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Posts Tagged ‘reportagem’

::Bom dia, Deutschland – Brasileiros na Alemanha::

09/07/2012

É este tipo de reportagem que deveria existir sempre na televisão alemã, mostrando as culturas do mundo e como estrangeiros vieram pra cá, deram certo e influenciaram positivamente a comunidade onde vivem! Vejam o vídeo, tenho certeza que vão adorar! 🙂

Genau solche Art von Reportagen sollte man immer auf dem deutschen Fernseher sehen können. Hier geht es um Ausländer (in dem Fall Brasilianer) denen es gelungen ist erfolgreich in Deutschland zu leben und ihre Umgebung positiv zu beeinflussen. Das Video ist sehr sehenswert! 🙂

::Por que a Alemanha é diferente?::

25/01/2012

A seguir uma reportagem da Época que vale a pena ser lida. Embora nao concorde 100% com tudo o que foi escrito, há muita informacao interessante sobre a Alemanha que faz a leitura valer a pena. Confira aqui.

Fonte: Época, 23/01/2012

::Guaraná::

28/09/2011

Aqui uma reportagem muito bonita e informativa sobre o guaraná.

::Especial de 10 páginas sobre o Brasil no jornal alemão “Die Welt”::

26/09/2011

Saiu um especial sobre o Brasil no jornal “Die Welt” (O Mundo) de 16.09.11 (parte dele aqui) e aqui, que descreveu em 10 páginas o que o Brasil significa economicamente na atual conjuntura mundial e como está o relacionamento Brasil-Alemanha. Faço questão de (tentar) resumir as muitas reportagens, para que vocês possam se orgulhar comigo do nosso país:
– O Brasil é atualmente a 7a. maior economia do mundo, sendo que se acredita em reportagem deste jornal que em poucos anos poderemos ultrapassar a Rússia, a Alemanha e o Japão, conquistando assim o lugar de 4a. maior economia do mundo, só atrás da China, EUA e Índia. Diz-se no jornal que não há dúvida de que “se” isso vá acontecer, a dúvida fica só na pergunta “quando”. Acredita-se que em 10 anos o país ocupará a posição de 5a. maior economia mundial;
– Nos últimos anos, quase 40 milhões de brasileiros passaram a fazer parte da classe média baixa, o que causou um enorme aumento do poder de compra da população. No total, a metade do país já faz parte da classe média;
– O Brasil é 24 vezes maior que a Alemanha em termos de território, sendo que 10% de seus atuais 200 milhões de habitantes têm ascendência alemã;
– Dos quatro países BRIC, o Brasil é o único país de democracia ocidental;
– O jornal chama a atenção para o fato de que é a imprensa brasileira que descobre casos de corrupção, vendo este fato como positivo, pois mostra que a imprensa é forte, tomando o lugar, muitas vezes, da Justiça;
– Logicamente levantam a grande oportunidade para a Alemanha de conquistar maior parcela de negócios dentro do país com a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas de 2016 no Brasil;


– As áreas em que vêm grandes chances de cooperação entre o Brasil e Alemanha são: infraestrutura, logística (organização de grandes eventos), segurança, saúde, energias renováveis (ecologia), controle de qualidade, turismo, setor alimentício, finanças e apoio à exploração de minério e petróleo;
– O ano de 2013 será o “Ano da Alemanha no Brasil”, quando a Alemanha pretende mostrar que pode e quer ser parceira em outras áreas além da econômica;

