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::Elogios da revista alemã Der Spiegel sobre a Copa no Brasil::

17/07/2014

A reportagem original, de autoria de Sara Peschke, está aqui. Em seguida um resumo da mesma (tradução livre minha):

Quando se pergunta pra um brasileiro onde estão as praias e as pessoas mais bonitas ou as cidades mais interessantes, invariavelmente ele responde que é no Brasil. O que não deixa de ser verdade em um país com dimensões continentais com oito milhões de metros quadrados, que pode deixar um europeu um tanto quanto perdido. Antes da viagem, a autora teve muito respeito deste fato.
A repórter diz que viajou melhor de avião durante a Copa no Brasil do que com os trens alemães da Deutsche Bahn. Ela esperou pouco, não houve atrasos, se ela chegava mais cedo nos aeroportos e havia vaga em um voo mais cedo, ela podia voar sem ter que pagar nada pela troca do horário. Ela também viajou bem de ônibus, taxi e metrô e conclui que os meios de transporte públicos no Brasil são bons.

Ela se surpreendeu com o jeitinho brasileiro e conclui que no fim, tudo acaba dando certo, mesmo que ela não entenda como. Como por exemplo no caso da internet antes da final no Maracanã, que acabou voltando a funcionar 15 minutos antes do início do jogo.

A organização da Copa surpreendeu também positivamente, apesar de tantas críticas antes do início da competição. Mesmo quando a seleção brasileira perdeu, tanto foi dito que tudo poderia acontecer, e quase nada aconteceu de verdade. Depois da Copa, o Brasil pode mostrar ao mundo que pode realmente ser grande. Agora é hora de mostrar isso para cada um dos brasileiros, de todos os cantos do país, que precisam urgentemente desta força.

Fonte: Artigo “WM-Bilanz: Wahre Größe” de 15.07.14 da revista Der Spiegel.

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::O poder das Amazonas::

03/02/2012

Abaixo a tradução para o português de pequeno parte do artigo que saiu na revista alemã “Der Spiegel” de 16.01.12:

Dilma Rousseff é a primeira mulher na presidência de um país sul-americano, ela preencheu postos importantes de seu governo com mulheres. Dez delas fazem parte do seu círculo de governo, que conta com um homem como exceção. E isso sem um regulamento de quotas. “Se Dilma fica entre um homem e uma mulher com a mesma qualificação, ela escolhe uma mulher”, diz Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência.

Não é difícil achar mulheres competentes: as brasileiras frequentam por mais tempo as escolas e chegam à universidade com maior frequência que os brasileiros. O país é caracterizado pelo machismo, mas a sociedade também demonstra ter traços matriarcais: o homem manda nas ruas, nos outros lugares quem manda é a mulher.

Um terço das famílias é dirigido por mulheres, enquanto os homens ficam com o papel de genitores. A ajuda social “Bolsa Família” é dada prioritariamente a mulheres, pois elas demonstram ter mais senso de responsabilidade. Ainda assim, as mulheres que trabalham têm salários um terço menor que os dos homens. Só há um sistema de quotas na política: 30% de todos os candidatos para vários postos devem ser mulheres, o que ainda não funciona bem na prática.

Fonte: Der Spiegel, reportagem “Herrschaft der Amazonen” de 16.01.12, autoria de Jens Glüsing

::Atlas do radicalismo de direita na Alemanha::

21/11/2011

O jornal “Der Spiegel” fez um levantamento que vale a pena ser visto, analisado e comentado. A cor está ligada à cor do nazismo… Veja aqui.

::Reportagem da revista alemã “Der Spiegel” sobre as causas da enchente em Teresópolis::

15/01/2011

Traduzo uma pequena parte da reportagem da revista “Der Spiegel” de Jens Glüsing de 15.01.11:

Zehntausende Menschen haben sich allein in Teresópolis in den vergangenen Jahren neu angesiedelt: Die Reichen aus Rio kauften teure Grundstücke in den Flusstälern, weil sie hier eine Zuflucht vor dem Stress und der Hitze der Großstadt fanden. Die Armen bauten oben an den Hängen ihre Hütten, weil die Reichen neue Jobs nach Teresópolis brachten: Sie brauchen Gärtner, Putzfrauen, Hausmeister, Kindermädchen und Köche.

Die Behörden haben der grenzenlosen Bauwut keinen Einhalt geboten: Die Reichen sind zu mächtig und die Armen zu zahlreich. Die Natur hat sich jetzt an beiden gerächt.
°°°
Muitas 10.000 pessoas tinham ocupado a cidade de Teresópolis nos últimos anos: os ricos do Rio compraram lotes caros nos vales dos rios, porque ali eles conseguiam fugir do estresse e do calor da cidade grande. Os pobres construíram suas casas nas favelas das montanhas à sua volta, porque os ricos trouxeram novos empregos para Teresópolis: eles precisavam de jardineiros, empregadas domésticas, zeladores, pessoas para tomar conta de suas crianças e de cozinheiros.

Os órgãos governamentais não conseguiram colocar ordem na construção descontrolada que assolou a região: os ricos são poderosos demais e os pobres são numerosos. A natureza acertou as contas com ambos.

::Lula salta para a primeira divisão da diplomacia mundial::

02/06/2010

“Lula sempre superou todas as resistências, e todos os cenários desfavoráveis com os quais se defrontou. O pai dele abandonou a família quando Lula era bem novo, e a mãe mudou-se com os oito filhos do nordeste do Brasil para o sul industrializado, onde ela esperava aumentar as chances de sucesso da família. Lula só aprendeu a ler e a escrever aos dez anos de idade. Quando criança, ele ajudou a sustentar a família trabalhando como engraxate e vendedor de frutas, e também como operário de uma fábrica de tintas. Ele acabou conseguindo fazer um curso de torneiro mecânico. Quando Lula tinha 25 anos de idade, a mulher dele, Maria, e o seu filho ainda não nascido morreram porque a família não tinha condições de pagar por atendimento médico adequado.

Lula tornou-se politicamente ativo quando era jovem, ao ingressar em um sindicato e organizar greves ilegais na época da ditadura militar. Ele foi preso várias vezes na década de oitenta. Insatisfeito com os esquerdistas clássicos, ele fundou o seu próprio Partido dos Trabalhadores, que gradualmente transformou-se de um partido marxista em uma agremiação social-democrata. Ele concorreu três vezes, sem sucesso, à presidência, até que, na quarta vez, venceu a eleição presidencial de 2002 com uma vantagem significante sobre o seu adversário. Foram os indivíduos mais pobres que, em um país de extremos contrastes econômicos, depositaram as suas esperanças no carismático líder trabalhista. Quando Lula venceu a eleição, os indivíduos extremamente ricos, temendo que os seus bens fossem desapropriados, mantiveram os seus aviões a jato particulares abastecidos, prontos para decolar.

O herói dos pobres distanciou-se de revoluções

Mas aqueles que esperavam ou que temiam uma revolução no Brasil ficaram surpresos. Após tomar posse, Lula levou alguns dos membros do seu gabinete a uma favela, e lançou um programa de grande escala chamado “Fome Zero” para aliviar os sofrimentos dos desprivilegiados. Mas ele não assustou os mercados. Aumentos dos preços das commodities e uma política econômica moderna que enfatizou os investimentos estrangeiros, a educação nacional e recursos para treinamento ajudaram Lula a se reeleger em 2006.
O mandato dele termina em dezembro, e Lula não poderá disputar novamente a reeleição. Ele colocou a casa em ordem e cultivou uma potencial sucessora. Mas o presidente autoconfiante deseja evidentemente deixar também um legado político: ele considera uma missão sua transformar o Brasil, com a sua população de 196 milhões de habitantes, em uma grande potência mundial, bem como assegurar uma cadeira permanente para o seu país no Conselho de Segurança da ONU.

Lula reconheceu que manter boas relações com Washington, Londres e Moscou é algo que ajuda o Brasil a tentar alcançar essa meta. Mas ele sabe também que vínculos fortes com países como a China e a Índia, bem como o Oriente Médio e os países africanos, poderiam ser ainda mais importantes. Ele se considera um homem do “sul”, e um líder dos pobres e desfavorecidos. E, é claro, ele também reconhece as mudanças que estão ocorrendo. No ano passado, por exemplo, a República Popular da China ultrapassou os Estados Unidos como o maior parceiro comercial do Brasil pela primeira vez na história.

Lula é o único chefe de Estado que participou tanto do exclusivo Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, quanto do Fórum Social Mundial, que criticou a globalização, na cidade de Porto Alegre, no Brasil. Ele é um viajante infatigável, tendo visitado 25 países só na África, muitos países asiáticos e quase todos as nações da América Latina – levando sempre consigo uma delegação econômica. Lula prega incansavelmente a sua crença em um mundo multipolar. E, como Lula é um orador carismático e um “autêntico” líder trabalhista, multidões em todo o mundo o saúdam como se ele fosse um pop star. Na reunião de cúpula do G20 em 2009, em Londres, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que aparentemente é um fã de Lula, afirmou: “Eu adoro esse cara”.

No entanto, Obama não pode mais ter certeza de que Lula é de fato “o seu cara de confiança”. O brasileiro está ficando cada vez mais autoconfiante à medida que se distancia de Washington e, às vezes, chega até a buscar a confrontação com os norte-americanos.
***
“Lula demonstrou que não pode mais ser ignorado no cenário internacional. Na última terça-feira, os amigos do presidente brasileiro elogiavam os seus esforços no sentido de fomentar a paz durante a reunião de cúpula América Latina-União Europeia em Madri. A participação do presidente tinha como objetivo demonstrar que a “lula” possui vários braços. Ele provou que é capaz de nadar na companhia de grandes tubarões.
Por trás dos bastidores, o Lula Superstar gosta de falar sobre como obrigou os diplomatas brasileiros a abandonarem a “síndrome de vira-latas”, o seu termo para designar o profundamente arraigado complexo de inferioridade que os brasileiros demonstravam até recentemente em relação aos norte-americanos e aos europeus.

O fato ocorreu em 2003, na primeira aparição internacional importante de Lula, na reunião de cúpula do G8, em Evian, na França. Um grupo de pessoas estava sentado no saguão do hotel onde ocorria a conferência, aguardando o então presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. Quando os norte-americanos finalmente entraram no recinto, todos se levantaram – menos Lula, que ordenou ao seu ministro das Relações Exteriores que também permanecesse sentado. “Eu não participarei desta subserviência”, declarou o presidente brasileiro. “Afinal, ninguém se levantou quando eu entrei”.
***
Deu pra arrepiar? Eu arrepiei! 🙂

Fonte: Parte da reportagem da revista alemã “Der Spiegel” (O Espelho), publicada na UOL Notícias de 29/05/2010. Leiam a reportagem completa aqui e neste link a reportagem original em alemão da “Der Spiegel”.

::Feminino e masculino::

26/02/2010

Semana passada li um artigo na revista alemã “Der Spiegel” argumentando que as mulheres já chegaram longe demais em suas conquistas e que hoje em dia os homens estão em desvantagem em todos os sentidos, fugindo da realidade sempre que podem, com dificuldade de encontrar seu papel, que antes era de “sustentar a família”, enquanto a mulher ficava em casa cuidando dos filhos. Não concordo em 100% com esta argumentação, vez que acho que nós mulheres já avançamos em muitos pontos, mas o caminho até a igualdade de chances e oportunidades para ambos os sexos ainda não foi atingido. O único ponto que concordo é a questão escolar. A escola tal como é hoje em dia é feminina, ela é comandada em sua grande maioria por mulheres, as meninas se adaptam mais ao sistema e se saem melhor, tiram melhores notas, e aqui na Alemanha a participação feminina nas universidades já e maior do que a masculina. É provado que com tudo isso os meninos acabam ficando em desvantagem dentro do sistema escolar. Por outro lado, sei que no campo do trabalho, as mulheres aqui recebem em média menos do que os homens, prestando o mesmo serviço. Qual é a opinião de vocês quanto à questão da igualdade de direitos? Quais são as maiores diferenças para vocês em relação ao Brasil e à Alemanha? Seria a questão do machismo?

