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::Mineirinha n’Alemanha::

03/07/2020

Há alguns meses atrás o meu primeiro livro, o Mineirinha n’Alemanha, foi escolhido pelo Celso da Batatolândia com um dos 6 livros mais importantes para entender os alemães e a Alemanha. Como escritora, foi uma grande honra ser colocada ao lado de João Ubaldo Ribeiro!

Hoje recebi um retorno de uma leitora sobre o livro, o que demonstra sua atemporalidade e me deixou de novo muito feliz com mais um feedback positivo sobre ele:

“Terminei seu livro e gostei muito! Pena que não li antes de vir pra Alemanha; teria me poupado muitos perrengues! 😊

Seu livro é muito interessante e muito informativo também! Compartilhamos muitas experiências, mas com pontos de vista diferentes! Muitos legal ver isso!

Realmente o seu é um livro necessário, de utilidade pública!”

::Sentimento de gratidão::

16/06/2020

Um sentimento de gratidão enorme, desses que quase deixa o coração da gente explodir dentro do peito, é o que sinto no momento ao voltar ao questionário que eu fiz há umas semanas atrás e verificar o resultado do mesmo!

Quando preparei esse questionário, recebi ajuda de todos os lados, mas por outro lado algumas pessoas me perguntaram quanto investiria para conseguir respostas e algumas diziam que o questionário tinha ficado muito longo (o que é verdade) e que tinham receio de que muitos abririam o arquivo, mas não completariam todas as perguntas.

O resultado final é de que 121 (!) pessoas contribuíram para uma pesquisa bastante extensa, que me possibilitará avaliar ainda melhor os desejos e expectativas de quem está buscando um emprego no exterior, mas especificamente na Europa. E dessas 121 pessoas, 72 pessoas deixaram seu endereço de e-mail para serem informadas sobre o projeto da Connexx e para participar de um sorteio de um livro.

Acabo de fazer o sorteio (usando um random number generator na internet)… and the winner is

Kaka Furst!

Como não sei se é alguém que fala português, acabo de enviar um e-mail em inglês oferecendo um ou dois livros meus autografados ou um livro à escolha da pessoa no valor de 20 euros, caso ela não fale português.

Se você sabe quem ela é, diga pra dar uma olhada na sua caixa postal!

Queria deixar mais uma vez um grande agradecimento a todos que participaram. Um projeto não pode andar pra frente se muitas pessoas não derem sua parcela de contribuição. E no caso da Connexx, constato que recebi muito apoio! Por isso, sinto pura gratidão!!!

::Balanço de fim de quarentena::

06/06/2020

Chegando ao fim da minha quarentena de 14 semanas, penso que é um bom momento para fazer uma avaliação de como foi viver praticamente só em casa durante 3 meses. Semana que vem volto a trabalhar no escritório, ainda que de forma reduzida e dentro do “novo normal”.

Partes boas da quarentena do coronavírus:

– Aprendi mais sobre mim, sobre o mundo, História, Geografia, Psicoterapia, Consultoria, etc.;

– Tive contato constante com amigos e familiares, me importei com muitos e muitos se importaram comigo. Mesmo distante, estive relativamente perto de entes queridos;

– Tive a oportunidade de fazer 3 cursos de desenvolvimento pessoal e espiritual com algumas experiências inesquecíveis!

– Fiz novas (ou fortaleci) amizades através desses cursos;

– Ganhei um quadro maravilhoso de uma das participantes!

– Dei o pontapé inicial ao meu projeto de uma plataforma de empregos na Europa, a CONNEXX (página em inglês);

– Dei 2 entrevistas (Celso da Batatolandia e Silvia Regina Angerami) e participei de 3 workshops e 2 encontros como facilitadora no mundo virtual (Carlotas, D.L. e Caravana Cloud) – com a repetição estou me acostumando com a câmera e aceitando que não tenho que ser perfeita para aparecer online;

– Participei de alguns eventos online que em tempos normais teriam sido presenciais. Em alguns deles eu não teria podido estar presente pela distância física, mas a distância virtual é mínima!

