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Posts Tagged ‘mundial’

::Jornais alemães se enganam com o nome do mascote da Copa::

11/04/2014

Na realidade uma piada e um exemplo de como uma notícia errada pode se espalhar de forma rápida na era da internet:

Uma definição totalmente descabível do que o nome do mascote da Copa do Mundo no Brasil significa na realidade causa confusão na imprensa alemã. O tatu-bola bonitinho, cujo nome é Fuleco, mistura de “futebol” com “ecologia”, foi confundido com outra palavra bem menos honrosa em português. Tudo bem que o nome deixou a desejar, e que possa ser facilmente ligado a outras palavras nem tão simpáticas como “fuleiro”, mas a intenção com certeza foi nobre. Teria sido mais fácil se tivessem dado ao bichinho o nome singelo de “tatu-bola”, não é mesmo?

O jornal alemão Die Welt, um dos mais conhecidos da Alemanha, afirmou há algumas semanas atrás que Fuleco é sinônimo de “ânus” na “linguagem popular do Brasil”. Logo a notícia se alastrou e vários outros jornais, dentro e fora da Alemanha, reproduziram a reportagem sem verificar se era verdade ou não…

Achei que esta frase disse tudo e dá exemplos de muito do que se pode expressar com a dita palavra em alemão: “Ist das Maskottchen der Fußball-Weltmeisterschaft 2014 tatsächlich am, im oder ein “Arsch”, wie so manche deutsche Medien heute behaupten?” (O mascote da Copa Mundial de Futebol 2014 está perdido, dentro do ânus ou é um completo idiota, como a mídia alemã tem sugerido?)…

Fontes: Site “Brasilien WM 2014” e DW Notícias de 01.04.14.

::Para onde as pessoas estão emigrando::

05/04/2014

Não é segredo nenhum que o mundo está em movimento, que as pessoas estão constantemente emigrando e procurando melhores condições de vida em outros países. Veja aqui os principais fluxos mundiais de 196 países de 2005 a 2010.

::A síndrome da volta pra casa::

27/03/2014

Acabo de ler uma reportagem interessante na Folha sobre como se sentem pessoas que voltam pro seu país de origem, indicada por minha amiga Aline. Você sabia que a crise dos países desenvolvidos está levando muitos brasileiros a fazerem as malas de volta para casa? Segundo o Itamaraty, 20% dos que moravam nos EUA e um quarto dos que moravam no Japão já retornaram desde o começo da recessão, em 2008. Leia a matéria completa aqui.

“A adaptação em um país diferente acontece em seis meses, já a readaptação ao país de origem demora dois anos.”
Kyoko Nakagawa

“Um português me disse não querer voltar por saber que Portugal já não estaria lá.”
Caroline Freitas

“Adicionar outros países na balança ajuda a ver que toda cultura tem pontos baixos.”
Marina Motta

Fonte: matéria “Síndrome da volta pra casa” da Folha de São Paulo de 06/03/12.

::Especial STUM: Sim, é possível porque está acontecendo!”

20/10/2011

Depois de ter comentado no post abaixo sobre História, abro minha caixa postal e leio o texto seguinte – imperdível – sobre os ciclos de mudanças da História recente e atual. Coincidência? 😉 Não posso deixar de republicá-lo aqui! Trata-se de um newsletter da página STUM – Somos Todos Um:

“Amiga e Amigo leitor, estamos todos vivendo, talvez sem percebê-los em todo seu alcance, momentos cruciais e extraordinários para nosso planeta. Por alguma razão, talvez por causa do exemplo e mérito do meu saudoso pai, sempre tive um interesse profundo nos assuntos internacionais, mundiais, que considero essenciais, ainda mais no mundo atual que a tecnologia da informação hoje reduziu àquele imediato espaço-tempo virtual, que corresponde a um clic do mouse.

Desejo aqui compartilhar brevemente os principais eventos mundiais, na minha humilde opinião, que mudaram para sempre a história da Humanidade e que me acompanharam nesta vida, desde minha chegada ao planeta até este momento.

