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::Pensando cá com os meus botões::

26/05/2010

Eu estava firmemente decidida a começar uma dieta. Não uma dieta normal, daquelas que você pode afrouxar quando não aguenta mais. Iria ser uma daquelas “brabas” mesmo, sem meios-termos. Eu já estava me vendo suando, fazendo exercícios, me matando pra voltar a ser magrinha. O sol chegou e eu, que adoro sorvete, estava me despedindo deles, a cada um eu pensava comigo: “este é um dos últimos desta temporada”. Já estava de muito mau humor por causa de tudo isso, porque eu sou uma notória anti-esportista e negadora de qualquer exercício físico que não me dê prazer. Sempre fui assim, mesmo nos meus anos de magreleza, quando podia comer lasanha, tomar Coca Cola se quisesse e ainda tomava um sorvete por dia. Bons tempos aqueles! Nos meus anos de escola eu era capaz de ficar escondida uma hora no vestiário pra não ser obrigada a fazer alguma aula de educação física que odiasse.

Mas voltando à situação atual, percebi que estava iniciando inconscientemente uma campanha de “odeie você mesma” e na realidade ninguém precisa disso. Fui literalmente salva pelo gongo porque achei uma lista dos 40 blogs que valem a pena ser lidos (40 blogs who really count) e naquela lista tive o prazer de achar alguns blogs que me inspiraram na hora certa, tal como o Young, Fat and Fabulous (Jovem, Gorda e Fabulosa) ou o Madame Says (A Madame Diz) – este último, menos sobre a questão de ser gordo ou magro, mas sobre a questão de que cada um pode e deve buscar a felicidade e o estilo de vida que quer encontrar nesta vida.

Vamos falar a verdade: quantas mulheres vivem durante quantos anos se matando pra chegar num corpo que nem é o delas? Quantas mulheres no mundo correspondem às fotos das modelos nas revistas? A beleza e a saúde (mental!) só dependem do nosso corpo externo? Por que os homens têm licença para viver naturalmente gordos e tais como são e as mulheres se matam para “entrar no figurino”? Quem lhes colocou esta imposição? Veja bem, não estou defendendo que vale a pena ser desleixada e não ligar para você mesmo(a), muito pelo contrário! Estou lembrando (a mim mesma!) que vale a pena nos amar como somos, em busca da felicidade pessoal e de sermos aceitas tais como estamos/somos no momento. Cada quilo que tenho a mais tem uma história própria, cada ruga pertence a mim, à minha vida, aos filhos que gerei, ao meu DNA. Adoraria ter tendência à magreleza, mas já que não fui uma “das escolhidas”, quero mais é continuar vivendo sem dietas e sem exercício físico forçado.

Ainda bem que me lembrei disso a tempo, antes de me render a uma temporada de um misto interminável de dieta e efeito ioiô. O vídeo na coluna da direita do Young, Fat and Fabulous lembra que ser gordo poder ser prejudicial à saúde (eu tenho uma ótima, graças a Deus), mas o efeito ioiô, fruto de dietas constantes, também tem efeitos colaterais (isso sem falar na insatisfação interna). Ufa, me salvei dessa! Aguardo também a chegada dos meus cabelos brancos com um sentimento de honra pelos anos vividos. Viva as gordinhas!

“Pós-P.S.”-Saí ontem, dia 27/05, pra dançar merengue e salsa com amigas. Voltei suada e feliz pra casa! 🙂


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