Posts Tagged ‘coronavírus’

::Por que o número de infectados na Alemanha continua a cair, apesar das medidas estarem menos rígidas?::

29/05/2020

Algumas razões pelas quais o número de infectados está caindo na Alemanha, apesar das medidas estarem cada vez menos rígidas:

1 – Os alemães mantêm a distância social;

2 – A obrigatoriedade de usar máscaras está fazendo efeito;

3 – As secretarias de saúde seguem com afinco os focos de ocorrência da doença e procuram identificar doentes, isolá-los e minimizar o quadro da melhor maneira possível;

4 – O verão desacelera o vírus. O calor e o sol são conhecidos por dificultarem a propagação de gripes e resfriados.

5 – O declínio dos números de infecção também pode estar indicando o início do fim da pandemia.

Que assim seja!

Não há fonte mais fiável na Alemanha do que os dados do Robert Koch Institut. Há casos isolados sim, não há dúvida, mas no geral, creio que pode-se afirmar que as medidas têm sido um sucesso na Alemanha e o número de infectados está caindo. O que logicamente não significa que devamos deixar nossa responsabilidade de lado. Aqui os dados do RKI de 28.05.20, descrevendo a situação atual da pandemia na Alemanha, em alemão e em inglês.

Fonte: Reportagem da GMX no dia 29/05/20 e relatório do RKI de 28.05.20.

::Pensativa::

17/05/2020

Tenho estado muito pensativa. Desde que vi o Brasil subindo a indesejável ladeira da pole position do número de casos e mortes de COVID, tenho sentido que estamos indo pro caminho oposto que eu tanto desejaria para o meu amado e sofrido país de origem.

Ontem fiquei sabendo de um amigo da época de universidade que provavelmente está com a doença. Ele relatou que a sensação é de como se ele estivesse se afogando no seco. Já conhecia outra pessoa que passou pela doença, mas ela já está curada. Quando as estatísticas saem do papel e começam a povoar nossos pensamentos com nomes concretos, a coisa muda completamente de figura.

Desde ontem algumas lágrimas teimam em escorrer pelo meu rosto, espero eu, em vão. Eu quero muito que as minhas lágrimas não tenham o menor sentido e que tudo acabe logo e que não tenhamos mais tantas razões para sofrer, calados, aqui do outro lado do mundo. Eu procuro ver o mínimo de notícias possível, e pessoalmente faço o que está ao meu alcance e procuro me manter psicologicamente forte, vendo e usando todas as oportunidades para enxergar um sentido positivo na pandemia. Mas vira e mexe algo cai nas minhas mãos, ou eu vou em busca de alguma notícia, e aí caio naquele redemoinho de pensamentos e sentimentos que é difícil controlar.

Em especial, queria chamar a atenção para este e este artigo. Ficam as dicas e a esperança de dias melhores. Obrigada Tassi e Dago por dividirem esse olhar comigo! Sigamos em frente com fé e foco. Oremos pelo Brasil e pelo mundo! Um bom domingo de paz e saúde para todos!

::Qual é a ligação de abatedouros de animais com o coronavírus?::

13/05/2020

Até há poucas horas atrás eu responderia esta pergunta como se não houvesse nenhuma ligação entre uma coisa e a outra mas… o mundo gira em poucos segundos na atualidade, não é mesmo?

Foi divulgado que 260 de 1.200 funcionários da empresa abatedoura (matadouro ou açougue) Westfleisch em Coesfeld na Alemanha testaram positivo quanto ao coronavírus. Mas o que tem uma coisa a ver com a outra?

