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::A luta do governo alemão por mão de obra qualificada::

20/07/2008

O governo alemão reconhece que a mão de obra qualificada, principalmente de nível universitário, é necessária para garantir o desenvolvimento e a estabilidade econômica do país. O intuito é esgotar em primeiro plano as possibilidades dentro do país (idosos, mulheres e imigrantes já morando no país). Os seguintes pontos, válidos a partir de 01.01.2009, acabam de ser decididos pelo governo:

  1. O mercado de trabalho para pessoal de nível universitário advindo dos demais 26 países da Comunidade Européia vai ser liberado, o que será feito independente de análise se há desempregados no país que poderiam ocupar o cargo em questão, o que normalmente é uma praxe no país quando se trata de oferta de emprego para estrangeiros.
  2. O salário mínimo anual que traduz o fato de um profissional ser altamente qualificado e facilita a obtenção de um visto de permanência cai de 86.400 € para 63.600 €.
  3. O mercado de trabalho para pessoal de nível universitário advindo de países de fora da Comunidade Européia também será liberado a partir do início de 2009, mas neste caso a análise prévia da possível existência de um desempregado residente no país que porventura possa ocupar o cargo continuará a ser feita. Também será analisado se o estrangeiro estará recebendo um contrato de trabalho similiar ao de um alemão. As análises feitas anteriormente com relação aos familiares do estrangeiro em questão deixarão de ser feitas (eu pessoalmente não tenho conhecimento de que análises são estas, mas elas deixarão de existir a partir do início do ano que vem).
  4. Universitários que tenham frequentado escolas alemãs no exterior têm conhecimentos profundos do idioma e da cultura alemã. Neste caso a análise com relação aos desempregados também deixa de existir, se o universitário conseguir um emprego no país.
  5. Os estrangeiros que já vivem no país e possuem boa qualificação poderão receber um visto de trabalho. Universitários estrangeiros que terminarem seu curso na Alemanha e comprovarem ter trabalhado no país durante dois anos receberão um visto permanente para viver e trabalhar no país (Hoje já há a possibilidade de universitários estrangeiros ficarem no país logo depois de terminarem seu estudo, caso consigam um emprego em seguida).
  6. A obtenção de reconhecimento de diplomas estrangeiros vai ser facilitada.

Veja aqui o texto original do Ministério do Trabalho da Alemanha. No mais tardar na próxima década o país já sentirá fortemente a falta de pessoal qualificado. Hoje já faltam 50.000 engenheiros no país, no total calcula-se que há 100.000 vagas abertas para pessoal qualificado. Até o ano de 2020 o número total de empregados no país aumentará em pelo menos mais 1,7 milhão de pessoas. No momento há 3 milhões de desempregados na Alemanha, 2 milhões a menos do que no ano de 2005. Com relação à análise citada acima (se há no país uma pessoa com uma qualificação semelhante e que esteja desempregada) que é feita antes da obtenção do visto, posso dizer por experiência própria que a maioria dos desempregados alemães não são qualificados e que hoje já há falta de mão de obra qualificada em algumas áreas isoladas, tais como na área denominada “MINT” – Mathematik, Ingenieurs- und Naturwissenschaften und Technik – Matemática, Engenharia, Ciências Exatas e Técnica.

. . Li aqui que mais de 500.000 de desempregados não têm diplomas escolares e 15% das pessoas acima de 35 anos não têm formação  de nível médio (técnico, escriturário, etc.). Somente 12% da mão de obra total do país é representada  por pessoal de nível universitário.

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01.08.12 – Veja também uma nota atual sobre o cartão azul UE e oportunidade de headhunting agenciado por mim neste post.


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