Posts Tagged ‘livro’

::Dia de Ação de Graças::

26/11/2020

Hoje no meu curso de desenvolvimento pessoal discutimos sobre como podemos mostrar mais compaixão para conosco mesmos e como podemos simplificar nossas vidas. Uma das participantes comentou que estava escrevendo suas “10 regras para a vida”, sobre o que ela aprendeu sobre o que significa viver bem com o mundo e consigo mesma. Acertamos que iríamos todos praticar o mesmo exercício, cada um escreveria suas 10 regras e faremos uma troca sobre nossas ideias daqui a alguns dias. Acabo de escrever as minhas… será que alguém quer tentar descobrir quais são elas ou me dizer quais são as suas?!?

De qualquer maneira, ontem eu estava ouvindo rádio brasileira enquanto trabalha (Nova Brasil FM) e pensando em como viajamos a cada música que ouvimos, ainda mais quando estamos morando tão longe do nosso país de origem. O noticiário chegou e uma passagem dele me chamou a atenção: o eleitorado brasileiro está formado de 54% de mulheres e elas podem decidir as próximas eleições no domingo que vem! Podem votar em representantes que cuidarão de temas que lhes dizem respeito: saúde pública, creche, o cuidado com a população, leis que gerem inclusão na sociedade… Há 50 mulheres concorrendo para o posto de prefeitas no Brasil e elas parecem estar recebendo muitas ameaças. Uma pessoa discursou no Twitter, um homem, falando que isso era um absurdo, que não poderia acontecer e que era uma situação, segundo ele, “pior do que machismo”. Fiquei me perguntando se ele sabia o que era o machismo, pois a violência política cometida contra mulheres que procuram alcançar um posto público é UMA das várias expressões do machismo!…

Outra notícia que me marcou de ontem para hoje foi eu ter lido que a Meghan Markle acaba de perder um bebê (uma menina, que seria o segundo filho do casal)  e dela ter escrito um texto muito bonito no The New York Times sobre o fato de todos saberem que perder um bebê é algo infelizmente muito comum, mas que pouc@s têm a coragem de tocar no assunto. Eu, da minha parte, vivenciei isto bem de perto vendo uma colega de trabalho perder um bebê, e já aprendi muito cedo que talvez 1/3 de todas as gestações não chegam ao final como desejado. A Meghan Merkle escreveu um texto muito bonito, dizendo que o mais importante é saber olhar para o lado e perguntar para alguém, mesmo um desconhecido, se ele está bem. Mostrar compaixão. Enxergá-lo verdadeiramente. Mostrar que ele é visto e seu valor é reconhecido. Gostei muito do texto dela!

No ritmo de Thanks Giving (Dia de Ação de Graças), com gratidão pelo dia de hoje, mesmo não estando nos EUA, agradeço hoje por todas as pessoas que já passaram na minha vida e me deixaram um ensinamento, uma nova maneira de ver a vida, um presente para meu coração. Uma dessas pessoas é a Tassi, cuja história eu contei na coletânea que irá ser lançada daqui a pouco pela Páginas Editora: Contos, Contas e Surtos de Pandemia. Tassi, muito obrigada por ter dividido comigo sua história de fé na vida, um verdadeiro milagre nesta pandemia, e por ter confiado em mim para contá-la para o mundo!

::Lançamento: é hoje!::

26/11/2020

“Por acaso” hoje, Dia de Ação de Graças (pelo menos nos EUA), tem lançamento da obra que foi onde contei um milagre que aconteceu durante a quarentena. Vai ser hoje às 19h no Brasil, 23h na Alemanha, no site do Instagram da editora e livraria Páginas.

::Fazendo amizade com a névoa::

18/11/2020

É muito curioso para mim pensar que estou fazendo amizade com a névoa depois de tanto tempo vivendo no exterior, e ainda mais bem no meio da pandemia!

Morar perto de um lago tão lindo tem seu lado menos atrativo e este sempre foi a névoa, na minha opinião. Ela chega de maneira inesperada no outono e se deita por todos os lados, se negando a deixar que se consiga ver algo mais do que 10 metros além do nosso nariz.

Nesta segunda onda da pandemia, expandi meus locais de trabalho da cozinha para um canto da sala, e de lá fico observando a vida passando pela minha janela, enquanto trabalho. Nunca tinha tido a oportunidade de trabalhar assim, e de passar tantos dias observando tudo de dentro das minhas quatro paredes, e tenho a dizer que só uma janela já faz uma grande diferença em uma pandemia!

