Posts Tagged ‘cultura’

::Opinião de Leitores – Mineirinha n‘Alemanha::

16/03/2021

Desta vez a opinião é sobre o meu “clássico”, o primeiro livro, homônimo desde blog, o Mineirinha n’Alemanha:

“Terminei seu livro e gostei muito! Pena que não li antes de vir pra Alemanha; teria me poupado muitos perrengues! 😊

Seu livro é muito interessante e muito informativo também! Compartilhamos muitas experiências, mas com pontos de vista diferentes! Muitos legal ver isso!

Realmente o seu é um livro necessário, de utilidade pública!”

Pra quem tiver ficado curioso, ainda tenho alguns poucos volumes restantes! Vindo de mim, chega com autógrafo! 😉 O livro também está disponível como e-book nos sites da Amazon de todo o mundo!

::Mineirinha n’Alemanha::

03/07/2020

Há alguns meses atrás o meu primeiro livro, o Mineirinha n’Alemanha, foi escolhido pelo Celso da Batatolândia com um dos 6 livros mais importantes para entender os alemães e a Alemanha. Como escritora, foi uma grande honra ser colocada ao lado de João Ubaldo Ribeiro!

Hoje recebi um retorno de uma leitora sobre o livro, o que demonstra sua atemporalidade e me deixou de novo muito feliz com mais um feedback positivo sobre ele:

“Terminei seu livro e gostei muito! Pena que não li antes de vir pra Alemanha; teria me poupado muitos perrengues! 😊

Seu livro é muito interessante e muito informativo também! Compartilhamos muitas experiências, mas com pontos de vista diferentes! Muitos legal ver isso!

Realmente o seu é um livro necessário, de utilidade pública!”

::Let us live how we dance – Vivamos como dançamos::

03/11/2017

Vocês adoram esse comercial tanto quanto eu?!?

E a cantora é uma menina francesa de 25 anos, a Jain. Olhem a versão original da música dela, que demais!

::Mineirinha n’Alemanha: Promoção especial de quase 25 anos na Alemanha::

29/10/2017

Ano que vem estarei completando exatos 25 anos na Alemanha, esse acontecimento parece incrível até para mim mesma! É muito chão e muita história pra contar!…

Em comemoração aos 25 anos e ao lançamento do meu novo livrinho (Re)descobrindo Quem é Você, que eu carinhosamente apelidei de RQEV, quero oferecer uma promoção especial, valida somente até o dia 31 de março de 2018, data que completo meus 25 anos de Alemanha: para quem adquirir meu novo livro, gostar e quiser ler também o Mineirinha n’Alemanha, meu primeiro livro, ou quiser presenteá-lo para um amigo, sempre com dedicatória e autógrafo por um preço especial de 10 euros, incluindo o envio pelos Correios dentro da Alemanha, fora da Alemanha a combinar.

Quer se informar mais sobre os assuntos tratados no primeiro livro? É só visitar a seção “Os livros e onde comprar” aqui no blog. Qual é a opinião de quem já leu o livro? Visite a seção “Opiniões dos leitores“.

Eu quero o livro, como proceder? É só entrar em contato comigo, mandando uma comprovação da compra do RQEV, informar pra quem é a dedicatória e após a transferência, o livro é enviado pelos Correios. Corra lá pra garantir o seu, pois o número de livros é limitado, só restam mais alguns exemplares!

::Re-nasce uma ativista – pelos direitos das mulheres, e pelo fim da cultura mundial do estupro::

14/06/2016

Desde meus tempos de universitária e aieseca não reconhecia um chamado tão claro quanto o de agora. Quanto mais leio e me informo, mais vejo que a situação da mulher no mundo ainda deixa muito a desejar. Ainda somos vítima de MUITA discriminação! Estamos ainda muitíssimo longe de existir de forma igualitária e de dividir a Terra de igual pra igual com os homens. Uma constatação triste, mas 100% verdadeira nos dias atuais, onde há casos de estupro sendo discutidos aos quatro ventos: a cultura do estupro é universal. No Brasil uma moça de 16 anos é estuprada por mais de 30 homens e estes só estão sendo julgados depois que uma delegada assumiu o caso; nos EUA uma moça foi estuprada dentro da universidade de Stanford, inconsciente, e o rapaz, reconhecido como estudante daquela universidade, bom nadador, leva pena leve de apenas seis meses (que poderia ter chegado a seis anos, por lei), porque, segundo o juiz, uma pena pior poderia ter consequências ruins para sua vida futura. Na Alemanha, a modelo Gina-Lisa Lohfink vai à Justiça contra dois estupradores, e de vítima passa a acusada, lutando no momento para não pagar uma multa de 24 mil euros por ter descrito que supõe ter sido dopada antes do estupro. O que aconteceu com ela foi em 2012, e há quatro (!) anos a fio um vídeo que os dois rapazes fizeram do estupro roda a internet e já foi clicado milhões de vezes, destruindo uma pessoa por dentro… E no Qatar uma holandesa foi estuprada, foi à Polícia e está presa no momento, pois no país o sexo é proibido antes do matrimônio… Quantas vezes mais veremos exemplos absurdos como estes???

