Posts Tagged ‘primeiros socorros’

::E-Bike com salsicha::

11/08/2019

No ano passado experimentei meu primeiro passeio com uma bicicleta elétrica alugada, feito junto da minha família e por ocasião da visita da Raquel (www.canalbackpackingalone.com), que aliás já está me devendo outra visita em breve!

Em seguida, meu marido comprou uma bicicleta elétrica, que ele usa para ir ao trabalho e com a qual já andou mais de mil quilômetros, meu filho usa sua bicicleta normal para ir para a escola, faça chuva, neve ou faça sol, e eu continuava não motorizada, aguardando uma boa oferta ou oportunidade de comprar a minha tão sonhada bicicleta elétrica.

Quando a oportunidade apareceu, eu pensava que era só ir numa loja, dizer o que queria, experimentar dois, três modelos e sair dali guiando minha bicicleta pra casa. Ledo engano! Eu sou baixinha, não há muitos modelos no meu tamanho, há muitos detalhes a serem considerados e acabei saindo da primeira loja sem bicicleta, um tanto quanto frustrada.

Nova tentativa, várias bicicletas testadas, uma bicicleta na oferta e finalmente encontrei minha nova companheira de aventuras! Ela me pôs muito mais em contato com a natureza, me deu mais liberdade, diminuiu as distâncias e fez com que o ir e vir ficasse ainda mais gostoso! Recomendo! Foi definitivamente a melhor compra deste ano!Em alguns meses, já andei mais de 250 km com ela, apesar de que já tenha colecionado dois acidentes, que já deram à minha bicicleta um aspecto de bicicleta usada e com algumas boas marcas de uso. Antes ela do que eu!

No primeiro acidente, um ciclista profissional em alta velocidade me cortou numa curva. Se meu marido não tivesse me avisado, eu teria sido atingida em cheio! Dei um freada de forma um tanto quanto brusca e caí pro lado. A bateria, que não estava colocada de forma correta no seu suporte, se soltou da bicicleta e fez um voo próprio. Voltou ao seu lugar cheia de pequenas e médias marcas. Eu saí ilesa, como que por milagre. Antes ela do que eu!

No dia do segundo acidente, chovia o tempo todo. Quando parou de chover, tivemos a ideia de ir visitar minha cunhada. Numa rampa só de ciclistas, fui desafiada pelo meu filho pela pergunta de „quem chega lá no alto primeiro”, coloquei uma marcha muito leve e aumentei a potência elétrica da bicicleta, e acabei dando uma boa escorregada na curva. Quebrei o suporte da iluminação fronteira da bicicleta, estraguei um pouco um dos pedais, girei o guidon e… esfolei ambos os joelhos, que incharam e ardiam aos montes. Chegando na minha cunhada, expliquei o que tinha acontecido e pedi gelo. Ela me disse que não tinha. Eu pedi então uma bolsinha de gel (Kühlpack), que toda mãe ou avó tem em seu refrigerador para pequenos acidentes domésticos. Ela me disse que não tinha nenhum. Eu pedi pra ela qualquer coisa gelada, pois precisava de tentar diminuir o inchaço dos dois joelhos. Eis que ela tirou do refrigerador uma salsicha típica alemã (Bratwurst), guardada dentro de uma bolsa de plástico. Foi com ela que eu prestei os Primeiros Socorros ao meu corpo, e devido à sua forma de sorriso, ela se acoplou perfeitamente ao meu joelho inchado… Depois de um tempo em uso, ela já estava pronta para ir para a panela. Bom, antes ela, do que eu!…

silhouette of person riding on commuter bike

Foto por Flo Maderebner em Pexels.com

 

::Primeiros Socorros::

22/06/2009

Estava mais do que claro que a pessoa para quem eu iria prestar Primeiros Socorros seria o Dani, meu filho, que é um super doce de coco, mas é altamente arteiro… E assim foi! Hoje de manhã ele abriu uma gaveta na cozinha, muito rapidamente enfiou os dedinhos exatamente numa cortadora de legumes muito afiada e ao tirá-los saiu uma sangueira danada… Percebi que não tinha nada em casa pra conseguir fazer o sangue parar e desci correndo para pegar o meu kit de Primeiros Socorros do carro, cuidei dos dois dedinhos machucados e fiquei aliviada! O curativo se soltou à tarde, eu e Taísa fizemos um mais bem feito, que aguentou a movimentação do “destruidor de casas e corações“ durante a tarde toda e espero que as feridas se fechem até amanhã. Ufa!

::Cumprindo promessas – Parte II::

19/06/2009

A primeira parte desta série faz parte do meu livro.