Voltei a trabalhar só em casa desde o meio de outubro. Estava indo tudo muito bem, muito bom, mas os suíços parecem ter sido os últimos a terem se convencido como nação de que o uso da máscara era mesmo recomendável, e mal comecei a ver suíços as usando além de dentro do trem, e a pandemia estourou também por lá! Além desta aversão por controle individual, parece que o governo também deu uma ajudinha, permitindo que prostitutas trabalhassem, jovens fossem à discoteca, noivos fizessem festa de casamento com 200 pessoas e festas de mais de 500 pessoas acontecessem. O resultado veio do jeito que o bichinho (como chamo o coronavírus) mais gostou: ele tomou conta do pedaço e nos mandou de volta de onde tínhamos vindo, de volta pra casa.

Mas voltando ao assunto deste post, eu fiz amizade hoje com a névoa porque nunca tinha tido a oportunidade de observá-la como eu o fiz hoje. Saí para dar uma caminhada e apesar do restinho do sol, que se punha pouco depois das 4h da tarde, a névoa formou uma paisagem muito bonita no horizonte, e assim que o sol se despediu, ainda ajudou a colorir a a paisagem de forma bastante romântica. Observei a natureza se despedindo, as árvores perdendo as folhas, os girassóis todos secos, as poucas flores restantes, e entendi que tudo tem mesmo o seu tempo e tudo tem razão de ser, até a névoa.

Neste espírito de aceitação, comecei a tirar fotos de coisas que antes não tiraria, também dos girassóis secos e da transformação da natureza. Agradeci por tudo, também pelo menos belo, mas acima de tudo por poder respirar sem precisar de uma máscara (aqui não usamos máscaras para andar ou fazer esporte na natureza), pelo pôr do sol, pela paz daquele momento e por eu morar em um lugar que gosto tanto!

A onda de gratidão me remeteu ao final de semana, quando comemoramos os 25 anos da minha filha, acabei de preparar junto dela a capa para o lançamento do meu novo livro para o público feminino (HERstory – escreva a sua história!) e participei de forma virtual do lançamento da coletânea da Poesia ao Poder, da qual também fui curadora. Naquele dia, além do lançamento, ainda ganhei de presente o prefácio do meu novo livro escrito por uma mulher que me inspira e que eu venero de longe, a Maria Valéria Rezende. Mal tinha sentido meu coração quentinho ao ler suas linhas no prefácio que ela teve a gentileza de escrever para mim, num verdadeiro exercício de sororidade, quando abri o computador e dei de cara com ela e com a Vanessa Ratton no lançamento da nossa coletânea onde homegeamos mais de 50 mulheres brasileiras. No livro, eu “mulherageio” Djamila Ribeirio. Salve, Djamila!

Sentindo gratidão e em paz com todas as coisas, mesmo as menos agradáveis, como a nevoa, me despeço para voltar ao meu crochê, parceiro incansável em tempos pandêmicos.

E o que você tem feito para se sentir em paz e grat@ na pandemia?

P.S.1-Se tiver ficado curios@ com relação ao novo livro, o HERstory, ele será lançado no meio de dezembro, provavelmente no dia 15/12/20. Fique de olho, pois pode ser um bom presente de Natal para alguém que você ama, além de para você mesm@!

P.S.2-Segundo a contagem que acabei de ver, este é o meu post de número 1.200! Parabéns para este blog e para todos os leitores!

::Histórias da Quarentena::

28/10/2020

Chegou! E gente, ficou emocionante! Quer viajar nas experiências de 20 autores falando de tudo que viveram na pandemia? Amor, surpresas, descobertas, angústias, renovações, de tudo um pouco, como na vida! O e-book custa só 15 reais ou 3€ e cá pra nós, é mais barato do que chocolate, não engorda e muito pelo contrário: preenche sua alma de esperança. Quer coisa melhor?!? Adquira direto comigo!

Aqui a sinopse completa da obra: 


Isolamento, pandemia, quarentena, vírus, medo… Mas também mergulhos internos, reflexões, descobertas, insights… Nossas autoras (e autores) passeiam por suas emoções e traduzem em palavras seu sentimentos e conflitos, compartilhados por todos no planeta neste indefectível ano de 2020. O vírus nos trancou em casa e o recado da mãe Terra foi bem claro: “Vocês não são necessários”.

