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Posts Tagged ‘desemprego’

::Jovens franceses também tentam a vida na Alemanha::

02/04/2014

Pra tentar fugir do desemprego, cada vez mais jovens franceses tentam a vida na Alemanha. O mar na França realmente não está pra peixe (novo): um em cada quatro jovens está sem emprego atualmente! Leia o artigo na íntegra da revista “Der Spiegelaqui.

::As chances da crise e a economia alemã::

03/09/2009

Acho que a palavra do ano de 2009 aqui na Alemanha vai ser “Abwrackprämie” (o prêmio que o governo alemão ofereceu até ontem, no valor de € 2.500,00, para que os consumidores se despedissem de carros mais velhos do que 9 anos e comprassem carros novos). Até eu entrei nesta dança, apesar de saber que vou ficar com os olhos pelo menos úmidos no dia em que entregar meu Brasileirinho. Sério. Eu acho que vou sentir falta dele pra sempre… E inventaram pra tal palavra até um verbo: “abwracken, das Auto wurde abgewrackt” (o carro foi destruído). Eu prefiro dizer que o meu está morrendo, é mais gentil com ele e dói menos. Mas a iniciativa dos incentivos governamentais para fomentar a indústria automobilística chegou a fazer muito sucesso: ela foi copiada por 12 outros países no mundo.

Pois ontem o tal prêmio acabou e a indústria automobilística na Alemanha está esperando pelo pior: muito desemprego, fechamento de empresas… Afirmaram que o ano de 2010 vai ser um horror para esta indústria. O grande problema é que por causa do prêmio bastante gente comprou um carro muito antes do que teria comprado sem o empurrãozinho do governo. Assim, muitas vendas futuras desapareceram na onda da ajuda governamental. 90.000 empregos (ou pelo menos 10% do total de 750.000 empregos na area) estarão a partir de agora na corda bamba, o que atingirá não só as montadoras de carro, como também toda a indústria fornecedora por trás delas.

Para ilustrar como a crise tem afetado as pessoas dentro da Alemanha, li hoje um outro artigo na “Der Spiegel” (“O espelho”, a revista seminal que mais gosto de ler aqui na Alemanha) sobre um ex-banqueiro que foi mandado embora no começo da crise e que agora está vendendo pão com salsicha e batata frita (Wurst und Pommes) para seus ex-colegas, na região dos bancos em Frankfurt. O artigo é muito interessante, primeiro porque ninguém imaginaria que um alemão que antes negociava milhões no seu escritório no 20° andar de um arranha-céu em Frankfurt pudesse virar dono de um quiosque. Segundo, porque esta virada mostra que ele seguiu seus instintos e aquilo que realmente gosta (e não tem vergonha) de fazer, pois ele mesmo disse ter estudado aquilo que sua mãe queria, ter passado por vários empregos dos quais não gostava de verdade e afirmou nunca ter gostado de vestir os ternos que o emprego exigia, sendo que prefiria ir trabalhar de jeans, para o horror do seu chefe, tendo sempre um terno para “situações de emergência”. Ao ser despedido, levou do seu escritório somente o telefone da pessoa de quem alugou o local para seu ônibus-quiosque com lugares relativamente confortáveis para sua clientela chique e exigente. O que ele vinha querendo fazer como 2a. fonte de renda solucionou seu problema e acabou com seu desemprego, pois ele não tinha grandes expectativas de voltar a trabalhar no ramo financeiro. Agora falemos a verdade: quem imaginaria que um episódio desses fosse ser possível aqui na Alemanha?

Os institutos especialistas de mercado esperam que a economia se recupere na Alemanha no ano de 2013. Até lá, muita água vai passar debaixo da ponte.

::Será que isso é verdade mesmo?::

09/02/2009

Saiu como manchete na Folha de São Paulo (notícia de hoje) : em um terço dos lares da cidade de São Paulo, pelo menos um trabalhador perdeu o emprego nos últimos seis meses, segundo pesquisa Datafolha. Mas uma manchete dessas tem um ar de mentirinha, dada a dimensão da notícia…

Enquanto isso, aqui acabou de ser noticiada no rádio a notícia de que a Schiesser, uma empresa alemã com mais de 2.300 funcionários na área de confecção (underwear) daqui da minha região, super tradicional e conhecida, fundada em 1875, cujas vendas atingem 175 milhões de euros por ano, acabou de entrar em concordata.

O que será deste mundo, a cada dia com menos empregos? Será que no futuro a área de serviços governará nosso dia-a-dia? Mas que destino será dado a tantos desempregados? Como vocês imaginam o futuro que está por vir, ou está se formando nesta transformação desvairadamente louca da atualidade? Eu, da minha parte, vejo com grande preocupação a questão dos empregos, mas dá pra perceber que a idéia da aldeia global vai ter que imperar, muitos países vão ter que buscar acordos comuns para tentar agir em conjunto, pelo menos a nível de G20, pois o grupo dos G7 já não é mais capaz de oferecer soluções para os grandes problemas mundiais. Com isso, países em desenvolvimento como o Brasil vão ganhar poder, o que não é nada mal. E a nível pessoal, vejo que a crise tem também outro lado positivo, pois não está escrito em lugar nenhum que tudo nesta vida tem que se desenvolver na base do “mais rápido, maior, com mais eficiência, com menos pessoas….” Como se fosse possível fazer um negócio crescer ad infinitum. Como se a economia fosse soberana sobre as leis da natureza, do eterno sobe e desce, da tese de que “nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Como se o sentido da vida fosse só financeiro… Talvez uma volta às origens, ao que é realmente importante na vida? Qual é a sua opinião, como você vê e sente esta crise?

::Nada será como era antes::

12/10/2008

A crise financeira mundial já atingiu o Brasil. Que pena! Quanto mais eu leio sobre este assunto, mais me pergunto onde iremos parar e quando a crise chegará ao fim. Dizem que é a maior crise financeira desde 1929. Certo é que ela irá custar muitos empregos, não somente na área financeira. Políticos alemães comentaram que há um mal-entendido de fundo moral quando se fala sobre um pacote de até US$ 700 bi dos USA para conter a crise, enquanto que um montante de US$ 70 bi para ajudar a África não foi concedido. O político Lafontaine comentou que esta é uma “crise de orientação moral das sociedades ocidentais”. O ministro das finanças alemão Steinbrück pensa que depois desta crise os USA perderão seu estatus de potência mundial. Bom seria se ela significasse, de alguma forma, o fim do capitalismo selvagem. A primeira ministra alemã Merkel disse “A crise financeira é uma pergunta para nossos países: se conseguiremos organizar o mercado de tal maneira que ele atenda os consumidores e não os levem à ruína”.

Não tinha visto a coisa sob essa perspectiva, mas está mais do que certo: a crise financeira foi criada por pessoas que ganham super bem e o que ganharam nos últimos anos, fazendo muitos negócios altamente arriscados, já está em seus bolsos. Agora que a crise está aí, a sociedade inteira, através de dinheiro pago em impostos, tem que cobrir o rombo!


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