Posts Tagged ‘Brasil’

::O Brasil como não quero ver::

07/04/2021

Mais de 4 mil mortos

Ligo pra minha mãe

Que tenta me acalmar

Nunca irá cair uma palha

Sem o desejo de Deus

O povo colhe o que planta

Não vamos nos enlouquecer

Há tanta coisa para agradecer

E muita gente pra ajudar

Solidariedade

Focar no bom e no positivo

Sentir gratidão e ir em frente

Um dia a curva chega na estrada

Numa manhã o sol há de nascer

E a chuva (de mortes) vai parar de descer

Sandra Santos – 08/04/21 – mais de um ano de pandemia aqui e lá

::Entrevista para o Mulherio das Letras Portugal::

31/03/2021

Pode ler a entrevista que dei para o Mulherio das Letras Portugal aqui.

E para que serve a escrita? Alívio da alma, nos agarramos ao belo e ao amanhã, que mais cedo ou mais tarde há de chegar!

::Fugir::

18/03/2021
Fugir
Pra bem longe
Outro lugar
Talvez Marte, não sei

Lá onde não há corona
Sistemas pra entrar
Dificuldades pra transpor
Onde é possível respirar

Ar puro, simples necessidade humana
Ao fechar os olhos
Registro os pássaros lá fora
E o ar livre nos meus pulmões

Amém!
Que ele fique por lá
Assim como os pássaros
A embelezar, a acalmar

18/03/21 – Sandra Santos, Mineirinha n‘Alemanha 

(Na Alemanha: estamos à beira da terceira onda, trabalhando em casa há praticamente um ano, as mutações se espalham, as discussões sobre o próximo lockdown voltaram à tona. 

No Brasil: ontem morreram 2.648 pessoas, começam a “diluir” os medicamentos necessários para a intubação, que em breve podem estar em falta nos hospitais. Há um ano morria no território brasileiro a primeira pessoa de COVID. Lembro-me que chorei naquele dia…)

::Relatório do Banco Mundial analisa as oportunidades econômicas das mulheres ao redor do mundo::

24/02/2021

Li, pela 1ª. vez, um relatório do Banco Mundial muito interessante, que vem avaliando as leis e regulamentos que afetam as oportunidades econômicas das mulheres (Mobilidade, Local de Trabalho, Remuneração, Casamento, Maternidade, Empreendedorismo, Ativos e Aposentadoria) nos últimos 50 anos.

O relatório revela que as mulheres, hoje em dia, só conquistaram em média apenas cerca de 3/4 dos direitos concedidos aos homens. Desde 2017, um total de 40 países reformaram leis ou regulamentos para dar às mulheres mais igualdade econômica com relação aos homens. No total, 190 nações foram analisadas no relatório “Women, Business and the Law 2020”, que cobre em suas análises o período de 2017-19.

Leia o relatório completo aqui, verifique e compare como o seu e outros países estão classificados (também disponível em espanhol e francês).

Abaixo destaco o resultado de alguns países:

– Avaliação máxima (100 pontos no index): Bélgica, Dinamarca, França, Islândia, Latvia, Luxemburgo, Suécia e Canadá, que reformou recentemente suas leis de licença maternidade/paternidade;

– Alemanha: 97,5

– EUA: 91,3

– Suíça: 85,6

– Brasil: 81,9 (interessantemente, um resultado igual ao do Japão!…)

::Leia a primeira resenha do HERstory!::

18/02/2021

Que presente lindo e que surpresa com muita sororidade receber a primeira resenha do meu novo livro HERstory – escreva a sua história!

Que bom ler a opinião de uma também escritora sobre o meu trabalho, no caso a psicóloga e escritora Roberta Gasparotto!

Muita gratidão, me sentindo muito honrada e feliz por ela ter apreciado a minha obra! Leia a resenha completa aqui no Feminário Conexões.

::Por que vale a pena escrever?::

13/02/2021

Saiu uma reportagem sobre esta pergunta e sobre os meus escritos no blog Tabacaria. Muito obrigada pelo convite, Sidnei! A publicação veio com dois presentes:

– o Sidnei incluiu uma pintura de Van Gogh pra ilustrar meu texto, e “por acaso” adoro este pintor!

– o dia da publicação, 12/02, é o dia do aniversário de uma pessoa especial, meu irmão!

Se você também gosta de escrever e ler, pode ser que fique curioso com as razões que me levaram às duas atividades. Se não gosta, talvez encontre algum argumento bom por lá!

::O HERstory está disponível no mundo todo!::

23/01/2021

Ótima novidade! Meu novo livro HERstory está disponível para entrega mundial pela buobooks, uma livraria mundial em português!

Veja abaixo outras opções para adquirir o 💞HERstory – escreva a sua história! 💞:

– direto comigo para quem mora na Europa (somente mais alguns volumes!);

– com a Páginas Editora no Brasil;

– como e-book ou livro pela Amazon (qualquer site em todo o mundo).

Boa leitura! 🦋🌈

::Volta ao mundo com a Mineirinha – podcast VM80F::

19/01/2021

Um amigo da Índia sugeriu que eu participasse de um podcast produzido no interior mineiro sobre viagens e fotografia, o Volta ao Mundo em 80 Fotos. Obrigada, Gau!

Daí surgiu um bate-papo com o Marcos e o Júlio onde falamos de viagens dentro e fora do ser humano, sobre fotografia, pandemia e tantas outras coisas mais. Ficou curioso? Ouça o podcast aqui ou em outra plataforma na internet e depois me conte sua impressão sobre ele!