– Aprendi a mexer com novos sistemas como o Zoom, que agora uso diariamente;

– Atendi 7 coachees – um deles já conseguiu um emprego no meio da quarentena!;

– Comecei e avancei bem no meu novo projeto de livro (HERstory – escreva a sua história);

– Meu livro Mineirinha n’Alemanha foi escolhido pelo Celso do Batatolândia como um dos 6 livros mais importantes para entender a Alemanha e os alemães (fui colocada ao lado de João Ubaldo Ribeiro!);

– Escrevi uns 5 poemas, participei de um grupo lindo de poetas publicando poemas maravilhosos no Facebook;

– Escrevi para uma poeta americana e ganhei um poema de presente com as perguntas que tinha colocado pra ela;

– Entrei para 2 coletâneas (poesias, turismo no Brasil);

– Estou participando de um concurso de contos com um conto sobre a pandemia;

– Ganhei um novo local de trabalho com direito a vista e a ouvir e ver os passarinhos cantando lá fora;

– Voltei a fazer crochê (e estou amando!);

– Por incrível que pareça, eu emagreci uns 3 quilos!

– Fiz bons passeios pelas redondezas, voltei ao lago com maior admiração ainda, continuo admirando cada flor que passa por mim (ou eu por ela) e fiz algumas aulas de ioga pela internet (queria ter feito mais);

–  Tive alguns sonhos (dormindo e acordada) fantásticos!

– Ouvi muita música e dancei sozinha principalmente na cozinha;

– Participei pela 1ª vez de uma festa de aniversário pelo Zoom (em setembro tem mais! A minha própria!);

– Vi muitos nasceres do sol e tirei fotos lindas deles, fiz vídeos que vão ficar na memória porque, mesmo sem entender, dormia pouco e acordava várias vezes às 5h da manhã, às vezes com um poema inteiro na cabeça;

– Li alguns livros ótimos;

– Troquei 4 livros com autores brasileiros na Alemanha;

– Ganhei alguns livros do universo de estandes de livros para doação espalhadas pelo meu bairro!

– Constatei que os valores da empresa onde eu trabalho realmente batem com os meus! E fiquei muito feliz por isso!

– Contribuí da maneira que pude com as mazelas do mundo;

– Plantei algumas coisinhas na horta suspensa (Hochbeet) da minha varanda, iniciei um projeto de hidroponia;

– Tomei muito sol lá fora, protegida pela altura do meu apê;

– Arrumamos uma nova estante de livro em casa, com a grande ajuda da minha filha – ficou linda!

– Fiz várias boas comidas em casa;

– Passamos um ótimo tempo juntos em casa;

– A minha filha conseguiu seu primeiro emprego na sua área de estudos!

– A muito custo, mantive minha sanidade mental durante esse período… nunca senti tanta felicidade em rever pessoas como agora! Se eu pudesse, as encheria de beijos e abraços agora mesmo!

Partes ruins da quarentena do coronavírus:

– Sofrer triplicado: pelo mundo, pela Alemanha, pelo Brasil. Meu sofrimento começou já em janeiro na China, chegou ao nível máximo na época da Espanha e da Itália (porque inventei de ler um jornal em italiano e ver o sofrimento nu e cru de gente morrendo por lá por falta de leitos) e se abrandou com o tempo, tendo piorado de novo agora com os novos acontecimentos (morte do George Floyd nos EUA e aumento do número de mortos além da ocupação máxima em leitos no Brasil). Com o tempo, entendi que um certo controle no nível de notícias (e no formato delas, mais auditivo por rádio e menos televisivo por visão) me fazia bem.

– Temer por meus familiares e amigos principalmente no Brasil… Nossas mãos estão atadas!

– Voltei a consumir como há muito não consumia (provavelmente de ansiedade)…

– Não ter plena liberdade de ir e vir. Sinto falta de mar, do barulho do mar, da liberdade de poder viajar para onde quiser, mas sei que continuo com 100% de liberdade de pensar o que quiser.

