Posts Tagged ‘literatura’

::Saiu mais uma coletânea! Baixa grátis o seu e-book!::

03/04/2021

Desta vez do Projeto Enluaradas, onde participei com mais de outras 167 Enluaradas de todo o Brasil e do mundo, sonhando um mundo possível em forma de poesia.

“A Coletânea Enluaradas I: Se Essa Lua Fosse Nossa é a metáfora perfeita para este ambiente de liberdade há tanto desejado, uma lua toda nossa, além de ser também um ato de resistência, ao longo da nossa existência, na luta para reduzir a invisibilidade e apagamento da arte e literatura produzidas por mulheres. (…) sem mirabolantes pretensões, que não as fundamentalmente humanas e lítero-culturais. Eis nossa poção mágica: “outrar-se” para poetizar a vida.”

Marta Cortezão / Patricia Cacau

Nós, as enluaradas, estamos “construindo a chamada Arte Contemporânea. Não basta uma escrita definir-se como feminina, é preciso designar a fala das mulheres. Colocar-se no lugar do feminino, requer uma posição que implica ver-se no outro. E esse “ver-se no outro” vai construir esse projeto de contemporaneidade, uma contemporaneidade ocidental, racional, evolutiva e disjuntiva.”

Vania Alvarez, “A Poética Contemporânea das Enluaradas”

Venha voar neste foguete conosco, sonhar um mundo possível e apaziguar os dias cruéis de hoje, tendo fé na beleza do amanhã, que logo há de surgir. Baixe o seu e-book grátis aqui.

Depois deste passeio poético, se quiser refletir sobre sua vida e a vida em sociedade nos dias atuais, recomendo meu último livro, o HERstory – escreva a sua história! Você o encontra nos sites pelo mundo da Amazon, Buobooks ou na website da Páginas Editora.

::Entrevista para o Mulherio das Letras Portugal::

31/03/2021

Pode ler a entrevista que dei para o Mulherio das Letras Portugal aqui.

E para que serve a escrita? Alívio da alma, nos agarramos ao belo e ao amanhã, que mais cedo ou mais tarde há de chegar!

::Por que vale a pena escrever?::

13/02/2021

Saiu uma reportagem sobre esta pergunta e sobre os meus escritos no blog Tabacaria. Muito obrigada pelo convite, Sidnei! A publicação veio com dois presentes:

– o Sidnei incluiu uma pintura de Van Gogh pra ilustrar meu texto, e “por acaso” adoro este pintor!

– o dia da publicação, 12/02, é o dia do aniversário de uma pessoa especial, meu irmão!

Se você também gosta de escrever e ler, pode ser que fique curioso com as razões que me levaram às duas atividades. Se não gosta, talvez encontre algum argumento bom por lá!

::O HERstory está disponível no mundo todo!::

23/01/2021

Ótima novidade! Meu novo livro HERstory está disponível para entrega mundial pela buobooks, uma livraria mundial em português!

Veja abaixo outras opções para adquirir o 💞HERstory – escreva a sua história! 💞:

– direto comigo para quem mora na Europa (somente mais alguns volumes!);

– com a Páginas Editora no Brasil;

– como e-book ou livro pela Amazon (qualquer site em todo o mundo).

Boa leitura! 🦋🌈

::HERstory goes global – versão e-book acessível pelo site da Amazon em todo o mundo!::

11/01/2021

A partir de agora o livro 💞HERstory – escreva a sua história!💞 pode ser adquirido como e-book em todo o mundo pela Amazon!

Brasil: https://www.amazon.com.br/dp/B08R64QJST

Alemanha: https://www.amazon.de/dp/B08R64QJST

Reino Unido: https://www.amazon.co.uk/dp/B08R64QJST

França: https://www.amazon.fr/dp/B08R64QJST

Espanha: https://www.amazon.es/dp/B08R64QJST

Outros:

https://www.amazon.com/dp/B08R64QJST https://www.amazon.it/dp/B08R64QJST https://www.amazon.nl/dp/B08R64QJST https://www.amazon.co.jp/dp/B08R64QJST https://www.amazon.ca/dp/B08R64QJST https://www.amazon.com.mx/dp/B08R64QJST

::Descobrindo escritores::

30/12/2020
Hermann Sernatinger (pseudônimo Herimann aus der Zelle), 1870-1950

Andando ontem com uma amiga pela cidade, achei uma placa que me chamou a atenção, que era para mostrar onde morou um padre, escritor e poeta alemão, o Hermann Sernatinger (1870-1950).

Chegando em casa, fiz a pesquisa do poema da placa, e descobri que ele não existe ainda na internet. Eis o poema, com a tradução para o português logo abaixo:

Dann kommt auch Sonnenlicht

Die Welt erscheint dir immer so

Wie deine Stimmung ist.

