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Posts Tagged ‘beleza’

::A beleza das alemãs::

01/04/2010

Recebi da leitora Kenia o pedido para que escrevesse sobre a beleza das alemãs. Ela escreveu: “Seria possível você comentar em algum de seus posts como a moda e a beleza são tratados pelas alemãs? Elas são realmentes aquelas lindas loiras altas que vemos como padrão em capas de revistas?”

Minha 1a. tentativa de responder a pergunta da Kenia foi comentando que no começo da década de 90 as alemãs eram menos ligadas à moda, mas hoje em dia tanto homens quanto mulheres jovens na Alemanha estao antenados quanto às tendências de moda e que tem muita gente bonita por aqui. Sugeri pra ela a leitura de revistas de moda, deste site, feito por duas profissionais alemãs de moda e do site da Deutsche Welle, que sempre tem textos bons sobre a Alemanha em português.

A Kenia ainda ficou com perguntas no ar: “Há algum site que fale algo sobre Estética Corporal e /ou Facial das alemãs? Por exemplo…elas se maquiam, frequentam salões…costumam recorrer a cirurgias plásticas? Seu biotipo?” No primeiro comentário, ela tinha colocado a seguinte questão: “Elas são realmentes aquelas lindas loiras altas que vemos como padrão em capas de revistas?”

Bom, por onde começar? Se eu colocasse pra você a mesma pergunta, Kenia, sobre qual é o biotipo da brasileira, o que me responderia? Quem é a brasileira? A mulata? A mestiça? A gorda? A alta? A magra? A loira? Da mesma maneira que não se pode definir a brasileira por um só biotipo, a alemã também não é só a loira alta das capas de revista. Naturalmente há muitas alemãs loiras de pele clara, mas todos os outros tipos de mulheres fazem também parte deste grupo. Eu conheço p.ex. uma alemã morena de cabelo preto anelado (natural!). Pra você ter uma ideia de alguns tipos de jovens alemãs, dê uma olhadinha neste site, onde verá fotos e vídeos das jovens (algumas estrangeiras!) que estão atualmente concorrendo ao título de “GNTM – Germany’s Next Top Model” e das que já ganharam o título no passado, como a Sara Nuru (vencedora do ano passado, alemã descendente de emigrante da Etiópia). Tanto através deste concurso como nas ruas na Alemanha é fácil constatar que a Alemanha está se mestificando, como resultado claro da globalização e da mobilidade dos dias atuais.

Pelo fato da mão-de-obra ser muito cara na Alemanha, não é fácil para uma alemã pagar manicure ou cabelereiro todo final de semana, como muitas mulheres fazem no Brasil. Do contrário, as alemãs preferem cuidar mais da beleza da pele, do corpo e da alma. Sessões de massagem, estética facial e visitas a piscinas e saunas termais como esta aqui contribuem para que (a)os alemã(e)s possam descansar e revitalizar o corpo, o espírito e a alma (Körper, Geist & Seele), o que é uma herança clara dos romanos.

Mas isso não quer dizer que as alemãs não gostem de cuidar dos cabelos, das unhas ou da estética em geral. Esta pesquisa mostra claramente que o mercado de cosméticos na Alemanha é enorme, e que as alemãs costumam investir mais em produtos para os cabelos e para a pele.

O que eu diria é que as alemãs mais jovens são mesmo muito antenadas nas tendências da moda, mas em geral o que conta na Alemanha é a praticidade e a comodidade das roupas. Por tanto a preocupação com a moda é bastante diferente e depende em grande parte da idade da alemã.

Aqui na Alemanha não é comum se fazer uma operação plástica. O mercado é mais corretivo do que gerado através das insatisfações dos pacientes. Certamente pelo lado prático e natural do povo, mas também pelo fato de que também os tratamentos médicos são caríssimos e não são cobertos pelo seguro de saúde se não forem realmente necessários por motivo de saúde.

Ah, claro, a moda depende muito também da época do ano. No inverno as roupas são mais escuras e a cor preta domina as ruas do país. Com a chegada da primavera e do verão, as cores aparecem também nas vitrines das lojas, como a Eve pode constatar. As calças e sapatos baixos, certamente pela questão da praticidade, são muito mais usadas do que saias e saltos. O estilo das alemãs não é feminino como o das brasileiras. Esta matéria chama a atenção para o fato de que a qualidade é uma questão importante para as alemãs também, quando se trata de moda.

O espaço fica aberto para as leitoras da Mineirinha deixarem seus comentários sobre moda e beleza na Alemanha, ok? Vai ser um prazer ler seus comentários!