Hoje eu fiz a segunda parte do meu curso de Primeiros Socorros e agora posso oficialmente ajudar outras pessoas em casos de emergência. Desta vez não chorei, o acidente do Daniel parece já ter sido superado, mas o aprendizado ficou para sempre. Aqui na Alemanha a ajuda é obrigatória, enquanto se aciona a vinda da ambulância, e quem negá-la pode sofrer consequências legais. Seguindo estudos dos EUA, os alemães entendem que a probabilidade de fazer algo errado é menor comparada ao que pode ser alcançado através de uma ajuda assim que algo perigoso acontecer. Assim, aqui na Alemanha se retira o capacete de motociclistas acidentados, desde que estes estejam inconscientes. E quem não souber como reagir, tem ainda assim tem a obrigacão de ficar perto do acidentado, chamar a ambulância e esperar ao lado dele até que ela chegue ao local. Mas independentemente da obrigação de ajudar, continuo sendo da opinião de que todo mundo, ou pelo menos todas as famílias com crianças pequenas em casa deveriam fazer um curso desses, pois dá um alívio grande aprender como reagir em situações de perigo, e também é recompensante e poder ajudar e ser ajudado em um caso desses (quem já passou por isso, como eu, sabe da extrema importância desses “anjos terrenos”). Aprendemos como lidar com pessoas desmaiadas, queimadas, acidentadas, que sofrerem um derrame ou uma parada cardíaca, que tiverem dificuldade de respirar, a fazer respiração boca-a-boca…. É mesmo um número infindável de casos de perigo.

Se você mora na Alemanha, guarde na cabeça o número 112 (do celular acrescente o código da cidade onde morar) para poder chamar uma ambulância em caso de urgência.

::Cumprindo promessas::

15/11/2008

Ontem passei 6 horas fazendo a 1a. parte de um curso de primeiros socorros, como tinha prometido aqui. Meus olhos se encheram d’água várias vezes durante o curso, muitas vezes por estar relembrando acontecimentos ruins, mas acima de tudo por uma imensa gratidão a Deus: apesar de todas as intempéries, a família continua aí, firme e forte que nem gelatina. A nossa memória tem uma técnica perfeita para fortalecer o continuamento da força para viver, mas num curso desses os casos vão se passando e eu fui me lembrando: isso aconteceu comigo, também isso aconteceu com a Taísa, aquilo aconteceu com o Daniel, aquilo outro aconteceu com o Matthias…Ufa! Mas eu aprendi muitíssimo e tenho muito que recomendar um curso desses para todo mundo, pois estamos nesta Terra para ajudar e ser solidários com nossos semelhantes. E foi porque uma pessoa fez um curso desses e soube reagir no momento exato (dentre os poucos minutos que restavam depois da parada respiratória), que o Daniel continua a viver!

Muitas vezes fico pensando por que existem países, por que há várias línguas, costumes e tradições tão diferentes no mundo e outros tão iguais, de onde vem tudo isso? A minha resposta é que Deus nos fez diferentes como prova, para buscarmos no outro a semelhança, o complemento, o “outro lado” da mesma medalha. Somos UM. Somos, geneticamente falando, mais de 99% iguais no mundo todo, mas ainda nos concentramos demais nas diferenças, que são menos de 1%.

Com esta consciência percebo muito que a questão do “ajudar” é outra para cada ser humano. O ser humano está ficando cada vez mais egoísta e tende a anonimizar esta questão: “eu estou ocupado com minha vida, que outro ajude quem está precisando!”. Aqui na Alemanha, por exemplo, as pessoas são muito solícitas, mas gostam de ajudar sem saber a quem estão ajudando exatamente, de forma anônima, como pagar um certa quantia para uma campanha ou fazer doação para uma insituição de caridade, etc. Ao mesmo tempo, o alemão, em geral, só gosta de aceitar ajuda se esta for vinda do governo, se for algum programa ou instituição oficial. Ele não gosta de deixar outras pessoas ficarem sabendo que precisa de ajuda, não gosta de pedir ajuda.

A minha visão do “ajudar” é bem mais ampla. Eu acho que se ajudo “A”, serei ajudada por “Y”, e assim vai. Acredito nas energias. Aqui se acredita que se a pessoa “A” faz alguma coisa boa para mim, eu sou obrigado a retribuir o mais rápido possível, na mesma medida, para esta mesma pessoa. Esta diferença de percepção é, muitas vezes, uma barreira entre as pessoas. Todo mundo pode passar por uma situação como a que passei, e com esta consciência, e com a certeza de que a vida é uma troca, podemos aproximar seres humanos e nossas culturas. Boas energias e calor humano são as fontes que todos querem tocar.

::Renascido::

06/07/2008

Na sexta tive o maior susto da minha vida: o Daniel estava comigo no parquinho na beirada do lago e estava dependurado na corda de um brinquedo, em baixa altura (1 metro). De lá se soltou e caiu em pé na areia, e logo depois bateu com o peito na areia, tentou chorar e desmaiou. Fui correndo para socorre-lo e muito rapidamente percebi que ele nao estava mais respirando, num passe de segundos algumas maes já estavam ligando para organizar uma ambulancia, enquanto uma mae do meu lado me orientou que fizesse respiracao boca a boca. Na 3a. tentativa ele voltou a si e a respirar, gracas a Deus!!! Para mim, o dia 04.07 a partir de agora é a 2a. data de aniversário do Daniel!!! Em seguida dispensei a ambulancia e o levei eu mesma ao hospital, sendo que o médico de plantao constatou que ele estava novamente 100%!… Até agora ainda estou em estado de choque…


%d blogueiros gostam disto: