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Posts Tagged ‘Lago de Constança’

::Pensamento de Hesse::

14/08/2014

„Kunst und Dichtung wollen und sollen Leben wecken und leben helfen, und wo das glückt, strahlt auch vom Leser zum Dichter Leben und Stärkung zurück.“

Aus einem Brief Hesses vom Januar 1958 an Wayne Andrews

°°°

“A arte e a poesia querem e devem inspirar a vida e ajudar a viver, e onde isto é alcançado, emana de volta do leitor para o poeta vida e força.”

Retirado de uma carta de Hesse para Wayne Andrews de janeiro de 1958

Fonte: http://www.hermann-hesse.de/node/435

::Visita ao museu de arqueologia de Constança::

24/03/2014

Taí. Precisei de 16 anos para ir ao museu de arqueologia de Constança e tenho que dizer que adorei a visita! Depois dos primeiros dias lindos de primavera deste ano, este final de semana foi chuvoso e bem frio. Parece que a primavera resolveu dar uma folga e a chuva decidiu cuidar das flores, que já enfeitam toda a região em todas as suas esplêndidas cores e formas. Dada a mudança de temperatura, busquei algo pra fazer com crianças que não dependesse de tempo bom.

Fomos eu, Daniel e dois amiguinhos dele. As crianças foram atraídas por uma exposição toda feita de Playmobil, já que o museu tem sempre uma preocupação de construir cenas históricas e fazê-las visíveis aos olhos dos pequenos. As cenas que vimos hoje foi sobre o Concílio que aconteceu em Constança há 600 anos atrás (1414-18), do qual participaram 70.000 pessoas. Durante o Concílio de Constança, foi escolhido no ano de 1417 o novo Papa Martin V, portanto um acontecimento de repercussão mundial. Do lado da exposição a criançada tinha muito Playmobil e um quebra-cabeça gigante pra brincar. Aqui um link para um vídeo sobre esta exposição.

O museu tem ao todo 4 andares de história. Vimos o que a região onde moramos significou nos séculos passados, quando o Lago de Constança foi importante para as trocas comerciais dos alemães com o resto do mundo, dadas as dificuldades logísticas de antigamente. Nos outros andares vimos também muito da história do povo alemão (Alemannen), que é originário do norte da Alemanha e que povoou o que hoje é conhecido como o estado de Baden-Württemberg aqui na Alemanha. Em Württemberg fica parte do povo alemão conhecido como suebis, aliás na minha opinião os mais parecidos com os mineiros aqui na Alemanha, por serem altamente econômicos como nós. Abaixo um mapa da Europa no século V:

Aprendi que os romanos tinham também tentado ocupar a região do povo alemão (Alemannen ou Alamannen em latim), mas depois de terem tentado entrar no sul da Alemanha e ter até ocupado algumas cidades, eles tiveram que recuar e se limitaram às cidades ao longo do Reno (fronteira da Alemanha com a Suíça e a França). Aprendi também que os arqueólogos conseguiram recuperar grande parte da história do povo alemão através do estudo arqueológico da região, mais intensivo desde os anos 80, e também das descobertas derivadas dos túmulos daquela época, pelo fato distinto de que os cristãos não levavam presentes para o além e do contrário os alemães acreditavam que havia vida após a morte, levando consigo coisas representativas da sua vida terrena (jóias, armas, instrumentos musicais, etc.). Fiquei sabendo que o homens que faziam parte do povo alemão tinha em média 1,72 cm de altura, e as mulheres tinham 1,62 cm de altura, portanto nem tão mais baixos do que a média atual. As casas eram feitas de madeira, barro e tinham que ser refeitas a cada 20 anos em média. Pelo fato do povo alemão ter conseguido expulsar os romanos de suas terras e ter chegado até a tentar conquistar mais território, eles puderam manter seu idioma e sua identidade cultural. Este idioma é a origem dos dialetos alemães de hoje em dia, que vão de um território que abrange o norte da Suíça, norte da Áustria, Lichtenstein, sudoeste da Baviera até grande parte do estado de Baden-Württemberg e mostram que apesar de serem vistos como vários países, trata-se do mesmo povo. A partir do século XIII os romanos passaram a chamar o território teutônico de território alemão, o que deu origem ao nome Alemanha e à denominação do povo alemão no caso das línguas derivadas do latim, como por exemplo no caso do português, espanhol, catalão e francês, mas também para o idioma turco, árabe, curdo e persa.