– Perdemos uma viagem de férias à Espanha e deixamos de ver familiares por causa da pandemia;

– Principalmente quando a quarentena estava chegando ao fim notei em mim um certo nível de ansiedade ao ver estranhos vindo andando na minha direção (troquei de lado da rua várias vezes ao ver pessoas se aproximando);

– Acho que nunca vou me acostumar ao “novo normal”;

– Algumas vezes dormia mal, muitas vezes esquecia os sonhos ao acordar, mas a recompensa dos nasceres do sol foi algo que me acrescentou muito;

– Como toda pessoa normal nesse mundo, fiquei estarrecida ao ver fotos de uma morte de um negro nos EUA de maneira tão desumana (não tive coragem de ver o vídeo) e de certa maneira acho que o mundo está indo ladeira abaixo a passos larguíssimos em alguns pontos…

– Lamento que, por muitas vezes, os países tenham cooperado tão pouco entre si e que as linhas imaginárias entre eles estejam tão claras nas cabeças de tantos seres humanos…

– Lamento que muitos países não tenham uma liderança como a da Angela Merkel, que foi exemplar durante este tempo de crise!

Para ser sincera, tenho um pouco de medo do futuro mas ao mesmo tempo vejo essa experiência global como uma grande oportunidade de crescimento individual e coletivo. Pelo menos para mim, ela foi, ou ainda está sendo, sem sombra de dúvida, fonte de bastante crescimento em vários sentidos! Apesar de tudo, tenho uma premonição positiva para o mundo depois da crise do coronavírus! Na realidade sinto as duas frentes se debatendo, o bem e o mal, e espero, com imensa esperança, que o bem vença, e que saiamos desta crise mais fortes do que entramos.

::Ensinamentos diários::

22/05/2020
Coleção Descoberta do Homem, edição de 1964

Em uma das minhas idas ao Brasil achei em algum canto da casa este livro despencando, perdendo a capa, meio comido pelo tempo. O trouxe comigo para a Alemanha, sabendo que tinha encontrado um tesouro, mas não o abri desde então e não li nada do seu conteúdo. Gosto tanto de livros que só por saber que existem, meu coração já se sente bem!

Compramos um novo móvel para a biblioteca. Nos últimos dias minha filha me deu a tarefa árdua de me despedir de alguns livros. Tenho agora uma caixa cheia de livros para doação. Quem tiver lido até aqui e tiver interesse em ganhar um, deixe um comentário. Envio só dentro da Alemanha. Tenho romances, livros de vários assuntos, dicionários, livros para aprender alemão, etc. etc. etc.

De qualquer maneira não separei o livro acima, tendo o reservado pra colar a capa com durex pra que ele avance os anos em minha companhia. Aproveitei pra abri-lo e achei tesouros logo nas primeiras linhas:

Falando de um amigo que morreu: “Aceitei a morte. Guillaumet não mudará mais. Nunca mais estará presente, mas também nunca mais estará ausente”.

Falando de refugiados (e da nossa condição de expatriados): “Quero ser um viajante, não um emigrante. Aprendi tantas coisas em minha pátria que serão inúteis em outros lugares. Mas eis que meus emigrantes tiravam do bolso a pequena caderneta de endereços, os restos de sua identidade. Fingiam ainda ser alguém. Agarravam-se com todas as forças a alguma significação. “Sabem, eu sou fulano de tal, diziam eles… sou de tal cidade… amigo de sicrano… conhecem sicrano?”

Abrindo outra página, achei uma pequena anotação com a minha letra de jovem. Já li o livro no passado! Na minha anotação, anotei a seguinte passagem:

::O livro “Mineirinha n’Alemanha” também é grátis na Amazon!::

20/05/2020

Pra quem tem Kindle Unlimited, o meu livro “Mineirinha n’Alemanha” (além dos meus dois outros livros) está (e sempre foi) de graça na Amazon, em todas as plataformas ao redor do mundo! Na minha opinião ele continua atualíssimo, porque muitas questões do expatriado são atemporais, e resolvê-las (o que começa pelo entendimento) é crucial para viver bem no exterior. Fica a dica!

Link para a oferta da Amazon na Alemanha

Link para a oferta da Amazon no Brasil

Detalhe: se clicar no meu nome, verá todos os meus livros. TODOS são de graça pelo Kindle Unlimited!!!