No prefácio, uma história dramática de quem encarou a covid-19 frente a frente. Como sobreviver? Quais lições aprendemos? Sairemos desta experiência modificados? A leitura dos diferentes relatos traz respostas variadas a estas indagações. Um livro para ser guardado e mostrado às gerações futuras.

Edição: Liberty Books

Organização e coordenação editorial: Silvia Prevideli e Silvia Regina Angerami

::Aprenda a argumentar contra o populismo de direita::

02/09/2020

Comprei este livro hoje depois de ler uma reportagem na revista Der Spiegel que uma pessoa física comprou o livro, o leu e resolveu dá-lo de presente para todos os 709 deputados do parlamento alemão. Detalhe: o dinheiro e o trabalho de empacotar e distribuir ficou por conta dessa pessoa!

Nem li muito ainda do livro, mas como o assunto é URGENTE e temos, como sociedade, que fazer algo ativamente contra o populismo de direita, aqui vai a minha dica do dia: compre, presenteie, empreste, pegue emprestado, entre na associação através da qual ele foi criado, discuta, aprenda, argumente – sempre com educação – contra um mal que parece estar nos matando de fininho nos dias atuais… Boa leitura!

::21 Histórias de Superação::

25/08/2020

21 Histórias de Superação – quer saber como 21 pessoas passaram por situações adversas e se superaram? Um livro lindo e inspirador, com muita energia boa, perfeito para momentos adversos como o da atual pandemia. Entrega em todo o Brasil pelos Correios. Entre em contato para garantir o seu exemplar! Edição limitada!

Leia mais sobre este projeto aqui.

::Duas mulheres e dois livros::

09/08/2020

Resenha escrita por Cris Berta e publicada no Facebook em 08/08/20:

Duas mulheres e dois livros.

Mineirinha n’Alemanha de Sandra Santos.
Publicado originalmente em 2008, o livro de Sandra Santos é mais atual do que nunca. A autora fala de temas importantes como, por exemplo, igualdade de gênero, feminismo, consumismo, limites do capitalismo e racismo. As temáticas escolhidas pela autora são tão atuais que por duas vezes me peguei checando a data de publicação do livro que parece ter sido impresso ontem. Tudo sobre a ótica perspicaz de um mineira de Belo Horizonte que vive na Alemanha desde 1993. Atual e bem humorado, o livro é recheado de informações úteis e curiosidades sobre a vida na Alemanha, sempre sob o olhar crítico e observador da autora. Mãe de dois filhos, Sandra é formada em administração de empresas e comércio exterior e é também autora de coletâneas sobre mulheres.

30 horas. Uma proposta revolucionária para equilíbrio vida-trabalho e equidade de gênero de Nadiane Smaha Kruk.
Um livro de vanguarda e com uma proposta inusitada. Através de extensa pesquisa, a autora demonstra que o equilíbrio vida-trabalho é uma ilusão, especialmente para as mulheres que têm uma jornada de trabalho dupla e ainda são responsáveis pela maior parte das tarefas domésticas e com o cuidado dos filhos. Nadiane conclui que essa conta não fecha e que o modelo de trabalho baseado em 40 horas semanais precisa ser repensado. Com uma proposta a primeira vista audaciosa, a autora argumenta que uma jornada de 30 horas semanais (sem redução de salário) traria benefícios para toda sociedade através de um modelo mais justo, saudável e com mais equidade de gênero. Ao compartilhar sua trajetória como mãe e profissional, a curitibana descreve bem um desafio familiar para muitas de nós: conciliar maternidade responsável com carreira profissional. Nadiane foi professora de recursos hídricos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e atualmente reside na Alemanha com sua família.

Os livros de Sandra e Nadiane me servem como uma inspiração de mulheres fortes que não abrem mão de uma vida plena apesar de todos os desafios que nossa sociedade estruturalmente patriarcal nos apresenta. Leituras altamente recomendadas.

::Tem novo livro vindo por aí!…::

20/07/2020
Não percam o lançamento! No livro, conto a história de superação do meu marido, Matthias. 🥰
Invitation for the launch of the new anthology where I tell my husband’s overcoming story. ❤️

Clique aqui para acessar o link do lançamento no Zoom.