– Foi assinada a pouco tempo uma cooperação entre as cidades do Rio de Janeiro e Colônia – a primeira deste tipo. Espera-se que outras cooperações a nível municipal surjam com o tempo;
– Há 1.200 empresas alemãs no Brasil, 90% delas são empresas de médio porte, que representam juntas 8% do nosso PIB;
– Nosso PIB cresceu 7,5% em 2010 e a prognose para o 1o. semestre de 2011 é de 4,1%;
– O Brasil dispõe de enormes recursos agrários, água, minério e energia e é visto como o celeiro do mundo: os 60 milhões de hectares de terra para plantio podem ser triplicados sem danificar a área do Amazonas;
– Nosso país é o maior exportador/produtor de café, suco de laranja e frango do mundo;
– E o país com a maior diversidade de flora e fauna do mundo, além de apresentar a maior diversidade de espécies animais do planeta;
– A indústria e o setor de serviços são modernos atingindo o 4o. lugar no mundo em termos de mercado para automóveis e o 5o. lugar do mundo para o mercado de celulares, 3o. lugar do mundo no mercado de computadores e 2o. lugar do mundo no mercado de cosméticos;
– Pontos negativos: baixo nivel de liberização da economia, altas barreiras contra produtos importados, sistema de impostos complexo, burocracia indecifrável, vias legais muito demoradas, alto valor do Real e infraestrutura pouco desenvolvida;
– O salário médio mensal, segundo o jornal, em 2010: 985 euros (este dado, além de muitos outros, me surpreendeu);
– Comprado com os outros países BRIC, vê-se o Brasil como politicamente estável, com uma população culturalmente homogênea, o que garante a ausência de movimentos separatistas no futuro, cujo crescimento demográfico é positivo;
– Desde o ano de 2.000 o nosso volume comercial em termos de exportação aumentou em 4 vezes, já que o país tem atendido, dentre outros, as economias em desenvolvimento na região asiática;
– O investimento estrangeiro no Brasil já atinge 400 bilhões de dólares, sendo que 1/3 do mesmo vem da China (48,5 bilhões de dólares), que está tomando o lugar dos EUA e da EU como parceiro comercial mais importante do Brasil;
– As relações comerciais com a Alemanha duplicou nos últimos 10 anos;
– O Brasil é o parceiro comercial mais importante na América do Sul para a Alemanha (40% do total);
– Nos próximos 20 anos estã previsto o investimento de 2,8 trilhões de dólares em infraestrutura. Para os eventos de 2014 e 2016, o país investirá um total de 130 milhões de dólares;
– A presidente Dilma é vista como a 3a. mais influente/poderosa mulher do mundo (segundo a revista americana Forbes – lista atual de 2011), atrás da chanceler alemã Angela Merkel e da política americana Hillary Clinton. Na lista de 2010 a Dilma estava em 16o. lugar. 70% dos brasileiros estão a seu favor;
– Em março de 2012 a Dilma virá à Alemanha, pois o Brasil será o país-parceiro da feira de informática CEBIT;
– Poucos países no mundo oferecem tanta diversidade em termos turísticos: praias fenomenais, paraísos naturais, Floresta Amazônica e Oktoberfest em Blumenau (maior festa alemã do continente americano), dentre tantas outras atrações;
– A região do Amazonas representa com 4,1 milhões de Km² quase 60% da área brasileira e é tão grande quanto os EUA. Da região total, que é essencial para o clima mundial, 2/3 ainda estão intactos;
– As universidades federais e algumas privadas (PUC do Rio de Janeiro) são citadas como tendo um alto nível de ensino;
– Em 2010, 540 estudantes alemães (26% na área de Ciências Exatas/Matemática, 24% na área de Línguas e 23% na área de Direito, Soziologia e Economia) foram estudar no Brasil através da DAAD, dentre os quais 1/7 foi para a USP;
– Áreas que são vistas com bons olhos pelos estudantes alemães: indústria da exploração de petróleo, construção de aeronaves, Medicina dos Trópicos, pesquisa climática, área farmacêutica, arquitetura, planejamento de cidades (85% dos brasileiros vivem em grandes centros urbanos) e ecologia.
– No semestre do inverno de 2009/2010, haviam 2.299 brasileiros estudando na Alemanha;
– O nosso nível de alfabetização atinge atualmente 88%, o que mostra que o setor da educação tem prioridade para o governo brasileiro;
– Na opinião do DAAD: Há pouca competência sobre o Brasil na Alemanha e pouca informação, além dos clichês que todos conhecem, sobre as inúmeras possibilidades que o país oferece;
– 46% da energia gerada no país já é atualmente de fontes renováveis (água, vento e biomassa – bagaço da cana de açúcar);
– O crescimento do Brasil é visto como sustentável, de caráter duradouro.

::Boas notícias sobre o Brasil!::

14/11/2009

A revista inglesa “The Economist” traz nesta semana uma reportagem de capa sobre o Brasil, repleta de boas notícias. Aqui um pequeno pedaço da reportagem:

“O Brasil já foi anteriormente democrático, já conseguiu que sua economia crescesse e já teve baixa inflação no passado. Mas nunca conseguiu manter estas três condições ao mesmo tempo. Se a tendência atual for mantida (o que significa um grande “se”), o Brasil, que tem uma população de 192 milhões de habitantes e está crescendo rapidamente, poderá vir a ser uma das 5 maiores economias mundias até o meio deste século, junto da China, Estados Unidos, Índia e Japão (Pausa minha: senti falta da Rússia, também parte dos países BRIC! Alguém sabe me explicar por que ela não deve ter sido incluída nesta lista?).

