Posts Tagged ‘emigração’

::I Conferência sobre Questões de Gênero na Imigração Brasileira::

31/05/2015

Entre os dias 24 e 26 de junho de 2015 acontecerá em Brasília a

I Conferência sobre Questões de Gênero na Imigração Brasileira.

O objetivo desta conferência será tratar e discutir os temas de gênero que abrangem as comunidades brasileiras no exterior.

Alguns dos pontos a serem tratados:
– violência doméstica;
– imagem estereotipada da mulher brasileira;
– guarda de menores;
– saúde feminina;
– tráfico de seres humanos…

A Alemanha vai participar desta conferência através do Conselho de Cidadania, por ser uma comunidade significativa em relação a todos estes temas. Espera-se que com a conferência sejam implementadas iniciativas que beneficiem a vida do brasileiro no exterior e fomentem sua integração.

Todos os brasileiros residentes na Alemanha poderão dar a sua opinião através da pesquisa a seguir, bem como sugerir temas a serem tratados na I Conferência sobre Questões de Gênero na Imigração Brasileira.
Para participar da pesquisa, clique no seguinte link.

Agradecemos por sua participação!

::Yes, we’re open! Willkommen in Deutschland::

26/07/2014

Ah, como eu gostaria de visitar esta exposição em Nurembergue! Yes, we’re open! Willkommen in Deutschland. Ela mostra que a Alemanha está se abrindo como um país de grandes ondas migratórias. Aqui alguns dados:

Entre os anos de 1991 e 2010 4,3 milhoes de pessoas (214 mil pessoas por ano) imigraram para a Alemanha. No ano de 2011 o saldo foi ainda maior: 958.299 Menschen imigraram para a Alemanha, 678.969 pessoas deixaram o país. O saldo positivo foi um aumento da população de 279.330 pessoas.

A exposição ainda vai passar por várias cidades na Alemanha. Quem sabe algum de vocês consegue visitá-la e me conta como foi? Aqui as datas e cidades por onde ela será mostrada.

::Para onde as pessoas estão emigrando::

05/04/2014

Não é segredo nenhum que o mundo está em movimento, que as pessoas estão constantemente emigrando e procurando melhores condições de vida em outros países. Veja aqui os principais fluxos mundiais de 196 países de 2005 a 2010.

::A síndrome da volta pra casa::

27/03/2014

Acabo de ler uma reportagem interessante na Folha sobre como se sentem pessoas que voltam pro seu país de origem, indicada por minha amiga Aline. Você sabia que a crise dos países desenvolvidos está levando muitos brasileiros a fazerem as malas de volta para casa? Segundo o Itamaraty, 20% dos que moravam nos EUA e um quarto dos que moravam no Japão já retornaram desde o começo da recessão, em 2008. Leia a matéria completa aqui.

“A adaptação em um país diferente acontece em seis meses, já a readaptação ao país de origem demora dois anos.”
Kyoko Nakagawa

“Um português me disse não querer voltar por saber que Portugal já não estaria lá.”
Caroline Freitas

“Adicionar outros países na balança ajuda a ver que toda cultura tem pontos baixos.”
Marina Motta

Fonte: matéria “Síndrome da volta pra casa” da Folha de São Paulo de 06/03/12.

::Quem fica mais de um ano na Alemanha?::

08/01/2014

Segundo pesquisa da OECD, nos últimos anos só um a cada dois gregos e um a cada três espanhóis permaneceu por mais de um ano na Alemanha.

Laut der Organisation für wirtschaftliche Zusammenarbeit und Entwicklung (OECD) hielt es in den vergangenen Jahren nur jeden zweiten Griechen und nur jeden dritten Spanier länger als ein Jahr in Deutschland.

Fonte: Artigo “Doppelpass statt Mofa” de 28/29.12.13, jornal Kölner Stadt-Anzeiger.