Tanta coisa para descobrir! Sou super interessada por história, pelos ceutas e pela história de como se formou o povo alemão (reunião dos povos Alemannen, Franken, Friesen, Sachsen, Angeln e Thüringer do mapa acima). Agora fiquei com vontade de aprender mais ainda sobre os temas! E voltar ao museu, quando entender um pouco mais do assunto. Portanto recomendo, pra quem estiver de passagem por Constança, que não cometa o mesmo erro que eu e vá visitar o museu assim que tiver a oportunidade!

Fontes: Museu de Arqueologia de Constança (Archäologisches Landesmuseum) e Wikipedia (Allamanen).

::Aprenda alemão n’Alemanha! – cursos de alemão na Alemanha::

03/07/2012

Boas novidades! Fechei um acordo de cooperação com duas excelentes escolas de alemão aqui na Alemanha:

CDC (Carl Duisberg Centrum)

O CDC tem 50 anos de experiência no ensino da língua e da cultura da Alemanha e oferece o seguinte:
– cursos de alemão para jovens e adultos (p.ex. preparação para a entrada em uma universidade ou alemã; cursos preparatórios para estar apto a trabalhar na Alemanha)
– treinamentos interculturais
– cursos de alemão combinados com o programa ACCESS, que auxilia a conseguir uma vaga em uma universidade alemã, ou combinado com a busca de uma escola alemã para adolescentes
– cursos de alemão em combinação com estágios na Alemanha
– programas especiais para médicos estrangeiros que queiram atuar profissionalmente na Alemanha
– cursos de alemão combinados com eventos culturais e esporte
– viagens organizadas pelo CDC para o treinamento do idioma alemão (p.ex. viver e aprender na casa do professor, visitas a pontos turísticos, etc.)
– organização de viagens para classes e grupos
– auxílio na obtenção de visto e translado até a cidade do curso
– e muito mais!

Veja todos os detalhes na página da escola em 11 idiomas (português, alemão, inglês, espanhol, etc.) aqui.

O CDC oferece seus serviços em várias cidades alemãs: Berlim, Colônia, Munique, Radolfzell (Lago de Constança – Bodensee). Quem vier aqui pra região onde moro, o Lago de Constança, e tiver sido intermediado por mim, ganha de brinde um encontro comigo a combinar! 🙂

Importante: Quem quiser contratar algum serviço do CDC não deve por favor se esquecer de me citar como intermediadora: Sandra Santos / http://www.mineirinhanalemanha.de

Veja o vídeo abaixo sobre a comemoração de 50 anos do CDC:



Institut Humboldt

Este instituto tem mais de 30 anos de experiência no ensino do idioma alemão e oferece programas similares para jovens e adultos. Ele mantém escolas nas seguintes cidades: Berlim, Freiburgo, Colônia, Munique, Regensburg, Meersburg e Constança no Lago de Constança (Bodensee), Affhollerbach, Bad Dürkheim, Bad Schlussenried, Lindenberg, Reimlingen, Schloss Wittgenstein, Schmallenberg, Schloss Ratzenried e Viena/Áustria. Verifique os cursos oferecidos em cada uma das cidades citadas acima clicando aqui.

A página do Insituto Humboldt pode ser acessada em alemão, inglês, espanhol, francês e polonês aqui.

É importante lembrar: Quem quiser contratar algum serviço do Humboldt Institut não deve por favor se esquecer de me citar como intermediadora: Sandra Santos / http://www.mineirinhanalemanha.de

Abaixo um vídeo em inglês sobre um dos institutos Humboldt na cidade de Lindenberg:

::Cidade planejada na Idade Média ganhará vida no sul da Alemanha::

10/10/2011

Sem escavadeiras, guindastes ou eletricidade, um canteiro de obras será criado próximo ao lago de Constança, no sul do país. O objetivo é construir uma cidade medieval planejada há mais de mil anos.

Um impressionante palácio renascentista, a igreja gótica de São Martinho e majestosas residências do centro da cidade. Essas são algumas das atrações que levam turistas a Messkirch, cidade próxima ao lago de Constança.

