Posts Tagged ‘literatura’

::Encontro do Mulherio das Letras Paraná – Dia 1::

18/07/2020

O primeiro dia do encontro do Mulherio das Letras organizado pelo Mulherio das Letras Paraná já deixou marcas e boas lembranças.

Tivemos a Samantha Abreu falando sobre O Lugar do Poeta. Ela nos deu uma ideia de quantas escritoras, prosistas e poetisas brasileiras foram esquecidas e atacadas durante a História, que permitiu que poucas delas se sobressaíssem no cenário literário nacional, pois houve muitas vezes a tentativa de calar suas vozes, atacá-las diretamente ou sua família.

A Samantha nos ensinou que houveram até agora cinco ondas da literatura brasileira, a saber:

  • 1a. onda: 1830-1870 – educação básica, alfabetização da mulher, direito a ler e escrever;
  • 2a. onda: 1870-1920 – direito ao voto (sufragistas, jornalistas, militantes)
  • 3a. onda: 1920-1970 – sexualidade, desejo, literatura com temas femininos
  • 4a. onda: 1970-2020 – resistência e questionamento ao Golpe Militar e à Ditadura. Foi quando o movimento Mulherio que deu origem ao atual Mulherio das Letras foi fundado, em 1981 através da Fundação Carlos Chagas;
  • 5a. onda: começando em 2020, o período atual mostra um repuxe na História, onde a repressão impera de novo e tenta-se mais uma vez calar a voz da mulher e, muitas vezes, lhe negar o lugar de fala. A consequência tende a ser um tsunami ainda maior e mais forte, influenciando a produção feminina e feminista atual. Continuemos escrevendo e nos comunicando, apoiando umas às outras, em plena sororidade e reconhecimento de que nós temos e devemos falar sobre temas que estão diretamente ligados a nós.

A Samantha falou sobre várias escritoras brasileiras desconhecidas e perguntou, acertadamente, por que elas desapareceram da História e dos livros escolares.

A minha Roda de Conversa (disponível a partir de amanhã no YouTube) que tive o prazer de moderar a convite da Marilia Kubota, com a participação de Leida Reis (MG), Jeovânia Pinheiro (RN) e Vanessa Ratton (SP) tocou nos temas da expressão conjunta de coletâneas femininas. Falamos sobre com o encontro, a troca e a diversidade da expressão feminina é importante, discutimos o preconceito contra este tipo de literatura e por que ele não é (ainda) considerado para prêmios literários. Constatamos que desde 2017, o selo Mulherio das Letras já lançou várias coletâneas, algumas das quais tive o prazer de participar tanto como escritora e poetisa quando como curadora. Nós, como curadoras de coletâneas, levantamos a importância desse meio de expressão, lembrando que as trocas ficam ainda mais fortes quando saem do virtual para o real e que juntas, somos sempre mais fortes! Falamos sobre a literatura infantil, a literatura que dá visibilidade a mulheres (também negras) e da importância de incentivar a produção literária desde a tenra infância. Fomos unânimes em coro quando afirmamos que devemos apoiar as lideranças femininas e, através de nossos projetos, apoiar a arte e o trabalho feminino também no campo da correção, diagramação, produção, edição, impressão e distribuição de nossos livros, em um grande campo de sororidade que reverbera para todas e para o mundo. Comentamos também que o Mulherio das Letras tem conseguido se expressar também no exterior, já tendo contado por exemplo com coletâneas já produzidas na Alemanha e em Portugal. Falei bem rapidinho do meu projeto atual de livro, o HERstory – escreva a sua história!, informando que busco também a sugestão de temas e do que a mulher quer ler em um livro que quer empoderar mulheres para que elas vivam as vidas que elas queiram viver.

O terceiro bloco que assisti foi sobre a Violência Doméstica e Felinicídio, tema apresentado por Daniella Rech e um grupo de peso que vive e atua no Paraná. Ficou claro que o feminicídio tem aumentado e que temos que, juntas, combatê-lo pela raiz, que (ainda) faz parte da cultura machista brasileira. Até então eu não tinha noção do quão agressivos os atos de feminicídio no Brasil são, pois geralmente a mulher é atacada no pescoço, rosto e coração, em regra por parceiros e ex-parceiros que desfiguram a mulher, destroem seus rostos na ideia de posse, ódio e no entendimento de que se não podem tê-las como seus objetos de uso pessoal, irão destruí-las também para outros… Ficou claro que ainda há muitas mulheres que têm medo de denunciar a violência que lhes acomete, que não é claramente só física, mas também psicológica, e acontece de várias formas tais como p.ex. coerção, manipulação, retirada de participação e de expressão, desconsideração no ambiente familiar e na educação dos filhos, assédio, etc., culminando com a violência visível física e, muitas vezes, com a morte.