Já tava bão? E tem mais!…

Em virtude da quarentena a AMAZON disponibilizou vários livros DE GRAÇA por um período limitado. Totalizando quase 400 mil reais em desconto. Quem baixar vai ter o livro PRA SEMPRE e ler quando desejar.

Por favor, ajude a compartilhar este post para o maior número de pessoas.

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::A Mineirinha passeando por aí::

01/05/2020

Hoje foi o dia do meu primeiro livro sair pra passear, e ontem fui entrevistada muito por causa dele. Ele foi meu primeiro filhote de papel. Go, Mineirinha, go!… Curiosa pra ver onde ele ainda vai me levar!… E para onde eu o vou levar!…

Outro dia, ainda no começo da quarentena que hoje já se estende por 8 semanas no meu caso, eu abri um newsletter e adorei o poema que li. Achei o endereço da autora e escrevi pra ela. Depois li que ela estava na Califórnia. Mandei uma pergunta pra ela no meu e-mail. Alguns minutos se passaram e recebi um poema de volta de volta como resposta!

::Uma carta de volta::

E como você vive e quais são os seus medos durante esta crise?

Que pergunta para enfrentar

depois da meia-noite, vinda do outro lado do mundo!

No seu país agora e hora

de descansar de todos esses medos diários e existenciais

até que, como Jacó e o anjo mau

nos concedam uma benção

Eu tenho medo de que pessoas que eu amo possam morrer

Eu tenho medo porque minha filha está herdando um mundo

muito mais duro do que ela merece.

Eu tenho medo porque momentos desesperadores chamam

por medidas desesperadoras e eu

não me sinto desesperada o suficiente.

Devo continuar? Eu tenho medo

que as pessoas estejam muito longe

da ideia real da verdade.

Eu tenho medo que tenhamos esquecido

como falar, e como escutar.

Eu tenho medo de que o tecido que nos mantém juntos

seja muito mais fino do que eu pensava que era

e que as pessoas continuem escorregando entre suas linhas.

E como você vive?

Com sofrimento. Com medo. Com sorrisos.

Com tédio. Com . Com alegria.

Com raiva. Com esperança.

Com a firme convicção de que nada

cancela nenhuma outra coisa.

A morte não cancela a vida.

O sofrimento não cancela a felicidade.

O medo não cancela a convicção.

Nem nenhuma dessas frases ditas ao contrário.

Faça um vaso do seu coração

Que seja suficiente para conter todas as emoções.

Imagine que você seja o ceramista.

Espiche o barro. Encontre contentamento com a mesa giratória.

Aceite que aquele vaso

nunca chegará a ficar pronto.

Autoria: Lynn Ungar 18/03/20 – poema original publicado aqui.

Tradução: Sandra Santos em 01/05/20

::Onde você estava durante as últimas epidemias?::

02/03/2020

Eu mesma já andava pensando sobre o assunto: não me lembro de ter gastado tanta massa mental com uma epidemia como com a atual. Semana passada meu marido me disse mais ou menos a mesma coisa… e isso me colocou pra pensar ainda mais sobre isso. Portanto, aqui vai a pergunta – onde você estava, que lembranças tem e como se ocupou com as crises a seguir:

– 1999: vírus de Nipah (Malásia)

– 2002: SARS (China)

– 2003: gripe aviária H5N1 (China)

– 2009: gripe suína H1N1 (EUA/México)

– 2012: MERS (Arábia Saudita)

– 2013: gripe aviária H7N9 (China)

– 2014: Ebola (Congo)

Não me considero avessa às notícias do mundo, mas não tenho nenhuma recordação pessoal ligada a essas epidemias… Do contrário, no caso do coronavírus (COVID-19), sinto como se estivesse à beira de um tsunami, percebo como ele tomou os noticiários, nossas mentes e fomenta a cada dia que passa mais ainda o medo, além do preconceito, entre as pessoas.

