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::Divagações de sábado de manhã de meio-brasileira, meio-alemã::

26/07/2014

Inspirada pela minha revista alemã predileta aqui na Alemanha (Der Spiegel), que comprei há umas semanas atrás e que absolutamente não pode ser substituída pela versão online da mesma, que leio toda noite, volto a pensar sobre o Brasil, a Alemanha e o mundo.

O artigo “A nação que está mais leve” (Die entkrampfte Nation, alguém tem uma sugestão melhor de tradução?) comenta que os alemães estão se descobrindo e se reecontrando, a cada Copa, com o passar dos anos, tendo como marco das mudanças a Copa de 2006, que ocorreu em solo alemão.

O povo alemão está aprendendo a se reinventar e pode afirmar o que está bom no país, e reconhece ao mesmo tempo o que não anda bem. Tudo faz parte da nova identidade, que é mais leve e mais desprovida do peso do passado. Eles sabem quem são internamente, mesmo que tenham dificuldade de saber qual é o seu papel no mundo. Ainda que esteja claro que, com Angela Merkel como líder forte, respeitada e atuante, a Alemanha tenha posição de destaque na política internacional. Portanto, eles demonstram no momento um misto de leveza e importância.

O artigo “Viajar, mas não pra longe” (Bloß nicht so weit weg, tradução livre), também da revista Der Spiegel, afirma que apesar dos jovens alemães terem a oportunidade – e condições – de estudar no exterior, muitos deles preferem ficar no país. Para mim isso pode ser um sinal positivo, já que vejo nas novas gerações a leveza descrita no artigo e o reconhecimento de que o país vai bem, obrigado. Por outro lado, o país está ficando cada vez mais multicultural, ainda que temas como diversidade e integração continuem a ser altamente discutidos. Dos jovens que vão ao exterior, muitos voltam afirmando gostar de conhecer o mundo, mas preferem viver na Alemanha, onde uma vida de qualildade é possível para a maioria da população e as escolas são de graça até a universidade.

Antes da queda do muro, os alemães se definiam como alemães do leste, do oeste, orientais, ocidentais, social-capitalistas, comunitas… “Ossis” e “Wessis” falavam do lado de lá e de cá. O muro caiu sem guerras e o país voltou a ser um só, e pode se dar a liberdade desde a Copa de 2006 de mostrar sua bandeira e de mostrar sua felicidade como nação reunificada. No meio do caminho, depois da queda oficial do muro que dividia o país, um muro virtual continuou por vários anos na cabeça dos alemães, que reclamavam uns dos outros e do fato de que a parte ocidental (cada cidadão) teve que ajudar financeiramente a parte oriental a se reerguer, enquanto na parte oriental falava-se do desemprego, das dificuldades encontradas com a reunificação. Algumas décadas depois, algumas diferenças persistem, mas o país pode se orgulhar de ter passado por este processo sem guerras e sem revolução civil. O alemão virou um povo só, não tem mais que se definir pelo lado de onde vem. E isso ajuda no sentiment de leveza.

O povo alemão também virou um povo colorido e multicultural. Segundo dados do OECD a Alemanha é o segundo destino de imigração no mundo, ficando só atrás dos EUA. Atualmente, 400 mil pessoas têm o desejo de ficar por aqui por tempo indeterminado.

Os alemães também refletem sobre seus erros. O fato de um aeroporto ter sido iniciado e nunca ter sido terminado em Berlim, por motivos de corrupção, falta de planejamento e má administração da verba pública os fazem afirmar: sim, nós também somos isso tudo. Ao mesmo tempo que reconhece seus acertos, critica os erros e olha para o passado de forma consciente para evitar a repetição dos grandes erros de um passado tenebroso.

O que é típico da cultura alemã combina com o estado atual do país: em grande parte, o povo é trabalhador e esforçado, disciplinado, (nota minha: vive de forma humilde, simples e prática) e quer crescer, ou pelo menos manter o que atingiu. Uma economia que vai bem contribui para a leveza de seu povo. Atualmente, mais de 42 milhões de pessoas têm um emprego, a maior marca da história do país. Os salários são bons e o poder de compra cresceu. Os juros estão baixíssimos e as pessoas aproveitam para gastar, comprar imóveis, investir na qualidade de vida. Parece que o país vai crescer 2% neste ano de 2014, o que, para uma economia idosa e instalada feito a Alemanha, é um resultado excelente.

O país vai bem e, se pudesse, iria congelar tudo o que tem no momento. Nada de novo, nenhuma nova chanceler no poder e o mínimo de política. Se o país se envolve de forma militar no mundo, então que seja para que soldados alemães se arrisquem ao mínimo e ajudem, podendo voltar depois para casa. Os alemães estão fartos de guerras.

O país se tornou mais leve, sim, mas ainda não sabe direito qual deve ser seu novo papel no mundo. Antes o país ocupava a liderança na Europa, sendo um dos melhores amigos dos EUA. Agora, com os escândalos dos últimos tempos de NSA e espiões tão próximos do poder alemão, tudo mudou.

