Posts Tagged ‘língua’

::Banco de Dados com cursos de alemão na Alemanha::

21/04/2015

Achei um banco de dados com cursos de alemão aqui na Alemanha dividido por regiões e queria dividir com vocês.

Não quer dizer que a oferta esteja limitada aos cursos listados ali, mas já é um bom começo de pesquisa!

Espero que gostem! 🙂 Quem quiser recomendar uma escola, fique à vontade!

::Erros de alemão::

25/10/2014

Talvez alguém possa ter o sonho de viver muitos anos na Alemanha e dominar 100% o idioma. Se a pessoa não aprendeu a língua do berço, na minha opinião isso é conversa pra boi dormir.

Erro até hoje, e muito – muito mais do que gostaria. Mas por sorte tenho pessoas queridas que me consertam voluntariamente e/ou quando eu peço ajuda.

Alemão dá um nó na cabeça da gente. Às vezes dá o famoso “apagão”. Pra piorar a coisa, ainda tenho como característica na família pessoas que chegam bem próximo do que queriam transmitir mas às vezes não acertam no ponto. Às vezes não percebo, e estou pensando em outra língua e querendo montar uma frase em alemão. E por aí vai… as razões e causas dos erros são inúmeras. Acho que vou morrer errando…

O que não quer dizer que eu não corrija alemão de alemães. Foi quando cheguei nesta fase que desencanei bem. Eu erro, eles também erram… Vejo erros de alemão praticamente todo dia. Quem disse que é fácil? Ainda mais com a “alte/neue Rechtschreibung” (novas regras de alemão escrito).

Ser corrigido pode ser um momento chato. Mas, na minha opinião, é necessário se ver pelo outro lado: pouquíssimas pessoas corrigem por aqui, só mesmo as mais chegadas, porque elas não se sentem bem neste papel. Se somos corrigidos, temos que, intimamente, agradecer: aquela pessoa nos quer tão bem a ponto de fazer algo que lhe incomoda em prol do nosso desenvolvimento.

E, venhamos e convenhamos, até o próprio alemão daqui da minha região entrega que tem problemas com o alemão padrão:

“Sabemos tudo. Menos alemão padrão.”

::Depoimento de uma portuguesa no abrigo para mulheres na Alemanha – Frauenhaus::

16/03/2014

No dia 11.03.14 fui contactada por uma leitora do blog:

“Sou uma portuguesa a viver na Alemanha e gostaria de lhe dar o meu testemunho da minha vida neste país. Amanhã vou começar a viver num abrigo de mulheres e gostaria de partilhar consigo e com o seu site dado que pouco ou nada encontro na internet sobre testemunhos reais”.

°°
Concordei com a ideia dela e transformei o testemunho em uma entrevista. Vamos a ela:

Por que você quer dividir sua experiência com outras mulheres?

Eu quero escrever para poder guiar as milhares de mulheres que têm receio de dar este passo.

Como foram seus primeiros passos na Alemanha?

Vim para cá e comecei a trabalhar numa empresa de controle de qualidade onde permaneci um ano e meio. Nessa empresa o meu inglês era suficiente. Infelizmente essa empresa fechou e vi-me sem alemão à procura de trabalho. Recebi o seguro-desemprego apenas durante 6 meses.

O que aconteceu durante o tempo em que esteve desempregada?

No decorrer desse período conheci o meu namorado que depois de um mês de namoro me pediu em casamento e como eu aceitei decidimos dar início a uma vida em conjunto. O seguro-desemprego terminou em abril e nós começamos nesse mês a viver juntos. Ele não é alemão mas pertence à União europeia. Trabalhava e continua a trabalhar numa empresa de trabalho temporário (trabalho terceirizado).

