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Posts Tagged ‘crianças’

::I Conferência sobre Questões de Gênero na Imigração Brasileira::

04/06/2015

Prezada comunidade brasileira,

Entre os dias 24 e 26 de junho de 2015 acontecerá em Brasília a

I Conferência sobre Questões de Gênero na Imigração Brasileira.

O objetivo desta conferência será o de aprofundar a discussão de temas de gênero que afetam as comunidades brasileiras no exterior.

Alguns dos pontos a serem tratados:
– violência doméstica,
– imagem estereotipada da mulher brasileira,
– questões afetas à comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros),
– disputa por guarda de menores…

Uma vez que temos na Alemanha uma comunidade significativa em relação a todos estes temas, dois representantes, um membro do Conselho de Cidadãos Brasileiros de Munique e um do Conselho de Berlim, participarão desta conferência. Espera-se que com a conferência sejam implementadas iniciativas que beneficiem a vida do brasileiro no exterior e fomentem sua integração.

Todos os brasileiros residentes na Alemanha poderão dar a sua opinião através da pesquisa a seguir, bem como sugerir temas a serem tratados na I Conferência sobre Questões de Gênero na Imigração Brasileira.

Para participar da pesquisa, clique no seguinte link. Contribua com sua opinião pessoal e divulgue a pesquisa entre seus amigos e nas mídias sociais! Obrigada de antemão e um bom feriado!

::Novas regras para autorização de viagem de crianças ao exterior::

16/08/2011

Repassando a notícia que recebi por e-mail no dia 14.08.11. As regras para a autorização de viagens de crianças e adolescentes ao exterior foram alteradas, significando menos dificuldades para os pais e mantendo a segurança do processo. Leiam abaixo:

Orgão que regula a questão das autorizações de viagem de menores desacompanhados é o Conselho Nacional de Justiça. Informações sobre as novas regras:
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou, nesta quarta-feira (1/6), a Resolução 131, que altera as regras para a autorização de viagens de crianças e adolescentes ao exterior. A partir de agora, o reconhecimento de firma nas autorizações de pais ou responsáveis não precisa ser feito por autenticação, isto é na presença de tabelião, mas pode se dar por semelhança por meio do reconhecimento de firma já registrada em cartório. Com as novas regras, fica revogada a Resolução 74/2009, que disciplinava o tema. A nova resolução, aprovada por unanimidade na sessão plenária do dia 24 de maio, foi elaborada em parceria com o Ministério das Relações Exteriores e a Polícia Federal. O texto dispensa a inclusão de fotografia da criança no documento que autoriza a viagem. A autorização é exigida sempre que crianças e adolescentes brasileiros precisarem viajar para outros países desacompanhados, na companhia de apenas um dos pais ou acompanhados de terceiros. O documento deve conter o prazo de validade. No caso de omissão, a autorização fica válida por dois anos.

Segundo o juiz auxiliar da Presidência do CNJ Daniel Issler as mudanças simplificam os procedimentos exigidos para a autorização. Segundo ele, o CNJ decidiu alterar as regras, já que exigências da revogada Resolução 74/2009 impediram muitas famílias de viajar para o exterior e aumentaram os pedidos de autorização judicial para o embarque de crianças e adolescentes.
Só na Vara da Infância e Juventude do aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo, o número de requerimentos para autorização de viagem internacional saltou de 34 em julho de 2008 para 278 em julho de 2009, após a publicação da Resolução 74 em abril de 2009. No mesmo período, o número de autorizações dadas pela vara do aeroporto do Galeão no Rio de Janeiro também subiu de 64 para 173. As novas regras já estão em vigor.

Residentes no exterior – A Resolução 131 também traz normas mais claras e simplificadas para a autorização de viagem internacional de crianças e adolescentes brasileiros que residem no exterior. Segundo Issler, o texto anterior, na prática, não fazia distinção entre residentes no exterior e no Brasil, o que dificultava o retorno de crianças ao seu país de residência. Agora, a comprovação da residência no exterior, no embarque da criança, é feita com a apresentação do atestado de residência emitido por repartição consular brasileira, há menos de dois anos.

A resolução permite, ainda, que o Ministério das Relações Exteriores e a Polícia Federal criem procedimentos para incluir nos novos passaportes um campo para que os pais ou responsáveis autorizem a viagem de crianças a outros países, evitando o desgaste a cada vez que o menor precisar vir ao Brasil. O MRE começou a enviar nesta quarta-feira (1/6) comunicado a todas as unidades consulares do Brasil no exterior informando sobre as novas regras. Também irá adaptar o manual de normas consulares e jurídicas às novas determinações.