Assim como os alemães, acho que nós brasileiros também podemos – e devemos – nos reinventar a cada dia. Não podemos ficar parados em cima do status quo de corrupção, egoísmo e da grande tentativa de manobrar massas da mídia brasileira, que representa os ricos desta nação que sempre souberam defender seus interesses. É necessário avaliar o que anda bem, e o que pode ser mudado. É necessário acreditar e apostar na liberdade de expressão dentro de um país dito democrático. Cada um de nós pode pegar na caneta, encostar os dedos no teclado, mãos à obra, em todos os sentidos! E acreditar que com o andar da carruagem o país vai se fazendo, o mundo vai mudando. Espero, pra melhor.

Mas a mudança começa de baixo para cima. Dos atos do dia-a-dia de cada um, em todo e qualquer canto do mundo. E só enxergamos aquilo que existe em nossa realidade. Aí está a razão pela qual vale a pena viajar e conhecer novas culturas, novas formas de resolver os mesmos desafios. Com a ampliação de nossas mentes, muitas coisas passam a existir, novas janelas vão sendo abertas. A perspectiva é válida para cada um nós. É válida para o mundo. Vão ser as trocas de experiência e de conhecimento que vão fazer deste mundo um lugar melhor para todos. Os animais, por exemplo os passarinhos e as borboletas, mais sabidos que nós, já nos mostram o caminho: eles não conhecem as fronteiras que colocamos no papel.

Fonte de inspiração: revista Der Spiegel número 29 de 14.07.14, artigos „Bloß nicht so weit weg“, página 46, e „Die entkrampfte Nation“, página 57.

::Seleção alemã: entre jogada de marketing e autenticidade::

13/07/2014

Tenho lido desde os últimos dias alguns comentários na internet sobre os presentes do time alemão à região onde esteve e sobre a suposta jogada de marketing bem pensada da seleção alemã durante a Copa no Brasil, que, muitos afirmam, está sendo feita para polir a má imagem no exterior da Alemanha de nazismo, frieza e calculismo. Os jogadores alemães, muitos deles de origem estrangeira (Turquia, Polônia, Gana), foram ao Brasil como representantes da Alemanha e demonstraram ser capazes de se comportar bem, interagindo positivamente com a população local.

Eu moro há 21 anos na Alemanha e posso afirmar que os jogadores não alteraram sua maneira de ser desde que estão no Brasil. Eles sabem que cada jogo é um jogo e que tem que ser vencido, não importando, naquele momento, os resultados do passado. A química entre muitos brasileiros e alemães sempre tendeu a ser boa, como já comentei em vários posts e também no meu livro, o que faz com que o alemão se sinta bem no Brasil, pois em muitos pontos somos antagônicos e em outros muito parecidos, mas a boa mistura é sempre a que prevalece. Tenho visto muitos brasileiros na Alemanha que são esforçados, buscam crescer profissionalmente e demonstram capacidade de integração, mesmo honrando sua pátria e nunca deixando suas raízes de lado, e isso contribui para o fato de que muitos alemães não tenham problemas com brasileiros, pensando muitas vezes em atributos positivos do nosso Brasil, como nossa beleza natural, nosso crescimento econômico dos últimos anos, nossas praias e nosso povo alegre, o Carnaval, mas também vendo coisas negativas que são retratadas sobre nosso país, como a desigualdade social, a corrupção, a pobreza. No final das contas acho que estamos aqui como embaixadores de nosso país e também de nossa cultura, e continuo acreditando que a mistura faz bem a ambos os lados.

Acho também que temos que tomar cuidado com nosso próprio preconceito. Ninguém gosta de ser comparado com opiniões preconceituosas voltadas a seu país. O alemão com certeza também não, o brasileiro muito menos. Aqui, como em qualquer lugar no mundo, existem pessoas frias e calculistas, mas também existem pessoas boas e amorosas. Quando um estrangeiro visita a Alemanha, com certeza ele percebe que não é carregado nas mãos nas lojas e muito dificilmente recebe tratamento diferenciado, além de perceber que muitas vezes é tratado de forma ríspida e/ou impaciente. No princípio, quando isso acontecia comigo, achava que era porque eu era estrangeira. Depois aprendi que o tratamento dos alemães independe da pessoa com quem estão falando, pois, e quem acreditaria nisso, em geral todos são tratados da mesma maneira. E quando o tratamento não condiz com o que eu espero, em geral eu coloco a boca no mundo e lido com minha insatisfação na hora do ocorrido. Com relação a tratamento em lojas, eu já me sinto até meio sem graça quando estou no Brasil, pois não gosto de que todo o estoque de uma loja seja retirado do lugar só pra mim. E, se começo a já ir guardando as roupas depois de desaprová-las, se estiver por exemplo numa loja de vestiário, recebo um comentário da vendedora de que não devo fazer isso, pois este é o serviço dela. Nos EUA, por outro lado, o negócio é ainda mais complicado pro lado do consumidor, pois a vendedora chega a mentir, dizendo que se pudesse, se tivesse dinheiro para comprar, usaria este produto, que aquilo que estamos experimentando está perfeito, lindo, impecável em nós. Assim fica difícil acreditar no que estão dizendo… Nem tanto ao mar, nem tanto à Terra. Eu prefiro entrar numa loja e olhar tudo por mim mesma, e se precisar da ajuda de um vendedor, espero encontrar algum que tenha competência para me orientar, sem usar de meios indevidos para me vender alguma coisa. Aqui na Alemanha, em grandes lojas de departamento, o que faltam, porém, são vendedores disponíveis. Isso é verdade verdadeira. Mas quando achamos um, temos a atenção que precisamos. Acima de tudo,eu tenho a dizer que o respeito à privacidade na Alemanha é muito grande. Cada espaço individual é sempre muito respeitado. Como há poucos vendedores em grandes lojas, interpretamos logo como se não tivéssemos atenção alguma deles.