O código penal brasileiro, através do artigo 139, que foi escrito em 1940, ainda limita muito a definição do que é a violência contra a mulher e temos que ficar constantemente alertas, denunciar casos e fazer valer a nossa voz através do voto e da participação política para ir, aos poucos, mudando esse quadro alarmante onde o Brasil aparece como líder em mortes por feminicídio e também de pessoas trans. Portanto, as punições deveriam ser ainda mais severas para ajudar a cortar o mal pela raiz e a nos tirar desta triste liderança mundial…

Mas por que a violência, muitas vezes, não é denunciada? Foram levantadas tantas razões pelas participantes! Vamos ver se eu consigo reunir algumas delas:

  • Desconhecimento pessoal da definição do que é um ato de violência;
  • Falta de recursos e/ou dependência financeira do parceiro;
  • Crença de que o ato foi isolado e de que se trata de um acontecimento pontual, de que o parceiro vai mudar;
  • Desconhecimento de seus direitos e de onde buscar ajuda contra a violência;
  • Medo de perder o emprego (quando a agressão acontece dentro da empresa onde trabalham);
  • Medo de que o companheiro ou marido perca seu emprego;
  • Medo de buscar ajuda e de não receber apoio p.ex. na delegacia, de ser ridicularizada;
  • Vergonha, medo de se expor, medo de mostrar a honra denegrida;
  • Medo de denunciar e ter que rever o agressor;
  • Opinião de que não adianta denunciar, porque nada irá ser feito efetivamente contra o agressor;
  • Sentimento de culpa da própria mulher que sofreu a agressão, tomando o lugar do agressor;
  • E muitos outros medos e receios, conscientes ou não.

Como uma pessoa que também já foi alvo de agressão, incentivo mulheres a terem consciência dos tipos de violência e de denunciar SIM, quer seja sozinhas, quer seja de forma coletiva. E a mostrar limites desde o início dos relacionamentos, não esperando que os sinais aumentem para agir, quando muitas vezes já pode ser tarde demais. O problema entre homem e mulher não é um problema dentro das quatro paredes, mas sim um problema da sociedade. A mulher retratada pelo olhar e fala do outro já é uma forma de violência! Quando nós mulheres nos expressamos na arte, muitas vezes falamos daquilo que povoa a nossa mente, como nossos medos (do machismo, de nos expressarmos, de usarem nosso corpo, medo de homem e medo de morrer, também por feminicídio, medo de opressão, estupro, apagamento, falta de lugar, perda ou ausência da conquista do lugar da fala)…

Falemos! Escrevamos! Busquemos nos expressar com sororidade e apoio mútuo! Hoje tem mais discussão no encontro do Mulherio das Letras Paraná! Todas acessíveis através do canal do YouTube. E a partir de amanhã as discussões de ontem também estarão disponíveis no YouTube. Continuemos as trocas! Já somos quase 7.000 escritoras brasileiras e provavelmente o maior encontro feminino brasileiro da atualidade. Temos que ter consciência da nossa força que não está limitada ao Brasil, mas ecoa no mundo.

::Mineirinha n’Alemanha::

03/07/2020

Há alguns meses atrás o meu primeiro livro, o Mineirinha n’Alemanha, foi escolhido pelo Celso da Batatolândia com um dos 6 livros mais importantes para entender os alemães e a Alemanha. Como escritora, foi uma grande honra ser colocada ao lado de João Ubaldo Ribeiro!

Hoje recebi um retorno de uma leitora sobre o livro, o que demonstra sua atemporalidade e me deixou de novo muito feliz com mais um feedback positivo sobre ele:

“Terminei seu livro e gostei muito! Pena que não li antes de vir pra Alemanha; teria me poupado muitos perrengues! 😊

Seu livro é muito interessante e muito informativo também! Compartilhamos muitas experiências, mas com pontos de vista diferentes! Muitos legal ver isso!

Realmente o seu é um livro necessário, de utilidade pública!”