O Arbeitsamt (Agentur für Arbeit, depto. de ajuda a desempregados) informou-me entretanto que deixei de obter qualquer tipo d ajuda social e que só poderia reavê-la se encontrasse um Nebenjob (um trabalho além da ajuda social pago por horas, onde o bruto é igual ao salário neto, no máximo 450 euros, chamado de Minijob ou 450,00€-Job). A razão não foi por eu ter meu companheiro a trabalhar mas sim porque disseram que eu tinha necessidade de encontrar esse trabalho para obter novamente ajuda social. Ocorre que sem alemão conseguir arranjar um trabalho foi missão quase impossível.

E como isso influenciou no seu relacionamento com seu marido?

O nosso relacionamento devido a esta situação começou a andar mal. O dinheiro ajuda qualquer relação e nós não o tínhamos. A grande parte do nosso dinheiro ia para o pagamento de aluguel e eletricidade. Os problemas começaram. Descobri que meu companheiro com a aflição de não ter dinheiro começou a jogar em casinos. Ele jogava de forma tão desesperante que gastava e continuava a gastar o que nos restava.

E você conseguiu encontrar um trabalho?

Profissionalmente em setembro encontrei um Nebenjob e assim voltei a receber uma pequeno apoio social, abaixo do valor do Minijob. Comecei a ver uma luz no fim do túnel para meu relacionamento mas logo percebi que nada tinha mudado.

Em dezembro minha chefe me despediu porque alegou que meu alemão não era suficiente. Voltei a viver de ajuda social novamente.

E o que aconteceu no seu relacionamento depois de ficar desempregada pela segunda vez?

Depois de muita briga, com maus tratos físicos e psicológicos, decidi no início de março sair de casa pois sei que ele é viciado em jogo. Talvez já era antes, mas como namoramos pouco tempo não tinha percebido antes.

Comecei então a procurar uma WG (Wohngemeinschaft, um apartamento mobiliado onde cada um tem seu quarto mas divide a sala, cozinha e banheiro – fala-se “WêGê”). Foi assim que percebi que ninguém aluga porque não querem pessoas que vivam de ajuda social. Vi-me à procura de uma luz na internet e foi assim que encontrei o seu site! Frauenhaus (abrigo para mulheres)! Natürlich (claro)!

No começo desta semana visitei a Frauenhaus e contei sobre minha situação. Disseram-me que não tinham vagas mas um dia depois ligaram e disseram que já podia me mudar!

Que bom, e você já começou a estudar alemão?

Sim, desde janeiro deste ano estou fazendo um curso de alemão na AWO (Arbeiterwohlfahrt) apoiado pelo Job Center! Ele vai terminar em julho de 2015. Somos aproximadamente 22 alunos de todos os cantos do mundo: Vietnã, Colômbia, Peru, Itália, Romênia, Bulgária, Marrocos, Kosovo, Grécia, Irã e Turquia. Eu continuo a procura de um emprego, mas sem alemão fica mesmo tudo muito difícil!

E como era para você viver com um viciado em jogos?

Sempre tive muitos problemas com violência doméstica pois meu pai bebia e batia na minha mãe. Aos 19 anos saí de casa pois não aguentava mais ver minha mãe ser maltratada. Saí como saí hoje do meu casamento, somente com minhas roupas e sem um centavo.

Já encontrou uma moral da história pra sua própria história de vida?

Sempre tive bons empregos mas pouca sorte com os homens. Sempre tive queda por homens problemáticos que acabavam quase sempre me traindo.

E quais são as diferenças principais entre Portugal e a Alemanha, na sua opinião?

Portugal vai bem em termos de mentalidade, serviços, tecnologia. Mas agora com a crise os salários caíram pela metade e por isso decidi vir pra cá.
Quanto à burocracia, a única coisa que posso dizer é que tecnologicamente as repartições públicas são mais avançadas. Através de um número o atendente tem acesso a todo o seu histórico e quando alguma coisa modifica, é só inserir os novos dados no computador e pronto.
Aqui neste país tão à frente o processo é tratado como se fosse um novo atendente, como se ele não tivesse nenhuma informação a meu respeito…

(Nota da Mineirinha: a burocracia é proposital para dificultar o processo.)