::Migração na Alemanha e Preconceito contra Estrangeiros::

17/10/2010

As últimas afirmativas do Sarrazin, Seehofer e até da Angela Merkel têm me deixado preocupada. Resolveram colocar a grande ovelha negra da nação, os estrangeiros, novamente em debate, depois do lançamento do livro Deutschland schafft sich ab: Wie wir unser Land aufs Spiel setzen(A Alemanha está acabando consigo própria: como estamos colocando nosso país em risco) e visivelmente pra voltar a atenção da população pra um assunto comum, incomodante, e tirá-la de outros assuntos que significariam uma crítica direta ao governo (p.ex. Stuttgart 21, insatisfação com relação às decisões tomadas pelo governo, etc.). Enquanto o Sarrazin defende que as diferentes “raças” têm, segundo ele, um nível diferente de inteligência e mete o pau nos muçulmanos por seu QI, em sua opinião, inferior, o Seehofer e a Merkel afirmam que a multiculturalidade na Alemanha está falida. Que decepção! Enquanto muitas pessoas participam da discussão sem conhecer fatos, separei aqui e aqui dois grupos de informação importantes e atuais reunidos pela revista “Der Spiegel” pra quem quiser opinar com base na realidade atual: dados sobre o estudo do “Friedrich-Ebert-Stiftung” (que mostra, dentre outros resultados assustadores, que 1/4 da população é contra estrangeiros no país e uma a cada 10 pessoas queria novamente um “Führer” que colocasse a casa em ordem), além de dados sobre a migração na Alemanha, que comprova que atualmente o país está perdendo mais pessoas para o exterior do que recebendo estrangeiros aqui, considerando-se os valores totais de emigração e imigração, o que é um fato alarmante para as empresas daqui em busca de pessoal qualificado… Aguardo seus comentários!

::”Diversidade cultural no ambiente de trabalho – busca de participantes para uma pesquisa online::

20/02/2010

Você é multicultural também no escritório? Quando é que estrangeiros se empenham mais com ideias e sugestões no ambiente de trabalho? Qual é a relação entre este empenho e a satisfação pessoal do trabalhador? Qual é o papel p.ex. do chefe? Esta e outras questões estão sendo analisadas através da pesquisa de conclusão de curso universitário de Majula Haber, para a qual ela está em busca de participantes. A condição para participação é que tenha crescido convivendo com duas culturas, trabalhe na Alemanha e tenha conhecimentos médios da língua alemã.

Aqui você pode acessar o questionário (duração de 25 minutos). Participe!

***
“Kulturelle Vielfalt in der Arbeitnehmerschaft“ – Teilnehmer/Teilnehmerinnen für Onlinebefragung gesucht!

Multikulti auch im Büro? Wann und wie bringen Menschen mit Migrationshintergrund sich an ihrer Arbeitsstelle besonders mit Ideen und Vorschlägen ein? Wie hängt diese Einbringung mit der Arbeitszufriedenheit zusammen? Welche Rolle spielt hier z.B. der Führungsstil des Vorgesetzten? Diese und weitere Fragen werden in einer Diplomarbeit von Majula Haber, für die sie Teilnehmer/Teilnehmerinnen mit Migrationshintergrund sucht. Voraussetzung ist, mit zwei Kulturen groß geworden zu sein, Arbeitnehmerstatus in Deutschland, sowie mittlere bis gute Deutschkenntnisse.

Hier geht’s zum Fragebogen (Dauer etwa 25min).

:: Emigração x imigração::

03/04/2007

Enquanto as perspectivas de conseguir um bom emprego na própria terra estão ruins e tanto a burocracia quanto os impostos continuam altos em terras germânicas, há muitos alemães decidindo deixar o país e ir tentar uma nova vida em outros países, tais como Espanha, EUA, Austrália, etc., todos em busca de uma melhor qualidade de vida. Muitos dos que deixam o país são altamente qualificados e significam sem dúvida uma perda para o país. Outros mostram-se cansados com o estilo de vida daqui, e essa moda já virou até programa semanal de tevê que mostra várias famílias alemãs recomeçando a vida nos quatro cantos do mundo.