Mas no próximo ano uma nova atração promete não só atrair ainda mais turistas, mas também a atenção para a pequena cidade do sul da Alemanha. Serão mais de 40 operários de cantaria, pedreiros e carpinteiros vestidos com roupas medievais reconstruindo, diante dos olhos da plateia, uma antiga cidade monástica.

Da planta ao mosteiro

Historicamente, Messkirch nunca possuiu um grande mosteiro, embora a cidade tenha desempenhado um papel importante durante o período de cristianização no século 8°. O projeto de construção da cidade medieval não veio de Messkirch, mas originalmente de St. Gallen na Suíça. Por mais de mil anos, o projeto de construção ficou guardado como relíquia na biblioteca do mosteiro.

No século 6°, monges da ilha de Reichenau, no lago de Constança, idealizaram a planta de uma cidade espiritual construída ao redor de uma grande abadia. “Esse foi o plano diretor para muitos dos mosteiros na Europa. Nosso foco está na construção, mais do que na cidade em si”, declarou Bert Geurten, presidente da Associação Cidade Monástica Carolíngia. “Em primeiro lugar queremos mostrar que a Alta Idade Média dispunha de excelentes artesões e construtores. No momento esse é nosso principal objetivo. O edifício concluído é uma segunda etapa.”

Castelo como modelo

Quando jovem, Bert Geurten era fascinado pelo período inicial da Idade Média. Aos 17 anos, ele visitou uma exposição sobre Carlos Magno e viu então uma maquete do mosteiro de St. Gallen. Décadas depois, quando visitou Guédelon na França, a imagem ainda parecia estar em sua cabeça. Desde 1997, um castelo tipicamente medieval está sendo construído na cidade com técnicas da época. “Quando estive em Guédelon, fiquei fascinado com o que vi e pensei que queria fazer algo como aquilo. Lembrei-me então da cidade monástica de St. Gallen, que nunca havia sido construída. Resolvi que queria fazê-lo”.

Loucura vitoriosa

O ceticismo das autoridades parisienses em relação ao projeto em Guédelon era muito grande. Na época, alguns dos iniciadores foram chamados até de loucos. Mas os defensores da arqueologia experimental conseguiram impor suas visões e o empreendimento que havia sido considerado loucura é hoje a segunda maior atração turística da região da Borgonha.

Bert Geurten espera o mesmo sucesso para o projeto da cidade monástica em Messkirch. Depois que o financiamento do empreendimento foi agora esclarecido, espera-se dar início à construção no início de 2012. E a partir de meados do ano que vem, os turistas já poderão acompanhar de perto o progresso das obras.

Séculos trabalhando juntos

Da primavera ao outono europeu, 40 operários viverão e trabalharão no canteiro de obras. Os turistas poderão ver de perto a obra e fazer perguntas sobre o trabalho. O entusiasmo pela construção da cidade monástica é tão grande que o número de escritos para trabalhar no projeto é quatro vezes maior do que o número de vagas oferecidas. Assim como acontece no castelo em Guédelon, os trabalhadores usarão não só a técnica, mas também ferramentas e vestimentas da época.

Como tudo tem seu rigor histórico, o projeto contou com um conselho cientifico que segundo Bert Geurten conta com os “mais ilustres especialistas europeus nesse campo”. Mas como um projeto medieval é compatível com as normas de segurança e construção do século 21?

“É claro que vamos trabalhar com botas, capacetes e luvas de segurança, mas podemos fazer algumas adaptações. Por exemplo, em Guédelon, os capacetes eram usados sob chapéus medievais, e os sapatos de madeira, usados no século 9°, receberam um certificado de segurança do estado alemão onde se realiza a obra. Ou seja, é possível combinar o século 9° com o século 21”, respondeu.

Construir é o objetivo

A previsão de construção da cidade monástica em Messkirch é de 40 anos. Com a realização do projeto, a cidade espera fomentar o turismo em toda a região. Para o prefeito Arno Zwick, “Messkirch tem que estar ciente de que todos devem trabalhar juntos – comercio, serviços e restaurantes – para que aproveitem o melhor possível o que a construção da cidade monástica vai atrair”.

Segundo Bert Geurten, depois de pronta, a nova cidade poderá ser usada de diferentes maneiras por Messkirch. A única coisa que incomoda o empreendedor, que hoje tem 62 anos, é que ele dificilmente verá o projeto finalizado. No entanto, para Guerten, o processo é mais importante que o resultado.

Texto: Klaus Gehrke (ms)
Revisão: Carlos Albuquerque

Fonte: Reportagem da Deutsche Welle de 07.10.11, repassada pela Svea Kröner (obrigada, Svea! :-))

::Quem deixa a desejar::

10/10/2009

Há umas semanas atrás um empresário foi morto no metrô de Munique porque quis separar uma tentativa de extorsão entre jovens e os agressores resolveram atacá-lo. Várias pessoas assistiram o ocorrido mas ninguém quis entrar na briga ou separar os envolvidos. O empresário ganhou até um prêmio nacional (Bundesverdienstkreuz) por sua coragem, mas esta não foi mais do que uma homenagem póstuma. O governo alemão pediu à sociedade que não fechasse os olhos para atos de violência.

Durante esta semana fui a um encontro de pais. A sala da minha filha está com um problema desde o ano passado com o professor de matemática, que explica mal a matéria, agride verbalmente os alunos e os chama de incapazes, os demotivando para aprender. Na cabeça do professor há grupos dentro da sala: os que sabem e devem participar, os que não sabem e são incapazes e se alguém do grupo dos “incapazes” resolveu este ano estudar mais a matéria e tenta participar mais, o professor não atende nem de longe a expectativa do aluno. Na cabeça dele ele já sabe desde o ano passado quem tem inteligência para participar de sua aula. Por sorte uma grande maioria de pais resolveu reclamar na reunião. Eu disse que pagamos impostos que se tornam o salário deste professor, e não podemos permitir que um professor que não quer ensinar e trata nossos filhos de maneira deplorável continue a atuar da mesma forma sem que seja tomada uma atitude. Os alunos têm medo de uma represália – e nós também – mas mesmo assim resolvemos agir em conjunto contra a atual situação.

Hoje encontro nos jornais duas notícias que me fazem pensar muito. Mais uma vez outro homem foi atacado no metrô de Frankfurt, ao se intrometer numa briga entre três jovens (moças). Este não morreu, mas muitos assistiram à agressão sem mover uma palha. Assim que as autoridades chegaram, essas pessoas se retiraram do local. Ninguém queria se envolver.

Outro artigo que li foi um, no mínimo, revoltante (vejam a foto no link!). Um rapaz foi agredido por 5 outros jovens no caminho pra casa. Bateram nele, chutaram seu rosto, por sorte ele não teve seu olho atingido. Neste caso duas pessoas se envolveram, conseguiram dar um fim à agressão e serviram mais tarde como testemunhas, já que os agressores puderam ser presos. Mas… a justiça liberou os acusados, argumentando que não pode ser possível descobrir durante o processo quem tinha dado o chute no rosto do agredido, e como não foi possível identificar exatamente o agressor maior, ninguém foi punido. O agredido entrará com uma nova ação contra esta decisão da justiça. Ele afirmou que a notícia doeu mais do que as dores físicas da agressão, e eu imagino que isso seja verdade mesmo.

Na minha opinião, existem três grupos na sociedade (em uma empresa ou em qualquer outro grupo, voltado ou não ao trabalho): aqueles que pegam e fazem, aqueles que nunca fazem e aqueles que sempre criticam o que foi feito. Um dos grandes problemas das sociedades capitalistas de hoje em dia é que o número daqueles que se tornaram indiferentes a tudo e procuram o método mais simples, o que dá menos trabalho, o que é mais confortável pra eles, é gritantemente enorme.

Há várias maneiras de se integrar dentro de uma sociedade de forma positiva. Assistir a um ato bárbaro e não deixar que ele prossiga é uma delas, apesar de que eu sei que nem todos teriam força física para tanto, dependendo da intensidade do caso. Olhar pros olhos de outras pessoas ao cumprimentá-las é outro. Sorrir é outro. Se importar com o semelhante é outro. Há um montão de maneiras pra “aquecer” a sociedade, e muitas delas não custam um centavo sequer, só atitude.