GC

Portanto, estou buscando formas de agir em nome de minhas convicções. Re-nasce uma ativista, em idade adulta. Achei um grupo com o qual me identifiquei: Global Citizen. Se tiverem mais ideias de como podemos investir em causas atuais, agradeço pela sugestão.

Aqui o manifesto da Global Citizen traduzido agora para o português por mim:

Eu juro atuar contra leis que descriminem meninas e mulheres.

Muito poucas delas podem ir à escola ou têm acesso a um sistema de saúde, encontram um emprego que pague adequadamente ou têm direito a ser donas de terra. Eu me nego a aceitar esta desigualdade.

Uma em cada três mulheres sofrem violência durante suas vidas e milhões de meninas são casadas contra sua vontade. Mas isso não tem que ser assim.

Eu acredito em um mundo, no qual a metade da população não está submetida a leis sexistas e meninas têm a possibilidade de crescerem de forma saudável, podendo estudar e se tornar mulheres fortes.

Descriminação perante a lei é um dos maiores danos contra mulheres e meninas, pois o Estado não lhes oferece a proteção necessária. Em nome de uma igualdade de verdade não pode haver diferença entre homens e mulheres.

Mas leis não mudam sozinhas. Portanto temos que apoiar aqueles que lutam sem cessar por um mundo igualitário entre homens e mulheres, e temos que construir um movimento global. Eu declaro minha participação global ao Global Citizens e me coloco contra as leis que discriminam mulheres.

Vamos participar? Clique aqui.

::Viver e trabalhar na Alemanha – dicas em português::

14/03/2015

DiaconiaAchei um documento da Diaconia alemã sobre viver e trabalhar na Alemanha, escrito tanto em português como em alemão. Ele lida com temas como o aprendizado do idioma, moradia, trabalho, escola, seguros sociais, cultura e lazer e pode ser baixado como um documento PDF aqui. Em tempo: o mesmo documento existe em 6 outros idiomas, a saber: espanhol, búlgaro, grego, italiano, polonês e romeno.

Segundo informações que constam na página da Diaconia, o documento pode ser solicitado também impresso na Diakonie Rheinland-Westfalen-Lippe, através da Sra. Anke Arend (e-mail: a.arend@diakonie-rwl.de).

::A hierarquia dos direitos::

09/01/2015

Tenho muitos amigos virtuais com quem adoro trocar ideias. Nunca os vi pessoalmente, mas eles enriquecem – e muito – a minha vida. Um deles é o autor deste texto aqui, Fernando Cavalcanti, de Recife:

Betinho: “Pode explicar esse atentado de ontem na França? E por que tanta comoção?” Eu: “Sim. Ontem terroristas metralharam 12 pessoas na redação da revista satírica francesa Charlie Hebdo, e isso vem sendo encarado como um atentado à liberdade de imprensa. O motivo é que essa revista, há algum tempo, publicou charges sobre o profeta Maomé. Recebendo ameaças de morte de grupos fundamentalistas islâmicos, seu editor-chefe, Stephane Charbonnier, o ‘Charb’, respondeu que não se retrataria, pois considerava a liberdade de expressão, inclusive a de zombar (‘moquer‘) de pessoas e idéias, como mais sagrado para a democracia do que qualquer religião. E que preferia morrer de pé do que viver de joelhos. Ontem ele foi um dos jornalistas assassinados.” Betinho: “Horrível. Mas, tio, eles também provocaram, né? Você sempre me ensinou a respeitar as crenças dos outros. Se tivessem ficado quietinhos, nenhum mal lhes teria acontecido.” Eu: “Seu raciocínio parece lógico, mas é errôneo e perigoso.” Betinho: “Por quê?” Eu: “Porque só leva em conta a questão mais superficial, que é a da ação e reação, e negligência a principal, que é o da hierarquia dos direitos.” Betinho: “Como assim?” Eu: “Uns direitos são mais valiosos do que outros. O direito que merece o maior respeito é o direito à vida, pois é a base de todos os demais. Logo, achar que o fato de alguém desrespeitar as suas idéias lhe dá o direito de responder matando essa pessoa é tão absurdo como considerar que o fato de alguém jogar lama na sua cabeça lhe dá o direito de reagir arrancando a cabeça dele.” Betinho: ” Eu nunca defenderia um assassinato. Quis dizer que é preciso respeitar a religião e a cultura dos outros.” Eu: “E eu sempre ensinei vc a ter esse respeito. Mas quero que vc aprenda a respeitar em primeiro lugar a vida alheia; Em segundo, os bens materiais alheios; Em terceiro, a expressão das idéias alheias; E, por último, a fé alheia.” Betinho: “Você, tão religioso, considera o respeito à fé alheia o menos importante de todos?” Eu: “Sim. Porque minha vida e meus bens materiais podem ser facilmente destruídos por qualquer um; Minhas idéias podem ter sua expressão impedida pelos governantes; Mas minha fé é um presente todo particular em minha vida, que só eu mesmo posso me dar ou abandonar. Ela não pode ser destruída, pois é imaterial. E sua expressão não pode ser reprimida, pois ocorre diretamente entre mim e Deus.” Betinho: “Nunca tinha pensado nisso! Que a fé, quando é forte, não precisa de proteção!’ Eu: “A fé, quando é forte, dá proteção. E coragem. E é isso que diferencia o mártir do fanático: o fanático está pronto a matar por sua fé; o mártir, que é o verdadeiro crente, a morrer por ela. Nesse sentido, Charb e seus colegas, ateus e irreverentes, mas que morreram defendendo desarmados suas idéias, foram muito mais religiosos do que a maioria das pessoas que diz ter fé.” Betinho: “Que Deus os tenha!” Eu: “E nos faça nunca esquecer seu exemplo.”