Quais foram suas primeiras impressões no abrigo de mulheres?

Hoje fui muito bem recebida mas fiquei sabendo que ninguém me ajudará a procurar um apartamento. Eu vou ter que fazer isso sozinha. Meu quarto está equipado, somente necessito da minha roupa. Temos televisão em uma sala, mas não temos internet. É proibida a entrada de homens de mais de 16 anos nas instalações do abrigo e nos jardins que circundam a casa. Isso quer dizer que meu irmão não vai poder vir me visitar aqui.

Como conseguiu encontrar forças para terminar tudo com meu ex-companheiro?

Não sei muito bem! Acho que gosto mais de mim do que dele. Essa é a razão. Quando temos baixa auto-estima é dificil deixar. Sabendo o nosso valor tudo é bem mais fácil. E também porque acredito que um relacionamento tem que ter mais coisas boas do que más e no meu não tinha. Isso quer dizer que não tinha nada bom a que me agarrar.
Por mais mal que uma pessoa esteja, ninguém tem o direito de nos tratar como objeto adquirido. Ninguém pertence a ninguém. Somos todos livres! Ninguém merece nascer de mães escravas! Ninguém quer isso!!

E como vai a procura a um novo emprego?

Fui ao Job Center informar que estava morando no Frauenhaus. Tive dificuldade de explicar o óbvio porque parecia que não me entendiam. Fiquei toda envergonhada e comecei logo a suar de nervoso! Foi difícil tornar claro que acabo de me separar e que agora vivo em um abrigo para mulheres. Todos os documentos que havia preparado há 4 meses não têm mais validade, vou ter que preencher tudo de novo.
Vou receber a partir de agora uma pequena ajuda mensal, abaixo do valor um Minijob, e quando conseguir um apartamento praticamente o valor dobrado se morar dentro da cidade. Fora da cidade o valor é menor.

E o seu ex, já voltou a fazer contato com você?

Sim, ele não pára de me escrever e tenta fazer alguma chantagem psicológica…. Não me toca minimamente porque me lembro de quantas lágrimas eu já derramei sem ter o mínimo apoio dele.

E o que você gostaria de deixar aqui como dica para outras portuguesas e mulheres em geral de língua portuguesa que pensam em vir tentar a vida na Alemanha?

Aconselho às mulheres a virem preparadas para encontrar muitas dificuldades se vêm sem alemão. Sugiro que tragam uma boa quantidade de dinheiro para pagar o aluguel e as despesas básicas nos primeiros meses. Se vierem para viver com familiares, que se preparem, porque isso tende a não funcionar.
Aconselho às mulheres a nunca se inibirem de dar sua opinião por mais contraditória que seja. Vivemos em sociedade livre!

::Aprenda alemão n’Alemanha! – cursos de alemão na Alemanha::

03/07/2012

Boas novidades! Fechei um acordo de cooperação com duas excelentes escolas de alemão aqui na Alemanha:

CDC (Carl Duisberg Centrum)

O CDC tem 50 anos de experiência no ensino da língua e da cultura da Alemanha e oferece o seguinte:
– cursos de alemão para jovens e adultos (p.ex. preparação para a entrada em uma universidade ou alemã; cursos preparatórios para estar apto a trabalhar na Alemanha)
– treinamentos interculturais
– cursos de alemão combinados com o programa ACCESS, que auxilia a conseguir uma vaga em uma universidade alemã, ou combinado com a busca de uma escola alemã para adolescentes
– cursos de alemão em combinação com estágios na Alemanha
– programas especiais para médicos estrangeiros que queiram atuar profissionalmente na Alemanha
– cursos de alemão combinados com eventos culturais e esporte
– viagens organizadas pelo CDC para o treinamento do idioma alemão (p.ex. viver e aprender na casa do professor, visitas a pontos turísticos, etc.)
– organização de viagens para classes e grupos
– auxílio na obtenção de visto e translado até a cidade do curso
– e muito mais!

