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Posts Tagged ‘literatura’

::”Mineirinha n’Alemanha” na mídia alemã::

20/04/2009

Uma opção alternativa de compra do livro “Mineirinha n’Alemanha” (que pode naturalmente ser adquirido diretamente comigo) é a livraria virtual LiBrasil, que é especializada em literatura na língua portuguesa aqui na Alemanha. Ela noticiou sobre meu livro aqui.

KultBrasil é um portal online sobre o Brasil para o público alemão. Ele se propõe a mostrar que o Brasil é muito, muito mais do que samba, carnaval e futebol, mostra muito da nossa cultura e procura intensificar o relacionamento Brasil-Alemanha de forma positiva. Nele acaba de sair uma reportagem sobre o meu livro. Leiam a reportagem (em alemão) aqui. Abaixo a tradução de parte da reportagem em português:

Você teve algum choque cultural no ínicio, quando veio morar na Alemanha?

Claro, tive bilhões! Eu vim para a Alemanha antes da era da internet, e além do frio e da saudade, só sabia falar alemão no presente e não podia me expressar no passado ou no futuro, só entendia a conversa com uma só pessoa, não conseguia ler e me informar como estava acostumada porque não conseguia ler jornais e revistas nem assistir televisão. Eu misturava o alemão constantemente com o inglês e o pior: não entendia os códigos de conduta e comportamento da cultura alemã.

Por exemplo lembro-me do dia do meu aniversário na empresa onde fazia o meu estágio: enquanto eu esperava uma pequena festa surpresa, como no Brasil, os meus colegas de trabalho certamente esperaram que eu trouxesse um bolo ou oferecesse algo pela passagem da data, como é comum aqui na Alemanha. Só fui entender isso meses depois!

Ou a primeira vez em que tive uma discussão com um colega de trabalho. Ele levantou o dedo pra mim, eu pedi que o tirasse e impus respeito. No outro dia ele chegou no trabalho com presentes para mim. Aprendi que o alemão, muitas vezes, gosta de testar seu espaço, mas se você souber impor respeito, ele passará a reconhecer seu limite.

No começo eu tinha uma enorme dificuldade entre saber usar o “du” e o “Sie” e para falar a verdade não entendia a importância dessa diferença. Tratava o motorista de ônibus ou a vendedora de uma loja todos por “du” e não entendia como as pessoas podiam reagir de uma forma tão estranha com relação a este “pequeno” detalhe. Olhando para trás, acho que entender esta diferença faz parte do processo de integração.

Posso dizer que tudo no começo foi um choque, mas também um grande aprendizado. Hoje tenho dupla nacionalidade (brasileira e alemã) e me sinto parte integrante das duas culturas.

Seu livro ainda não tem tradução em alemão. Você pretende traduzi-lo?

Sim, eu quero muito traduzi-lo e para tanto estou procurando um patrocinador, uma editora ou um agente literário. Mas o livro seria adaptado e não seria uma tradução direta de todos os textos.

O que um alemão poderia aprender com seu livro?

Nos últimos anos têm surgido vários livros na Alemanha onde estrangeiros descrevem suas experiências em solo alemão. Isso mostra uma abertura e interesse pela visão do outro. Acredito que meu livro possa contribuir no processo de integração do país (onde mais de 20% da população já é estrangeira ou descendente de estrangeiros), informar sobre o relacionamento Brasil-Alemanha e exemplificar, através de minhas observações pessoais, como uma estrangeira vê a Alemanha e os relacionamentos interculturais no país.

::Ontem, hoje, sempre…::

17/08/2008

Tantas coisas rondando na minha cabeça agora: uma literária e outra musical, pra variar. Hoje durante o dia todo: luta com o assentamento de granito no chão da cozinha. Resultado parcial: 1×1. Amanhã tem mais.

Pensando bem e retrocedendo um pouco no tempo, eu sempre tive a ver de alguma maneira com a Alemanha, nem que seja de forma paralela, como no caso da rua Alemanha que ficava ao lado da minha no bairro Eldorado, onde morava antes de vir para cá. Aos 13 anos mais ou menos li um livro que me marcou, o Christiane F., drogada, prostituída – e pelo menos no meu caso este livro serviu de exemplo pra nunca tocar em drogas. Agora há pouco li um artigo sobre a autora do livro, que nunca conseguiu trabalhar e vive das rendas do livro que a tornou famosa: ela voltou a ficar dependente de heroína e perdeu a guarda do filho de 11 anos… Que pena! Parece realmente ser muito difícil viver “normalmente” depois de ter sido dependente. Por fora não se vêem sinais de sua vida de adolescente, mas por dentro, com certeza, sim.

Acho que achei o “Zé Cabaleiro de Minas Gerais”: Pedro Morais. Quanta música linda, meu Deus! E com um toque de poeta, muitas rimas e brincadeiras com a linguagem, letras bonitas e inteligentes como eu adoro! Ele acabou de lançar um CD, recomendo!

Eu, pelo menos, não vou deixar o Brasil no final do ano sem um CD dele na mala! Se tiverem ficado curiosos, tem várias outras músicas dele no MySpace pra vocês curtirem e – assim espero – se deleitarem com ele!

::Um pouco de marketing::

29/04/2008

Li que os fatores abaixo determinam o interesse do público/da mídia sobre um determinado tema:

  1. Localização geográfica (local, regional)
  2. Atualidade / planos envolvendo algo que será atual dentro em breve
  3. Conhecimento sobre o autor da mensagem
  4. Desenvolvimento (p.ex. tecnológico)
  5. Interesse para o ser humano em geral
  6. Peso, importância -> consequência
  7. Drama
  8. Conflito
  9. Curiosidade
  10. Sexo e amor

Interessante, não é mesmo? Esta lista pode ser adaptada para praticamente todo trabalho em escrito: ele é interessante ou não para o outro, sempre levando-se em conta estes fatores. Claro que falta aqui o fator “individualidade”: o que é importante para mim não é para o outro e vice-versa, cada informação tem que achar também seu público-alvo, aquele que está interessado em recebê-la. Fatou mais alguma consideração? Ah, sim, talvez o fator cômico. Tem mais?

Pergunta de interesse pessoal: por que você lê o Mineirinha n’Alemanha?


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