Posts Tagged ‘plástico’

::O que eu posso fazer para ajudar no combate ao coronavírus?::

22/04/2020

A resposta para a pergunta acima vem como uma mantra: “Ficar em casa, lavar as mãos e manter a distância de 1,5 metros do meu semelhante.” Mas será que é só isso mesmo o que posso fazer para ajudar no combate ao coronavírus?

Ok, usar uma máscara, essa é uma boa ideia. A minha prima querida Alice me passou um molde e um vídeo explicativo, e desde então algumas amigas, além da minha irmã, já confeccionaram máscaras para suas respectivas famílias. Até nós aqui de casa ganhamos máscaras lindas de presente da nossa amiga Chris! Segundo informações da Angela Merkel, que as chama de „máscaras comunitárias”, elas devem ser trocadas e lavadas com frequência, passadas a ferro ou colocadas no forno do fogão / forno de micro-ondas, para serem produtivas no combate contra a doença. A Chris completa que ao lavá-las com água e sabão e secá-las no sol, como a vovó fazia, elas estarão livres do vírus através dos raios UVA e UVB que são bactericidas, fungicidas e viricidas. Obrigada, Alice, obrigada, Chris!

Outra amiga minha, escritora e psicoterapeuta, a Isa Magalhães, abriu um grupo de Meditação e Paz no WhatsApp para enviar meditações para orarmos pela paz e saúde pessoal e mental. Excelente iniciativa também, pois sem saúde mental, não iremos sair bem dessa…

Uma outra conhecida virtual, a Patricia Vieira Bispo, criou um grupo no WhatsApp já há algum tempo, para espalhar mensagens de positivismo por aí, e lançou seu primeiro livro há algumas semanas atrás.

Na empresa onde trabalho, há duas semanas atrás apresentaram o que já vinham fazendo no combate à doença (uso de tratores para desinfetar grandes áreas, confecção de camas, importação de máscaras para os funcionários e para hospitais locais, não só seguir como ampliar onde possível as orientações seguidas de proteção ao funcionário, etc.). Isso me deixou pessoalmente feliz com a demonstração de responsabilidade social das pessoas com as quais eu trabalho! Depois nos pediram mais ideias do que pode ser feito além disso.

Seguindo o pedido deles, eu mesma fiz um passeio pela internet e achei algumas ideias. Em um post do Facebook de uma enfermeira conhecida minha em Beagá, a Jacque, achei por exemplo a ideia criada por Quinn Callander, um menino escoteiro de 12 anos (!), que inventou um suporte para máscaras para ser usado atrás da cabeça e para assim evitar o incômodo atrás da orelha. A mãe dele publicou o molde aqui e desde então ele tem sido copiado e espalhado pelo mundo todo.

Passei também esta última ideia do suporte para minha empresa e qual não foi a minha surpresa agradável ao ouvir, na semana seguinte, que ele já estava sendo produzido em impressoras 3D tanto para os funcionários quanto para hospitais! Eles incentivam os funcionários a enviar mais ideias do que pode ser feito. Se alguém tiver mais alguma ideia legal, sou toda ouvidos!

Voltei a pensar na Jacque, que tinha postado sobre o suporte para máscaras no Facebook, e perguntei se nesse meio tempo ela já tinha conseguido um suporte para usar. Ela comentou que adoraria poder usá-lo, mas que ainda não estava disponível. A situação era ainda pior para ela pois ela usa óculos e as orelhas ficam doendo muito… Depois da notícia da minha empresa, queria poder retribuir e que ela pudesse ter um suporte desses. Comecei então a procurar alguém que tivesse uma impressora 3D em Beagá.

Passaram-se alguns dias e não consegui achar ninguém lá, mas uma conhecida aqui na Europa, a Denise da Cruz, comentou que tinha uma impressora 3D. Mas como ela mora aqui em Liechtenstein, enviar esse suporte para o Brasil iria demorar muito, então continuei buscando outra solução junto à minha família. Minha prima Lílian se ofereceu para pedir orçamento em empresas com impressora 3D diretamente lá em Beagá.