Segundo o chefe do Departamento de Coordenação-Geral de Planejamento e Integração Consular do Itamaraty, ministro Eduardo de Mattos Hosannah, o modelo antigo acabava dificultando o retorno das crianças a suas casas no exterior. “Antes a criança precisava trazer uma mochila cheia de papel e documentos para embarcar”, pontuou o ministro. Nos próximos dias, segundo ele, os passaportes com a autorização já poderão ser solicitados nas unidades consulares do Brasil no exterior.

Para a chefe da Divisão de Controle de Imigração da Polícia Federal, Silvane Mendes Gouvêa, as novas regras, embora facilitem o procedimento, não comprometem a segurança e o controle da saída de menores do Brasil. “O procedimento brasileiro é um dos mais restritivos do mundo. A segurança do processo continua garantida, sendo que agora com menos dificuldades para os pais”, acrescenta. Nos próximos dias a Polícia Federal vai disponibilizar em seu site na internet (www.pf.gov.br) o novo manual com o formulário padrão para a emissão das autorizações. O manual adaptado à Resolução 131 ficará disponível no link “viagens ao exterior”.

Conselho de Cidadãos Brasileiros da Baviera e Baden-Württemberg
http://www.ccbbw.de

::Ying e Yang::

27/02/2010

Outro artigo interessante da “Der Spiegel” aponta que uma em cada 5 crianças cresce na Alemanha com um só membro da família, que é em 85% dos casos a mãe. Isso acaba sendo um problema principalmente para os meninos, pela falta da figura masculina em casa. A maioria das crianças de pais separados acabam perdendo o contato com o pai e reclama de tê-lo muito pouco em suas vidas.

O artigo aponta que filhos que crescem sem a figura masculina têm uma tendência duas vezes maior para a depressão, advinda da tensão do dia-a-dia da mãe, que por sua vez tem que assumir todas as responsabilidades sozinha e da tendência dos meninos de ter que assumir o papel do “marido” em casa enquanto crianças. Outro problema, já citado no texto abaixo, é que a escola é formada em sua grande maioria de mulheres e os meninos ficam com dificuldade de encontrar modelos masculinos a seguir e de se refletir enquanto homens, quando tomam atitudes (com outra lógica) como homens.

Eu noto tudo isso na sociedade alemã. Noto que muitos homens aqui por estas bandas não conseguem separar em suas cabeças o papel de ex-marido e de desvinculá-lo ao de pai, que é algo eterno e intocável, sagrado e mágico, como Papai Noel! Noto que a figura masculina faz falta em muitas casas, mesmo no caso de meninas filhas de mães separadas, que tendem a ter um relacionamento complicado com a mãe. E a figura masculina faz falta também na escola. Este problema reflete aquilo que gosto de pensar: que só somos mesmo bons, homens e mulheres, como ying-yang, parte de um todo, funcionando em conjunto.

“Männer sind auf dieser Welt einfach unersetzlich”

“Neste mundo, os homens são insubstituíveis”
Herbert Grönemeyer, música “Männer” (Homens)

Na parte de discussão da “Der Spiegel” sobre o artigo acima achei o seguinte comentário:

22.02.2010, 16:09, User Panasonic
Tja Papa,

Du Arsch, so sieht es aus. Vielen Dank auch, wo immer und wer immer Du auch bist.

Ich musste 28 Jahre alt werden um zu merken, dass in meinem Leben etwas ganz Wesentliches fehlt. Was kann schon aus einem Mann werden, der mit feministischer Mutter und zwei Schwestern aufwächst?

Argh 😦

***

Pois é papai,

Seu filho da puta, é isso mesmo. Muito obrigado também, quem quer que você seja e onde quer que esteja.

Eu tive que fazer 28 anos pra entender que algo essencial falta na minha vida. O que é que um homem pode virar se cresce com uma mãe feminista e duas irmãs?

Merda. 😦
***
Os comentários a seguir nesse forum levantam a questão de que a sociedade está se deteriorizando, que os contatos diminuem cada vez mais, pois as pessoas vão se separando, quebram contatos, vivem em cápsulas de suas próprias vidas, 100% individualizadas. Há tantas maneiras para nos comunicarmos hoje em dia e um dos meios mais escolhidos é simplesmente um: a ausência da comunicação, pois o outro é um x%$&?y… Acho que esta tendência não deve ser característica só da Alemanha, não é mesmo?

::Estudo acusa pessimismo e solidão entre crianças alemãs::

17/01/2010

Ia traduzir e comentar este artigo, que tinha lido no jornal da minha cidade, mas acabo de achá-lo já traduzido no site da Deutsche Welle. Indico como leitura para quem tenha interesse por assuntos atuais da Alemanha, mais especificamente as crianças alemãs.

Os pontos-fortes das observações baseadas na pesquisa são os seguintes:
A gerente da UNICEF na Alemanha, Regine Stachelhaus, diz que “os jovens na Alemanha veem suas perspectivas de futuro de maneira muito mais pessimista que os de outros países industrializados. Quase 25% dos meninos e meninas de 15 anos de idade acham que só conseguirão trabalhos pouco qualificados após se formarem. E isso significa que um em cada quatro jovens vê seu futuro profissional de forma bastante pessimista.” Stachelhaus nota que muitos jovens na Alemanha se consideram marginalizados. Um número alto de estudantes no país afirmou se sentir deslocado, e cerca de um em cada três jovens de 15 anos se sente só. Quanto à questão da satisfação de vida, crianças e adolescentes alemães se encontram entre os últimos, no 18º lugar (de um total de 21 países). Isto também mostra, acredita Stachelhaus, que uma parcela considerável de adolescentes e jovens na Alemanha não se sente aceita.

Fonte: Artigo da Deutsche Welle.
***
Conversando com minha filha, de 14 anos, e meu marido, ambos confirmaram que acreditam no resultado da pesquisa. Taísa disse que ela conhece muitos adolescentes alemães que não têm um bom relacionamento com os pais, que praticamente não têm assunto nem com a mãe e que praticamente não passam o tempo juntos. Talvez sejam estranhos vivendo dentro da própria casa… Ela disse que conhece poucas famílias onde as pessoas se gostem, respeitem, se aceitem, convivam bem e até brinquem umas com as outras como aqui em casa. Ela percebe que quanto mais dinheiro as famílias têm, mais distantes vão estar seus membros, pois com “muito dinheiro é mais fácil comprar uma televisão e colocá-la no quarto do filho”, ou é mais fácil saciar a necessidade de carinho e atenção com outros métodos. Ela disse que conhece adolescentes que, se tivessem uma geladeira dentro do quarto, não teriam razão para interagir com outros membros da família, já que “tudo o que precisam fica dentro de suas próprias quatro paredes…” Se o contato verbal já é difícil, o contato físico é praticamente inexistente. E quem não sente falta de um carinho?

Eu disse pra Taísa que acho que aqui na Alemanha há muitas vezes um vazio entre as pessoas. Ela observou que esse vazio é maior no caso dos adultos, que querem ter sempre a razão, são orgulhosos, invejosos e têm dificuldade de aceitar seus próprios erros. Ela notou que em brigas de família, muitas vezes a briga já existe há tanto tempo que se as pessoas forem perguntadas por que motivo brigaram, nem elas mesmas saberão responder esta pergunta, ou responderão cada vez alegando outro motivo. Ela nota que os jovens conseguem se desculpar mais rápido, conversam mais entre si, riem mais, são mais abertos e mais flexíveis. Hoje li uma afirmação da Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança morta no terremoto do Haiti, que me deixou altamente pensativa por sua verdade: “Não existe ser humano mais perfeito, mais justo, mais solidário e sem preconceitos que as crianças.”

::Onde estão as crianças na Alemanha?::

28/12/2009

Achei em uma reportagem da Deutsche Welle a confirmação para algo que já tinha observado: há muito mais crianças na Alemanha em cidades pequenas do que nas grandes cidades. Isso me saltou aos olhos da última vez que estive em Munique, onde quase não se veem crianças, enquanto que aqui na minha região (lago de Constança) o que mais se vê, para a minha alegria e para a alegria dos meus filhos, são crianças de todas as idades. Na mesma reportagem li que do total de mulheres aqui na Alemanha 15% delas são imigrantes, e que este grupo tem mais crianças do que o grupo das alemãs: enquanto que 25% das alemãs entre 25-44 anos não têm filhos, só 13% das estrangeiras da mesma idade não se tornaram mães. Já uma em cada cinco mulheres alemãs dentre 40-44 anos não tiveram filhos.

Fonte: Deutsche Welle, reportagem de 29.07.2009


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