::Algumas coisas que você deve saber antes de morar na Alemanha::

13/08/2014

Não concordo com tudo, mas com a grande maioria do que foi reunido nestas estatísticas sobre o país de Goethe. Por exemplo, não sou da opinião de que os alemães gostem de corrigir outras pessoas quando elas falam alemão como língua estrangeira. Mas, juntando tudo, achei o gráfico super informativo sobre a Alemanha, sua economia e cultura:

Fonte: Universia Brasil

::Como a Alemanha se tornou o novo país do futebol::

27/07/2014

Achei na VEJA e divido com vcs. Bom domingo!

°°°

Algumas partes do artigo:

“Obrigado a atrair talentos para sustentar seu crescimento econômico, o país passou a ser procurado por imigrantes qualificados, como engenheiros e cientistas. Quase um em cada três imigrantes entre 20 e 65 anos que entraram na Alemanha na última década tem nível superior. Entre os alemães nativos, menos de 20% têm diploma.”

“Em exportação de produtos de alta tecnologia, a Alemanha só perde para a China, que tem uma população dezesseis vezes maior.”

“A Alemanha de hoje quer ser vista como um país mediador, não como um agressor”, diz Rüdiger Görner, professor da Universidade de Londres e especialista em cultura alemã. “É uma democracia com um poderoso senso de responsabilidade coletiva.”

Fonte: artigo da VEJA de 26/07/14

::Divagações de sábado de manhã de meio-brasileira, meio-alemã::

26/07/2014

Inspirada pela minha revista alemã predileta aqui na Alemanha (Der Spiegel), que comprei há umas semanas atrás e que absolutamente não pode ser substituída pela versão online da mesma, que leio toda noite, volto a pensar sobre o Brasil, a Alemanha e o mundo.

O artigo “A nação que está mais leve” (Die entkrampfte Nation, alguém tem uma sugestão melhor de tradução?) comenta que os alemães estão se descobrindo e se reecontrando, a cada Copa, com o passar dos anos, tendo como marco das mudanças a Copa de 2006, que ocorreu em solo alemão.

O povo alemão está aprendendo a se reinventar e pode afirmar o que está bom no país, e reconhece ao mesmo tempo o que não anda bem. Tudo faz parte da nova identidade, que é mais leve e mais desprovida do peso do passado. Eles sabem quem são internamente, mesmo que tenham dificuldade de saber qual é o seu papel no mundo. Ainda que esteja claro que, com Angela Merkel como líder forte, respeitada e atuante, a Alemanha tenha posição de destaque na política internacional. Portanto, eles demonstram no momento um misto de leveza e importância.

O artigo “Viajar, mas não pra longe” (Bloß nicht so weit weg, tradução livre), também da revista Der Spiegel, afirma que apesar dos jovens alemães terem a oportunidade – e condições – de estudar no exterior, muitos deles preferem ficar no país. Para mim isso pode ser um sinal positivo, já que vejo nas novas gerações a leveza descrita no artigo e o reconhecimento de que o país vai bem, obrigado. Por outro lado, o país está ficando cada vez mais multicultural, ainda que temas como diversidade e integração continuem a ser altamente discutidos. Dos jovens que vão ao exterior, muitos voltam afirmando gostar de conhecer o mundo, mas preferem viver na Alemanha, onde uma vida de qualildade é possível para a maioria da população e as escolas são de graça até a universidade.

