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Posts Tagged ‘dia-a-dia’

::Um dia qualquer, um dia desses::

12/10/2017

Ela se levanta e vai cuidar da vida. Antes, dá uma enroladinha de 5 minutos na cama. Em pouco tempo, depois de pular da cama, ela e o filho estão prontos para o novo dia. Dependuram bolsas, mochilas e tudo o mais que precisam em seus corpos e dão no pé para não perderem o ônibus. Já dentro dele, dão o primeiro “bom dia” do dia para o motorista, conversam um pouco, se ajudam com o que levam, trocam umas ideias sobre o dia e sobre o que está por vir e se despedem a certa altura, quando o filho desce do ônibus.

Ela segue na rotina diária de dar uma lida nas manchetes dos jornais, e constata a cada vez mais como os jornais sofrem com esse mundo digitalizado! Muitas vezes, as manchetes não refletem mais os últimos acontecimentos… Ela agradece em carreira pelo transporte público que a leva até o trabalho, mas inicia uma cadeia de reclamações quando algo sai fora do planejado e as expectativas de chegar no trabalho em determinado horário vão pro espaço.

Um pouco de Facebook, mais leitura. Ah sim, agora as mulheres podem dirigir na Arábia Saudita?!? Quer dizer, a partir do meio do ano que vem??? Ah, e elas iam tirar carteira em outros países, se por ventura achassem quem as liberasse para tal, e agora estão felizes que vão poder tirar suas carteiras do esconderijo? Nossa, elas não podiam ir a um estádio e agora podem fazer parte das festividades nacionais??? Elas não podiam tanta coisa, quer dizer, não podem ainda, isso tudo tem que ser organizado ainda. Vão ter que abrir mais auto-escolas, preparar o país para uma mudança grande dessas… Ah, e tudo isso depois de um clérigo ter anunciado lá “que as mulheres não merecem dirigir porque só têm um quarto do cérebro de um homem!” Ah sim, com certeza esse rei que anunciou essas novidades tão “bondoso” não está sendo movido a dinheiro, obrigado a modernizar o país 100% dependente do petróleo, e os homens não estão cansados de ficar dirigindo as mulheres para cima e para baixo e pagar motoristas para elas, que bem poderiam estar dirigindo seus próprios carros e movimentando a economia com as próprias pernas!… Money makes the world go round!… Muito bem.

Ela chega no trabalho e o dia passa, como sempre, voando… Se não prestar atenção, nem um café ela toma, porque já chegou a hora do almoço. Ah, perdeu o horário de ir almoçar com os colegas por causa de outro compromisso. Não faz mal, ela resolve comprar algo pra comer e vai pra beirada do rio, aproveitar o sol e as árvores de mil cores do outono. Encontra por acaso um jovem de 20 e poucos anos, colega de trabalho dela, e diz pra ele aproveitar a vida como estudante de Mestrado, que ele vai começar no começo do ano que vem. “Estudantes vivem definitivamente uns dos melhores anos de suas vidas! “, diz ela… Não comenta que se refere às preocupações do dia a dia do adulto, às decepções que a vida vai apresentando, às correrias, às expectativas de tudo e todos que nem sempre podem ser cumpridas…  Money makes the world go round!… Muito bem.

Já tinha a firme intenção de voltar para casa quando é pega, antes de conseguir se levantar da cadeira, por uma das pessoas importantes com quem ela lida. Ele reclama e descarrega sua frustração enquanto ela procura opções e argumenta. Ele se vai… e ela descobre que por 5 minutos perdeu o trem e terá que ficar mais meia hora no trabalho até que chegue o próximo trem…. Vai acabar chegando em casa à noite…. Money makes the world go round!… Muito bem.

No caminho pra casa, umas florzinhas lindas no caminho, um passo firme para ter certeza de que vai chegar na hora que o trem vai passar, um pouco de WhatsApp, algumas mensagens, umas novidades do Facebook… e mais notícias do dia. E esse tal de Weinstein sobre quem todos estão escrevendo nas manchetes das revistas, quem é ele? Ah… que cara nojento, esse chefão e magnata da Miramax, uma das 100 pessoas mais influentes do mundo, usando seu poder para comer as menininhas e mulheres de Hollywood, ameaçando destruir as carreiras delas e ao mesmo tempo saindo do banheiro pelado pronto “pr’aquilo” sem querer nem saber se a pessoa está interessada ou não… Casado e com mulher em casa, mas quem importa com isso? “Ah, e não tem problema nenhum, se alguém ousar abrir a boca, eu dou uma desculpa esfarrapada e ofereço uma grana para que ela fique calada! ” (Parêntesis para as vezes que eu mesma sofri ataques mínimos e não tão mínimos de homens nos ônibus, no primeiro emprego, do chefe, do colega de trabalho, do namoradinho… Fiz por bem esquecer da maioria deles, mas quando começo a ler as descrições detalhadas de algumas das mulheres atacadas pelo Weinstein, as lembranças colocadas no cantinho da memória afloram…) Money makes the world go round!… Muito bem. Mas, pensa ela, há algo positivo nessa meleca toda: as mulheres estão tomando coragem de denunciar o que é antes sofriam caladas!

