Posts Tagged ‘mão-de-obra’

::Recorde no número de vagas em aberto na Alemanha::

12/05/2017

Saiu no jornal FAZ e vou fazer um pequeno resumo da reportagem: no momento há um recorde no número de vagas de emprego a serem preenchidas na Alemanha na área técnica de nível superior, o que aqui é resumido através da sigla MINT – Mathematik, Informatik, Naturwissenschaften und Technik (Matemática, Informática, Ciências Naturais e Técnica. Há um total de 237.500 vagas em aberto, 38,6% a mais do que em 2016. Desde 2013 a participação de mão de obra estrangeira nessa área cresceu 43%. Se não fosse isso, a falta de mão de obra qualificada na Alemanha estaria em patamares muitíssimo mais altos.

Fonte: artigo do jornal FAZ lido em 12/05/17: “Rekordlücke: 237.500 MINT-Arbeitskräfte fehlen”

::Imigração e mercado de trabalho na Alemanha – dados de 2015::

05/10/2016

Aqui um artigo super atual sobre a imigração e a prognose do nível de mão de obra para o futuro da Alemanha. Abaixo um resumo do artigo – tradução minha:

Em 2015, 2,1 milhões de pessoas imigraram para a Alemamha. Destes, quase um milhão de pessoas vieram da Comunidade Europeia e/ou solicitaram asilo. Somente 82.000 pessoas vieram de fora da Europa e destas, somente 5.867 através do Blue Card, por terem um alto nível de qualificação. Destas, somente 192 usaram a possibilidade de pedir um visto de 6 meses para a busca de emprego.

Em contrapartida, um milhão de alemães deixaram o país no mesmo ano. E o país volta a discutir sobre a possibilidade de instituir quotas para a imigração de mão de obra qualificada, baseadas em diplomas, conhecimento do idioma e experiência profissional. A proposta seria de que os selecionados recebessem um visto de um ano para a busca de emprego.

Está claro que a Alemanha precisa de pessoal qualificado, ainda mais quando se analisa o desenvolvimento demográfico do país. Mesmo que 200.000 pessoas imigrassem para a Alemanha por ano até 2030, o nível de mão de obra cairia ainda assim em 5 milhões ou ficaria 10% menor. Mesmo que o país consiga qualificar os asilados que acabam de chegar no país, ainda assim faltaria mão de obra para as empresas na Alemanha.

Fonte: artigo “Deutschland zieht kaum Fachkräfte an“ do jornal FAZ de 04.10.16

::Análise detalhada da falta de mão-de-obra na Alemanha::

05/04/2014

Através deste link (Fakraft-Engpass-Monitor) você vai poder analisar onde falta mão-de-obra qualificada na Alemanha, por região e por área de trabalho.

Por exemplo, aqui na minha região (Baden-Würtemberg) há praticamente o dobro de vagas em aberto na área de informática em relação ao número de pessoas desempregadas com esta qualificação (270 desempregados para 485 vagas em aberto).

::Make it in Germany – portal para profissionais qualificados::

05/04/2014

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Acabo de achar outra página bastante interessante pra quem quer viver e trabalhar na Alemanha, a “Make it in Germany”, uma inicitativa para profissionais qualificados (em inglês /alemão). Nela você vai encontrar informações gerais sobre viver, estudar e trabalhar no país, além de poder avaliar suas chances reais de encontrar um emprego aqui.

A Alemanha não está sozinha na busca por profissionais qualificados em várias áreas, tais como a área de saúde, TI e engenharia. Devido ao desenvolvimento demográfico na Alemanha tem-se conhecimento de que a atual mão-de-obra existente no país não vai ser suficiente para assegurar as necessidades a médio e longo prazo e para garantir o crescimento econômico do país. Portanto, a Alemanha também precisa de profissionais qualificados do estrangeiro para cobrir a demanda no mercado de trabalho alemão.