::HERstory: calendário de Mulheres que fizeram/fazem História::

25/03/2018

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Voltei de Augsburgo com um exemplar da coletânea da qual participei, onde 50 escritoras brasileiras espalhadas pelo mundo escreveram poemas e contos sobre a paz. O livro foi editado de forma bilíngue, em português e em inglês. Ficou lindo e está sendo emocionante participar desse movimento de mulheres pensantes em prol do direito de expressão através da palavra escrita!

Em Augsburgo, revi amigas, tais como Alexandra Magalhães Zeiner, da associação Mulheres pela Paz, e Angélica Dias Müller, da Imbradiva, além de ter tido o imenso prazer de conhecer a representante do Mulherio das Letras vinda do Brasil para o lançamento da I Coletânea Internacional Mulherio das Letras, Vanessa Ratton. Durante os dias de 10 e 11 de março de 2018, participei de dois eventos, uma noite de comunhão de culturas no Café Neruda, e um brunch multicultural na biblioteca de Göttingen, onde apresentamos fotos, poemas, livros e ideias em português e em alemão. Tive a imensa honra e oportunidade de apresentar e ler um conto da minha querida tia, Aracy Miranda Costa, uma de minhas musas inspiradoras, também escritora, que deixou este mundo muito inesperadamente em agosto de 2016. Li um conto do livro “Causos” para Rir e Casos para Refletir, que ela lançou em 2014 junto da minha mãe. Vendi livros dela, meus, conheci muita gente legal, troquei, inspirei, fui inspirada. Voltei pra casa com uma mala e uma alma mais leves! Com um calorzinho bom no coração!

No dia do brunch plantei a sementinha de um novo projeto. Aqui no blog sempre comentei de mulheres fortes, e que como sempre tive a impressão de que mulheres fortes são facilmente esquecidas ao longo da História, como se ela fosse mesmo só HIStory, a História dos homens. Comentei sobre isso com a Vanessa, e como um calendário que tenho lido todo dia no trabalho, que comprei e me presenteei e me mostra a cada dia a trajetória de uma mulher de fibra no mundo, ainda viva ou não, tem me deixado constantemente inspirada e pensativa sobre o lugar da mulher no mundo.

Daí surgiu a ideia de fazermos um calendário assim em português, pra homenagear mais mulheres, vivas ou não, que fizeram e fazem História. Isso aconteceu poucos dias antes do assassinato da Marielle Franco no dia 14 de março de 2018, e ela certamente fará parte do nosso calendário! Assistindo videos e conhecendo um pouquinho da grande mulher, socióloga, política e agente de mudança na luta pelos Direitos Humanos que foi Marielle, cheguei à trajetória de outra mulher incrível: Audre Lorde.

Ficaria imensamente grata se deixassem no comentário mais nomes para serem homenageados em nosso calendário, que será um projeto conjunto, meu e da Vanessa. Uma homenagem puxa a outra e a certeza de que:

“Eu não serei livre enquanto houver mulheres que não são, mesmo que suas algemas sejam diferentes das minhas.”

Audre Lorde

P.S.-Lendo e me informando sobre Audre Lorde, me deparei com outra mulher inspiradora, a Joseanair Hermes que atua na Cáritas do Paraná, Brasil. Leiam o que ela tem a dizer! Tudo a ver com o que acabo de escrever agora, na mesma linha de pensamento e empoderamento feminino!

::Pensamento de Hesse::

14/08/2014

„Kunst und Dichtung wollen und sollen Leben wecken und leben helfen, und wo das glückt, strahlt auch vom Leser zum Dichter Leben und Stärkung zurück.“

Aus einem Brief Hesses vom Januar 1958 an Wayne Andrews

°°°

“A arte e a poesia querem e devem inspirar a vida e ajudar a viver, e onde isto é alcançado, emana de volta do leitor para o poeta vida e força.”

Retirado de uma carta de Hesse para Wayne Andrews de janeiro de 1958

Fonte: http://www.hermann-hesse.de/node/435

::Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão – Fernando Pessoa::

29/09/2012

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final…

Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu…. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.

O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora…

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração… e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”.

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és…

E lembra-te:

Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.

::Literatura alemã: Thomas Brasch::

21/06/2012

Was ich habe, viel ich nicht verlieren, aber
Wo ich bin, will ich nicht bleiben, aber
Die ich liebe, will ich nicht verlassen, aber
Die ich kenne, will ich nicht mehr sehen, aber
Wo ich lebe, da will ich nicht sterben, aber
Wo ich sterbe, da will ich nicht hin:
Bleiben will ich, wo ich nie gewesen bin.