Apesar da crise financeira que tem chacoalhado o mundo, muitas coisas boas têm acontecido no Brasil no presente momento. O país já é auto-suficiente em petróleo e tem tudo para virar um grande exportador desta matéria-prima até o meio da próxima década. O Brasil anunciou que vai emprestar dinheiro para o Fundo Monetário Internacional, uma instituição que há uma década atrás estipulava condições bem restringentes para o dinheiro que então era emprestado ao Brasil.

Muito do sucesso atual do país é fruto do bom senso de seus governos recentes, particularmente o de Fernando Henrique Cardoso de 1995 to 2003, que criou um base macroeconomica para que a economia pudesse florescer.

Memórias desagradáveis

(Pausa minha: do meu nascimento à minha emigração…)

A partir da década de 70, o Brasil tanto não crescia quanto acumulava uma exorbitante inflação e também uma elevada dívida externa. Dentro deste esquema, se passaram duas décadas, quando a produtividade no país caiu. Muitos dos problemas atuais do país, inclusive o crime, a deficiência nos sistemas educacional e de saúde, tiveram origem nesta época ou foram exacerbados por ela. Entre 1990 e 1995 a inflação chegou à média de 764% por ano”.

Leia a reportagem completa (em inglês) aqui.

Fonte: The Economist, edição de 12.11.2009.

::Apoio da Revista Íntegra à Mineirinha::

19/08/2009

A Revista Íntegra publicou uma reportagem sobre o livro “Mineirinha n’Alemanha”. Confiram comigo e dêem também uma passadinha por lá! Eis o link para o artigo. Obrigada pelo apoio!

::”Mineirinha n’Alemanha” na mídia alemã::

20/04/2009

Uma opção alternativa de compra do livro “Mineirinha n’Alemanha” (que pode naturalmente ser adquirido diretamente comigo) é a livraria virtual LiBrasil, que é especializada em literatura na língua portuguesa aqui na Alemanha. Ela noticiou sobre meu livro aqui.

KultBrasil é um portal online sobre o Brasil para o público alemão. Ele se propõe a mostrar que o Brasil é muito, muito mais do que samba, carnaval e futebol, mostra muito da nossa cultura e procura intensificar o relacionamento Brasil-Alemanha de forma positiva. Nele acaba de sair uma reportagem sobre o meu livro. Leiam a reportagem (em alemão) aqui. Abaixo a tradução de parte da reportagem em português:

Você teve algum choque cultural no ínicio, quando veio morar na Alemanha?

Claro, tive bilhões! Eu vim para a Alemanha antes da era da internet, e além do frio e da saudade, só sabia falar alemão no presente e não podia me expressar no passado ou no futuro, só entendia a conversa com uma só pessoa, não conseguia ler e me informar como estava acostumada porque não conseguia ler jornais e revistas nem assistir televisão. Eu misturava o alemão constantemente com o inglês e o pior: não entendia os códigos de conduta e comportamento da cultura alemã.

Por exemplo lembro-me do dia do meu aniversário na empresa onde fazia o meu estágio: enquanto eu esperava uma pequena festa surpresa, como no Brasil, os meus colegas de trabalho certamente esperaram que eu trouxesse um bolo ou oferecesse algo pela passagem da data, como é comum aqui na Alemanha. Só fui entender isso meses depois!

Ou a primeira vez em que tive uma discussão com um colega de trabalho. Ele levantou o dedo pra mim, eu pedi que o tirasse e impus respeito. No outro dia ele chegou no trabalho com presentes para mim. Aprendi que o alemão, muitas vezes, gosta de testar seu espaço, mas se você souber impor respeito, ele passará a reconhecer seu limite.

No começo eu tinha uma enorme dificuldade entre saber usar o “du” e o “Sie” e para falar a verdade não entendia a importância dessa diferença. Tratava o motorista de ônibus ou a vendedora de uma loja todos por “du” e não entendia como as pessoas podiam reagir de uma forma tão estranha com relação a este “pequeno” detalhe. Olhando para trás, acho que entender esta diferença faz parte do processo de integração.

Posso dizer que tudo no começo foi um choque, mas também um grande aprendizado. Hoje tenho dupla nacionalidade (brasileira e alemã) e me sinto parte integrante das duas culturas.

Seu livro ainda não tem tradução em alemão. Você pretende traduzi-lo?