Creio que a epidemia atual tem várias facetas a serem analisadas, a saber:

– Saúde Pública: é algo desconhecido e não estudado, que se alastra rapidamente e causa mortes que não se atém a pessoas com doenças prévias nem a uma certa idade. Parece que incide mais em homens acima de 60 anos e que não ataca as crianças, mas ainda não se sabe por quê. Não se tem certeza do período exato de incubação. Se uma pessoa ficar 6 semanas doente, ela pode propagar o vírus durante todo esse tempo. Uma pessoa que não percebe que tem o vírus, se sente saudável, pode propagar o vírus. Não existe vacina nem remédio para a doença. O interesse de retardar a propagação do vírus está ligado à necessidade de cuidar de pessoas realmente debilitadas por causa dele e dar mais tempo para a busca de remédios e/ou uma vacina.

– Econômica: uma razão pela qual as últimas epidemias não nos interessaram é que não houve consequência econômica para o mundo. No caso atual, já são notórias as consequências econômicas da epidemia. As bolsas de valores estão caindo, produtos deixam de ser produzidos e transportados, e com isso o consumo diminui, o PIB de cada país irá cair e a recessão deve se instalar. O supply chain de muitos produtos globalizados vai ser exposto à dependência da China, já que muitas empresas desconhecem sua real dependência de fornecedores ou subfornecedores vindos da China. Quanto ao que ando lendo por aí, o argumento de que se as pessoas não vão as ruas, elas não irão consumir, acho que hoje em dia não é tão fácil afirmar algo assim. Hoje em dia, dentro das nossas quatro paredes, com um computador na mão, podemos comprar o mundo… O turismo, esse sim, irá sofrer, já que praticamente 20% da renda desse setor vem da China, na atualidade. Hoje já li que a primeira empresa de cruzeiros no Japão já declarou falência, outras a seguir… Resumindo, a pandemia incomoda tanto porque ataca países em várias fases de desenvolvimento econômico e pode levar a economia mundial a uma recessão sem precedentes.

– Social: com o aumento do medo e da recomendação de manter 1m de distância das pessoas, e não encostar nelas nem para um aperto de mão, a tendência será que os contatos sociais diminuam drasticamente. Em alguns lugares já foi ou irá ser imposta a quarentena, que acarretará uma convivência com as quatro paredes e a convivência mínima em termos de trocas sociais. Mesmo que vivamos em um mundo globalizado, conectado e de certa forma aberto, os seres humanos têm medos intrínsecos que nem sempre podem ser solucionados pela racionalidade. Li que estudantes universitários alemães estavam tendo preconceito quanto a estudantes chineses ou asiáticos, mesmo sabendo que parte deles nasceu aqui na Alemanha ou vive aqui há anos sem ter viajado há pouco tempo atrás para a Ásia…. E agora, com a chegada do coronavírus à Alemanha, a situação do preconceito deve estar ainda muito pior. Em casos extremos, deve se reduzir ao extremo do „eu contra o mundo“… Uma jovem que foi à Itália e repassou o vírus aqui na Alemanha foi tratada mal e atacada em seu meio social, como se fosse uma pecadora, uma vilã. Pessoas que vêm de determinados países passam a ter dificuldade de conseguir vistos para viajar, o direito de ir e vir fica limitado. Uma curiosidade: quem saberia a tradução da palavra Aussätzige em português? Li que poderia ser leproso, mas a tradução não está correta no caso atual, claro.

– Midiática: no mundo globalizado em que vivemos, e com tantas formas de comunicação existentes, uma epidemia como a atual chega a ser, por si só, altamente estressante. As notícias se alteram a cada segundo e não há constância no que é retratado, ainda há muitas suposições e dúvidas. Um prato cheio para as fake News! Os memes no Brasil continuam firmes e fortes, pelo menos até a doença se instalar de vez por lá!…

Mesmo tendo entendido racionalmente que a doença é menos forte do que o vírus da Influenza e que mata menos do que ela, pessoalmente fico tentando imaginar o futuro próximo, a semana que vem. Se ontem tínhamos aqui na Alemanha 100 pessoas contaminadas e hoje anunciaram que já são 150, demostrando o crescimento exponencial, pode ser que teremos mais de dois ou quatro mil doentes no final da semana, haverão mortos?!? No mundo, neste momento que escrevo estas linhas, já são mais de 80 mil casos da doença e mais de 3 mil mortos. Em 2019 foi avaliada mundialmente a capacidade de cada país de lidar com uma epidemia através da criação do index GHI (Global Health Index), onde 195 países foram analisados. A Alemanha ficou em 14. lugar. Menos mal, mas se o pessoal médico não tiver acesso a máscaras e roupa de proteção, que atualmente já falta em vários países da Europa e do mundo, quem tomará conta dos enfermos?