O chefe do sindicato do setor alimentício na Alemanha, Mohamed Boudih explica direitinho onde está a razão de tal associação: segundo ele, o problema não é novo. Esse tipo de contrato (na Alemanha conhecido como Werkvertrag) é uma forma de contratar mão de obra barata vinda p.ex. do Leste Europeu. Essas empresas têm tido, desde os anos 90, o costume de se apoiar nesse tipo de contrato para alcançar bons preços de venda dentro do mercado alimentício alemão, que é bastante concorrido. Mas isso ocorre às custas do trabalhador do Leste Europeu, que nem sempre tem os direitos mínimos protegidos (salário mínimo, férias, etc.) e vira um verdadeiro escravo moderno desse sistema, se submetendo a condições de trabalho e de vida péssimas. E quem contribui para esse sistema todo, venhamos e convenhamos, somos nós que compramos carne baratinha no supermercado…

Eu não tinha a mínima noção de que isso tudo acontece, mas o chefe do sindicato disse que o problema é muito conhecido. A empresa acima tem entre 70-80% de seus funcionários contratados através desse tipo de contrato, os abriga em dormitórios de 5-6 pessoas, que dividem um só banheiro. Se recebem o salário mínimo estipulado por lei, têm que assinar papéis em branco onde serão anotadas as horas trabalhadas, e não há controle de quantas horas eles verdadeiramente trabalham para manter seu trabalho… Para piorar a situação, os donos dos dormitórios são, em geral, os próprios empregadores, o que faz com que os funcionários que se submetem a esse tipo de contrato sejam duas vezes mais dependentes deles.

Sinceramente? Fiquei triste ao ler essa notícia! Eu, que já como super pouca carne, não pretendo voltar a comprar carne em supermercado tão cedo!… Não posso contribuir para este sistema de exploração! Por outro lado, tenho consciência de que a riqueza de um país se faz em cima da exploração de outros… Bom, deixa pra lá. Não serei eu quem alterarei os rumos da humanidade. Mas onde eu posso fazer a minha parte, apoiando p.ex. o açougue local que vende carne de origem conhecida, eu farei.

Em tempos de pandemia há poucas coisas que podemos fazer hoje em dia que estão em nossas mãos. Concentremo-nos nelas!

P.S.1-Para quem quiser entender a teoria do que significa um Werkvertrag na Alemanha, é só clicar aqui.

P.S.2-Para quem quiser ler como esse sistema é vendido para o empregador alemão, quais são as “vantagens” sob a perspectiva do empregador, clique aqui.

P.S.3-Para quem quiser entender a diferença entre um contrato de trabalho normal e um Werkvertrag dentro da Alemanha, clique aqui.

Fonte: reportagem de 13/05/20 do jornal alemão Süddeutsche Zeitung.

::Crônicas do Corona – um vírus muda o mundo::

11/05/2020


Aqui um documentário sobre a evolução do coronavírus ao redor do mundo, produção da Berlin Producers para a tv alemã ARTE e DW, com participação na produção no Brasil por parte da minha amiga Svea. Obrigada, querida!

Senhor, quando eu tiver fome,
dai-me alguém que necessite de comida.
Quando tiver sede,
dai-me alguém que precise de água.
Quando sentir frio,
dai-me alguém que necessite de calor.
Quando tiver um aborrecimento,
dai-me alguém que necessite de consolo.
Quando minha cruz parecer pesada,
deixe-me compartilhar a cruz do outro.
Quando me achar pobre,
ponde a meu lado alguém necessitado.
Quanto não tiver tempo,
dai-me alguém que precise
de alguns dos meus minutos.
Quando sofrer humilhação,
dai-me ocasião para elogiar alguém.
Quando estiver desanimada,
dai-me alguém para lhe dar novo ânimo.
Quando sentir a necessidade
da compreensão dos outros,
dai-me alguém que necessite da minha.
Quando sentir necessidade de que cuidem de mim,
dai-me alguém que eu tenha de atender.
Quando pensar em mim mesma,
voltai minha atenção para outra pessoa.
Tornai-nos dignos, Senhor,
de servir nossos irmãos
que vivem e morrem pobres e com fome,
no mundo de hoje.
Dai-lhes, através das nossas mãos,
o pão de cada dia e dai-lhes,
graças ao nosso amor compassivo,
a paz e a alegria.
Madre Tereza de Calcutá

::O que é, afinal, Kurzarbeit e como está o mercado de trabalho alemão atualmente?::