1945 – Enquanto ainda me encontrava nadando no ventre de minha mãe, em Maio, terminou a segunda grande guerra, com mais de 40 milhões de mortos, em sua maioria civis inocentes, e permitiu a todos constatar o que pode acontecer quando entra em ação a mistura fatal de expansionismo, nacionalismo e ódio racial. O Japão capitulou quatro meses depois, em Setembro, após o brutal ataque a Hiroshima e Nagasaki, quando as bombas nucleares exterminaram centenas de milhares de crianças, mulheres e velhos inocentes; algo inominável que considero impossível justificar. Havia de fato lá muitos outros objetivos militares, como a frota imperial ancorada na baía de Tóquio. O mundo, que tanto precisava de paz, ainda não havia aprendido a lição. As ogivas nucleares começavam a mostrar a que tinham vindo. Começava a Guerra Fria.
E nada ficou como antes…

1968 – No Brasil da ditadura militar, com sua severa censura, pouco foi divulgado sobre estes episódios, mas a Europa foi sacudida de forma irreversível em seus centros de poder…
– Paris, Maio: guerrilha nas ruas e praças. A política tradicional, o capitalismo ocidental, a igreja e a sociedade sofrerão o primeiro grande golpe desta segunda metade do século. Não se trata -em momento algum-, de um movimento eclodido por motivos econômicos; as pessoas, principalmente os estudantes, ocupam praças, constroem barricadas, dominam um bairro inteiro, o Quartier Latin, marcham nas avenidas principais, questionam, desafiam o sistema, o status quo, a sociedade de consumo, apavoram o poder estabelecido. Percebem, sabem que mais esta revolução pode ser vencida. Coesos e com objetivos claros de reformas sistêmicas, os estudantes exigem democracia no nível da rua e disponível a todos, articulam-se de forma a conseguir o apoio de praticamente toda a população…
A Sorbonne -a mais conceituada Universidade francesa-, foi invadida e ocupada; a contestação atingiu níveis paradoxais. Tudo, tudo começou a ser discutido, todos os aspectos da vida social vigentes foram transcendidos, desde os métodos de ensino aos exames de fim de curso, do sistema político ao da saúde pública. A panela de pressão havia estourado e um novo horizonte se tornou realidade. As relações de poder entre o cidadão e as autoridades mudaram da água pro vinho…
E nada ficou como antes…

1989 – A queda do muro e da URSS
Em 9 de Novembro daquele ano, encontrava-me em Dusseldorf, na Alemanha e creio que poucas vezes me emocionei tanto. Nos locais públicos, lojas, restaurantes, farmácias, bancos, havia um ou mais aparelho de TV ligado. Todos continuavam trabalhando ordeiramente e em silêncio, mas com contagiantes lágrimas nos olhos. As imagens mostravam incrédulos alemães orientais, com e sem documentos, passando pelos escancarados postos de fronteira de Berlim -ainda em mãos dos guardas do regime-, que ficaram submersos, e sem reagir, pela multidão avançando rumo ao lado ocidental. Lembro que alguns dirigiam os obsoletos, fumacentos e descartáveis carros Trabant, que em pouco tempo foram jogados em profundas valas abertas nos fundos dos postos de gasolina mais afastados das cidades. Membros de famílias, separadas durante dezenas de anos, ansiosamente espreitavam os que passavam pela fronteira e quando alguém era localizado a comoção tomava conta e a turma -chorando sem parar-, festejava como se tivesse assistindo a um gol de seu time de futebol.
(Agradeço ao Universo por ter me permitido saborear este momento de celebração).
Com a subsequente queda do muro, ato contínuo, começou o inexorável desmoronamento da União Soviética, da cortina de ferro, do sistema comunista.
A Guerra Fria havia acabado para sempre. A Alemanha estava finalmente reunida.
E nada ficou como antes…

2001 – Um novo inimigo: o terrorismo
Os ataques em solo americano -pela primeira vez na história-, mudaram nossas vidas, a dos iraquianos, dos afegãos, dos islâmicos em geral e dos americanos, que perderam desde então seus direitos constitucionais, ficando submetidos à lei chamada de “ato patriótico”:
“Entre as medidas impostas pela lei, estão a invasão de lares, espionagem de cidadãos, interrogações e torturas de possíveis suspeitos de espionagem ou terrorismo, sem direito a defesa ou julgamento. As liberdades civis com esse ato são removidas do cidadão. Muitos historiadores relacionam essa lei como um passo legal para a instituição de lei marcial na eventualidade de qualquer evento de terrorismo, falso ou verdadeiro” (Wikipédia)
Sim, os EUA em crise profunda encontraram o terrorismo, palavra-chave que hoje apavora meio mundo e que justifica qualquer ação de retorsão comercial, diplomática ou militar, para manter o medo como companhia constante dos habitantes dos EUA e do planeta.
Não vamos aqui entrar no mérito sobre a autoria do ataque, aspecto que já foi tratado em outro especial.
E nada ficou como antes…

2011 – Sim, é possível, pois está acontecendo!
Pessoalmente, acredito que este ano, que está quase terminando, tenha sido o mais importante, o mais crucial de todos os que relatei. Será o marco deste século.