Thomas Brasch, Der Papierflieger

:::::::

Tradução livre feita por mim:

O que eu tenho, não quero perder, mas
Onde estou, não quero ficar, mas
Os que eu amo, não quero perder, mas
Os que eu conheço, não quero mais ver, mas
Onde eu moro, não quero morrer, mas
Onde eu vou morrer, não quero ir:
Eu quero ficar onde eu nunca estive antes.

Thomas Brasch, escritor alemão (1945-2001)

Achei que o poema traduz bem nossa alma controversa de expatriados. Espero que gostem dele!

::Lançamento do 2° volume da série “Causos” para Rir e Casos para Refletir dia 26/11/11 em Beagá::

24/11/2011

Minhas queridas mamãe Eny e tia Aracy estão prestes a lançar o 2° volume da série “Causos” para Rir e Casos para Refletir. É um livro pra quem gosta de bons “causos” e casos (verdadeiros e imaginados), daqueles que se contam numa roda de amigos ou na caída da noite no pé da cozinha. Quem estiver em Beagá não pode perder o lançamento e aproveitar pra conhecer uma parte da família da Mineirinha, minhas verdadeiras musas inspiradoras! Ah, que vontade de poder participar!!! Segue o convite delas abaixo:


Oi pessoal
Finalmente após muito esforço, trabalho e dedicação, conseguimos publicar o 2º. volume da série “Causos” para Rir e Casos para Refletir.
Faremos o lançamento e a tarde de autógrafos num barzinho muito aconchegante chamado BALAIO DE GATO, que fica na Rua Piauí, 1052 – Funcionários, no dia 26 de novembro (sábado), das 12 às 16 horas.
Estamos preparando algumas surpresas para vocês, tudo com muito humor, amor e carinho!
Nossa filha e sobrinha LILIAN que se encontrava na África, também estará presente, repassando algumas das suas vivências naquele continente.
Sua presença é muito importante para nós! Venha e traga quantas pessoas você quiser.
Um abraço carinhoso das autoras:
Aracy Miranda Costa e Eny Miranda Santos

::Hildesheim: estou indo pra lá::

08/09/2011

Recebi um convite pra participar de uma roda de literatura brasileira e apresentar meu livro junto da minha querida Lu em Hildesheim, no norte da Alemanha. Em poucas horas estou indo pra lá. Se alguém for das redondezas e quiser participar do encontro, aqui está o convite: o evento será no dia 09/09/11 às 18:30 horas. Até semana que vem!

::Lojinha no eBay – Parte 2::

21/05/2011

Visitem minha lojinha no eBay clicando aqui. Livros, livros e mais livros em alemão, português, italiano e espanhol a partir de 1,00€. Viel Spaß beim Bieten!

::Gut gegen Nordwind – dica de literatura em alemão::

09/10/2010

O livro que li nos últimos dias (que na realidade são dois livros em um) e que recomendo é o “Gut gegen Nordwind / Alle sieben Wellen”(Bom Contra o Vento do Norte/A Cada Sete Ondas ou Todas as Sétimas Ondas – o que fica melhor?), do autor Daniel Glattauer. O livro não só é uma ótima dica pra treinar alemão lendo uma boa literatura, mas também muito bom pra essa época do ano, quando começamos a entrar no casulo, no comecinho do frio do outono. É a história fictícia de uma mulher que queria terminar a assinatura de uma revista por e-mail e por causa de uma única letra diferente no endereço de e-mail da editora da revista, ela começa a trocar e-mails com um homem desconhecido. Eu adorei ter lido o livro, já havia anos que nao devorava um livro assim. O último tinha sido “A Papisa”, pois pra mim é difícil me fascinar com literatura não diretamente informativa, pois tenho que me identificar com o estilo do autor, conseguir entrar dentro da cabeça dele e acompanhar sua linha de pensamento, tem que haver uma identificação enorme mesmo pra um livro conseguir me prender. Do contrário, leio 5 livros ao mesmo tempo, um pouco aqui, outro ali. O que adorei foi o romantismo e o amor platônico trasformado em palavras, como antigamente, adaptado ao mundo atual digitalizado e além do mais o fato do autor conseguir pensar como homem e também maravilhosamente como mulher, e como homem apaixonado e mulher apaixonada, mundos tão distintos e tão fascinantes. Fica a dica!


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