Bom, mas tem a parte boa do alemão também. Quando algo acontece, quer seja dentro ou fora do país, como uma catástrofe natural, eles estão lá pra ajudar, pois são conhecidos por participar de vários projetos sociais, dentro e fora da Alemanha. O que não gostam muito, é de ajudar aparecendo, nem o que está sendo ajudado gosta de aparecer. Ambos precisam de uma instituição no meio, que os torne invisíveis. Quando são convidados para visitar alguém, levam em geral um presentinho para o anfitrião. No final do ano então, os alemães são campeões de doações. Portanto, os presentes que a seleção alemã deixou para os anfitriões brasileiros combinam com sua cultura e sua maneira de ser. E não foram poucos, segundo um relato tirado do Facebook (autor desconhecido):

Os alemães vieram ao Brasil e…

– Compraram um terreno,
– Construíram um condomínio,
– Incentivaram a reforma de um centro de saúde,
– Construíram um campo de futebol,
– Doaram uma ambulância,
– Incentivaram a criação de um programa de escola em tempo integral,
– Contrataram as pessoas da cidade, gerando dezenas de empregos,

Mais tarde a seleção alemã chegou e…

– Quando não estavam treinando, estavam socializando com as pessoas na cidade e na praia,
– Participaram de festas com a população,
– Interagiram com os moradores locais e ouviram suas demandas,
– Vestiram a camisa de um time local,

Quando ganharam da nossa seleção…

– Nunca desrespeitaram os brasileiros,
– Supostamente combinaram no intervalo do jogo diminuir o ritmo para não desrespeitar a seleção anfitriã,
– Mostraram que seus ídolos são os nossos jogadores do passado,
– Foram humildes após a goleada e tiveram classe para ganhar,
– Postam nas redes sociais mensagens de incentivo ao povo brasileiro e agradecimento pela hospitalidade,

E vão deixar tudo que construíram no Brasil.

°°°

Complemento meu:

– Um cheque de 10 mil euros (30 mil reais) para os índios da tribo Pataxó de Coroa Vermelha, que será investido na compra de um carro que será usado no transporte de pessoas que precisem de assistência médica;
– Deram de presente as 25 bicicletas que trouxeram da Alemanha e não puderam usar por motive de segurança, cada uma no valor de 1.000 euros
– Parece que vão deixar o Campo Bahia para ser transformado em uma escola.

Realmente, parece que fizeram tudo certo em termos de marketing. Leia aqui o que podemos aprender com eles em termos de técnicas de marketing.
Mas o que seriam as técnicas se eles tivessem sido arrogantes, tivessem se transformado logo após chegar no Brasil, perdendo sua autenticidade, tivessem trazido só profissionais da Alemanha para trabalhar no Campo Bahia para servi-los, tivessem usado de técnicas de marketing sem acreditar nas mensagens que estavam transmitindo, sem nenhum comprometimento com aquilo que estavam fazendo? A Alemanha está mudando muito e as gerações mais jovens não carregam consigo o peso do passado. Houve uma mudança substancial marcada durante a Copa aqui na Alemanha em 2006. Se quiser ler mais sobre este tema, clique aqui.

A última acusação que li foi que por trás do time alemão estão grandes empresas alemãs que patrocinam o time, tais como Adidas e Mercedes Benz, e que elas estão ganhando com o sucesso da seleção alemã, como não poderia deixar de ser. Esta é, afinal, a razão pela qual uma empresa aposta em patrocínio. Apesar de eu não ser fã do capitalismo e reconhecer nele muitas injustiças, acho que não vamos mudar o sistema de um dia pro outro. Então, se todos os times tivessem vindo ao Brasil, se comportado bem e tivessem feito algo pela região onde estiveram, acredito que a Alemanha não teria se sobressaido tanto assim como no momento.

Pessoalmente fiquei muito impressionada com a reação dos alemães logo depois de termos perdido de 7×1 pra eles. Eles perguntaram como eu estava, se já tinha me recuperado do jogo, como eu tinha me sentido, como tinha sido em casa com o marido e os filhos… Ninguém chegou rindo da minha cara nem fazendo brincadeiras de mau gosto. Ganharam meu respeito também com relação a este episódio. E foram muitos brasileiros que moram aqui que dividiram experiências semelhantes.