Os bravos e determinados filhos da “Primavera Árabe”, saturados pelo jugo de regimes feudais, os “indignados”, em sua maioria desempregados, sem esperança e sem projeto de vida, que ocuparam a principal praça de Madri e as de todas as partes da Espanha, abriram uma nova era para a Humanidade. Em poucos meses, algo que parecia puro devaneio com os dias contados, mostrou toda sua força, derrubando ditadores vitalícios, e espalhando aos quatro ventos uma semente poderosa, que aos poucos está ganhando as ruas do mundo inteiro, exigindo mudanças estruturais profundas, carregando pelas ruas e praças as bandeiras da ética, da justiça, da luta sem fim às desigualdades, ao preconceito, à separação.

Estamos apenas no começo. Com ou sem o apoio da mídia, muitas vezes impossibilitada de operar com liberdade, a Internet e suas redes sociais, bem empregadas, estão conectando, informando, motivando milhões e milhões de pessoas que começaram a sentir e apreciar seu real poder, outrora negado e manipulado e que emana de uma infinita maioria de trabalhadores, estudantes, homens e mulheres, seres humanos cansados de projetar num futuro que nunca chega suas realizações pessoais, profissionais, seus sonhos.
Quase 100 países se encontram hoje em agitação permanente. Metade dos países da Europa está em profunda crise econômica e social.

Os políticos, em sua maioria limitados, desmoralizados e ambiciosos, para dizer o mínimo, não conseguem sequer entender o que acontece de fato com a sociedade, abandonada inexoravelmente às cruéis leis de mercado. O socorro disponível ignora o aspecto básico do ser humano, focando, privilegiando como sempre as instituições financeiras para -dizem-, evitar uma “crise sistêmica”.

Percebo que o Universo está atuando num movimento pontual, sereno, implacável, que somente perturba quem não o percebe, por estar cego e surdo aos chamados de sua própria alma, esquecendo-se de que uma das sete leis espirituais é a do carma, como pode ser bem compreendido no livro “Morrer não se improvisa” de Bel Cesar.

Não será preciso desenvolver novos sistemas de governo, visto que uma democracia -finalmente iluminada-, amorosamente atuante, priorizando as enormes e urgentíssimas necessidades da Humanidade, terá todas as condições morais de estar à frente de povos despertos e conscientes.
Somente trazendo a Espiritualidade de volta às nossas vidas, poderemos transformar o mundo inteiro. Não haverá necessidade de destruir nada do que está aí. Basta afastar de vez -ou reabilitar-, os irmãos que ainda se encontram na sombra.

Vamos nos tornar também ativistas da Luz, mensageiros da Verdade que liberta?

O chamado é forte, é global, precisamos agir também, de acordo com nosso potencial. Creio seja o momento de consagrar nossa energia, amor-próprio e disponibilidade em prol desta enorme onda de transformação de consciências, alegres e felizes por poder servir ao Universo neste momento fundamental, fazendo nossa parte com inteligência, coragem, determinação e muito amor, em cada ato de nossa existência.
E nada ficará como antes…

Sim, somos um só!
Agradeço aqui os queridos e pacientes Guias e mais a turma toda que permite que o site exista: Rodolfo, Sandra, Teresa, Marcos, Anderson, Ian, Lidiane… e Você!

Namastê (O Deus que É em mim saúda o Deus que É em Você)”.
Sérgio STUM (autor do texto) – Obrigada!!!

::Especial de 10 páginas sobre o Brasil no jornal alemão “Die Welt”::

26/09/2011

Saiu um especial sobre o Brasil no jornal “Die Welt” (O Mundo) de 16.09.11 (parte dele aqui) e aqui, que descreveu em 10 páginas o que o Brasil significa economicamente na atual conjuntura mundial e como está o relacionamento Brasil-Alemanha. Faço questão de (tentar) resumir as muitas reportagens, para que vocês possam se orgulhar comigo do nosso país:
– O Brasil é atualmente a 7a. maior economia do mundo, sendo que se acredita em reportagem deste jornal que em poucos anos poderemos ultrapassar a Rússia, a Alemanha e o Japão, conquistando assim o lugar de 4a. maior economia do mundo, só atrás da China, EUA e Índia. Diz-se no jornal que não há dúvida de que “se” isso vá acontecer, a dúvida fica só na pergunta “quando”. Acredita-se que em 10 anos o país ocupará a posição de 5a. maior economia mundial;
– Nos últimos anos, quase 40 milhões de brasileiros passaram a fazer parte da classe média baixa, o que causou um enorme aumento do poder de compra da população. No total, a metade do país já faz parte da classe média;
– O Brasil é 24 vezes maior que a Alemanha em termos de território, sendo que 10% de seus atuais 200 milhões de habitantes têm ascendência alemã;
– Dos quatro países BRIC, o Brasil é o único país de democracia ocidental;
– O jornal chama a atenção para o fato de que é a imprensa brasileira que descobre casos de corrupção, vendo este fato como positivo, pois mostra que a imprensa é forte, tomando o lugar, muitas vezes, da Justiça;
– Logicamente levantam a grande oportunidade para a Alemanha de conquistar maior parcela de negócios dentro do país com a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas de 2016 no Brasil;