Nesse meio tempo, a indústria alemã continua lutando com muitas vagas para trabalho em aberto, principalmente na área tecnológica e de computação, onde muita mão-de-obra capacitada, estrangeira ou não, seria urgentemente necessária, mas as dificuldades burocráticas e as decisões políticas do país não correspondem com as expectativas de quem tem emprego pra oferecer.

Pode-se dizer que a Alemanha, como parte integrante da Comunidade Européia, continua a quebrar a cabeça de várias formas com relação à restrição da entrada de estrangeiros no país. Na semana passada foram decididas novas leis, muitas delas ligadas à entrada de familiares ou futuros familiares. A partir de agora, se uma pessoa de fora da Comunidade Européia quiser vir para a Alemanha para, por exemplo, casar-se aqui, deverá ter no mínimo 18 anos e comprovar que tem conhecimentos mínimos do idioma alemão. Segundo uma reportagem do jornal Stuttgarter Zeitung, seriam necessárias mais de 100 aulas de alemão (cada hora-aula com 45 minutos, custo aqui de aproximadamente 45 euros por aula) para passar no teste. Por um lado, creio que tentam dificultar o casamento de estrangeiro com estrangeiro, por exemplo de turcos que moram no país, que frequentemente casam-se com mulheres vindas da Turquia, sendo que muitas não alcançaram a maioridade à época do casamento e vivem aqui como se ainda estivessem na Turquia, sem o menor contato com a sociedade alemã. Por outro lado, pode ser que com esta regra acreditam que a integração da pessoa aqui poderá ser mais fácil, mais possível. As grandes cidades alemãs estão mesmo ficando multiculturais e o futuro de um país tão multifacetado como a Alemanha de hoje, onde 25% da população é de origem estrangeira, já entrou definitivamente na pauta de discussão dos políticos do país. Em Estugarda moram hoje pessoas de mais de 170 nacionalidades, na cidade de Constança, na fronteira com a Suíça, habitam mais de 140 nacionalidades. Há bairros nas grandes cidades alemãs onde praticamente só moram estrangeiros e escolas onde o alemão já virou o segundo idioma, depois da língua materna de cada aluno. Foi atestada uma ligação intrínseca entre origem, formação escolar e pobreza dentro do país, mas isso é tema para outro texto da coluna.

Fiquei pensando naquele caso clássico da jovem que conheceu um alemão na internet e planeja vir para a Alemanha dentro em breve. Fico pensando nos muitos pares binacionais que se comunicam em outro idioma comum, por exemplo, o inglês. Muitos deles estarão embasbacados com a notícia de que a prova do idioma agora se faz necessária para a obtenção do visto. E aprender alemão, mesmo na era da internet, não deixa de ser um fator “custo”, além do tempo necessário para o aprendizado do idioma. Mesmo para pessoas de fora da Comunidade Européia que queiram estudar aqui, as leis foram também agravadas. E se um estrangeiro aqui se negar a participar de um curso de integração oferecido pelo governo, ele poderá ser enviado de volta para seu país de origem. Pelo jeito a Comunidade Européia, na era do aquecimento global, se fecha cada vez mais em torno de si mesma.

°°°
01.08.12 – Veja também uma nota atual sobre o cartão azul UE e oportunidade de headhunting agenciado por mim neste post.

:: Como se sente uma pessoa que muda de país?::

28/01/2005

Peguei no Fórum do Viver um pensamento da Lulu que diz o seguinte: “Mudar de pais é nascer de novo, temos tudo a construir e muitas barreiras a pular, depois de escalarmos as montanhas seremos vitoriosos”. Isso é verdade absoluta.