Conte abaixo os seus temores e pensamentos, vamos trocando figurinhas daqui pra frente…

P.S.-Por curiosidade, você tem lido ou assistido programas de ficção ligados ao tema? Um amigo me colocou nas mãos o consagrado livro do José Saramago, Ensaio sobre a Cegueira. Recomendo! Estou lendo o livro e depois vou assistir o filme (Blindness), que foi dirigido por Fernando Meirelles.

::Liberdade de expressão x sigilo empresarial – quando a Apple tenta impedir o lançamento de um livro na Alemanha::

21/02/2020

Um ex-funcionário da Apple aqui na Alemanha estava prestes a lançar um livro intitulado “App Store Confidential”. Ele tinha se desligado da empresa e já estava dando entrevistas e fazendo promoção do livro junto aos meios de comunicação. Segundo ele, tudo o que ele conta no livro não é ligado ao sigilo empresarial, todos os dados de faturamento etc. da empresa são apresentados com prova de que eles estão disponíveis ao grande público. Além disso, ele apresentou o livro antes do lançamento para que responsáveis da empresa pudessem lê-lo. Tudo nos conformes. Mas… ele seria desligado da empresa no final de março, e agora recebeu uma carta de demissão imediata. Os advogados da Apple entraram com uma ação contra o autor e contra a editora tentando evitar que o livro seja lançado, alegando que ele está pondo em aberto o sigilo das práticas da empresa.

O super interessante é que a última vez que um livro foi impedido de ser lançado aqui na Alemanha foi em 2007. Só isso já torna o caso bastante incomum, porque a liberdade de expressão, ainda mais no campo literário, é prezada e tem valor. Vou seguir esse caso, e você? Leia aqui um pouco mais sobre o caso.

::Projetos atuais e pedido de ajuda::

09/07/2019

Tenho me sentido muito realizada com meus projetos atuais! Desde que reduzi a minha carga horária no trabalho, tenho me concentrado mais em consultorias de Recursos Humanos para pessoas em busca de emprego na Alemanha e na Suíça, e tive a oportunidade de oferecer meu primeiro workshop para jovens em busca de definição profissional. Esse era um grande sonho meu! Pretendo aperfeiçoar e incrementar esse workshop a cada grupo encontrado no futuro!

As consultorias se intensificaram e já ajudei muita gente, e cada um que passa pela minha vida me ensina algo. Sou muito grata por esses encontros! Já atendi pessoas de várias nacionalidades, de vários níveis, tendo atingido ultimamente dois executivos de alto escalão. Vejo, com gratidão e satisfação, que os conhecimentos de Recursos Humanos que tenho para passar são de valia para toda e qualquer pessoa, independente de sua experiência profissional. Guardo com carinho o retorno dos meus coachees, dentre eles, do que conseguiu um emprego na VW e melhorou de vida, mudando para um apartamento melhor e oferecendo maior conforto e qualidade de vida à sua família, e de uma pessoa que conseguiu seu primeiro emprego na Alemanha 10 dias (!) depois de termos finalizado a consultoria! Há pouco, uma pessoa que atendi recebeu como retorno a oferta de uma viagem internacional paga pela empresa que o entrevistou! Cada conquista das pessoas que atendo são vistas por mim também como uma conquista pessoal! A alegria do outro é definitivamente a minha alegria. Algumas dessas e outras referências podem ser lidas aqui.

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Para que o universo conspire a meu favor, estou agora em busca do seguinte:

– Fazer minha página profissional em quatro idiomas, expandindo assim meus serviços para pessoas de outras nacionalidades que queiram vir, ou já estejam na Europa;

– Encontrar um ilustrador para um livro de poesias que pretendo lançar até o final do ano. Imagino uma ilustração em preto e branco, minimalista e forte, de traço firme e contínuo;

– Receber sugestões de material que possa ser incluído no meu workshop para jovens, tanto de fatores externos quanto internos que influenciem a escolha profissional;

– Encontrar novas formas de oferecer meu workshop, atingindo grupos de jovens e pessoas que estejam em busca de auto-crescimento e autoanálise;

– Por último, como não poderia deixar de ser, peço que eu mesma continue no meu processo individual e intransferível de crescimento enquanto pessoa e profissional.