Ela olha pra fora no trem e vê um céu indescritivelmente lindo! Vermelho, alaranjado, todo pintado, parece até pintura! Ela tira o celular da bolsa pra fotograr aquele espetáculo! Ao invés de ir direto para a casa, ela vai na direção da água para tirar mais fotos, observar o pôr do sol, lindo de um jeito diferente a cada segundo que passa. Que momento mágico! Há muito, muito a agradecer. E muita beleza que muitos não têm tempo de ver, mas que ela agradece por ter a oportunidade e realmente presenciar aquilo, poder estar PRESENTE. A vida é um presente.

::Feliz com pouco::

05/03/2010

No final de semana passado eu tive várias razões para ficar satisfeita. Primeiro investi duas noites etiquetando e colocando preços em roupas e brinquedos dos meninos para um mercado (de segunda mão) de roupas e brinquedos infantis. Sempre dá um trabalhão selecionar, etiquetar e dar preços às coisas! Por isso, eu tinha colocado para mim como objetivo uma venda mínima de 50 euros para que o investimento (pelo menos de tempo!) tivesse valido a pena. Cheguei no mercado e fiquei contente: tinham vendido 80 euros, menos os 10% que ficam para os organizadores, recebi 72 euros. Fantástico! Mas… peraí. O que significa esse “Achtung” (atenção) escrito à mão aqui no meu papel? A resposta foi inesperada: “Ah, foi vendido mais um item da senhora, só um momento. Aqui está o valor.” Saí de lá com quase 100 euros na mão e menos tralha dos meninos. Bom, muito bom.

Pra completar, procurando pelo que vender, tinha achado no sótão uma caixa de roupas de inverno e verão exatamente do tamanho do Daniel, o que significaria que eu nem teria que ir ao mercado. As roupas eram de um misterioso “Sascha T.” Depois de muito pensar, lembrei-me que eram de um filho de um colega do meu trabalho. Que sorte tê-las encontrado, pois já nem me lembrava da existência delas!

Por fim, o Daniel ainda achou no sótão duas caixas enormes de Playmobil da Taísa. Ele pediu pra colocarmos no quarto dele uma casinha de madeira que o avô da Taísa tinha feito pra ela e desde então passa horas brincando por lá. Quem tem crianças sabe da minha alegria de ter roupas, brinquedos e um dinheirinho extra, e o melhor: tudo vindo do sótão daqui de casa!

Mas o melhor ainda que me aconteceu foi algo ligado a uma aversão minha: eu odeio trabalhos domésticos e tenho pra mim que não vou morrer sem antes ter um desses robôs que fazem tudo em casa e devem existir daqui a mais ou menos 10 anos. Então, da última vez que fui na casa da minha irmã a vi usando um limpador de janelas que suga o produto/água da janela e que pareceu ser de fácil uso. Como o inverno está acabando, e com o sol lindo que desponta no céu, junto do canto dos passarinhos que estão voltando do sul, pode-se ver toda e qualquer sujeira acumulada em todos os lugares, mas principalmente nas janelas, e o pior: beeeeem nitidamente. Pois bem, fui comprar um aparelho desses e o resultado foi mais do que espetacular: o Matthias e eu conseguimos limpar as janelas daqui de casa (que antes nunca tinham ficado limpas direito por serem velhas, enormes e pela dificuldade do trabalho) em pouquíssimo tempo e elas ficaram limpíssimas! Renatinha: um beijo e obrigadão! Recomendo muito o produto, que se chama Kärcher 1.633-101 Fenstersauger WV 50 plus e pode ser visto através do link (além de um vídeo de demonstração). Viel Spass beim Fensterputzen! (Bom divertimento ao limpar suas janelas!).

::Feliz pelo dia-a-dia::

17/02/2010

Hoje foi tão engraçado e interessante: fui fazer uma entrevista em uma empresa onde conheço as pessoas muito bem, onde me identifico com a empresa e seu propósito. Não rolou: o papo foi ótimo, mas percebi que não era aquilo que quero pra mim, pois não estaria satisfeita. Saí de lá um pouco decepcionada, mas também mais certa do caminho a seguir.

Eu e o Daniel lavamos o meu carro e depois fomos fazer compras. Ele saiu do supermercado com a caixa das compras (só umas coisinhas no meio da semana) nas mãos, querendo carregar tudo sozinho. Como um pequeno-homem, uma gracinha!