Veja todos os detalhes na página da escola em 11 idiomas (português, alemão, inglês, espanhol, etc.) aqui.

O CDC oferece seus serviços em várias cidades alemãs: Berlim, Colônia, Munique, Radolfzell (Lago de Constança – Bodensee). Quem vier aqui pra região onde moro, o Lago de Constança, e tiver sido intermediado por mim, ganha de brinde um encontro comigo a combinar! 🙂

Importante: Quem quiser contratar algum serviço do CDC não deve por favor se esquecer de me citar como intermediadora: Sandra Santos / http://www.mineirinhanalemanha.de

Veja o vídeo abaixo sobre a comemoração de 50 anos do CDC:



Institut Humboldt

Este instituto tem mais de 30 anos de experiência no ensino do idioma alemão e oferece programas similares para jovens e adultos. Ele mantém escolas nas seguintes cidades: Berlim, Freiburgo, Colônia, Munique, Regensburg, Meersburg e Constança no Lago de Constança (Bodensee), Affhollerbach, Bad Dürkheim, Bad Schlussenried, Lindenberg, Reimlingen, Schloss Wittgenstein, Schmallenberg, Schloss Ratzenried e Viena/Áustria. Verifique os cursos oferecidos em cada uma das cidades citadas acima clicando aqui.

A página do Insituto Humboldt pode ser acessada em alemão, inglês, espanhol, francês e polonês aqui.

É importante lembrar: Quem quiser contratar algum serviço do Humboldt Institut não deve por favor se esquecer de me citar como intermediadora: Sandra Santos / http://www.mineirinhanalemanha.de

Abaixo um vídeo em inglês sobre um dos institutos Humboldt na cidade de Lindenberg:

::Dica pra aprender alemão – parte 6::

25/06/2012

Ouvir música legal como esta daqui do rapper alemão Cro, chamada simplesmente “Du” (dica minha: ouça no volume máximo ;-)):

Sie sagt, sie würde gern ans Meer
Mal wieder weg von hier
ist egal wohin einfach weit weit weg und der Stress bleibt hier
und am besten gleich
sie sagt man ich hätt’ gern Zeit
wär nicht gern reich
ich will nur so viel dass es stressfrei reicht
ey verdammt man ich wär gern bei ihr
sie will nach London Paris einfach raus in die Welt und smilet yeah
und jeder Club spielt ihr Lieblingslied
sie will nie wieder heim yeah
und sie glaubt fest dran
aber schaut mich an sagt “was ist mit dir sag hast du ‘nen Wunsch?”
Ne eigentlich ist alles cool

Denn Baby glaub mir das beste bist du,
hey vergiss mal den Rest und hör zu
ich will nie wieder weg
denn es ist cool
Ja ich weiß es gibt viel was mir gefällt (2x)

Baby ich zerbrech’ mir den Kopf
denn was bringt mir das Geld
wenn ich dich nicht seh’
und jedes mal wenn du mich dann ansiehst
bleibt meine Welt kurz stehen
und ich weiß ganz genau dass du dich g’rade fragst
ob das mit uns geht
kaum bin ich da muss ich weg
doch versprech dir jetzt
bin bald wieder da yeah
ich bin in London Paris
man ich glaub ich bin jetzt ein Star yeah
nein ich denk nicht nach
sondern mach nur was ich war yeah
denn diese Welt ist geil
jeder Tag zur Zeit macht Spaß
und es ist wahr
es gibt viel was mir gefällt

und Baby glaub mir das Beste bist du,
hey vergiss mal den Rest und hör zu
ich will nie wieder weg denn es ist cool
Ja ich weiß es gibt viel was mir gefällt (2x)

Baby
und alles Geld der Welt hat plötzlich keinen Wert
wenn du mich ansiehst
und alles dreht sich um sich selbst
fühlt sich an als ob man fällt
nichts was uns jetzt noch hält
nur wir Zwei gegen die Welt

und Baby glaub mir das Beste bist du,
hey vergiss mal den Rest und hör zu
ich will nie wieder weg denn es ist cool
Ja ich weiß es gibt viel was mir gefällt (2x)