Se você tiver lido até aqui e considerar que poderia me ajudar em algum dos pontos acima, ou mesmo se tiver interesse em uma consultoria comigo, ficaria muito feliz com seu contato! Quero cada vez mais fazer o que me proponho através do meu slogan, dividir meu conhecimento para ajudar outras pessoas em seu auto-crescimento!

::Com vocês, a Marmeladenoma (Vovó Geléia), star do YouTube!::

27/03/2018

Esta semana eu descobri uma vovozinha aqui na Alemanha que lê fábulas na internet (YouTube) e mantém um canal de LiveStream para se comunicar com seus fãs. Ela tem um canal no YouTube, uma página na internet, e assim interage com seus fãs, recebe p.ex. muitas cartas deles, respondendo uma a uma e as enviando pelos Correios junto de um cartão de autógrafo. Ultimamente, ela andou ganhando muitos prêmios na vida real e ficou famosa na Alemanha, tendo atualmente 191 mil seguidores, que ela chama carinhosamente de seus “netos”.

Humilde e dona de uma voz doce e serena, que sabe modular dependendo sobre quem está lendo, ela se apresenta como Vovó Geléia (Marmeladenoma) e tem 86 anos. A Vovó Geléia faz questão de sempre dizer que não seria nada sem o neto dela, o Janik, de 16 anos, para quem ela lia muitas fábulas quando criança, que teve a ideia de criar o canal no YouTube, inventou seu nome artístico e é que é quem entende de técnica, faz, produz e publica os vídeos.

Um dia, um star do YouTube muito famoso aqui na Alemanha, o Gronkh, a descobriu e sugeriu que seus seguidores fossem fazer uma visita a ela. Assim, ela ficou famosa da noite para o dia e já foi visitada pelos seus quase 200 mil seguidores mais de 10 milhões de vezes. Além de ler fábulas, ela responde perguntas colocadas pelos seus seguidores e conta de sua vida e do passado, e essa é a parte que mais gosto, nostálgica como sou. Ela tem também vários outros vídeos onde interage, brinca e troca ideias com seus fãs.

Acho a ideia do canal dela fantástica por várias razões:”crianças”, segundo ela de 11 a 80 anos têm a oportunidade de conhecer mais das fábulas e do passado, através dela pessoas de várias gerações se reúnem e trocam ideias, ela é um catalisador e ponte para as gerações, lendo fábulas antigas, p.ex. dos irmãos Grimm, difundindo a cultura e a História alemãs. E o mais importante é que ela se sente querida e amada, e tem a oportunidade de passar mais tempo com seu neto, produzindo os vídeos para seu canal. Há até uma oportunidade prática para o canal dela: como ela lê fábulas conhecidas, há a oportunidade de procurar pelas histórias em um livro ou na internet e aprender ou treinar a pronúncia das palavras em alemão com ela! E: quem lê, viaja no pensamento!

Quem diria que uma velhinha de 86 anos faria carreira na internet e se tornaria um star! Ela é uma fofa e merece o carinho que vem recebendo. Que viva ainda muitos e muitos anos acalentando a alma de seus netos de todas as idades!… Uns devem estar pensando se ela é uma das mais pessoas mais idosas no YouTube e a resposta é negativa: a pessoa mais idosa que tem um canal no YouTube é a Mastanamma, com 106 anos de idade! Até eu fiquei com vontade de ler histórias, como dizia minha tia “causos” e casos da Mineirinha n’Alemanha, além de temas práticos como o de morar, estudar e trabalhar no exterior, e gravá-las como vídeos!… Quem sabe um dia? Nunca é tarde para começar! Enquanto não começo, aqui uma “canja” da Mineirinha e do canal da Marmeladenoma (Vovó Geléia).

Fonte: artigo do jornal Welt do dia 24.03.18.


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