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Posts Tagged ‘jovens’

::Jovens franceses também tentam a vida na Alemanha::

02/04/2014

Pra tentar fugir do desemprego, cada vez mais jovens franceses tentam a vida na Alemanha. O mar na França realmente não está pra peixe (novo): um em cada quatro jovens está sem emprego atualmente! Leia o artigo na íntegra da revista “Der Spiegelaqui.

::O que pensam e como são os jovens alemães?::

18/06/2009

Quer fazer um teste da revista semanal alemã “Der Spiegel“ (O Espelho) para ficar sabendo como é o que pensa a maioria dos jovens alemães (idade de 20 a 35 anos)? Na reportagem desta semana eles são chamados de “Krisenkinder“ (filhos da crise). Eles são “do mundo“ e se mudariam para qualquer lugar por um emprego (o que é o oposto de alemães de outras gerações, que em sua maioria preferem não se mudar da cidade natal). Já mantiveram pelo menos um relacionamento à distância, já passaram por alguns estágios até chegar a um emprego fixo e acreditam que o capitalismo é um sistema que deveria ser reformulado. Também pensam que o Obama vai causar algum impacto positivo no mundo. Na pergunta sobre o que lhes causa medo ou muito medo, 13% deles responderam que têm medo dos estrangeiros no país ou de não conseguirem alcançar nada em suas vidas (“im Leben nichts geregelt kriegen“, alguém tem uma tradução melhor?), enquanto que seus maiores medos são a violência nas cidades e a crise econômica atual. Para fazer o tese e saber mais, clique aqui.

::Racismo na Alemanha::

26/03/2009

As conclusões de um estudo (Jugendliche in Deutschland als Opfer und Täter von Gewalt – Jovens na Alemanha como Vítima e Origem da Violência) encomendado pelo Ministério do Interior e divulgado na última terça-feira, dia 17.03.09, são assustadores e preocupantes. Foi feita uma pesquisa com 20.000 jovens alemães entre 14 e 16 anos, e nela foi constatado que 40,4% tem tendência racista e 2/3 deles (64,5%) concordam total ou parcialmente com a afirmação de que existem estrangeiros demais na Alemanha. 45% deles acham que os estrangeiros que vivem na Alemanha não enriquecem a cultura local. Em geral, os meninos são bem mais racistas do que as meninas. Quanto menor o nível de estudo, maior o preconceito.

Se os jovens alemães têm tendências xenófobas, qual será o nível da xenofobia entre os adultos na Alemanha? É sabido que toda criança nasce sem preconceitos. Somos nós, os pais, que passaremos para a criança o conceito do que é “certo” e do que é “errado”, pois elas aprendem a ver e a interpretar o mundo (até uma determinada idade) através de nossos olhos. Mais tarde, o círculo de amizades e as opiniões das mídias locais, que certamente em grande parte têm aqui uma tendência excludente com relação ao estrangeiro, completam este círculo vicioso.


Mas muito mais importante do que ficar questionando o nível da xenofobia no país, a meu ver, é não se deixar paralisar por este tipo de notícia e buscar maneiras positivas de interagir com a população local. Na troca os preconceitos se vão e a semente da amizade pode ser plantada, crescer e se enraizar neste solo. Hoje por exemplo fui convidada para participar de um fórum chamado “Café del Mundo”, onde pessoas de mente aberta, de qualquer nacionalidade, cidadãs do mundo, discutem sobre os ideais do respeito ao próximo, a outras maneiras de ver o mundo, buscando conhecer-se entre si com o intuito de aprender (e crescer!) conjuntamente. Há várias maneiras como podemos interagir positivamente com o meio onde estamos. E é isso que importa. Que o resultado desta triste pesquisa de hoje não perdure no futuro. A Alemanha de hoje, na qual 25% da população é estrangeira ou de origem estrangeira, já é há muito um país multicultural.


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