Se você vem de fora da Europa e tem nível universitário, as possibilidades no momento são as seguintes:
– assim que encontrar um emprego na Alemanha, pode receber o “EU Blue Card”, um visto combinado para trabalhar e residir no país, desde que tenha um salário de pelo menos 47.600 € por ano;
– se o seu salário for abaixo deste patamar, você for trabalhar como médico ou em alguma das áreas MINT (matemática, informática, ciências naturais, tecnologia/engenharia), o visto será concedido se tiver um salário de pelo menos 37.128 €;
– alternativamente, você pode dar entrada de pedido de um visto de 6 meses para procurar um emprego na Alemanha. As condições são de que você tenha formação universitária e que demonstre ter condições de se manter durante este período no país. Atenção este visto não te dará direito a trabalhar, mas assim que encontrar um emprego, seu visto será imediatamente alterado para um visto de permanência e de trabalho. Você pode dar entrada neste visto no consulado alemão mais próximo da sua residência.

Alerto para o fato de que a maioria das ofertas de emprego na Alemanha exigirá um bom conhecimento de alemão e que só se aprende alemão perto do nível desejado pelas empresas em 6 meses estudando em tempo integral! Ainda assim, existem pessoas que conseguem trabalhos, por exemplo na área de informática, só com o conhecimento de inglês.

As ofertas de emprego citadas na página tem um número surpreendente. São quase 40.000 ofertas no momento! Confira você mesmo aqui.

Caso precise de ajuda para montar seu CV e sua carta de apresentação nos padrões alemães, ou mesmo para treinar entrevistas ou negociar seu contato de trabalho aqui na Alemanha, pode também contratar meus serviços profissionais aqui.

::Preconceito no mercado de trabalho::

12/06/2010

Aqui na Alemanha há, em geral, muito preconceito no mercado de trabalho. As empresas geralmente querem empregados prontos, com bons estudos, muitos anos de experiência profissional, de preferência também no exterior, que sejam jovens, saudáveis, versáteis… a lista não acaba! Uma verade: elas preferem sim contratar alemães. Mas é claro que num ambiente empresarial as decisões são tomadas por pessoas, que vão se guiar por suas crenças e exigências organizacionais. Se a exigência for encontrar um profissional com determinado perfil, e a pessoa escolhida for um estrangeiro, lógico que a empresa não vai pensar duas vezes para contratá-lo.

O que resta aos que estão tentando um lugar ao sol é sempre tentar perguntar o que não foi do agrado do entrevistador em uma entrevista pessoal, nunca deixar a peteca cair, não perder a auto-estima jamais e sempre acreditar em si próprio. É preciso lembrar também que o mercado de trabalho está passando por uma transformação imensa no momento, e a tendência é vivermos de projeto para projeto e cada vez menos empregados com carteira assinada. Então é necessário ser flexível nesta hora, encontrar sua marca pessoal (que pode ser desenvolvida juntamente comigo) e acreditar nela.

A questão da diversidade, inserida no contexto empresarial, também é realidade também no Brasil, conforme texto a seguir:

°°°

Barrados por terem idade demais, barrados por não terem experiência, recusados pelo critério burocrático de idade máxima de 35 anos, milhões de brasileiros estão neste momento cumprindo a mesma rotina: acordar de manhã, pesquisar os empregos, mandar currículos, aguardar ansiosamente resposta, se animar com alguma possibilidade de entrevista e ouvir do recrutador que seu perfil não é o que a empresa quer. Isso vai demolindo a autoconfiança e eles começam a achar que fizeram a escolha errada, ou têm algum problema que não perceberam.

Não há nada de errado com esses brasileiros. Nas muitas respostas que recebemos o que fica claro é que a empresa faz exigências descabidas, constrói barreiras desprovidas de sentido.
Conversamos com os departamentos de pessoal de algumas empresas. O grupo Randon disse que tem 500 vagas em diversas áreas, 5% de engenharia e nível técnico que estão há 80 dias sem preenchimento. O cenário é o mesmo na Atlas Schindler, onde a convicção é que faltam técnicos no Brasil. A mesma queixa ouvimos na Fosfértil. Um mês atrás fizemos a mesma busca em vários setores e ouvimos as mesmas queixas.
O país está crescendo, o mercado de trabalho está dinâmico, essa é a hora de as empresas abrirem suas portas, sem preconceitos. Hoje, já se sabe que a diversidade é elemento essencial para a formação de uma boa equipe. O Brasil está reclamando de apagão de mão de obra com oito milhões de desempregados.

Fonte: Coluna no Globo de 30/05/10, artigo “Barrados na Porta” de autoria de Míriam Leitão.


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