Fontes: sites da Bodensee Therme Konstanz, Cosmetic Business, Deutsche Welle, Elle, Germany’s Next Top Model, Modeopfer.

::O sol saiu em Itajaí-SC::

01/12/2008

Recebi por e-mail e não posso deixar de publicar e passar pra frente:

***

Mensagem que recebi de SC, sobre a enchente, a degradação e a beleza humanas e a vida, em Itajaí e em outros lugares…

Meus amigos,

Hoje 27 de novembro de 2008 o sol saiu e conseguimos voltar a trabalhar. A despeito de brincadeiras e comentários espirituosos normais sobre esta “folga forçada” a verdade é que nunca me senti tão feliz de voltar ao trabalho. Não somente pelo trabalho, pela instituição e pela própria tranquilidade de ter onde ganhar o pão, mas também por ser um sinal de que a vida está voltando ao normal aqui na nossa Itajaí.

As fotos que circulam na internet e os telejornais já nos dão as imagens claras de tudo que aconteceu então não vou me estender narrando e descrevendo as cenas vistas nestes dias. Todos vocês já sabem de cor. Eu quero mesmo é falar sobre lições aprendidas.

Por mais que teorias e leituras mil nos falem sobre isso ainda é surpreendente presenciar como uma tragédia desse porte pode fazer aflorar no ser humano os sentimentos mais nobres e os seus instintos mais primitivos. As cenas e situações vividas neste final de semana prolongado em Itajaí nos fizeram chorar de alegria, raiva, tristeza e impotência. Fizeram-nos perder a fé no ser humano num segundo, para recuperar-la no seguinte. Fez-nos ver que sempre alguém se aproveitará da desgraça alheia, mas que também é mais fácil começar de novo quando todos se dão as mãos.

Que aquela entidade superior que cada um acredita (Deus, Alá, Buda, GADU etc.) e da forma que cada um a concebe tenha piedade daqueles:
– Que se aproveitaram a situação para fazer saques em supermercados, levando principalmente bebidas e cigarros;
– Que saquearam uma farmácia levando medicamentos controlados, equipamentos e cofres, destruindo os produtos de primeira necessidade que ficaram assim como a estrutura física da mesma;
– Que pediam 5 reais por um litro de água mineral;
– Que chegaram a pedir 150 reais por um botijão de gás;
– Que foram pedir donativos de água e alimentos nas áreas secas para vender nas áreas alagadas;
– Que foram comer e pegar roupas nos centros de triagem mesmo não tendo suas casas atingidas;
– Que esperaram as pessoas saírem das suas casas para roubarem o que restava;
– Que fizeram pessoas dormir em telhados e lajes com frio e fome para não ter suas casas saqueadas;
– Que não sentiram preocupação por ninguém; algo está errado em seu coração;
– Que simplesmente fizeram de conta que nada acontecia, por estarem em áreas secas.

Da mesma forma, que essa mesma entidade superior abençoe:
– Aqueles que atenderam ao chamado das rádios e se apresentaram no domingo no quartel dos bombeiros para ajudar de qualquer forma;
– Os bombeiros que tiveram paciência com a gente no quartel para nos instruir e nos orientar nas atividades que devíamos desenvolver;
– A turma das lanchas, os donos das lanchinhas de pescarias de fim de semana que rapidamente trouxeram seus barquinhos nas suas carretas e fizeram tanta diferença;
– À equipe da lancha, gente sensacional que parecia que nos conhecíamos de toda uma vida;
– Aos soldados do exército do Paraná e do Rio Grande do Sul;
– Aos bravos gaúchos, tantas vezes vitimas de nossas brincadeiras que trouxeram caminhões e caminhões de mantimentos;
– Aos cadetes da Academia da Polícia Militar que ainda em formação se portaram com veteranos;
– Aos Bombeiros e Policias locais que resgataram, cuidaram, orientaram e auxiliaram de todas as formas, muitas vezes com as suas próprias casas embaixo das águas;
– Aos Médicos Voluntários;
– Às enfermeiras Voluntárias;
– Aos bombeiros do Paraná que trabalharam ombro a ombro com os nossos;
– Aos Helicópteros da Aeronáutica e Exercito que fizeram os resgates nos locais de difícil acesso;
– Aos incansáveis do SAMU e das ambulâncias em geral, que não tiveram tempo nem pra respirar;
– Ao pessoal do Helicóptero da Polícia Militar de São Paulo, que mostrou que longo é o braço da solidariedade;
– Ao pessoal das rádios que manteve a população informada e manteve a esperança de quem estava isolado em casa;
– Aos estudantes que emprestaram seus físicos para carregar e descarregar caminhões nos centros de triagem;
– Às pessoas que cozinharam para milhares de estranhos;
– Ao empresário que não se identificou e entregou mais de mil marmitex no centro de triagem;
– A todos que doaram nem que seja uma peça de roupa;
– A todos que serviram nem que seja um copo de água a quem precisou;
– A todos que oraram por todos;
– Ao Brasil todo, que chorou nossos mortos e nossas perdas;
– Aos novos amigos que fiz no centro de triagem, na segunda-feira;
– A todos aqueles que me ligaram preocupado
s com a gente;
– A todos aqueles que ainda se preocupam por alguém;
– A todos aqueles que fizeram algo, mas eu não sou
be ou esqueci.