– As áreas em que vêm grandes chances de cooperação entre o Brasil e Alemanha são: infraestrutura, logística (organização de grandes eventos), segurança, saúde, energias renováveis (ecologia), controle de qualidade, turismo, setor alimentício, finanças e apoio à exploração de minério e petróleo;
– O ano de 2013 será o “Ano da Alemanha no Brasil”, quando a Alemanha pretende mostrar que pode e quer ser parceira em outras áreas além da econômica;

– Foi assinada a pouco tempo uma cooperação entre as cidades do Rio de Janeiro e Colônia – a primeira deste tipo. Espera-se que outras cooperações a nível municipal surjam com o tempo;
– Há 1.200 empresas alemãs no Brasil, 90% delas são empresas de médio porte, que representam juntas 8% do nosso PIB;
– Nosso PIB cresceu 7,5% em 2010 e a prognose para o 1o. semestre de 2011 é de 4,1%;
– O Brasil dispõe de enormes recursos agrários, água, minério e energia e é visto como o celeiro do mundo: os 60 milhões de hectares de terra para plantio podem ser triplicados sem danificar a área do Amazonas;
– Nosso país é o maior exportador/produtor de café, suco de laranja e frango do mundo;
– E o país com a maior diversidade de flora e fauna do mundo, além de apresentar a maior diversidade de espécies animais do planeta;
– A indústria e o setor de serviços são modernos atingindo o 4o. lugar no mundo em termos de mercado para automóveis e o 5o. lugar do mundo para o mercado de celulares, 3o. lugar do mundo no mercado de computadores e 2o. lugar do mundo no mercado de cosméticos;
– Pontos negativos: baixo nivel de liberização da economia, altas barreiras contra produtos importados, sistema de impostos complexo, burocracia indecifrável, vias legais muito demoradas, alto valor do Real e infraestrutura pouco desenvolvida;
– O salário médio mensal, segundo o jornal, em 2010: 985 euros (este dado, além de muitos outros, me surpreendeu);
– Comprado com os outros países BRIC, vê-se o Brasil como politicamente estável, com uma população culturalmente homogênea, o que garante a ausência de movimentos separatistas no futuro, cujo crescimento demográfico é positivo;
– Desde o ano de 2.000 o nosso volume comercial em termos de exportação aumentou em 4 vezes, já que o país tem atendido, dentre outros, as economias em desenvolvimento na região asiática;
– O investimento estrangeiro no Brasil já atinge 400 bilhões de dólares, sendo que 1/3 do mesmo vem da China (48,5 bilhões de dólares), que está tomando o lugar dos EUA e da EU como parceiro comercial mais importante do Brasil;
– As relações comerciais com a Alemanha duplicou nos últimos 10 anos;
– O Brasil é o parceiro comercial mais importante na América do Sul para a Alemanha (40% do total);
– Nos próximos 20 anos estã previsto o investimento de 2,8 trilhões de dólares em infraestrutura. Para os eventos de 2014 e 2016, o país investirá um total de 130 milhões de dólares;
– A presidente Dilma é vista como a 3a. mais influente/poderosa mulher do mundo (segundo a revista americana Forbes – lista atual de 2011), atrás da chanceler alemã Angela Merkel e da política americana Hillary Clinton. Na lista de 2010 a Dilma estava em 16o. lugar. 70% dos brasileiros estão a seu favor;
– Em março de 2012 a Dilma virá à Alemanha, pois o Brasil será o país-parceiro da feira de informática CEBIT;
– Poucos países no mundo oferecem tanta diversidade em termos turísticos: praias fenomenais, paraísos naturais, Floresta Amazônica e Oktoberfest em Blumenau (maior festa alemã do continente americano), dentre tantas outras atrações;
– A região do Amazonas representa com 4,1 milhões de Km² quase 60% da área brasileira e é tão grande quanto os EUA. Da região total, que é essencial para o clima mundial, 2/3 ainda estão intactos;
– As universidades federais e algumas privadas (PUC do Rio de Janeiro) são citadas como tendo um alto nível de ensino;
– Em 2010, 540 estudantes alemães (26% na área de Ciências Exatas/Matemática, 24% na área de Línguas e 23% na área de Direito, Soziologia e Economia) foram estudar no Brasil através da DAAD, dentre os quais 1/7 foi para a USP;
– Áreas que são vistas com bons olhos pelos estudantes alemães: indústria da exploração de petróleo, construção de aeronaves, Medicina dos Trópicos, pesquisa climática, área farmacêutica, arquitetura, planejamento de cidades (85% dos brasileiros vivem em grandes centros urbanos) e ecologia.
– No semestre do inverno de 2009/2010, haviam 2.299 brasileiros estudando na Alemanha;
– O nosso nível de alfabetização atinge atualmente 88%, o que mostra que o setor da educação tem prioridade para o governo brasileiro;
– Na opinião do DAAD: Há pouca competência sobre o Brasil na Alemanha e pouca informação, além dos clichês que todos conhecem, sobre as inúmeras possibilidades que o país oferece;
– 46% da energia gerada no país já é atualmente de fontes renováveis (água, vento e biomassa – bagaço da cana de açúcar);
– O crescimento do Brasil é visto como sustentável, de caráter duradouro.