01/05/2020

Kurzarbeit (ao pé da letra “trabalho curto”) é a redução temporária de horas trabalhadas causada por uma crise. A intenção é evitar demissões. O trabalhador passa a receber um salário reduzido, que é pago pela empresa e pelo governo de forma conjunta. Esse tipo de medida existe em alguns países europeus, tais como a Alemanha e a Suíça, por exemplo. A situação atual do coronavírus está levando a novas discussões e estão sendo estudados novos patamares para que as pessoas afetadas possam ter uma maior parte do seu salário pago durante a crise, apesar da redução de horas trabalhadas. Eu também faço parte deste time e estou de Kurzarbeit desde o começo de abril. Em maio passo a trabalhar uma porcentagem maior de horas e a expectativa é de que voltemos a trabalhar no escritório dentro do “novo normal“ com máscaras, sem elas adotando a distância mínima de 2m, etc.

Ao todo, 10,1 milhões de trabalhadores na Alemanha estão de Kurzarbeit. Desde março de 2020, empresas com pelo menos 10 funcionários podem dar entrada no pedido de ajuda governamental. No ano de 2009, quando eu mesma era responsável por organizar o Kurzarbeit dentro de uma empresa industrial, 3,3 milhões de pessoas precisaram reduzir a sua carga de trabalho para passar pela crise.

Atualmente há 308 mil desempregados a mais do que no mês anterior. Ao todo, a Alemanha conta no final de abril de 2020 com uma taxa de 5,8% ou 2,444 milhões de desempregados. Imaginem como estaria a situação se não houvesse a ferramenta do Kurzarbeit! Viva a social democracia! A título de comparação nos EUA, há atualmente mais de 30 milhões de pessoas desempregadas. O objetivo aqui na Alemanha é que a empresa mantenha seu quadro de funcionários atual e desafogue suas finanças através da ajuda governamental.

O número de vagas em aberto naturalmente caiu, ao mesmo tempo em que o número de desempregados está subindo. Em abril de 2020 há um total de 626 mil vagas a serem preenchidas, 169 mil a menos do que no ano anterior. Observo que apesar de ainda ser um número considerável, geralmente o perfil das vagas em aberto não combina com o dos desempregados, o que vem demonstrando a dificuldade do mercado de preencher determinadas vagas.

A pergunta sobre o Kurzarbeit me foi colocada durante o programa “Eu chego lá!”, do qual tive a honra de participar contribuindo para a seção “como fazer um CV na Alemanha”, a convite da Carla Scheidegger da Carlotas e da Chiara Vigoriti-Zeller. Fiquei muito grata pelo convite!

Se tiver curiosidade, veja aqui uma lista mais detalhada das ajudas governamentais direcionadas aos trabalhadores e às famílias dentro da Alemanha.

Se você, leitor do Mineirinha, tiver mais alguma dúvida com relação ao mercado de trabalho na Alemanha, não hesite em deixar a sua dúvida nos comentários!

Fontes: site da Wikipedia sobre Kurzarbeit, Familienportal (Portal da Família) e artigo do Management Magazin de 30.04.20.

::Admirável mundo novo::

27/04/2020

Fiquei emocionada ao ler isso daqui! As perguntas sintetizam tudo:

Como posso servir?

Como posso ajudar?

Aqui está o link para o Projeto Open Air.

::Coronavírus: quatro motivos que permitiram à Alemanha flexibilizar a quarentena::

24/04/2020

A reportagem da BBC News Brasil é da Elisa Kriezis, que é editora de vídeos e trabalha em Londres. Ela é alemã e grega e fala português!

::Limpeza::

24/04/2020

Não tente salvar

o mundo inteiro

ou fazer algo grandioso.

Ao invés disso, comece

uma limpeza

na floresta densa

da sua vida

e espere lá,

pacientemente

até que a música

que é a sua vida

caia nas suas mãos juntas em formato de concha

e você descubra, e dê as boas-vindas a ela.

Só a partir deste ponto é que você vai saber

como se oferecer para este mundo

que tanto vale a pena ser salvado.

Autoria: Martha Postlewaite

::Clearing::

Do not try to save

the whole world

or do anything grandiose.

Instead, create

a clearing

in the dense forest

of your life

and wait there

patiently,

until the song

that is your life

falls into your own cuppped hands

and you recognize and greet it.