::Encontro do Mulherio das Letras Paraná – Dia 1::

18/07/2020

O primeiro dia do encontro do Mulherio das Letras organizado pelo Mulherio das Letras Paraná já deixou marcas e boas lembranças.

Tivemos a Samantha Abreu falando sobre O Lugar do Poeta. Ela nos deu uma ideia de quantas escritoras, prosistas e poetisas brasileiras foram esquecidas e atacadas durante a História, que permitiu que poucas delas se sobressaíssem no cenário literário nacional, pois houve muitas vezes a tentativa de calar suas vozes, atacá-las diretamente ou sua família.

A Samantha nos ensinou que houveram até agora cinco ondas da literatura brasileira, a saber:

  • 1a. onda: 1830-1870 – educação básica, alfabetização da mulher, direito a ler e escrever;
  • 2a. onda: 1870-1920 – direito ao voto (sufragistas, jornalistas, militantes)
  • 3a. onda: 1920-1970 – sexualidade, desejo, literatura com temas femininos
  • 4a. onda: 1970-2020 – resistência e questionamento ao Golpe Militar e à Ditadura. Foi quando o movimento Mulherio que deu origem ao atual Mulherio das Letras foi fundado, em 1981 através da Fundação Carlos Chagas;
  • 5a. onda: começando em 2020, o período atual mostra um repuxe na História, onde a repressão impera de novo e tenta-se mais uma vez calar a voz da mulher e, muitas vezes, lhe negar o lugar de fala. A consequência tende a ser um tsunami ainda maior e mais forte, influenciando a produção feminina e feminista atual. Continuemos escrevendo e nos comunicando, apoiando umas às outras, em plena sororidade e reconhecimento de que nós temos e devemos falar sobre temas que estão diretamente ligados a nós.

A Samantha falou sobre várias escritoras brasileiras desconhecidas e perguntou, acertadamente, por que elas desapareceram da História e dos livros escolares.

A minha Roda de Conversa (disponível a partir de amanhã no YouTube) que tive o prazer de moderar a convite da Marilia Kubota, com a participação de Leida Reis (MG), Jeovânia Pinheiro (RN) e Vanessa Ratton (SP) tocou nos temas da expressão conjunta de coletâneas femininas. Falamos sobre com o encontro, a troca e a diversidade da expressão feminina é importante, discutimos o preconceito contra este tipo de literatura e por que ele não é (ainda) considerado para prêmios literários. Constatamos que desde 2017, o selo Mulherio das Letras já lançou várias coletâneas, algumas das quais tive o prazer de participar tanto como escritora e poetisa quando como curadora. Nós, como curadoras de coletâneas, levantamos a importância desse meio de expressão, lembrando que as trocas ficam ainda mais fortes quando saem do virtual para o real e que juntas, somos sempre mais fortes! Falamos sobre a literatura infantil, a literatura que dá visibilidade a mulheres (também negras) e da importância de incentivar a produção literária desde a tenra infância. Fomos unânimes em coro quando afirmamos que devemos apoiar as lideranças femininas e, através de nossos projetos, apoiar a arte e o trabalho feminino também no campo da correção, diagramação, produção, edição, impressão e distribuição de nossos livros, em um grande campo de sororidade que reverbera para todas e para o mundo. Comentamos também que o Mulherio das Letras tem conseguido se expressar também no exterior, já tendo contado por exemplo com coletâneas já produzidas na Alemanha e em Portugal. Falei bem rapidinho do meu projeto atual de livro, o HERstory – escreva a sua história!, informando que busco também a sugestão de temas e do que a mulher quer ler em um livro que quer empoderar mulheres para que elas vivam as vidas que elas queiram viver.

O terceiro bloco que assisti foi sobre a Violência Doméstica e Felinicídio, tema apresentado por Daniella Rech e um grupo de peso que vive e atua no Paraná. Ficou claro que o feminicídio tem aumentado e que temos que, juntas, combatê-lo pela raiz, que (ainda) faz parte da cultura machista brasileira. Até então eu não tinha noção do quão agressivos os atos de feminicídio no Brasil são, pois geralmente a mulher é atacada no pescoço, rosto e coração, em regra por parceiros e ex-parceiros que desfiguram a mulher, destroem seus rostos na ideia de posse, ódio e no entendimento de que se não podem tê-las como seus objetos de uso pessoal, irão destruí-las também para outros… Ficou claro que ainda há muitas mulheres que têm medo de denunciar a violência que lhes acomete, que não é claramente só física, mas também psicológica, e acontece de várias formas tais como p.ex. coerção, manipulação, retirada de participação e de expressão, desconsideração no ambiente familiar e na educação dos filhos, assédio, etc., culminando com a violência visível física e, muitas vezes, com a morte.