::Copa do Mundo de Futebol Feminino na Alemanha::

05/07/2011

Hoje foi a 1a. vez que assisti um jogo do atual campeonato e gostei do que vi! A Alemanha ganhou da França de 4 x 2, e jogou bem. Nos últimos dias a equipe alemã estava sendo muito criticada e este parece ter sido o jogo da virada. O futebol feminino parece ganhar um pouco mais de espaço, mas muitos repórteres ainda parecem não saber como lidar com a “coisa”. Depois de ter dado uma olhada no Portal UOL e na página da revista alemã Der Spiegel, parece que a “coisa” tem mais valor aqui na Alemanha, pois o noticiário sobre o atual campeonato mundial feminino de futebol está meio escondido na 1a. página do portal brasileiro. A revista alemã, por sua vez, resume aqui o problema do futebol feminino:

“Frau zu sein ist schwer:
man muss denken wie ein Mann,
sich benehmen wie eine Dame,
aussehen wie ein Mädchen
und schuften wie ein Pferd.
Und für die gleiche Arbeit
ein deutlich niedrigeres Gehalt akzeptieren
wie die männliche Konkurrenz”.

“É difícil ser mulher:
temos que pensar como um homem,
nos comportar como uma dama,
ter o aspecto físico de uma garota
e trabalhar como um cavalo.
E temos que aceitar que para o mesmo trabalho
podemos receber um salário bem mais baixo
que o da concorrência masculina.”

Ainda bem que a diferença de salários encontrada no futebol não se repete em todos os outros campos profissionais! O que seria de nós, não é mesmo? Mas fica uma pergunta no ar: quando será que os esportes femininos terão a mesma importância na mídia quanto os masculinos?

Enquanto isso, os repórteres brasileiros vão descobrindo com a cobertura do atual campeonato que a Alemanha é composta de várias cidades médias e pequenas, existindo poucas cidades cuja concentração de habitantes seja tão grande como nas grandes cidades do Brasil. Leia o artigo aqui (“Brasil deixa o interior, chega à cidade grande e reencontra o verão europeu”).

Aqui outra reportagem da Deutsche Welle sobre a repercussão do time brasileiro na mídia alemã.

Fonte: Der Spiegel, Portal UOL e Deutsche Welle, vários artigos de junho de 2011

::A verdade sobre a crise::

28/03/2009

Eu, da minha parte, já tinha pensado nisso, mas a quantia não estava tão clara assim para mim…

***

Texto atribuído ao Neto, Mentor Muniz Neto, diretor de criação e sócio da Bullet, uma das maiores agências de propaganda do Brasil, sobre a crise mundial.

“Vou fazer um slideshow para você.
Está preparado?

É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas.
Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.
Aquelas com moscas nos olhos.

Os slides se sucedem.
Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta.
Gente pobre.
Gente sem futuro.

Durante décadas, vimos essas imagens.
No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.
Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem.
São imagens que criam plataformas de governo.
Criam ONGs.
Criam entidades.
Criam movimentos sociais.

A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer.
Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se sucederam nas nações mais poderosas do planeta.
Dizem que 40 bilhões de dóares seriam necessários para resolver o problema da fome no mundo.
Resolver, capicce?
Extinguir.

Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta.
Não sei como calcularam este número.
Mas digamos que esteja subestimado. Digamos que seja o dobro.
Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.

Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.
Não houve documentário, ONG, lobby ou pressão que resolvesse.

Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia. Bancos e investidores…


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