Baby glaub mir das beste (3x)
du
Baby glaub mir das beste (3x)
du

Ou esta daqui, que também é show de bola, mas é mais difícil de entender porque ele deixa as frases sempre sem terminar, faltando sempre a última palavra… e não se deve levar a mal que ele canta sempre “sunny” com sotaque alemão, pronunciando como um “z” :-):

::Livro da Mineirinha também na Suíça::

17/09/2011

A partir de agora, o livro Mineirinha n’Alemanha está sendo vendido também na Suíça através da Livraria Varal. É só clicar aqui.

Com certeza, os leitores em língua portuguesa da Suíça ficaram felizes com a abertura de uma livraria centrada na divulgação da literatura e cultura do nosso país por lá! Desejo bastante sucesso à Livraria Varal do Brasil!!! 🙂

::Novidade para 2011: publique seu texto no “Mineirinha n’Alemanha”!::

25/12/2010

Como foi o Natal de vocês? O meu foi jóia, passamos o Natal na casa da minha cunhada junto de seus filhos, meu sogro e mais uma outra cunhada e seu filho que tinha acabado de chegar da Espanha. As crianças (e os adultos) curtiram seus presentes, a comida estava ótima, voltamos felizes pra casa. Hoje fomos fazer um passeio na floresta tomada pela neve, é frio, é cansativo, mas é gratificante admirar a natureza, ouvir a falta de barulho do inverno e agradecer pelo dia, pela vida. Fechamos o dia num café da cidade, comendo bolos típicos e tomando café/cappuccino/Lumumba (chocolate quente com bebida alcóolica) pra esquentar. Espero que vocês tenham aproveitado o Natal tanto quanto nós!

Queria oferecer meu espaço para outras pessoas e meus leitores, pra caso tenham algum texto que gostariam de publicar aqui no “Mineirinha n’Alemanha” a partir de 2011. Este espaço tem aproximadamente 10.000 visitas por mês e é um bom local para divulgar ideias e novidades para o público de língua portuguesa espalhado pelo mundo, principalmente no eixo Brasil-Europa. Se quiser enviar algo para publicação, é só deixar um comentário neste ou noutro post qualquer e entrar em contato. Claro que a decisão final quanto à publicação fica ao meu encargo, ok?

Além desta ideia, também queria criar um espaço para pessoas apresentarem seus CVs e a pedido receberem ofertas de emprego para pessoas de língua portuguesa dentro da Alemanha pesquisados por mim. O mesmo poderia ser criado no Brasil para estrangeiros e/ou brasileiros vivendo no exterior querendo voltar pra Terrinha. Aceito comentários/sugestões/ideias a respeito!

Desde já, desejo Feliz Ano Novo e muitas realizações, saúde e solidariedade no ano que se aproxima!

::Bota difícil nisso…::

02/09/2009

Aprender um novo idioma envolve muita dedicação, força de vontade e perseverança. Dependendo da idade da pessoa, pode significar um verdadeiro martírio, mas não tem obrigatoriamente que ser assim. Você já percebeu que o ato de aprender tem uma ligação direta com o prazer? E tem mesmo. E quanto mais maneiras sensoriais ativarmos no aprendizado, melhor. Eu, por exemplo, tenho palavras que me fazem lembrar direitinho do momento em que as aprendi.