Ontem estávamos, eu e duas amigas brasileiras, discutindo sobre tudo o que é jogado fora aqui na Alemanha e poderia servir para outras pessoas em outros países, como no Brasil por exemplo. Gostaríamos de criar meios para ampliar doações deste tipo, assim como incentivar várias outras produções culturais ligadas ao Brasil na região do Bodensee (Lago de Constança). Uma sementinha foi plantada! Que várias outras sementes sejam plantadas em várias outras mentes espalhadas pelo mundo, para que nossa sociedade se torne um pouquinho mais humana, um pouquinho mais amiga e mais solidária.

Fontes: Revista Focus de 04.10.09, Yahoo News de 09.10.09, Jornal Südkurier de 10.10.09

::Brunch brasileiro no Bodensee::

26/08/2009

No domingo passado nos reunimos para um brunch cheio de delícias do Brasil e da Alemanha, para ouvir música brasileira em um open air de Bossa Nova e MPB e para curtir um dia ensolarado à beira do lago aqui na região do Bodensee (Lago de Constança), no extremo sul da Alemanha. Recebi visita da Liza e família, que colocou muitas fotos do último domingo lá no blog dela, o Liza Delirantemente Feliz. Liza: obrigada pela visita e volte sempre! 🙂

Atualização: no blog da Ceci, o Moleskine da Moreninha, também tem fotos do nosso encontro!

::Munique é…::

26/08/2009

Minha irmã Rê voltou dos EUA para morar novamente em Munique. Com a mudança, temos agora família bem pertinho de nós, o Daniel tem mais um priminho pra brincar e nós temos um excelente motivo para visitar a cidade, que é muito bonita e vale muito a pena conhecer de perto.

Minhas observações quanto à viagem da semana passada a Munique:
– Muitos homens bonitos e mulheres elegantes na região do bairro de Schwabing e no Biergarten* Seehaus dentro do Englischer Garten, à beira do Kleinhesseloher See. Pra vocês terem uma ideia, eu vi uma mesa onde 8 (!) homens bonitos estavam sentados juntos. Já há muito não via tanto colírio para os meus olhos!…
– Muito poucas crianças e parquinhos mal cuidados.
– Quase todas as crianças que vi em Munique estavam reunidas em torno do Chinesischer Turm (Torre Chinesa), também dentro do Englischer Garten (Jardim Inglês).
– “Cheiro de cidade grande” (freios, concreto, asfalto…) principalmente nos metrôs subterrâneos da cidade, muita impessoalidade e anonimato.
– Como diz minha irmã, de longe se reconhece quem vem de lá e quem não vem, pois os “Einheimische” (moradores da cidade) sempre se posicionam automaticamente à direita das escadas rolantes dos metrôs, para deixar passar à sua esquerda os mais apressadinhos. Quem não sabe de nada fica em qualquer lugar na escada rolante e atrapalha a organização subentendida de todos que são “de casa”.
– Meu sonho dourado fica diretamente de frente para o Marienplatz, a praça principal da cidade: uma livraria enorme com 6 andares chamada Hugendubel, feito um shopping center só de livros, com vários lugares espalhados por todos os andares para se sentar e ler à vontade!
– E por falar em Marienplatz, às 13h ou 17h você pode assistir a movimentação das figuras do relógio principal da cidade.
– Se for a Munique (e se interessar pelos carros e motos da BMW) não deixe de fora uma visitinha ao BMW World, ao lado do Olympia Park!
– Pertinho de Munique há uma cidade que se chama Blumenau! 🙂
– Se você for a Munique e não quiser se perder no meio de tantas possibilidades e do sistema complexo do metrô de lá, ainda mais tendo dificuldade no alemão, não deixe de comprar um mapa chamado Pocket Pilot Munich (München): Maps and Top Sights and Day Trips and Quarters and Facts (em inglês ou alemão) com mapas, dicas de passeios, fatos e sugestões do que fazer na cidade. Importante: há mapas desta série também para outras cidades européias.
– Pertinho de Munique também tem “praia”: fomos a um Baggersee (lago-represa) super legal chamado Regattasee.
– Tem muito brasileiro em Munique e muitas lojas/restaurantes brasileiras/latinos. Só perto de onde minha irmã mora contei 4!
– Se estiver indo do norte da Alemanha para Munique e estiver com crianças (ou quiser aproveitar feito uma delas!), vale uma passadinha no Legoland, que fica pertinho da cidade de Ulm em Günzburg. Os meninos adoraram e lá, dentre tantas outras atrações, vimos por exemplo o Allianz Arena (o estádio de Munique) em tamanho miniatura (de uns 5 metros de diâmetro!), todo formado por pecinhas de Lego, com uma perfeição de detalhes tanto no exterior quanto no interior da maquete, com público e tudo.
– Última dica: na Baviera pode-se também visitar o castelo da Branca de Neve de Walt Disney, o Neuschwanstein, que fica perto da cidade de Füssen (mais exatamente em Hohenschwangau) entre Munique e o Bodensee (Lago de Constança).
– Outras cidades interessantes para conhecer no sul da Alemanha: Ulm, onde aliás há um dos maiores mercados de Natal da Alemanha, e Lindau, já à beira do Lago de Constança, além de várias cidadezinhas na região da Floresta Negra.
– Se for passear na região do Lago de Constança, não deixe de pegar o ferry boat que separa Meersburg de Constança. Fizemos esta viagem ao entardecer e fechamos nossa viagem com chave de ouro!
– Se tiver mais alguma dica sobre Munique ou sobre o sul da Alemanha, não deixe de incluí-la nos comentários. Obrigada!