Sie ist dir sonnig, licht und froh,

wenn du selber heiter bist.

Ist deine Seele trüb und kühl,

Dann scheint’s die Weit dir auch.

Wär‘ sie gleich hell, für dein Gefühl

Ist sie voll Dunst und Rauch.

Drum, fällt vom Dach der stärkste Trauf,

Fehlt’s doch an Freude nicht.

Geh, heitre deine Seele auf,

Dann kommt auch Sonnenlicht.

Aus dem Gedichtband „Aus Dämmerstunden“ (1908)

-°-

Então chega a luz do sol

O mundo lhe parece

Como você se sente.

Ele é ensolarado, cheio de luz e feliz,

Quando você também se sente bem.

Se a sua alma estiver escurecida e fria,

O mundo lhe parecerá assim também.

Se ele ficasse claro logo, para o seu sentimento

Ele está cheio de neblina e fumaça.

Então, se cair do telhado uma gota forte

Não lhe faltará alegria.

Vá, anime sua alma (melhore seu humor)

Então a luz do sol vai chegar.

Do livro de poemas “Das horas do crepúsculo” (1908)

::O complexo é simples::

02/12/2020

A importância de cadernetinhas com informações embaralhadas num ano qualquer do passado (no meu caso 2009-10) é enorme! Ainda mais no caso de quem pensa escrevendo, como eu. Achei numa página qualquer o resumo de quem sou eu (e quem tenho sido nos últimos anos):

20.11.09: Se eu permitir, o dia de hoje estará mudando a minha vida para melhor. Quero:

– ajudar pessoas;

– num contexto internacional;

– num mundo globalizado

a:

– se encontrarem com si mesmas;

– se encontrarem com outros;

– mostrar seus sentimentos;

– ter mais apreço pelo outro;

– mais amor-próprio;

– descobrir que somos todos UM.

::Lançamento: é hoje!::

26/11/2020

“Por acaso” hoje, Dia de Ação de Graças (pelo menos nos EUA), tem lançamento da obra que foi onde contei um milagre que aconteceu durante a quarentena. Vai ser hoje às 19h no Brasil, 23h na Alemanha, no site do Instagram da editora e livraria Páginas.

::Fazendo amizade com a névoa::

18/11/2020

É muito curioso para mim pensar que estou fazendo amizade com a névoa depois de tanto tempo vivendo no exterior, e ainda mais bem no meio da pandemia!

Morar perto de um lago tão lindo tem seu lado menos atrativo e este sempre foi a névoa, na minha opinião. Ela chega de maneira inesperada no outono e se deita por todos os lados, se negando a deixar que se consiga ver algo mais do que 10 metros além do nosso nariz.

Nesta segunda onda da pandemia, expandi meus locais de trabalho da cozinha para um canto da sala, e de lá fico observando a vida passando pela minha janela, enquanto trabalho. Nunca tinha tido a oportunidade de trabalhar assim, e de passar tantos dias observando tudo de dentro das minhas quatro paredes, e tenho a dizer que só uma janela já faz uma grande diferença em uma pandemia!

Voltei a trabalhar só em casa desde o meio de outubro. Estava indo tudo muito bem, muito bom, mas os suíços parecem ter sido os últimos a terem se convencido como nação de que o uso da máscara era mesmo recomendável, e mal comecei a ver suíços as usando além de dentro do trem, e a pandemia estourou também por lá! Além desta aversão por controle individual, parece que o governo também deu uma ajudinha, permitindo que prostitutas trabalhassem, jovens fossem à discoteca, noivos fizessem festa de casamento com 200 pessoas e festas de mais de 500 pessoas acontecessem. O resultado veio do jeito que o bichinho (como chamo o coronavírus) mais gostou: ele tomou conta do pedaço e nos mandou de volta de onde tínhamos vindo, de volta pra casa.

Mas voltando ao assunto deste post, eu fiz amizade hoje com a névoa porque nunca tinha tido a oportunidade de observá-la como eu o fiz hoje. Saí para dar uma caminhada e apesar do restinho do sol, que se punha pouco depois das 4h da tarde, a névoa formou uma paisagem muito bonita no horizonte, e assim que o sol se despediu, ainda ajudou a colorir a a paisagem de forma bastante romântica. Observei a natureza se despedindo, as árvores perdendo as folhas, os girassóis todos secos, as poucas flores restantes, e entendi que tudo tem mesmo o seu tempo e tudo tem razão de ser, até a névoa.

Neste espírito de aceitação, comecei a tirar fotos de coisas que antes não tiraria, também dos girassóis secos e da transformação da natureza. Agradeci por tudo, também pelo menos belo, mas acima de tudo por poder respirar sem precisar de uma máscara (aqui não usamos máscaras para andar ou fazer esporte na natureza), pelo pôr do sol, pela paz daquele momento e por eu morar em um lugar que gosto tanto!