Há alguns anos, numa grande enchente na Argentina um anônimo escreveu isto:

COMEÇAR DE NOVO

Eu tinha medo da escuridão
Até que as noites se fizeram longas e sem luz
Eu não resistia ao frio facilmente
Até passar a noite molhado numa laje
Eu tinha medo dos mortos
Até ter que dormir num cemitério
Eu tinha rejeição por quem era de Buenos Aires
Até que me deram abrigo e alimento
Eu tinha aversão a Judeus
Até darem remédios aos meus filhos
Eu adorava exibir a minha nova jaqueta
Até dar ela a um garoto com hipotermia
Eu escolhia cuidadosamente a minha comida
Até que tive fome
Eu desconfiava da pele escura
Até que um braço forte me tirou da água
Eu achava que tinha visto muita coisa
Até ver meu povo perambulando sem rumo pelas ruas
Eu não gostava do cachorro do meu vizinho
Até naquela noite eu o ouvir ganir até se afogar
Eu não lembrava os idosos
Até participar dos resgates
Eu não sabia cozinhar
Até ter na minha frente uma panela com arroz e crianças com fome
Eu achava que a minha casa era mais importante que as outras
Até ver todas cobertas pelas águas
Eu tinha orgulho do meu nome e sobrenome
Até a gente se tornar todos seres anônimos
Eu não ouvia rádio
Até ser ela que manteve a minha energia
Eu criticava a bagunça dos estudantes
Até que eles, às centenas, me estenderam suas mãos solidárias
Eu tinha segurança absoluta de como seriam meus próximos anos
Agora nem tanto
Eu vivia numa comunidade com uma classe política
Mas agora espero que a correnteza tenha levado embora
Eu não lembrava o nome de todos os estados
Agora guardo cada um no coração
Eu não tinha boa memória
Talvez por isso eu não lembre de todo mundo
Mas terei mesmo assim o que me resta de vida para agradecer a todos
Eu não te conhecia
Agora você é meu irmão
Tínhamos um rio
Agora somos parte dele
É de manhã, já saiu o sol e não faz tanto frio
Graças a Deus
Vamos começar de novo.

(Anônimo)

É hora de recomeçar, e talvez seja hora de recomeçar não só materialmente. Talvez seja uma boa oportunidade de renascer, de se reinventar e de crescer como ser humano.
Pelo menos é a minha hora, acredito.
Que Deus abençoe a todos.

Luis Fernando Gigena

::O próximo campeão do campeonato europeu de futebol…::

13/06/2008

Wesley Sneijder…será a Holanda, a menos que aconteça algo de extraordinário durante o campeonato. Acabo de assistir o jogo da Holanda x França e pra quem gosta de futebol (e pra quem não gosta tanto também) foi um prato cheio: 4 x 1 para a Holanda, com gols de 4 jogadores diferentes, o último deles feito pelo Wesley Sneijder – foto ao lado. Os holandeses têm técnica, força, atitude, presença, funcionam muito bem como grupo e são muito, muito bons. Eles venceram, em menos de uma semana, o campeão (Itália) e o vice (França) da Copa do Mundo de 2006. Quero ver algum time ganhando deste time!

Adrian MutuP.S.1-Achei outro homem “mutu” bonito no time romeno: o jogador Adrian Mutu, que perdeu a chance de ganhar da Itália no jogo de hoje.

P.S.2- Enquanto isso, no Brasil, prendem sargentos gays que assumiram publicamente sua homossexualidade. Minha pergunta direta seria a seguinte: qual é o problema do exército? Não há como punir a homossexualidade em si, então pune-se a pessoa de outras formas? E quem pune os que agem em nome do preconceito?


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