Only then will you know

how to give yourself to this world

so worthy of rescue.

by Martha Postlerwaite

::O que eu posso fazer para ajudar no combate ao coronavírus?::

22/04/2020

A resposta para a pergunta acima vem como uma mantra: “Ficar em casa, lavar as mãos e manter a distância de 1,5 metros do meu semelhante.” Mas será que é só isso mesmo o que posso fazer para ajudar no combate ao coronavírus?

Ok, usar uma máscara, essa é uma boa ideia. A minha prima querida Alice me passou um molde e um vídeo explicativo, e desde então algumas amigas, além da minha irmã, já confeccionaram máscaras para suas respectivas famílias. Até nós aqui de casa ganhamos máscaras lindas de presente da nossa amiga Chris! Segundo informações da Angela Merkel, que as chama de „máscaras comunitárias”, elas devem ser trocadas e lavadas com frequência, passadas a ferro ou colocadas no forno do fogão / forno de micro-ondas, para serem produtivas no combate contra a doença. A Chris completa que ao lavá-las com água e sabão e secá-las no sol, como a vovó fazia, elas estarão livres do vírus através dos raios UVA e UVB que são bactericidas, fungicidas e viricidas. Obrigada, Alice, obrigada, Chris!

Outra amiga minha, escritora e psicoterapeuta, a Isa Magalhães, abriu um grupo de Meditação e Paz no WhatsApp para enviar meditações para orarmos pela paz e saúde pessoal e mental. Excelente iniciativa também, pois sem saúde mental, não iremos sair bem dessa…

Uma outra conhecida virtual, a Patricia Vieira Bispo, criou um grupo no WhatsApp já há algum tempo, para espalhar mensagens de positivismo por aí, e lançou seu primeiro livro há algumas semanas atrás.

Na empresa onde trabalho, há duas semanas atrás apresentaram o que já vinham fazendo no combate à doença (uso de tratores para desinfetar grandes áreas, confecção de camas, importação de máscaras para os funcionários e para hospitais locais, não só seguir como ampliar onde possível as orientações seguidas de proteção ao funcionário, etc.). Isso me deixou pessoalmente feliz com a demonstração de responsabilidade social das pessoas com as quais eu trabalho! Depois nos pediram mais ideias do que pode ser feito além disso.

Seguindo o pedido deles, eu mesma fiz um passeio pela internet e achei algumas ideias. Em um post do Facebook de uma enfermeira conhecida minha em Beagá, a Jacque, achei por exemplo a ideia criada por Quinn Callander, um menino escoteiro de 12 anos (!), que inventou um suporte para máscaras para ser usado atrás da cabeça e para assim evitar o incômodo atrás da orelha. A mãe dele publicou o molde aqui e desde então ele tem sido copiado e espalhado pelo mundo todo.

Passei também esta última ideia do suporte para minha empresa e qual não foi a minha surpresa agradável ao ouvir, na semana seguinte, que ele já estava sendo produzido em impressoras 3D tanto para os funcionários quanto para hospitais! Eles incentivam os funcionários a enviar mais ideias do que pode ser feito. Se alguém tiver mais alguma ideia legal, sou toda ouvidos!

Voltei a pensar na Jacque, que tinha postado sobre o suporte para máscaras no Facebook, e perguntei se nesse meio tempo ela já tinha conseguido um suporte para usar. Ela comentou que adoraria poder usá-lo, mas que ainda não estava disponível. A situação era ainda pior para ela pois ela usa óculos e as orelhas ficam doendo muito… Depois da notícia da minha empresa, queria poder retribuir e que ela pudesse ter um suporte desses. Comecei então a procurar alguém que tivesse uma impressora 3D em Beagá.

Passaram-se alguns dias e não consegui achar ninguém lá, mas uma conhecida aqui na Europa, a Denise da Cruz, comentou que tinha uma impressora 3D. Mas como ela mora aqui em Liechtenstein, enviar esse suporte para o Brasil iria demorar muito, então continuei buscando outra solução junto à minha família. Minha prima Lílian se ofereceu para pedir orçamento em empresas com impressora 3D diretamente lá em Beagá.