*O Biergarten merece um comentário à parte: nele você pode levar de casa o que quiser para comer lá (p.ex. Brezels enormes de 30 cm!), enquanto que a cerveja (naquelas canecas enormes de vidro de um litro chamadas Maß ou Mass) é comprada no local.

::Meio dia de férias::

02/07/2009

Na realidade eu tenho meio dia de férias todo dia, pois não trabalho em período integral, mas hoje eu me senti como se tivesse tido meio dia de férias mesmo.

De manhã fui trabalhar, levando antes o Daniel para a creche. Tive a maior sorte, pois tinha perdido meu celular (segunda vez em uma semana…) e ele foi encontrado por um colega de trabalho, caído no estacionamento da empresa, foi entregue para a minha colega da recepção, que por sua vez não descansou até achar o(a) dono(a) do celular, no caso eu, a cabeça-voada do dia, hehehehe

Cheguei do trabalho, tendo antes buscado o Daniel na creche, e a Taísa já tinha chegado do ginásio. O Matthias cozinhou. Comemos a família toda um bom prato de espaguete com carne moída e depois ficamos na sala, cada um curtindo alguma coisa. Eu fiquei ouvindo o CD dos 25 anos de Thriller do Michael Jackson, que o Matthias tinha acabado de comprar como recordação do rei do pop. 🙂 Depois saímos para fazer um passeio de bicicleta. Desde o acidente do Daniel, hoje foi a primeira vez que ele tentou descer algumas ruas, pois até hoje ele descia da bicicleta e a empurrava, por puro medo. Hoje ele desceu só uma vez da bicicleta e quem caiu não foi ele, mas fui eu, e duas vezes! Uma vez ele freiou muito forte e eu estava bem atrás dele, da outra ele ficou zanzando na ciclovia e eu perdi o controle da bicicleta, prestando atenção nele. Amanhã vou ter uma mancha na coxa! Mas tudo bem… Fomos para uma cidadezinha daqui de perto que tem o melhor sorvete das redondezas. Passamos uma parte do entardecer na beirada do lago e depois voltamos pra casa, felizes e contentes. Ainda mais com este solão que está aí na Alemanha. Para muitos, com certeza, está quente demais, mas para mim está perfeito!… Andar de bicicleta aqui na região é o melhor pedido para admirar a beleza da natureza. Fizemos um caminho que já tinha feito muitíssimas vezes de carro, e hoje tive a oportunidade de ver muita coisa bonita que antes nunca tinha visto. Então, a receita é simples: o Bodensee (Lago de Constança) é sinônimo de andar de bicicleta. Aliás, a Alemanha inteira é ótima pra pedalar!

Ah, esqueci de comentar: hoje entrei no Facebook, depois de ter recebido mais de 12 convites, e também por sugestão da Ceci (que tem aliás produtos lindos com ilustrações de próprio punho lá no site dela). Gente, eu quase caí pra trás! Simplesmente há mais de 500 (Q-U-I-N-H-E-N-T-A-S) “Sandra Santos” no Facebook!!! Bom, o remédio foi adicionar o “Mineirinha n’Alemanha” como informação para quem quiser me adicionar e para facilitar a procura… Será um prazer receber um convite seu por lá! 🙂


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