Por ultimo, por mais que me doa no coração, acho que o time alemão se sobressaiu tanto no Brasil devido à nossa decepção com o time brasileiro. Se nosso time tivesse convencido na competição, não teria deixado muito espaço para os demais. Mas no Brasil se joga bola em cada esquina, e devido à nossa natureza e nossa garra acredito que nos relevantaremos e em breve mostraremos um futebol, que no momento, muitos dos que entendem de futebol afirmam que está sendo jogado pelo time alemão…

Bom, esta é minha opinião, ainda acreditando que presentes são presentes e não se deve ficar analisando o tamanho de cada um, como já dizia um bom ditado alemão. Ainda assim fico curiosa com o que você pensa a respeito de tudo isso. Agora é sua vez de deixar sua opinião nos comentários. Se eu tiver esquecido algo ou deixado algo de fora, tanto com relação aos presentes quanto sobre as argumentaçõoes, agradeço por correções e acréscimos. Um bom domingo e um bom jogo para todos hoje à noite!

::Quem sabe quantos anos se passaram entre estas duas capas da The Economist?::

03/06/2014

::Agora o mundo vai ter que agüentar – um pouco do que se noticia sobre o Brasil no estrangeiro na atualidade – reportagem do jornal alemão Die Welt de 22/05/14::

25/05/2014

O argumento desta reportagem até é interessante, mas ainda assim eu espero que a Copa seja sim uma oportunidade para o brasileiro mostrar para o resto do mundo que somos hospitaleiros e sabemos receber bem todos os povos, de todas as raças, em nossa casa. Além do evento ficar mais positivo para o mundo, isso também pode gerar renda mais tarde para o país, a exemplo da Alemanha depois da Copa de 2006. Ainda que, pelo que eu ouvi dizer, uma camiseta do Brasil esteja custando 250 reais e que se possa comprar uma camiseta da Fifa com as cores do Brasil num supermercado alemão por poucos euros, mesmo não sendo a camiseta oficial da Seleção, a alegria do nosso povo é intrínseca, espero eu, e há de predominar. A reportagem é de autoria de Thomas Fischermann.

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Agora o mundo vai ter que agüentar – a Copa no Brasil não vai ser sinônimo de festa. O anfitrião está ocupado com outras coisas mais importantes

É necessário colocar as cartas na mesa: os brasileiros estragaram a Copa. Para si próprios e para o resto do mundo. Os estádios, hotéis e a infraestrutura irão funcionar de forma razoável dentro de três semanas, mas a animação já se foi. Há poucos brasileiros andando no país com camisetas verde-amarelas da Seleção, a decoração nas ruas com relação à Copa está muito pouca e é mais resultado de fontes oficiais do que da manifestação do povo como demonstração de alegria de que o evento está para chegar. Ao lado do estádio onde será iniciado o evento em São Paulo se instalou um acampamento de opositores da Copa do Mundo. “Não vai ter Copa”, está é a solução batalhadora de muitos dos manifestantes que foram às ruas durante a semana passada em mais de 20 cidades.

Isso é muito fácil de ser mal interpretado. A grande maioria dos brasileiros não tem na realidade nada contra a Copa do Mundo. Ela tem, acima de tudo, algo contra si própria.

Os brasileiros altamente indignados quase não conseguem suportar como seu país está sendo visto pelo mundo todo de forma cruel antes do início da Copa. Isso vai também ocorrer, supõe-se, com os visitantes durante a Copa. A revista inglesa The Economist montou a imagem de um foguete em forma do Cristo Redentor prestes a se desintegrar e a revista alemã Der Spiegel colocou na sua capa a imagem de uma bola de fogo caindo de forma meteórica sobre o Pão de Açúcar, enquanto o telhado do estádio de São Paulo, que ainda não está pronto, chamou a atenção através de manchetes de jornal pelo mundo todo.

Daí seguiu uma reação comumente conhecida no Brasil: “Nós não temos ligação nenhuma com a Copa! Não damos a mínima para ela!“

Esta pode ser a razão pela qual se perceba tão pouca euforia no país do futebol poucas semanas antes do início da Copa.

Mas isto é só uma parte da história, porque a afirmação de que “não damos a mínima para a Copa“ não foi a única reação à mísera preparação do evento. Mesmo que os brasileiros não gostem de ficar tendo sua orelha sendo puxada por causa dos atrasos nas obras da Copa, desde junho do ano passado uma coisa muito importante mudou: a crítica ao estado geral do país – à má distribuição de renda, aos excessos burocráticos e à corrupção, ao estado das escolas e dos hospitais, aos investimentos mal feitos e à polícia brasileira – é exercida pelos cidadãos de forma aberta, da forma mais frequente como nunca antes acontecido.

Há um ano atrás os brasileiros surpreenderam a si próprios com o fato de que milhões de pessoas foram às ruas; uma nova cultura de protestos se formou e também uma cultura do debate político. As preocupações e expectativas são, desde então, expressamente comunicadas, e os políticos se sentem obrigados a reagir a elas. Há várias razões para isto, e o fato do mundo estar de olhos voltados para o país por causa da Copa do Mundo foi uma das menos importantes. A classe média, bem educada e moradora dos grandes centros urbanos não aceita mais a má administração pública e não quer receber só promessas dos políticos, como acontecia no passado.