De ontem pra hoje acolhi uma pessoa em casa que procura no momento por uma nova moradia e não tinha onde dormir. Ao mesmo tempo que temos o impulso de querer ajudar, de fazer mais do que o necessário no momento, senti que era preciso “dosar” meu amor ao próximo. Engraçado e importante constatar que é preciso deixar (muito) espaço para o crescimento e desenvolvimento pessoal. Ele envolve dificuldades, que são necessárias e devem ser transpostas pela própria pessoa. Afinal, como em todo relacionamento humano!

Chegando em casa, uma boa surpresa: com a ajuda de uma coachee, que eu tinha a pouco ajudado a dar um salto em sua carreira, consegui economizar 360 € de imposto de renda. 🙂 Ah, e por falar em imposto de renda: eu já não gosto de fazer o meu, mas tive que fazer o do meu sogro semana passada, que chegou aqui em casa com uma caixa enoooorrrme de documentos, pedindo ajuda. Depois de duas noites, os formulários estavam preenchidos e mais uma etapa tinha sido vencida! Ufa! Mas como papelada dá trabalho, né?

Tinha outra surpresa na caixa de correios: recebi como troca por um livro meu o livro da Andréa Sebben, “Intercâmbio Cultural”. Já dei uma folheada e adorei. Depois comento mais. Obrigada, Andrea!

No final da tarde eu e Matthias cozinhamos juntos, batendo papo na cozinha. Por um momento, fazendo coisas que eu fiz tantas vezes no meu cotidiano, eu me senti verdadeiramente feliz por minha família e por nosso dia-a-dia.

P.S.- Esqueci de comentar que no final de semana passada acordei no meio da madrugada determinada a dar andamento à tradução do meu livro em alemão. Pude organizar o material e passei a ter uma visão de conjunto do projeto. Já passei a muito da metade do que há para ser traduzido, graças à ajuda de um leitor aplicado (obrigada, Paulo!) e estou confiante de que agora vai!

::Quando tiver pressa, ande devagar::

10/08/2005

Um dos textos mais interessantes que li hoje à tarde foi sobre o fato de que hoje em dia todo mundo corre pra lá e pra cá, o estresse é enorme e muitas pessoas se sentem como se fossem bombeiros da própria vida, apagando os fogos que vão aparecendo sem ter a possiblidade de planejar sua vida e definir o que é bom para ela, e o que absolutamente não é.

As razões para que todos achem que correr é a melhor estratégia estão em todos os noticiários: há muitos desempregados, a crise econômica está atingindo todos os setores e quem tem um emprego tem medo de errar, de não funcionar, de não atender às expectativas.

Aqui na Alemanha dois milhões de empregos desapareceram entre 1995 e 2002. Em contrapartida, o uso de antidepressivos e calmantes cresce, a cada ano, em 10%. As doenças mais comuns aqui são cancer, depressão e problemas relacionados ao coração e à circulação.

O dia-a-dia é preenchido pelas atividades de otimizar e comparar. Aonde posso comprar mais barato? O que posso fazer mais rápido? Como colocar mais atividades dentro de um dia só?

Quando tiver pressa, devo andar devagar. A que fim vim parar neste mundo? Qual é o sentido da minha vida? O que quero alcançar? O que é importante pra mim? Quem é importante pra mim? O que é, na minha opinião, uma vida com qualidade? No meio do estresse e das responsabilidades do dia-a-dia, páro e penso com frequência sobre o mundo, sobre mim, sobre Deus, sobre o sentido da vida.

Eu sei o que me faz bem e sei o que quero alcançar. Meus objetivos não foram impostos por ninguém, foram pensados e repensados por mim. Acho que principalmente as mulheres pensam e raciocinam, fazem mil e uma conexões na cabeça o tempo todo, praticamente sem parar. Eu repenso meus objetivos a cada vez que devo ou posso escolher uma nova direção na minha vida. Tenho dúvidas, muitas vezes não estou certa do que fazer, como fazer, quando fazer.

Eu não quero viver para trabalhar, eu não vivo hoje para trabalhar. Consigo me desligar automaticamente dos problemas do trabalho assim que deixo a porta da empresa aonde trabalho. Saio de lá todos os dias antes das cinco da tarde, chego às oito. Na ida, canto com minha filha no carro, uma pequena aula de inglês. Na volta, pergunto como foi seu dia e sobre as novidades da escola.

Gostaria que meu dia tivesse mais horas para poder fazer tudo o que me interessa, ler todos os livros que gostaria de ler, escrever tudo o que tenho pra escrever, ouvir músicas, fazer passeios, rodar o mundo… Eu também me pego, muitas vezes, correndo atrás da vida e não a acompanhando, vivendo.