Nesse meio tempo, a Denise voltou a entrar em contato comigo com uma ideia simplesmente brilhante: fazer o suporte com embalagens vazias de plásticos resistentes, mas flexíveis (como p.ex. embalagens de sabão em pó, desinfetante, etc.), usando um canivete (faca alfa) para o corte. Ainda segundo ela: “Quem tiver máquina de corte pode usá-la também.  Vai ser muito mais rápido do que uma impressora 3D.” Ela preparou um molde que posso enviar pra quem quiser fazer o suporte em casa. Além da questão social, esta ideia ainda acaba contribuindo para a preservação do meio-ambiente. A Denise também teve a ideia de fazer máscaras com embalagens de bebidas PET, como ela mostra neste vídeo no YouTube. Na minha opinião, são ideias simples, práticas e baratas que merecem aplausos! Klap, klap, klap, klap, klap! Minha prima querida Lílian também quer fazer protótipos do suporte junto do Beto, seu namorado. Obrigada Quinn, obrigada Denise, obrigadão Lílian e Beto!

Precisamos de ideias criativas e de muita solidariedade para solucionar problemas complexos como o coronavírus. Precisamos que várias áreas de conhecimento se unam na busca de respostas. Em Liechtenstein, onde a Denise mora, foi criada uma pulseira que pretende detectar a infecção por COVID-19. Aqui na Alemanha, o RKI (Instituto Robert Koch) criou um app para ser conectado com relógios que registram dados ligados à saúde de pessoas saudáveis, no mesmo intuito de tentar entender melhor a doença e talvez poder até mesmo predizê-la. O registro dos dados está sendo feito de forma anônima, mas tem-se conhecimento do código postal de cada participante. 100% anônimo não é, mas é perfeitamente compreensível que os especialistas queiram entender onde estão as pessoas que estão repassando seus dados, já que todos sabemos que a doença também é influenciada pelo fator geográfico. E quem diria: eu, que sempre fui contra registrar e nunca pensaria em passar meus dados para análise, comprei na semana passada um relógio desses baratinhos e me conectei com o app do RKI. Supõe-se que o infectado tem alterações que podem ser medidas, como p.ex. o batimento cardíaco ou o ritmo de sono e de atividade pessoal, e como tudo isso é medido nesses relógios, podem avaliar p.ex. a diferença entre doentes e sãos.

O primeiro a adotar esse app aqui de casa tinha sido o Matthias, meu marido, e este ato de solidariedade foi seguido por muitos outros alemães no intuito de tentar compreender melhor a doença e diminuir o número de casos que ainda são desconhecidos. Os especialistas do RKI declararam que estão muito satisfeitos com a participação da população e que este conjunto de dados é extremamente importante para os epidemiologistas.

O objetivo comum, independente de como cada um está agindo, é um só: salvar vidas. Cada um faz o que pode. Como dizia o bom ditado: “De grão em grão a galinha enche o saco!”

::Situações extremas durante a quarentena::

13/04/2020

Existem pessoas que não estão tendo uma vida fácil agora durante a quarentena… A título de exemplo, imaginem as mulheres que sofrem com maridos violentos dentro das quatro paredes do seu lar… Aqui números de contato para ajuda no caso de mulheres na Alemanha que porventura estejam passando por uma situação de violência doméstica durante a quarentena. Em caso de urgência, disque 110 ou 08000/116016.

Há mil e uma situações ligadas ao direito trabalhista na Alemanha também, algo que conheço relativamente bem por ser formada e ter anos de experiência na área como diretora de Recursos Humanos. Por exemplo, se você estiver GRÁVIDA e for mandada embora na Alemanha, mesmo que seja no período probatório e mesmo que o seu empregador ainda não tenha recebido a informação oficial do médico sobre sua gravidez, a recisão de contrato é INVÁLIDA. Basta apresentar atestado de gravidez dentre as duas semanas seguintes à sua recisão. Garanta seus direitos, que podem ser argumentados através da Lei da Maternidade, parágrafo 17. Conhecendo seus direitos, você pode reagir bem melhor e sair de situações desgastantes de cabeça erguida.

Caso tenha outra dúvida, escreva no comentário.


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