Ao mesmo tempo, os representantes da classe média baixa, que acabaram de deixar a linha da pobreza, deixam seu papel de servidores das classes superiores. Eles lutam por melhoras econômicas e para que sejam ouvidos pelos políticos. Esta é a dinâmica que dá base aos protestos recentes no país.

Em outras palavras: no meio de acusações internacionais e decepções, o Brasil está no momento dando um grande passo para a frente. O crescimento econômico rápido dos últimos anos, que vai continuar no mais tardar com a próxima alta das matérias-primas, liberou forças para a sociedade.

Tanto os ambiciosos que ganharam economicamente quanto os insatisfeitos entre os que melhoraram de vida vêem seu país como um campo de obras. E também percebem a possibilidade de crescimento econômico dentro de um país em desenvolvimento não só como algo que se subentende como algo existente, mas também como um projeto, pelo qual eles têm que lutar.

O dano colateral é que os brasileiros vão mostrar para o mundo uma Copa do Mundo meio sem graça. É possível aceitar este fato, se sabemos que isso acontece em nome de algo mais importante.

Fonte: Jornal Die Welt, reportagem de 22/05/14.

::Que brasileiro que nada – já estou curiosa agora pra saber sua opinião::

28/04/2014

Para quem tem interesse de ler um exemplo de como os jornais estrangeiros noticiam no momento sobre o Brasil, li ontem e traduzo aqui um artigo um pouco controverso, polêmico e um tanto quanto equivocado da jornalista esportiva alemã Cathrin Gilbert, publicado no jornal Die Zeit de 24.04.14. Ainda que ela tenha tido um objetivo positivo de incentivar as pessoas a visitarem o Brasil durante a Copa e de apoiar os brasileiros quanto às suas reivindicações muito além do futebol, acho que sua argumentação está um tanto quanto equivocada e interpreta de forma desajeitada o momento atual brasileiro. Ainda assim, a vontade de que todos voltem bem pra casa impera no meu íntimo. Já estou curiosa agora pra saber sua opinião:

Que brasileiro que nada

Perto da Copa do Mundo, o país está finalmente parando de se superestimar

São poucas as coisas que incomodam mais do que a mania de acabar com a imagem de um país prestes a receber um grande evento internacional. Podemos citar as reações com relação à Grécia antes das Olimpíadas de verão há 10 anos atrás. Meu Deus! O que se acreditava naquela época era que os gregos não teriam nada pronto para o início do evento. O que aconteceu? O evento começou pontualmente e a admiração foi geral. Da mesma forma, ninguém tinha muita certeza de os sul-africanos teriam condições de receber uma Copa do Mundo no país. Cenários de horror com relação a bandas carniceiras foram então publicados, e foi dito que estas iriam atacar os torcedores que ali estivessem. E o que aconteceu? Todos os turistas voltaram bem para casa.

Agora estamos prestes a presenciar o próximo grande evento mundial: a Copa do Mundo no Brasil. Será que há um país que possa se qualificar mais para a apresentação de um evento como este? Até há pouco ninguém ousaria duvidar disto. Entretanto desde há algumas semanas o entusiasmo está diminuindo – também na Alemanha. Os primeiros fãs estão revendendo pela internet os tíquetes que compraram com tanta dificuldade, por um preço bem abaixo do de compra. O Brasil não vai conseguir acabar de construir os estádios, aeroportos e nem vai conseguir domar a criminalidade. E desta vez os rumores têm mesmo ligação com a realidade. O aeroporto de São Paulo realmente não vai ficar pronto.

Em poucos meses uma onda de felicidade se transformou em medo profundo. O que aconteceu? Será que a culpa com relação ao país hospitaleiro é da mídia?

Ao contrário das qualidades futebolísticas do Brasil (que nunca deveriam ser colocadas em dúvida), o desenvolvimento econômico e político foi superestimado por vários anos. A superestimação externa foi adicionada à interna.

Ao lado da Rússia, Índia e China, o Brasil era considerado como um país em desenvolvimento com grandes chances de sucesso. Entre os anos de 2000 e 2010 o crescimento no país foi de em média 5%. Orgulhoso, o Brasil tomou seu lugar dentre os países do grupo BRIC. O Brasil gostou de ser elogiado internacionalmente. Parecia que a quinta economia mundial tinha deixado seus problemas para trás. Quem haveria de sentir fome em um país com uma das maiores áreas cultivadas e com condições climáticas perfeitas? O governo estava surfando de forma deslumbrante na onda da euforia, liderado pela presidente Dilma Rousseff, enquanto fingia não se lembrar que apesar do Brasil ter renda per capita de 8.000 dólares, se encontrava só no 61° lugar mundial (nota minha: a autora não explicou do quê…Alguém sabe?). Ou que a economia começou há pouco a se enfraquecer.

Quem já viveu no Brasil sabe que os brasileiros dariam de tudo para um dia serem respeitados pelos americanos e europeus. Não há nada – e entende-se isso perfeitamente – que os façam se sentir mais diminuídos do que pela arrogância do norte. Daí saiu o processo de auto-enganação dos brasileiros, aliado ao talento único de saber se vender.