Antes da queda do muro, os alemães se definiam como alemães do leste, do oeste, orientais, ocidentais, social-capitalistas, comunitas… “Ossis” e “Wessis” falavam do lado de lá e de cá. O muro caiu sem guerras e o país voltou a ser um só, e pode se dar a liberdade desde a Copa de 2006 de mostrar sua bandeira e de mostrar sua felicidade como nação reunificada. No meio do caminho, depois da queda oficial do muro que dividia o país, um muro virtual continuou por vários anos na cabeça dos alemães, que reclamavam uns dos outros e do fato de que a parte ocidental (cada cidadão) teve que ajudar financeiramente a parte oriental a se reerguer, enquanto na parte oriental falava-se do desemprego, das dificuldades encontradas com a reunificação. Algumas décadas depois, algumas diferenças persistem, mas o país pode se orgulhar de ter passado por este processo sem guerras e sem revolução civil. O alemão virou um povo só, não tem mais que se definir pelo lado de onde vem. E isso ajuda no sentiment de leveza.

O povo alemão também virou um povo colorido e multicultural. Segundo dados do OECD a Alemanha é o segundo destino de imigração no mundo, ficando só atrás dos EUA. Atualmente, 400 mil pessoas têm o desejo de ficar por aqui por tempo indeterminado.

Os alemães também refletem sobre seus erros. O fato de um aeroporto ter sido iniciado e nunca ter sido terminado em Berlim, por motivos de corrupção, falta de planejamento e má administração da verba pública os fazem afirmar: sim, nós também somos isso tudo. Ao mesmo tempo que reconhece seus acertos, critica os erros e olha para o passado de forma consciente para evitar a repetição dos grandes erros de um passado tenebroso.

O que é típico da cultura alemã combina com o estado atual do país: em grande parte, o povo é trabalhador e esforçado, disciplinado, (nota minha: vive de forma humilde, simples e prática) e quer crescer, ou pelo menos manter o que atingiu. Uma economia que vai bem contribui para a leveza de seu povo. Atualmente, mais de 42 milhões de pessoas têm um emprego, a maior marca da história do país. Os salários são bons e o poder de compra cresceu. Os juros estão baixíssimos e as pessoas aproveitam para gastar, comprar imóveis, investir na qualidade de vida. Parece que o país vai crescer 2% neste ano de 2014, o que, para uma economia idosa e instalada feito a Alemanha, é um resultado excelente.

O país vai bem e, se pudesse, iria congelar tudo o que tem no momento. Nada de novo, nenhuma nova chanceler no poder e o mínimo de política. Se o país se envolve de forma militar no mundo, então que seja para que soldados alemães se arrisquem ao mínimo e ajudem, podendo voltar depois para casa. Os alemães estão fartos de guerras.

O país se tornou mais leve, sim, mas ainda não sabe direito qual deve ser seu novo papel no mundo. Antes o país ocupava a liderança na Europa, sendo um dos melhores amigos dos EUA. Agora, com os escândalos dos últimos tempos de NSA e espiões tão próximos do poder alemão, tudo mudou.

Assim como os alemães, acho que nós brasileiros também podemos – e devemos – nos reinventar a cada dia. Não podemos ficar parados em cima do status quo de corrupção, egoísmo e da grande tentativa de manobrar massas da mídia brasileira, que representa os ricos desta nação que sempre souberam defender seus interesses. É necessário avaliar o que anda bem, e o que pode ser mudado. É necessário acreditar e apostar na liberdade de expressão dentro de um país dito democrático. Cada um de nós pode pegar na caneta, encostar os dedos no teclado, mãos à obra, em todos os sentidos! E acreditar que com o andar da carruagem o país vai se fazendo, o mundo vai mudando. Espero, pra melhor.

Mas a mudança começa de baixo para cima. Dos atos do dia-a-dia de cada um, em todo e qualquer canto do mundo. E só enxergamos aquilo que existe em nossa realidade. Aí está a razão pela qual vale a pena viajar e conhecer novas culturas, novas formas de resolver os mesmos desafios. Com a ampliação de nossas mentes, muitas coisas passam a existir, novas janelas vão sendo abertas. A perspectiva é válida para cada um nós. É válida para o mundo. Vão ser as trocas de experiência e de conhecimento que vão fazer deste mundo um lugar melhor para todos. Os animais, por exemplo os passarinhos e as borboletas, mais sabidos que nós, já nos mostram o caminho: eles não conhecem as fronteiras que colocamos no papel.

Fonte de inspiração: revista Der Spiegel número 29 de 14.07.14, artigos „Bloß nicht so weit weg“, página 46, e „Die entkrampfte Nation“, página 57.


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