Eu nunca achei que deveria cuidar demais da minha beleza, não quero ser escrava do meu corpo, mas tenho que suportar comentários de que isso ou aquilo no meu corpo não está 100% de acordo com as expectativas externas. Eu sempre quis ser uma mulher de negócios (talvez vou virar uma mais tarde), mas hoje virei assistente de um homem de negócios e muitas vezes entendo o fato do meu chefe não conseguir dormir bem durante a noite. Eu já tive vários sonhos que morreram no meio do caminho, adotei novas direções, continuei minha caminhada, encontrei novos sonhos. O certo é que quero constantemente sentir que estou crescendo, tanto como pessoa, como como profissional.

Estou em busca do meu meio, do meu centro.

:: Dificuldades do dia-a-dia: jogar lixo fora na Alemanha é super complicado!!!!::

07/03/2005

Em 1998 cheguei ao Lago de Constança e no norte da Alemanha estava acostumada a usar o “Gelber Sack“, o saco amarelo, aonde podia jogar confortavelmente fora todos os lixos recicláveis. Ao chegar aqui no sul, quase tive um troço quando fui pela primeira vez no porão do prédio onde morava e descobri que o “Gelber Sack” daqui eram uns 15 lixos separados: rolhas, isopor, latarias, embalagens de plástico, e por aí vai… A beleza era que eu tinha que ficar colocando a mão na lixaiada toda e ficar lá, separando coisa por coisa… Haja paciência!

Logo implantaram o “Gelber Sack” aqui também, para felicidade de todos. Mas os velhinhos, que já estavam acostumados a separar tudo e a jogar lixo fora em praça pública, dando exemplo aos mais novos, continuam levando bravamente seus lixos para a feira de alimentos dos sábados pela manhã e separam até hoje os lixos recicláveis, tudo bem lavadinho e limpinho… E olha que as más línguas dizem que no final da feira um grande caminhão chega e joga todo o lixo num lugar só!…

Aí eu me pergunto: lixo reciclável não é pra economizar energia, dentre outros? Por que então é que quase todo mundo se dá o trabalho de ficar lavando todo o lixo? Haja água!…. Cada casa tem várias lixeiras: alimentos, papéis, o saco amarelo para recicláveis, vidros, restos…

Cada casa paga pelo número de lixeiras grandes emprestadas pela prefeitura. A parte legal fica só na inteligência da coleta de lixo: um caminhão passa, os funcionários engatam a lixeira ao braço do caminhão e sem que ninguém tenha que pegar ou ficar extremamente perto à coisa, ela se movimenta automaticamente e vai parar lá aonde deve.

Além dos lixos normais, ainda há coleta de lixo separada para madeira, eletrodomésticos, etc., etc., etc., inclusive para restos, que não cabem em nenhuma categoria anterior. Estes dias são previamente fixados pela prefeitura e pelo lixo que se concentra nas calcadas, num determinado dia, dá pra saber que coleta será feita um dia depois. Amanhã por exemplo, aqui na rua da minha casa, vão passar levando madeira. Nos dias de coleta dos chamados restos, é uma festa, principalmente para turcos e europeus do leste: eles passam antes da coleta oficial passar, não necessariamente com os piores carros (já vi até BMW e Mercedes) e levam tudo o que conseguem.

O melhor é que os vizinhos controlam a lixeira comunitária, e se algo parar no local impróprio, rapidamente alguém tira o lixo de lá, o coloca em cima da lixeira ou coloca um aviso geral alertando para o fato…

Como se toda essa parafernália não fosse suficiente, o alemão conseguiu se exponenciar ad infinitum com uma nova regra implementada: agora toda embalagem de plástico de sucos, água, etc. deve ser devolvida no local da compra. Só assim recebemos nosso “Pfand” de volta, que não é nada baratinho (25 cents por embalagem). Daí acontecem cenas tragicomicas: se você estiver nas rodovias e comprar uma bebida, paga mais caro por ela e com certeza não voltará tão cedo exatamente ao mesmo local para reaver os seus 25 cents. Semana passada estive num supermercado devolvendo várias embalagens e no meio delas foi identificada uma embalagem ET, não pertencente a este supermercado. Como a funcionária não tinha certeza absoluta, quis ligar para outra, que não atendeu, e eu, para acabar com o problema, disse que levaria a embalagem de volta pra casa….

Para que se compreenda a importância que o alemão dá à coleta de lixo, tome-se como exemplo a página da cidade onde moro. Logo na primeira página, as seções de destaque são apresentadas: História da Cidade, Locais para Visitação Pública, Festas, Acontecimentos (…) e por último: Tudo Sobre Lixo!!!… Depois de ler tudinho, é possível jogar lixo fora com menos insegurança.

Só existe um local onde se pode jogar todo o lixo fora num lugar só, e neste local os carros são pesados na entrada e na saída, pagando-se a diferença de peso. Quando me mudei, paguei 110 euros por 600 quilos de lixo. Paguei para jogar lixo fora!

Ai que saudade de jogar lixo fora no
Brasil!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


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