Mas mesmo agora que a auto-enganação está ficando visível, os brasileiros conseguem continuar a se promover: eles usam os principais palcos do mundo de forma sistemática, com o objetivo de chamar a atenção para o que não vai bem em seu país, muito causado pela política local. Semana passada os policiais de Salvador, onde vão acontecer jogos da Copa do Mundo, entraram de greve para denunciar as más condições de trabalho – 39 pessoas morreram durante os protestos. Mesmo o ex-capitão da Seleção Nacional, Rai Souza, declarou em uma entrevista ao jornal Süddeutsche Zeitung: “Temos que solucionar muito do que vai além do futebol e que, em parte, ficou à mostra desde os preparativos para a Copa do Mundo.”

A coragem dos brasileiros merece admiração. Eles se posicionam contra a cegueira causada pela política brasileira. Nós deveríamos apoiá-los, mostrar alegria pela chegada da Copa do Mundo e nos preparar para a viagem.

Fonte: Reportagem no jornal http://www.zeit.de/index de 24.04.14 de autoria de Cathrin Gilbert.

::Simples ou simplório::

01/03/2014

Acabo de ler aqui uma opinião sobre o Brasil que gostaria de dividir com vocês. O que acham da matéria?

::Por que a Alemanha é diferente?::

25/01/2012

A seguir uma reportagem da Época que vale a pena ser lida. Embora nao concorde 100% com tudo o que foi escrito, há muita informacao interessante sobre a Alemanha que faz a leitura valer a pena. Confira aqui.

Fonte: Época, 23/01/2012

::Especial de 10 páginas sobre o Brasil no jornal alemão “Die Welt”::

26/09/2011

Saiu um especial sobre o Brasil no jornal “Die Welt” (O Mundo) de 16.09.11 (parte dele aqui) e aqui, que descreveu em 10 páginas o que o Brasil significa economicamente na atual conjuntura mundial e como está o relacionamento Brasil-Alemanha. Faço questão de (tentar) resumir as muitas reportagens, para que vocês possam se orgulhar comigo do nosso país:
– O Brasil é atualmente a 7a. maior economia do mundo, sendo que se acredita em reportagem deste jornal que em poucos anos poderemos ultrapassar a Rússia, a Alemanha e o Japão, conquistando assim o lugar de 4a. maior economia do mundo, só atrás da China, EUA e Índia. Diz-se no jornal que não há dúvida de que “se” isso vá acontecer, a dúvida fica só na pergunta “quando”. Acredita-se que em 10 anos o país ocupará a posição de 5a. maior economia mundial;
– Nos últimos anos, quase 40 milhões de brasileiros passaram a fazer parte da classe média baixa, o que causou um enorme aumento do poder de compra da população. No total, a metade do país já faz parte da classe média;
– O Brasil é 24 vezes maior que a Alemanha em termos de território, sendo que 10% de seus atuais 200 milhões de habitantes têm ascendência alemã;
– Dos quatro países BRIC, o Brasil é o único país de democracia ocidental;
– O jornal chama a atenção para o fato de que é a imprensa brasileira que descobre casos de corrupção, vendo este fato como positivo, pois mostra que a imprensa é forte, tomando o lugar, muitas vezes, da Justiça;
– Logicamente levantam a grande oportunidade para a Alemanha de conquistar maior parcela de negócios dentro do país com a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas de 2016 no Brasil;


– As áreas em que vêm grandes chances de cooperação entre o Brasil e Alemanha são: infraestrutura, logística (organização de grandes eventos), segurança, saúde, energias renováveis (ecologia), controle de qualidade, turismo, setor alimentício, finanças e apoio à exploração de minério e petróleo;
– O ano de 2013 será o “Ano da Alemanha no Brasil”, quando a Alemanha pretende mostrar que pode e quer ser parceira em outras áreas além da econômica;