O código penal brasileiro, através do artigo 139, que foi escrito em 1940, ainda limita muito a definição do que é a violência contra a mulher e temos que ficar constantemente alertas, denunciar casos e fazer valer a nossa voz através do voto e da participação política para ir, aos poucos, mudando esse quadro alarmante onde o Brasil aparece como líder em mortes por feminicídio e também de pessoas trans. Portanto, as punições deveriam ser ainda mais severas para ajudar a cortar o mal pela raiz e a nos tirar desta triste liderança mundial…

Mas por que a violência, muitas vezes, não é denunciada? Foram levantadas tantas razões pelas participantes! Vamos ver se eu consigo reunir algumas delas:

  • Desconhecimento pessoal da definição do que é um ato de violência;
  • Falta de recursos e/ou dependência financeira do parceiro;
  • Crença de que o ato foi isolado e de que se trata de um acontecimento pontual, de que o parceiro vai mudar;
  • Desconhecimento de seus direitos e de onde buscar ajuda contra a violência;
  • Medo de perder o emprego (quando a agressão acontece dentro da empresa onde trabalham);
  • Medo de que o companheiro ou marido perca seu emprego;
  • Medo de buscar ajuda e de não receber apoio p.ex. na delegacia, de ser ridicularizada;
  • Vergonha, medo de se expor, medo de mostrar a honra denegrida;
  • Medo de denunciar e ter que rever o agressor;
  • Opinião de que não adianta denunciar, porque nada irá ser feito efetivamente contra o agressor;
  • Sentimento de culpa da própria mulher que sofreu a agressão, tomando o lugar do agressor;
  • E muitos outros medos e receios, conscientes ou não.

Como uma pessoa que também já foi alvo de agressão, incentivo mulheres a terem consciência dos tipos de violência e de denunciar SIM, quer seja sozinhas, quer seja de forma coletiva. E a mostrar limites desde o início dos relacionamentos, não esperando que os sinais aumentem para agir, quando muitas vezes já pode ser tarde demais. O problema entre homem e mulher não é um problema dentro das quatro paredes, mas sim um problema da sociedade. A mulher retratada pelo olhar e fala do outro já é uma forma de violência! Quando nós mulheres nos expressamos na arte, muitas vezes falamos daquilo que povoa a nossa mente, como nossos medos (do machismo, de nos expressarmos, de usarem nosso corpo, medo de homem e medo de morrer, também por feminicídio, medo de opressão, estupro, apagamento, falta de lugar, perda ou ausência da conquista do lugar da fala)…

Falemos! Escrevamos! Busquemos nos expressar com sororidade e apoio mútuo! Hoje tem mais discussão no encontro do Mulherio das Letras Paraná! Todas acessíveis através do canal do YouTube. E a partir de amanhã as discussões de ontem também estarão disponíveis no YouTube. Continuemos as trocas! Já somos quase 7.000 escritoras brasileiras e provavelmente o maior encontro feminino brasileiro da atualidade. Temos que ter consciência da nossa força que não está limitada ao Brasil, mas ecoa no mundo.

::Mineirinha n’Alemanha::

03/07/2020

Há alguns meses atrás o meu primeiro livro, o Mineirinha n’Alemanha, foi escolhido pelo Celso da Batatolândia com um dos 6 livros mais importantes para entender os alemães e a Alemanha. Como escritora, foi uma grande honra ser colocada ao lado de João Ubaldo Ribeiro!

Hoje recebi um retorno de uma leitora sobre o livro, o que demonstra sua atemporalidade e me deixou de novo muito feliz com mais um feedback positivo sobre ele:

“Terminei seu livro e gostei muito! Pena que não li antes de vir pra Alemanha; teria me poupado muitos perrengues! 😊

Seu livro é muito interessante e muito informativo também! Compartilhamos muitas experiências, mas com pontos de vista diferentes! Muitos legal ver isso!

Realmente o seu é um livro necessário, de utilidade pública!”


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