Mas a coisa não é fácil mesmo não (a mineirinha aqui diria “o trem”!). Ainda mais quando se trata de alemão, essa linguinha pra lá de “cabeluda”…. Mas tem jeito? O jeito é entrar fundo no estudo, outro jeito não tem, a não ser que você tenha nascido super-dotado ou seja parente daquele cara que aprendeu alemão em uma semana. Pra mim, que sou filha de professora, aprender alemão significou me tornar uma pessoa um pouco mais tolerante também. Eu tinha preconceito contra pessoas que escreviam ou falavam mal o português, e hoje penso que nem todos tiveram as mesmas oportunidades na vida. Da mesma forma, tive que aprender a aceitar que nunca vou falar ou escrever o alemão 100% correto, sempre vou ter uns errinhos aqui e ali, uns dias mais, outros menos. Tem dias que consigo conviver bem com isso, tem outros que esta “verdade” quase me mata… Mas quando eu comecei a achar erros nos textos de alemães (nem todos, claro!), desencanei. Eu já passei muito tempo pensando no gênero dos substantivos, hoje, praticamente, “desisti” de pensar sobre isso. É porque é, ponto final. Mas se descobrimos uma outra regrinha pra pelo menos podermos decorar melhor o gênero dos substantivos ficamos super satisfeitos, não é mesmo? 😉

As regrinhas abaixo eu tinha pesquisado pra Meire, uma brasileira que mora aqui na Alemanha em Heildelheim, e que eu acompanhei desde a tomada de decisão de vir para a Alemanha até a adaptação, passando por alguns momentos críticos, claro. Abaixo as regrinhas, que vocês poderiam por favor acrescentar nos comentários, caso saibam de mais alguma. “Eselsbrücke” (Jesus! Só achei a tradução “mnemotécnica” para esta palavra, que significa que você arruma um “jeitinho” pra decorar uma regra mais fácil… Alguém sabe de uma tradução mais “humana” pra essa palavra?), pois bem, continuando, “Eselsbrücke” nunca são demais e só podem ajudar. Vamos às regrinhas:

1 – Se um substantivo tem um género biológico (ex: pai, mãe, filho, rapaz, etc…), o gênero dessa palavra em alemão geralmente é o mesmo que o gênero biológico. No entanto, existem exceções a esta regra tais como “das Mädchen” (a menina).

2 – Substantivos que terminam em ‘e’ são na sua maioria, mas nem sempre (quem estuda alemão conhece esses “nem sempre”…), femininos (e.g. die Klasse, die Gitarre – a turma, o violão).

3 – Se um substantivo termina com “ung”, ele será feminino (p.ex. die Zeitung, die Übung – o jornal, o exercício).

No mais, é decoreba mesmo, sem ficar analisando por que, porque muitas vezes é exatamente o contrário do que a gente esperava e tudo o mais depende de se saber bem os gêneros do substantivo.

Achei aqui um bolão de dicas que podem ajudar vocês. O melhor mesmo é envolver brincadeiras no aprendizado, p.ex. inventar jogos envolvendo o idioma pra aprender junto com os filhos, assim um ajuda o outro. Ou ouvir muita música e aprender com as letras. Ou os dois. Ou tentar com filmes… De qualquer maneira, com algum tema que te dê prazer.

O choque cultural é grande. Mas o negócio é não comparar, receber o que há de bom e crescer junto. Eu sei que é difícil, mas o idioma é mesmo condição sine qua non.

::DAAD oferece bolsas para o estudo da língua e cultura alemãs::

29/04/2009

O DAAD – Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico – abriu inscrições para um de seus mais concorridos programas de bolsas, o tradicional Curso de Inverno de Língua e Cultura Alemãs.

O programa destina-se a jovens estudantes, brasileiros ou estrangeiros com residência permanente no Brasil, matriculados em universidades brasileiras, com no mínimo o sexto período da graduação concluído até o fim de 2009 (jovens mestrandos também podem candidatar-se). Os candidatos devem apresentar desempenho acadêmico muito bom e comprovar conhecimento de alemão equivalente ao nível intermediário, entre outras exigências.

Com duração de quatro a sete semanas, os próximos Winterkurse ocorrerão em janeiro e fevereiro de 2010 (datas exatas a definir) em universidades de Freiburg, Essen, Leipzig e Berlim.

