador não acreditava que a Lena poderia mesmo ganhar. Ele preferia ficar na retaguarda, esperançoso, mas altamente incrédulo. Ele dizia “man soll den Morgen nicht vor dem Abend loben” (que significa mais ou menos: não se deve ficar satisfeito com a manhã sem esperar pela chegada da noite, que é melhor ser cuidadoso antes de ficar satisfeito com algo);
– Os alemães associam a Lena a uma pessoa normal (que não precisa de escândalos ou de ter saído de baixo pra fazer sucesso), simples, despreocupada, inteligente, ordeira, cuja auto-estima é positiva, que sabe dar boas respostas (“Sprüche“, como os alemães adoram), atrevida, alegre, simpática e autêntica. Acho que isso é tudo o que eles todos querem ser e como querem ser vistos no exterior.

Uma frase resume muita coisa: “Lena ist Balsam für die geplagte heimische Song-Contest-Seele”. (Lena é um bálsamo para a alma sofrida alemã do Eurovision Song Contest).Um bom domingo para todos e bom início de semana!

Fonte: Südkurier N° 121 de 29/05/2010.

::Da arte de acreditarmos em nós mesmos::

07/08/2009

Passei uma tarde super gostosa com amigas brasileiras que moram aqui pela região. Foi a despedida da minha amiga mineirinha, a Marcela, que está indo passar 6 meses em Curitiba. Desde já, boa viagem querida!

Conversamos sobre mil e uma coisas e na realidade um papo puxa o outro, ainda mais em companhia agradável, e com isso foi difícil chegar a um fim! Mas as conversas foram todas super prazerosas. Que sorte ter um grupinho tão pra cima e tão por perto!

Um dos assuntos que conversamos mais a fundo, bem no finalzinho da tarde, foi a questão do acreditar em nós como pessoas e profissionais. Sempre estamos buscando no outro a confirmação de que aquilo que fazemos ou produzimos é bom. Temos excelentes ideias, mas nem todas são colocadas em prática. Ou de tanto pensarmos, acabamos por não colocar nada ou quase em nada em ação. Talvez pelo medo do retorno do outro, pelo medo do estranho, pelo receio de deixar a posição cômoda e partir para novos portos. Nunca achamos que já estamos prontos para novas trilhas, parece que ainda fica faltando algo, um novo certificado, uma confirmação externa de que “sim, somos bons“. Ainda mais quando moramos no exterior essa pressão de querer receber esse tipo de retorno de fora, do outro, é ainda muito maior. E é aí que mora o perigo. É bom receber retornos positivos, na realidade é uma delícia, mas acima de tudo temos que satisfazer a nós mesmos, temos que gostar do que fazemos. Temos que conseguir achar uma área onde tenhamos orgulho do que produzimos. Isso faz bem. O melhor amor para com o outro partirá de um amor egocêntrico, aquele voltado para nós mesmos, pois quanto mais conseguimos nos amar e nos dar valor, mais seremos capazes de amar (e de respeitar) outras pessoas.

Na realidade todos somos bons assim como somos. Hoje, neste momento. A vida é um caminho e quem não começa a seguir sua trilha, não colherá os frutos espalhados pelo caminho. Na realidade nunca estaremos “prontos“, estamos sempre em um processo de transformação contínua. Somos seres individuais, únicos, especiais, abençoados por Deus. Nem melhores, nem piores do que ninguém. Quanto mais espalharmos luz pelo mundo e para todos ao nosso redor, mais luz refletirá para nós mesmos. As trocas serão (são) positivas e boas. Espalhar luz tem super a haver com fazer aquilo que gostamos, aquilo que pra nós é fácil, que não dá trabalho, que dá prazer. É fácil pra nós, mas para outros não é, e portanto é “nosso“. Penso muito nisso na minha busca incessante de saber quem sou eu e na procura de descobrir a que fim vim parar neste mundo.

O certo é que nascemos para dar, para trocar, para interagir. No meio da semana passada fui surpresa por uma correspondência do Dago, que me presenteou com dois CDs de produção própria, um pra adultos, outro pra crianças de todas as idades. E qual não foi a minha surpresa ao colocar o primeiro CD pra tocar, o “À Espera“, completamente feito pelo Dago: letras das músicas, arranjos, voz, violão e guitarra. As músicas são lindas, só o título já é motivo de inspiração. Esse CD nos acompanhou na viagem para Basel ida e volta!) 😉 Meu marido, que ama tanto música como eu, gostou muito do trabalho dele também e notou que o estilo do Dago se parece com o do Zeca Baleiro, eu penso que também um pouco com o Skank nas músicas mais badaladas. Enfim, é uma delícia “esperar“ com ele, que compõe e canta em português e em inglês. O amigo dele, Claudio Oliver, apresenta a obra dizendo, dentre outras coisas, o seguinte:

“Dago nos convida a não esperar somente, mas a nos sentarmos com ele enquanto esperamos. Seja à espera da resposta, do sentido ou do amor. E enquanto a resposta não vem, nestas canções ele nos chama a aproveitar o tempo da espera para que seja um tempo de vida, em que se curte a vida curta que se tem“.