Sim, eu quero muito traduzi-lo e para tanto estou procurando um patrocinador, uma editora ou um agente literário. Mas o livro seria adaptado e não seria uma tradução direta de todos os textos.

O que um alemão poderia aprender com seu livro?

Nos últimos anos têm surgido vários livros na Alemanha onde estrangeiros descrevem suas experiências em solo alemão. Isso mostra uma abertura e interesse pela visão do outro. Acredito que meu livro possa contribuir no processo de integração do país (onde mais de 20% da população já é estrangeira ou descendente de estrangeiros), informar sobre o relacionamento Brasil-Alemanha e exemplificar, através de minhas observações pessoais, como uma estrangeira vê a Alemanha e os relacionamentos interculturais no país.

::A verdadeira cara da China::

17/08/2008

Assisti hoje um documentário sobre repórteres chineses que incomodam o governo por mostrarem a verdadeira cara da China e por serem incorruptíveis, lutando pela verdade. Imperdível!!! Achei o documentário na internet, o link está acima. Mesmo para quem não entende alemão, vale a pena ver pelo menos uma parte dele, pois as imagens já dizem muito. Aqui um resumo dos temas:

Os repórteres mostrados são profissionais que tinham sucesso, dinheiro e reconhecimento, mas não podiam escrever nada crítico sobre o país e eram controlados por políticos corruptos;

Eles são perseguidos e muitas vezes a polícia do governo, que censura a internet, pede para que seus artigos sejam apagados – muitos deles não atendem o pedido, correndo até perigo de vida;

A luta por terra na China é grande – quem tenta se negar a ceder seu pedaço de terra, se este for confiscado pelo governo, é atacado e massacrado a plena luz do dia. Um exemplo foi filmado e fotografado, mais de cem pessoas viram uma pessoa sendo massacrada com tijolos, pedaços de pau, pezadas na cabeça, tudo porque a família não queria ceder a casa para ser demolida pelo governo. Se agricultores tentam se negar a ceder sua terra, são mortos ou suas terras são inutilizadas, p.ex. com várias pedras postas pelo governo no campo. Se o governo desapropria um terreno, dá um valor irrisório ao antigo proprietário, o que o impossibilita de comprar uma casa em outro lugar;

Os problemas ambientais na China são imensos – foi mostrada de uma cidade onde grande parte de mineirais pesados são extraídos, onde há muitos casos de câncer, pessoas morrendo cedo com problemas respiratórios, diversos problemas de saúde tais como perda de dentes, problemas nos ossos, problemas no coração. O crescimento do país faz com que mais fábricas se instalem, e com isso os problemas ambientais vão aumentando cada vez mais, deixando pessoas cada vez mais novas muito doentes;

Por ocasião do terremoto do começo do ano os repórteres afirmaram ter sido a primeira vez que tiveram a oportunidade de mostrar o que havia acontecido com menos censura do governo – uma repórter de 25 anos foi ao centro do terremoto e fez uma reportagem sobre as inúmeras crianças que perderam seus pais durante o terremoto, pois este aconteceu enquanto estavam na escola;

O caso da jovem repórter também é bastante interessante: ela vem de classe média alta, já morou e estudou no exterior, ganha bem, é cosmopolita, patriota, mas faz reportagens para mostrar aos chineses a China que ela mesma não conhece e vai descobrindo através de suas reportagens;

As moças que foram selecionadas para auxiliarem na entrega das medalhas das Olimpíadas também são mostradas, elas sabem dar respostas prontas a toda e qualquer pergunta, aprenderam que têm que mostrar 8 dentes ao sorrir e como são importantes para o país, mostrando para o mundo a potência que a China representa e fazendo internamente também propaganda do governo chinês;

Os repórteres mostram ter muita coragem, amor à pátria e à profissão e são mesmo incorruptíveis: um deles disse que o dinheiro que oferecem para ele para que ele páre de fazer suas reportagens deveria ser oferecido para as pessoas que o governo massacra com sua política.

Minhas perguntas:

Quantos países mostram uma reportagem como esta? Se o governo compra e censura o jornalismo no país, o mesmo deve acontecer em vários outros países do mundo.

Em quantos países no mundo o jornalismo é realmente 100% livre? Ao mesmo tempo vejo a importância dos blogs, que fazem jornalismo inoficial e muitas vezes mais atual do que a própria imprensa.

A cada reportagem sobre as Olimpíadas, os jornais de todo o mundo deveriam também fazer uma reportagem sobre as condições de vida dos chineses. O mundo não pode fechar os olhos para os problemas do povo chinês.


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