Lembrei-me imediatamente do meu poeminha intitulado “Cabral Moderna”, também parte desta coluna, que expressa o sentimento de quando cheguei aqui. Ao mesmo tempo em que estamos maravilhados com o novo, estamos perdidos como um peixe fora d’água: nos sentimos inseguros, dependentes, sem saber direito como o mundo lá fora funciona e só querendo “colo”.

Para animar aqueles que estão em processo de adaptação ou aqueles que ainda estão planejando ou pensando numa mudança, adaptar-se a um país hoje em dia pode ser muito mais fácil do que há 10 anos atrás, por exemplo, quando não havia ainda a internet e a globalização não tinha avançado tanto ainda como hoje.

Para vocês terem uma idéia, há 10 anos atrás tudo aqui era diferente do Brasil, as músicas que passavam no rádio eram outras, a moda, nada era tão igual, em sentido geral, quanto é hoje. E pior, eu dependia totalmente das cartas e da bondade dos Correios de transportá-las o mais rápido possível, pra não murchar de saudade nesse meio tempo. Mesmo assim, às vezes uma resposta chegava, me consolando, por exemplo, e meu estado de espírito já era outro completamente diferente. Obter informações do Brasil, em geral, também era muito difícil. Lembro-me de uma vez que recebi uma Folha de São Paulo ou Estado de Minas, não sei mais bem ao certo, e apesar das notícias estarem todas fora de época, eu li o jornal do começo ao fim com a avidez de tentar matar um pouquinho a minha fome de notícias do país…

Pois é, apesar de todas essas facilidades de hoje em dia, os quilômetros que separam o Brasil da Alemanha infelizmente não mudam e o fato é que a distância – e a saudade – doem! As quatro estações do ano, por mais bonitas que sejam, também continuam indo e vindo, e dentre elas o inverrrrrrrrrrno, nosso querido amigo. Os costumes e tradições daqui são, como não poderia deixar de ser, totalmente diferentes dos nossos e no começo a pessoa fica meio que decifrando os sinais externos e os codificando, pra aprender a viver (primeiro sobreviver) do lado de cá.

A pior barreira de todas, muito acima de todas as nossas diferenças culturais ou climáticas, foi e continuará a ser o idioma. Portanto, a dica que posso dar é que a pessoa invista de corpo e alma no aprendizado da língua alemã. Como todos sabemos, não é um idioma fácil, mas não deixa de ser bonito, rico, muito certinho e passa até a ter um som mais agradável para nossos ouvidos acostumados com a maciez do português. Uma curiosidade: se você souber inglês, no começo do aprendizado mais intenso do alemão, vai praticamente esquecer este idioma. Mas com tempo e calma, ele volta aos seus neurônios!

Por último, preservar as raízes e manter contatos com outros brasileiros aqui e no Brasil é super importante, mas a pessoa deve procurar também manter contato com muitos alemães, até por interesse próprio, pois isso ajuda muito na adaptação e no aprendizado do idioma. É melhor também pedir para os amigos corrigirem os erros, pois muitos alemães acham, muitas vezes, falta de educação corrigir outra pessoa e ficamos achando, erroneamente, que os erros estão diminuindo, quando na verdade não estão sendo corrigidos.

As comparações persistirão por toda a caminhada (tipo “aqui isso é assim, no Brasil é diferente”), mas não vale mesmo a pena ficar emperrado no por quê das coisas e insistir no fato de que o mundo externo se adapte à mim, quando quem tem que se adaptar sou eu em relação ao mundo externo. O melhor é aceitar nosso novo ambiente como ele é, não lutar contra ele, mas seguir com ele, acompanhá-lo e não virar as costas para ele.

Um último toque sobre a solidão, nossa velha conhecida: todos se sentem sozinhos, mesmo uma pessoa que já mora aqui há anos sente-se sozinha às vezes, pois ela não está mais em seu país, em seu meio. Mas lembre-se que tudo depende de você: invista em contatos, faça amizades, inscreva-se em cursos, faça a sua parte e com certeza a recompensa vai ser satisfatória.


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