Apresento aqui a minha música predileta do CD dele, inspiração nota 1000, estilo de música que gosto, mensagem positiva, um pacote de surpresas, além de uma voz linda e um inglês impecável:

Give it Away – Dago Schelin

All the goodness you have got
All the love you have received
Give it away

And the knowledge you have gained
And the money you have made
Give it away

A time will come when this is gone
And all that we now know
So lay it down, cause nothing’s yours until you let it go

And the talent you possess
Ant the time that you have left
Give it away

And the song that you will sing
And the life that you will live
Give it away

Uma tentativa de tradução da letra:

Dê de presente – Dago Schelin

Toda a sua bondade
Todo o amor que tiver recebido
Dê de presente

E o conhecimento que você tiver alcançado
E o dinheiro que tiver ganho
Dê de presente

Uma hora irá chegar em que tudo isso já terá passado
E tudo o que sabemos agora
Então deixe isso, pois nada é seu até que você passe pra frente

E o talento que você possui
E o tempo que ainda lhe sobra
Dê de presente

E a música que você irá cantar
E a vida que irá cantar
Dê de presente

Voz/violão: Dago Schelin
Baixo: Mateus Brandão
Acordeon: Alonso Figueroa

Pra quem gostou dessa primeira música, Dago, simpatizante do copyleft, lhes dá de presente todo o CD dele, que pode ser baixado gratuitamente na internet. Entre neste link e clique em “Download Link: A Espera.zip” ou também aqui, inclusive comentários do artista em cada música. Viel Spaß beim hören! (Bom divertimento ao ouvi-lo!).

::Discussão em ambiente de trabalho alemão::

07/11/2008

Um desentendimento recente em um ambiente de trabalho de conhecidos meus elucida bastante a cultura alemã dentro do ambiente de trabalho. Um chefe de seção, vamos chamá-lo de chefe 1, se desentendeu com outro, que vamos chamar aqui de chefe 2. O desentendimento se deu pelo fato do chefe 1 não ter gostado do “tom” do e-mail que tinha recebido do chefe 2. O chefe 1 respondeu o tal e-mail copiando em cc todos os outros chefes de seção e ameaçando colocar o nome dele (chefe 2) em discussão perante todo o grupo de chefes na próxima reunião semanal. Além disso, foi ao gerente geral e reclamou da tomada de decisão do chefe 2. O gerente geral chamou o chefe 2 para conversar. Verificaram que a tomada de decisão tinha sido feita com base numa regra geral, válida para todos da empresa. Mais tarde o chefe 2 verificou novamente o caso e notou que tinha cometido um erro, por não ter notado um detalhe antes da tomada de decisão. Digamos que a decisão era correta, mas por causa do detalhe ficou incorreta. Ele prontamente envia um e-mail ao chefe 1 (também com cópia para Deus e o povo) dizendo que havia tido um mal entendido entre eles e que ele tinha corrigido o erro.

No outro dia, foi de encontro ao chefe 1 para saber dele porque ele tinha reagido de forma tão impetuosa, por que tinha reclamado com o gerente geral e não com ele, pois numa comunicação direta teriam podido verificar o mal-entendido de forma bem mais clara e descomplicada. O chefe 2 quis saber também por que o chefe 1 teve necessidade de enviar um e-mail para todos os outros chefes (o que logicamente, na minha opinião, pressupõe uma certa intriga contra o chefe 2). Neste momento o chefe 1 começou a bravejar: disse que o chefe 2 estaria extrapolando a autoridade de sua função, que muitos achavam que ele era arrogante e dava a impressão de que achava ser inatingível. Disse que o que tinha feito era pouco perto do que poderia fazer para atingi-lo, amedrontando-o.

Intrigado com a reação do chefe 1, o chefe 2 foi novamente ao gerente geral e conversou com ele sobre as ameaças do chefe 1. Depois de conversar com ambas as partes envolvidas, o gerente geral teve a dignidade de enviar um e-mail para todos os chefes dizendo que no caso dos dois havia existido somente um mal-entendido, um erro de comunicação, que a regra em geral estava certa, e que ele nunca discutiria sobre a pessoa do chefe 2 numa reunião de chefia por achar que ali não era local para tanto. Completou dizendo que ele achava que o chefe 1 tinha errado tanto em seu tom de voz ao conversar com o chefe 1 quanto em suas acusações generalizadas. Resultado: aquele que atacou e se fez de super-potente, foi desmascarado perante todo o grupo.

Hoje fiquei sabendo que antes da tal reunião de chefia começar o chefe 1 se viu obrigado a procurar o chefe 2 para pedir desculpas e dizer que tudo o que tinha dito no dia anterior era “da boca para fora”. A desculpa fo aceita e a reunião aconteceu, como se nada tivesse acontecido, envolvendo somente assuntos gerais. Moral da história: se quiser ser respeitado na Alemanha, não aceite agressões de boca calada. Quem sai ganhando, é sempre aquele que mostra ter classe e dignidade, além de uma certa auto-estima.</


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