Para ilustrar esta discussão, aqui um poema que acabo de receber de minha mãe por e-mail. Obrigada, mamãe!:

Meu nome é MULHER!

Eu era a Eva
Criada para a felicidade de Adão
Mais tarde fui Maria
Dando à luz aquele
Que traria a salvação
Mas isso não bastaria
Para eu encontrar perdão.
Passei a ser Amélia
A mulher de verdade
Para a sociedade
Não tinha a menor vaidade
Mas sonhava com a igualdade.
Muito tempo depois decidi:
Não dá mais!
Quero minha dignidade
Tenho meus ideais!
Hoje não sou só esposa ou filha
Sou pai, mãe, arrimo de família
Sou caminhoneira, taxista,
Piloto de avião, policial feminina,
Operária em construção…
Ao mundo peço licença
Para atuar onde quiser
Meu sobrenome é COMPETÊNCIA
E meu nome é MULHER..!!!!
(O Autor é desconhecido, mas um verdadeiro sábio…)

::Mulheres empreendedoras::

12/02/2010

O assunto hoje é empreender e queria deixar linkado aqui um site que quero acompanhar de agora pra frente. Com certeza algumas de vocês vai ter interesse por ele também! Trata-se do blog da revista “Pequenas Empresas & Grandes Negócios”, escrito por sete empresárias (a maioria mineiras!) 😉 que participam do programa 10.000 Women, do Goldman Sachs e Fundação Dom Cabral. O projeto, gratuito, visa desenvolver o talento empreendedor, a capacidade administrativa e a educação gerencial de mulheres em mercados emergentes. Elas contam no blog um pouco sobre os seus negócios e o que aprendem durante o curso. Para mais informações sobre o programa, clique aqui.

::Brasil na Europa::

16/10/2009

A segunda edição da revista “Brasil na Europa” pode ser acessada aqui. Tem uma reportagem sobre meu livro lá nas páginas 30-31 dentre várias outras interessantes, inclusive uma sobre a participação brasileira na Feira de Livros de Frankfurt (Frankfurter Buchmesse). Agradeco pelo apoio! Boa leitura!

::O que pensam e como são os jovens alemães?::

18/06/2009

Quer fazer um teste da revista semanal alemã “Der Spiegel“ (O Espelho) para ficar sabendo como é o que pensa a maioria dos jovens alemães (idade de 20 a 35 anos)? Na reportagem desta semana eles são chamados de “Krisenkinder“ (filhos da crise). Eles são “do mundo“ e se mudariam para qualquer lugar por um emprego (o que é o oposto de alemães de outras gerações, que em sua maioria preferem não se mudar da cidade natal). Já mantiveram pelo menos um relacionamento à distância, já passaram por alguns estágios até chegar a um emprego fixo e acreditam que o capitalismo é um sistema que deveria ser reformulado. Também pensam que o Obama vai causar algum impacto positivo no mundo. Na pergunta sobre o que lhes causa medo ou muito medo, 13% deles responderam que têm medo dos estrangeiros no país ou de não conseguirem alcançar nada em suas vidas (“im Leben nichts geregelt kriegen“, alguém tem uma tradução melhor?), enquanto que seus maiores medos são a violência nas cidades e a crise econômica atual. Para fazer o tese e saber mais, clique aqui.

::20 anos de Super Interessante::

10/02/2009

A Superinteressante oferece todo o seu acervo de textos gratuitamente! São mais de 12 mil páginas com as matérias de capa e algumas das seções que construíram a história da revista. Se trata de todas as edições de 1987 a 2007.

Só para a palavra “Alemanha”, achei 1032 ocorrências! 🙂 Então boa pesquisa e boa leitura!!!


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