– Foi assinada a pouco tempo uma cooperação entre as cidades do Rio de Janeiro e Colônia – a primeira deste tipo. Espera-se que outras cooperações a nível municipal surjam com o tempo;
– Há 1.200 empresas alemãs no Brasil, 90% delas são empresas de médio porte, que representam juntas 8% do nosso PIB;
– Nosso PIB cresceu 7,5% em 2010 e a prognose para o 1o. semestre de 2011 é de 4,1%;
– O Brasil dispõe de enormes recursos agrários, água, minério e energia e é visto como o celeiro do mundo: os 60 milhões de hectares de terra para plantio podem ser triplicados sem danificar a área do Amazonas;
– Nosso país é o maior exportador/produtor de café, suco de laranja e frango do mundo;
– E o país com a maior diversidade de flora e fauna do mundo, além de apresentar a maior diversidade de espécies animais do planeta;
– A indústria e o setor de serviços são modernos atingindo o 4o. lugar no mundo em termos de mercado para automóveis e o 5o. lugar do mundo para o mercado de celulares, 3o. lugar do mundo no mercado de computadores e 2o. lugar do mundo no mercado de cosméticos;
– Pontos negativos: baixo nivel de liberização da economia, altas barreiras contra produtos importados, sistema de impostos complexo, burocracia indecifrável, vias legais muito demoradas, alto valor do Real e infraestrutura pouco desenvolvida;
– O salário médio mensal, segundo o jornal, em 2010: 985 euros (este dado, além de muitos outros, me surpreendeu);
– Comprado com os outros países BRIC, vê-se o Brasil como politicamente estável, com uma população culturalmente homogênea, o que garante a ausência de movimentos separatistas no futuro, cujo crescimento demográfico é positivo;
– Desde o ano de 2.000 o nosso volume comercial em termos de exportação aumentou em 4 vezes, já que o país tem atendido, dentre outros, as economias em desenvolvimento na região asiática;
– O investimento estrangeiro no Brasil já atinge 400 bilhões de dólares, sendo que 1/3 do mesmo vem da China (48,5 bilhões de dólares), que está tomando o lugar dos EUA e da EU como parceiro comercial mais importante do Brasil;
– As relações comerciais com a Alemanha duplicou nos últimos 10 anos;
– O Brasil é o parceiro comercial mais importante na América do Sul para a Alemanha (40% do total);
– Nos próximos 20 anos estã previsto o investimento de 2,8 trilhões de dólares em infraestrutura. Para os eventos de 2014 e 2016, o país investirá um total de 130 milhões de dólares;
– A presidente Dilma é vista como a 3a. mais influente/poderosa mulher do mundo (segundo a revista americana Forbes – lista atual de 2011), atrás da chanceler alemã Angela Merkel e da política americana Hillary Clinton. Na lista de 2010 a Dilma estava em 16o. lugar. 70% dos brasileiros estão a seu favor;
– Em março de 2012 a Dilma virá à Alemanha, pois o Brasil será o país-parceiro da feira de informática CEBIT;
– Poucos países no mundo oferecem tanta diversidade em termos turísticos: praias fenomenais, paraísos naturais, Floresta Amazônica e Oktoberfest em Blumenau (maior festa alemã do continente americano), dentre tantas outras atrações;
– A região do Amazonas representa com 4,1 milhões de Km² quase 60% da área brasileira e é tão grande quanto os EUA. Da região total, que é essencial para o clima mundial, 2/3 ainda estão intactos;
– As universidades federais e algumas privadas (PUC do Rio de Janeiro) são citadas como tendo um alto nível de ensino;
– Em 2010, 540 estudantes alemães (26% na área de Ciências Exatas/Matemática, 24% na área de Línguas e 23% na área de Direito, Soziologia e Economia) foram estudar no Brasil através da DAAD, dentre os quais 1/7 foi para a USP;
– Áreas que são vistas com bons olhos pelos estudantes alemães: indústria da exploração de petróleo, construção de aeronaves, Medicina dos Trópicos, pesquisa climática, área farmacêutica, arquitetura, planejamento de cidades (85% dos brasileiros vivem em grandes centros urbanos) e ecologia.
– No semestre do inverno de 2009/2010, haviam 2.299 brasileiros estudando na Alemanha;
– O nosso nível de alfabetização atinge atualmente 88%, o que mostra que o setor da educação tem prioridade para o governo brasileiro;
– Na opinião do DAAD: Há pouca competência sobre o Brasil na Alemanha e pouca informação, além dos clichês que todos conhecem, sobre as inúmeras possibilidades que o país oferece;
– 46% da energia gerada no país já é atualmente de fontes renováveis (água, vento e biomassa – bagaço da cana de açúcar);
– O crescimento do Brasil é visto como sustentável, de caráter duradouro.

::Transmimento de pensação – notas pessoais sobre o Brasil atual::