::HERstory goes global – versão e-book acessível pelo site da Amazon em todo o mundo!::

11/01/2021

A partir de agora o livro 💞HERstory – escreva a sua história!💞 pode ser adquirido como e-book em todo o mundo pela Amazon!

Brasil: https://www.amazon.com.br/dp/B08R64QJST

Alemanha: https://www.amazon.de/dp/B08R64QJST

Reino Unido: https://www.amazon.co.uk/dp/B08R64QJST

França: https://www.amazon.fr/dp/B08R64QJST

Espanha: https://www.amazon.es/dp/B08R64QJST

Outros:

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::Feminicídio: Live de 28/12/20::

28/12/2020

Assisti a uma live neste instante que foi feita por uma colega de trabalho da Viviane do Amara Arronenzi, a juíza que foi morta recentemente pelo ex-marido às vésperas do Natal e perante as três filhas menores. Ela aconteceu entre a professora da Faculdade de Direito Debora Diniz e Adriana Ramos de Mello (Juíza, EMERJ), bem dentro dos assuntos discutidos no meu novo livro, HERstory – escreva a sua história!

Algumas questões centrais da live, em resumo:

O que é o feminicídio? É o desprezo à condição feminina, pois nele não basta matar, a vítima tem que ser mutilada e desfacelada. Sua beleza tem que ser destruída. Analisando casos de feminicídio ocorridos entre 2015 a 2019, percebe-se o requinte de crueldade, ódio, tortura pela raiva, jogo de poder, controle, dominação, desejo de ser o último a dizer um “não”.

A verdade é que no Brasil o término da relação é um momento crucial para um relacionamento e há uma ansiedade social de culpar a vítima.

  • O que se pode fazer para evitar um ato de feminicídio?

É necessário avaliar os riscos, não achar que isso só acontece com outros, lembrar que há o envolvimento emocional e o desejo de preservar a ligação do pai com os filhos, mas buscar preservar a própria vida.

É preciso retirar a atenção do agredido para o agressor, o machista que agiu de forma inesperada. O machismo é um sistema enraizado no Brasil e no mundo (Patriarcado, machismo, diferença de classes, patriarcado racista de classes).

  • Qual o diferencial entre um agressor contra mulheres e outros tipos de agressores?

O agressor de violência doméstica geralmente tem boa reputação, é bom vizinho, bom pai, bom funcionário, uma pessoa aparentemente doce, etc., e este é o diferencial do homicida, do ladrão, etc. O agressor mora dentro das quatro paredes da vítima.

  • Quais são os sinais de que a mulher está em uma relação abusiva?

A mulher geralmente para de procurar amigas, se isola da família, tem marcas no corpo, a mulher é minada pelo agressor e passa a ser uma presa fácil numa situação de vulnerabilidade, é manipulada por ele, seu corpo adoece através da violência psicológica, há uma fragilidade da alma, ressecamento da alma, a mulher vai se tornando uma vítima e presa fácil, isolada. A mulher não conta para ninguém por vergonha de se expor, de admitir que o maior perigo mora dentro de sua própria casa.

  • Por que mulheres com maior escolaridade tendem a se isolar e não buscar ajuda?

Mulheres com escolaridade mais alta geralmente têm mais vergonha de procurar ajuda, têm maior vergonha da sociedade, maior medo e maior probabilidade de desistir do registro policial (sofrimento por não ser um crime comum, por ser contra a pessoa com quem você divide a vida e os filhos, necessidade de exposição de intimidades).

  • Por que a mulher precisa lidar com esses temas e não os homens, os atores das mortes praticadas dentro do feminicídio?

A mulher precisa lidar com esses temas porque geralmente ela é a silenciada na sociedade, ela é que não tem o lugar de fala, lhe falta a voz para falar. Devemos dizer sempre: “Eu não me calo!”

É uma luta das mulheres mas deveria ser uma luta da sociedade como um todo! Os homens precisam também refletir e mudar ao lado das mulheres. Há muitos movimentos atuais, também de homens, para chegar a esta mudança cultural e da sociedade como um todo.

Temos que transformar o que está errado, prestar um tributo às que morreram, fazer um exercício de poder, o silêncio não é a opção.

  • Por que não valeria a pena simplesmente optar por leis mais rígidas e penas mais severas?

O Direito é masculino, ele foi feito por homens para defender homens, portanto não mudaremos o Brasil através de leis mais duras. Precisamos alterar o sistema educacional, para que a sociedade entenda que homens e mulheres têm os mesmos direitos e devem ter as mesmas oportunidades.

O sistema penal brasileiro é opressor, desigual e seletivo!

O patriarcado nos leva a buscar respostas na agredida, e não no agressor…

  • Quais são as esperanças?

Sororidade, apoio entre mulheres, estar atentas aos sinais, apoio de homens esclarecidos, discussão e debate na sociedade. Dar consciência às mulheres como agentes de educação de meninos e meninas. Transformação da sociedade buscando reflexão pela paz e pela igualdade de gênero, pois ninguém é dono de ninguém.

Toda mulher tem direito a uma vida livre de violência, onde quer que seja que ela viva e em todo e qualquer espaço. Nós somos donas dos nossos corpos e de nossas vidas. Não podemos aceitar dominação! Devemos buscar viver em paz e com autonomia, com respeito e dignidade. A violência contra a mulher no Brasil ainda é uma pauta pendente, devemos poder querer viver com cidadania!

A lei Maria da Penha vale para todas as mulheres. Em uma situação de urgência, chame o 190, a Polícia Militar!

#nenhumaamenos @homensquerespeitam @superacaodaviolenciadomestica


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