A bolsa está fixada em 2800 euros (1075 euros para reembolso das passagens aéreas, 975 euros para alojamento e alimentação e 750 euros para custos com o curso). O DAAD custeará ainda, integralmente, o seguro de saúde. O programa geralmente também inclui excursões nos fins de semana e visitas a teatros, museus e outras instituições culturais. O bolsista deve levar consigo de 300 a 600 euros para despesas adicionais.

Os pedidos de bolsa devem ser enviados para o escritório do DAAD no Rio de Janeiro até 29 de junho.

Mais informações no site do DAAD.

Fontes: DAAD e Portal Brasil-Alemanha.


::”Mineirinha n’Alemanha” na mídia alemã::

20/04/2009

Uma opção alternativa de compra do livro “Mineirinha n’Alemanha” (que pode naturalmente ser adquirido diretamente comigo) é a livraria virtual LiBrasil, que é especializada em literatura na língua portuguesa aqui na Alemanha. Ela noticiou sobre meu livro aqui.

KultBrasil é um portal online sobre o Brasil para o público alemão. Ele se propõe a mostrar que o Brasil é muito, muito mais do que samba, carnaval e futebol, mostra muito da nossa cultura e procura intensificar o relacionamento Brasil-Alemanha de forma positiva. Nele acaba de sair uma reportagem sobre o meu livro. Leiam a reportagem (em alemão) aqui. Abaixo a tradução de parte da reportagem em português:

Você teve algum choque cultural no ínicio, quando veio morar na Alemanha?

Claro, tive bilhões! Eu vim para a Alemanha antes da era da internet, e além do frio e da saudade, só sabia falar alemão no presente e não podia me expressar no passado ou no futuro, só entendia a conversa com uma só pessoa, não conseguia ler e me informar como estava acostumada porque não conseguia ler jornais e revistas nem assistir televisão. Eu misturava o alemão constantemente com o inglês e o pior: não entendia os códigos de conduta e comportamento da cultura alemã.

Por exemplo lembro-me do dia do meu aniversário na empresa onde fazia o meu estágio: enquanto eu esperava uma pequena festa surpresa, como no Brasil, os meus colegas de trabalho certamente esperaram que eu trouxesse um bolo ou oferecesse algo pela passagem da data, como é comum aqui na Alemanha. Só fui entender isso meses depois!

Ou a primeira vez em que tive uma discussão com um colega de trabalho. Ele levantou o dedo pra mim, eu pedi que o tirasse e impus respeito. No outro dia ele chegou no trabalho com presentes para mim. Aprendi que o alemão, muitas vezes, gosta de testar seu espaço, mas se você souber impor respeito, ele passará a reconhecer seu limite.

No começo eu tinha uma enorme dificuldade entre saber usar o “du” e o “Sie” e para falar a verdade não entendia a importância dessa diferença. Tratava o motorista de ônibus ou a vendedora de uma loja todos por “du” e não entendia como as pessoas podiam reagir de uma forma tão estranha com relação a este “pequeno” detalhe. Olhando para trás, acho que entender esta diferença faz parte do processo de integração.

Posso dizer que tudo no começo foi um choque, mas também um grande aprendizado. Hoje tenho dupla nacionalidade (brasileira e alemã) e me sinto parte integrante das duas culturas.

Seu livro ainda não tem tradução em alemão. Você pretende traduzi-lo?

Sim, eu quero muito traduzi-lo e para tanto estou procurando um patrocinador, uma editora ou um agente literário. Mas o livro seria adaptado e não seria uma tradução direta de todos os textos.

O que um alemão poderia aprender com seu livro?

Nos últimos anos têm surgido vários livros na Alemanha onde estrangeiros descrevem suas experiências em solo alemão. Isso mostra uma abertura e interesse pela visão do outro. Acredito que meu livro possa contribuir no processo de integração do país (onde mais de 20% da população já é estrangeira ou descendente de estrangeiros), informar sobre o relacionamento Brasil-Alemanha e exemplificar, através de minhas observações pessoais, como uma estrangeira vê a Alemanha e os relacionamentos interculturais no país.


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