21/09/2010

Dentre as mil e uma “pensações” durante minha viagem ao Brasil, rascunhei umas indagações que me vinham à cabeça aqui e ali durante a permanência na terrinha:
– O Brasil está inundado de notícias negativas, que formam a opinião do povo e os comandam mentalmente, certamente atormentando-os dia e noite sem nenhuma pausa;
– O Brasil continua com mania de “ser pequeno”, com uma tendência à inferioridade que eu sinceramente não consigo entender. Li várias vezes que “estamos atrasados”, “precisamos melhorar muito”, “lá fora tudo é melhor”, etc., até em quesitos onde o Brasil vai super bem. O Brasil já avançou tanto em tantas áreas, faz parte hoje dos países BRIC e do G20, mas continua achando que muitíssimos outros são melhores do que ele. A não ser nos horários de propaganda gratuita dos partidos (que coisa estranha são aqueles preciosos horários não usados sem programação, com a tela estática!), não vi, ouvi ou li nada sobre tudo de bom que vem acontecendo no país nos últimos anos;
– A noção de cidadania vem chegando a passos pequeninos, mas vem. Ouvi repetidamente os pedidos principais da população: melhoria nos setores da saúde, educação, segurança e infra-estrutura;
– Finalmente uma campanha política sem aquele mar de santinhos de antigamente! No lugar delas, gingles e pessoas pagas segurando bandeiras sem nenhuma emoção, invariavelmente clicando em seus celulares;
– Os conceitos de “meu espaço” e “seu espaço” são quase inexistentes (p.ex. eu na cama tentando dormir e um povo na rua fazendo barulho, gritando, falando altíssimo, etc.);
– O nosso povo é maravilhosamente solidário! Isso é um diferencial e algo característico nosso que não tem preço!
– O nosso país verde tropical está quase sem árvores em perímetro urbano, como se o homem se visse superior à natureza;
– O Brasil está (pelo menos no momento) mais caro do que a Alemanha! E bastante mais caro do que em 2008, mesmo descontando a diferença cambial. Ao perguntar sobre este ponto, fui informada de que os salários aumentaram e a diferença foi repassada para o consumidor final. Menos mal.
– Fabricamos carros capazes de rodar com três combustíveis diferentes! 🙂
– E a música brasileira continua linda, linda, linda!
– A cada vez que vou ao Brasil, poderia engordar e voltar rolando pra Alemanha. Viva nossa cozinha maravilhosamente deliciosa!
– Vi poucos bichos no Brasil (bichos não conhecem fronteiras como nós humanos!);
– Dirigir no Brasil continua sendo uma aventura mortal. Vi até um carro da Polícia Federal ultrapassando em faixa contínua!!!
– Vou morrer sem entender as queimadas destruindo nossas matas. Viajei de Beagá a Porto Seguro (ida e volta) e cansei de ver queimadas por todas as estradas que passei;
– Como sempre contei inúmeros postos desnecessários de trabalho, na maioria das vezes criados para que um funcionário controle o outro e engorde o bolso do patrão ou pra passar uma suposta segurança pro cliente;
– Quem será o presidente que receberá o mundo na Copa de 2014??? Pelo andar da carruagem, será a Dilma, não é mesmo? O que vocês acham dela?
– Há muito mais carros no Brasil atualmente, ônibus e caminhões velhos poluem o ar e espalham mal cheiro por todas as partes. Disseram que em 2009, ao contrário da Alemanha, o governo brasileiro incentivou a compra de um novo carro sem pedir de volta os carros antigos. Perderam uma boa oportunidade pra diminuir a emissão de CO2!
– Há tanto carro rodando nas ruas que não via há séculos (Kombi, Caravan, Brasília, etc.);
– Por que será que apesar de termos espaço e da Copa 2014 estar chegando, só temos rodovias quase que só com uma via? A construção de mais rodovias com 2 vias de cada lado desafogaria o trânsito e tornaria as viagens bem menos perigosas. A limitação do tráfego de caminhões para um determinado horário e/ou dias também poderia ajudar neste quesito;
– A corrupção continua institucionalizada, na base do “rouba, mas faz”;
– Campanhas lindas na tevê, p.ex. “não venda seu voto”, “não vote em candidatos que sujem sua cidade”, “o normal é ser diferente”, etc.
– Será que teremos tempo para expandir a infra-estrutura do país até 2014?
– O Faustão magro já não é mais o mesmo, agora ele virou um “Faustinho”, o Jô também está bem mais magro, o Sílvio Santos (como sempre) não mudou uma palha. O microfone dele continua exatamente no mesmo lugar, hehehe… E que horror aquelas meninas rebolando pra lá e pra cá durante tantos programas na tevê. Isso é coisa do tempo do Chacrinha e deveriam existir atividades muito mais interessantes para essas mulheres (muito bonitas por sinal) do que ficar rebolando na telinha!
– Os pivetinhos sumiram há muito da paisagem urbana, no lugar deles dizem que o tráfico de drogas impera no país;
– O nosso povo é maravilhosamente solidário! Isso é um diferencial e algo característico nosso que não tem preço!
– Rever bons velhos amigos é tudo de bom 🙂
– Como Caetano, às vezes eu me sinto uma estrangeira no Brasil, mas sinto ao mesmo tempo uma falta “danada” de lá também!
Se você leu até aqui, certamente vai ter muito para comentar. Mãos à obra! 🙂

::Crescimento no Brasil independe da crise::

25/12/2009

Recentemente, o Ministro da Economia e Tecnologia da Alemanha, Dr. Karl-Theodor zu Guttenberg esteve no Brasil, durante o 27º Encontro Econômico Brasil- Alemanha, que contou com a presença do Presidente Lula. Na ocasião, o ministro declarou que o Brasil é o maior parceiro comercial da Alemanha na América Latina, respondendo por 40% do comércio alemão com a região.

A crise financeira internacional não afeta o Brasil tão duramente como em outros países. “O Brasil foi um dos últimos países a ser afetado pela crise e pode ser agora o primeiro a contorná-la”, de acordo com um relatório da German Trade & Invest, órgão de investimento interno e de comércio internacional da República Federal Alemã. A economia e a disposição dos consumidores têm se desenvolvido muito positivamente nos últimos cinco anos. O consumo privado foi o maior destaque no crescimento da economia em 2008, contribuindo com mais de 60% para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, de acordo com a última contagem. O aumento da renda e a melhoria nas facilidades de crédito promovem o consumo. Os brasileiros gastaram 100% a mais em alimentos e 125% a mais em bebidas no período de 2002 a 2007. As vendas de cosméticos e de produtos de higiene cresceram 70%. O governo brasileiro tem tomado todas as medidas para garantir que 2009 também seja um ano de crescimento, diz o relatório.

Fonte: NürnbergMesse Brasil


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