A onda de gratidão me remeteu ao final de semana, quando comemoramos os 25 anos da minha filha, acabei de preparar junto dela a capa para o lançamento do meu novo livro para o público feminino (HERstory – escreva a sua história!) e participei de forma virtual do lançamento da coletânea da Poesia ao Poder, da qual também fui curadora. Naquele dia, além do lançamento, ainda ganhei de presente o prefácio do meu novo livro escrito por uma mulher que me inspira e que eu venero de longe, a Maria Valéria Rezende. Mal tinha sentido meu coração quentinho ao ler suas linhas no prefácio que ela teve a gentileza de escrever para mim, num verdadeiro exercício de sororidade, quando abri o computador e dei de cara com ela e com a Vanessa Ratton no lançamento da nossa coletânea onde homegeamos mais de 50 mulheres brasileiras. No livro, eu “mulherageio” Djamila Ribeirio. Salve, Djamila!

Sentindo gratidão e em paz com todas as coisas, mesmo as menos agradáveis, como a nevoa, me despeço para voltar ao meu crochê, parceiro incansável em tempos pandêmicos.

E o que você tem feito para se sentir em paz e grat@ na pandemia?

P.S.1-Se tiver ficado curios@ com relação ao novo livro, o HERstory, ele será lançado no meio de dezembro, provavelmente no dia 15/12/20. Fique de olho, pois pode ser um bom presente de Natal para alguém que você ama, além de para você mesm@!

P.S.2-Segundo a contagem que acabei de ver, este é o meu post de número 1.200! Parabéns para este blog e para todos os leitores!

::Encontro do Mulherio das Letras Paraná – Dia 1::

18/07/2020

O primeiro dia do encontro do Mulherio das Letras organizado pelo Mulherio das Letras Paraná já deixou marcas e boas lembranças.

Tivemos a Samantha Abreu falando sobre O Lugar do Poeta. Ela nos deu uma ideia de quantas escritoras, prosistas e poetisas brasileiras foram esquecidas e atacadas durante a História, que permitiu que poucas delas se sobressaíssem no cenário literário nacional, pois houve muitas vezes a tentativa de calar suas vozes, atacá-las diretamente ou sua família.

A Samantha nos ensinou que houveram até agora cinco ondas da literatura brasileira, a saber:

  • 1a. onda: 1830-1870 – educação básica, alfabetização da mulher, direito a ler e escrever;
  • 2a. onda: 1870-1920 – direito ao voto (sufragistas, jornalistas, militantes)
  • 3a. onda: 1920-1970 – sexualidade, desejo, literatura com temas femininos
  • 4a. onda: 1970-2020 – resistência e questionamento ao Golpe Militar e à Ditadura. Foi quando o movimento Mulherio que deu origem ao atual Mulherio das Letras foi fundado, em 1981 através da Fundação Carlos Chagas;
  • 5a. onda: começando em 2020, o período atual mostra um repuxe na História, onde a repressão impera de novo e tenta-se mais uma vez calar a voz da mulher e, muitas vezes, lhe negar o lugar de fala. A consequência tende a ser um tsunami ainda maior e mais forte, influenciando a produção feminina e feminista atual. Continuemos escrevendo e nos comunicando, apoiando umas às outras, em plena sororidade e reconhecimento de que nós temos e devemos falar sobre temas que estão diretamente ligados a nós.

A Samantha falou sobre várias escritoras brasileiras desconhecidas e perguntou, acertadamente, por que elas desapareceram da História e dos livros escolares.

A minha Roda de Conversa (disponível a partir de amanhã no YouTube) que tive o prazer de moderar a convite da Marilia Kubota, com a participação de Leida Reis (MG), Jeovânia Pinheiro (RN) e Vanessa Ratton (SP) tocou nos temas da expressão conjunta de coletâneas femininas. Falamos sobre com o encontro, a troca e a diversidade da expressão feminina é importante, discutimos o preconceito contra este tipo de literatura e por que ele não é (ainda) considerado para prêmios literários. Constatamos que desde 2017, o selo Mulherio das Letras já lançou várias coletâneas, algumas das quais tive o prazer de participar tanto como escritora e poetisa quando como curadora. Nós, como curadoras de coletâneas, levantamos a importância desse meio de expressão, lembrando que as trocas ficam ainda mais fortes quando saem do virtual para o real e que juntas, somos sempre mais fortes! Falamos sobre a literatura infantil, a literatura que dá visibilidade a mulheres (também negras) e da importância de incentivar a produção literária desde a tenra infância. Fomos unânimes em coro quando afirmamos que devemos apoiar as lideranças femininas e, através de nossos projetos, apoiar a arte e o trabalho feminino também no campo da correção, diagramação, produção, edição, impressão e distribuição de nossos livros, em um grande campo de sororidade que reverbera para todas e para o mundo. Comentamos também que o Mulherio das Letras tem conseguido se expressar também no exterior, já tendo contado por exemplo com coletâneas já produzidas na Alemanha e em Portugal. Falei bem rapidinho do meu projeto atual de livro, o HERstory – escreva a sua história!, informando que busco também a sugestão de temas e do que a mulher quer ler em um livro que quer empoderar mulheres para que elas vivam as vidas que elas queiram viver.

O terceiro bloco que assisti foi sobre a Violência Doméstica e Felinicídio, tema apresentado por Daniella Rech e um grupo de peso que vive e atua no Paraná. Ficou claro que o feminicídio tem aumentado e que temos que, juntas, combatê-lo pela raiz, que (ainda) faz parte da cultura machista brasileira. Até então eu não tinha noção do quão agressivos os atos de feminicídio no Brasil são, pois geralmente a mulher é atacada no pescoço, rosto e coração, em regra por parceiros e ex-parceiros que desfiguram a mulher, destroem seus rostos na ideia de posse, ódio e no entendimento de que se não podem tê-las como seus objetos de uso pessoal, irão destruí-las também para outros… Ficou claro que ainda há muitas mulheres que têm medo de denunciar a violência que lhes acomete, que não é claramente só física, mas também psicológica, e acontece de várias formas tais como p.ex. coerção, manipulação, retirada de participação e de expressão, desconsideração no ambiente familiar e na educação dos filhos, assédio, etc., culminando com a violência visível física e, muitas vezes, com a morte.

O código penal brasileiro, através do artigo 139, que foi escrito em 1940, ainda limita muito a definição do que é a violência contra a mulher e temos que ficar constantemente alertas, denunciar casos e fazer valer a nossa voz através do voto e da participação política para ir, aos poucos, mudando esse quadro alarmante onde o Brasil aparece como líder em mortes por feminicídio e também de pessoas trans. Portanto, as punições deveriam ser ainda mais severas para ajudar a cortar o mal pela raiz e a nos tirar desta triste liderança mundial…

Mas por que a violência, muitas vezes, não é denunciada? Foram levantadas tantas razões pelas participantes! Vamos ver se eu consigo reunir algumas delas:

  • Desconhecimento pessoal da definição do que é um ato de violência;
  • Falta de recursos e/ou dependência financeira do parceiro;
  • Crença de que o ato foi isolado e de que se trata de um acontecimento pontual, de que o parceiro vai mudar;
  • Desconhecimento de seus direitos e de onde buscar ajuda contra a violência;
  • Medo de perder o emprego (quando a agressão acontece dentro da empresa onde trabalham);
  • Medo de que o companheiro ou marido perca seu emprego;
  • Medo de buscar ajuda e de não receber apoio p.ex. na delegacia, de ser ridicularizada;
  • Vergonha, medo de se expor, medo de mostrar a honra denegrida;
  • Medo de denunciar e ter que rever o agressor;
  • Opinião de que não adianta denunciar, porque nada irá ser feito efetivamente contra o agressor;
  • Sentimento de culpa da própria mulher que sofreu a agressão, tomando o lugar do agressor;
  • E muitos outros medos e receios, conscientes ou não.

Como uma pessoa que também já foi alvo de agressão, incentivo mulheres a terem consciência dos tipos de violência e de denunciar SIM, quer seja sozinhas, quer seja de forma coletiva. E a mostrar limites desde o início dos relacionamentos, não esperando que os sinais aumentem para agir, quando muitas vezes já pode ser tarde demais. O problema entre homem e mulher não é um problema dentro das quatro paredes, mas sim um problema da sociedade. A mulher retratada pelo olhar e fala do outro já é uma forma de violência! Quando nós mulheres nos expressamos na arte, muitas vezes falamos daquilo que povoa a nossa mente, como nossos medos (do machismo, de nos expressarmos, de usarem nosso corpo, medo de homem e medo de morrer, também por feminicídio, medo de opressão, estupro, apagamento, falta de lugar, perda ou ausência da conquista do lugar da fala)…

Falemos! Escrevamos! Busquemos nos expressar com sororidade e apoio mútuo! Hoje tem mais discussão no encontro do Mulherio das Letras Paraná! Todas acessíveis através do canal do YouTube. E a partir de amanhã as discussões de ontem também estarão disponíveis no YouTube. Continuemos as trocas! Já somos quase 7.000 escritoras brasileiras e provavelmente o maior encontro feminino brasileiro da atualidade. Temos que ter consciência da nossa força que não está limitada ao Brasil, mas ecoa no mundo.


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