Nesse meio tempo, a Denise voltou a entrar em contato comigo com uma ideia simplesmente brilhante: fazer o suporte com embalagens vazias de plásticos resistentes, mas flexíveis (como p.ex. embalagens de sabão em pó, desinfetante, etc.), usando um canivete (faca alfa) para o corte. Ainda segundo ela: “Quem tiver máquina de corte pode usá-la também.  Vai ser muito mais rápido do que uma impressora 3D.” Ela preparou um molde que posso enviar pra quem quiser fazer o suporte em casa. Além da questão social, esta ideia ainda acaba contribuindo para a preservação do meio-ambiente. A Denise também teve a ideia de fazer máscaras com embalagens de bebidas PET, como ela mostra neste vídeo no YouTube. Na minha opinião, são ideias simples, práticas e baratas que merecem aplausos! Klap, klap, klap, klap, klap! Minha prima querida Lílian também quer fazer protótipos do suporte junto do Beto, seu namorado. Obrigada Quinn, obrigada Denise, obrigadão Lílian e Beto!

Precisamos de ideias criativas e de muita solidariedade para solucionar problemas complexos como o coronavírus. Precisamos que várias áreas de conhecimento se unam na busca de respostas. Em Liechtenstein, onde a Denise mora, foi criada uma pulseira que pretende detectar a infecção por COVID-19. Aqui na Alemanha, o RKI (Instituto Robert Koch) criou um app para ser conectado com relógios que registram dados ligados à saúde de pessoas saudáveis, no mesmo intuito de tentar entender melhor a doença e talvez poder até mesmo predizê-la. O registro dos dados está sendo feito de forma anônima, mas tem-se conhecimento do código postal de cada participante. 100% anônimo não é, mas é perfeitamente compreensível que os especialistas queiram entender onde estão as pessoas que estão repassando seus dados, já que todos sabemos que a doença também é influenciada pelo fator geográfico. E quem diria: eu, que sempre fui contra registrar e nunca pensaria em passar meus dados para análise, comprei na semana passada um relógio desses baratinhos e me conectei com o app do RKI. Supõe-se que o infectado tem alterações que podem ser medidas, como p.ex. o batimento cardíaco ou o ritmo de sono e de atividade pessoal, e como tudo isso é medido nesses relógios, podem avaliar p.ex. a diferença entre doentes e sãos.

O primeiro a adotar esse app aqui de casa tinha sido o Matthias, meu marido, e este ato de solidariedade foi seguido por muitos outros alemães no intuito de tentar compreender melhor a doença e diminuir o número de casos que ainda são desconhecidos. Os especialistas do RKI declararam que estão muito satisfeitos com a participação da população e que este conjunto de dados é extremamente importante para os epidemiologistas.

O objetivo comum, independente de como cada um está agindo, é um só: salvar vidas. Cada um faz o que pode. Como dizia o bom ditado: “De grão em grão a galinha enche o saco!”

::O que é melhor na Alemanha?::

09/02/2011

Segundo o Dago e Cintia, leitores do livro da Mineirinha: cerveja, muros mais como objetos de decoração, a educação no trânsito, as poucas sacolas de plástico e os ônibus. Leia uma descrição muito bem humorada sobre algumas diferenças culturais entre o Brasil e a Alemanha aqui. Chamo a atenção para a observação muito válida de que aqui seguem-se as leis por ter-se medo (reserva pessoal) de transgredi-las, enquanto que no Brasil tendemos a gostar de transgredir as leis pelo gosto de um desafio. Note-se que esse gosto é trazido por todo brasileiro pra cá!

Detalhe: só o “header” (a figura no alto do blog) do site deles e as fotos lindas da filhota Anabella já valem a visita por lá! E se tiverem ficado curioso(a)s, leiam mais sobre o super projeto atual do Dago, para o qual ele aceita apoio de terceiros!


%d blogueiros gostam disto: