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Posts Tagged ‘saúde’

::Guia para bolsistas brasileiros na Alemanha::

03/06/2015

O Guia para bolsistas brasileiros na Alemanha, feito pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, está agora na 2a. edição e contém muitas informações válidas para todo estrangeiro na Alemanha, sendo estudante ou não. O conteúdo tem ótima qualidade e foi muito bem feito. Apesar de discordar com alguns pequenos pontos, a grande maioria da informação é atual e válida. Fica a dica. Bom feriado amanhã!

::I Conferência sobre Questões de Gênero na Imigração Brasileira::

31/05/2015

Entre os dias 24 e 26 de junho de 2015 acontecerá em Brasília a

I Conferência sobre Questões de Gênero na Imigração Brasileira.

O objetivo desta conferência será tratar e discutir os temas de gênero que abrangem as comunidades brasileiras no exterior.

Alguns dos pontos a serem tratados:
– violência doméstica;
– imagem estereotipada da mulher brasileira;
– guarda de menores;
– saúde feminina;
– tráfico de seres humanos…

A Alemanha vai participar desta conferência através do Conselho de Cidadania, por ser uma comunidade significativa em relação a todos estes temas. Espera-se que com a conferência sejam implementadas iniciativas que beneficiem a vida do brasileiro no exterior e fomentem sua integração.

Todos os brasileiros residentes na Alemanha poderão dar a sua opinião através da pesquisa a seguir, bem como sugerir temas a serem tratados na I Conferência sobre Questões de Gênero na Imigração Brasileira.
Para participar da pesquisa, clique no seguinte link.

Agradecemos por sua participação!

::Viver e trabalhar na Alemanha – dicas em português::

14/03/2015

DiaconiaAchei um documento da Diaconia alemã sobre viver e trabalhar na Alemanha, escrito tanto em português como em alemão. Ele lida com temas como o aprendizado do idioma, moradia, trabalho, escola, seguros sociais, cultura e lazer e pode ser baixado como um documento PDF aqui. Em tempo: o mesmo documento existe em 6 outros idiomas, a saber: espanhol, búlgaro, grego, italiano, polonês e romeno.

Segundo informações que constam na página da Diaconia, o documento pode ser solicitado também impresso na Diakonie Rheinland-Westfalen-Lippe, através da Sra. Anke Arend (e-mail: a.arend@diakonie-rwl.de).

::Os culpados eram mesmo os brotos::

11/06/2011

Como já tinha desconfiado no post anterior, os culpados pela epidemia da bactéria E.coli eram mesmo os brotos! Ontem mesmo, sem ter ouvido a notícia oficial, estava comendo salada e pensando como é bom comer comida fresca e saudável e como eu sentiria falta disso se fosse impossibilitada disso!

Viva a salada e bom final de semana!!!

::Bactéria E.coli x uma vida normal::

08/06/2011

Três semanas depois do surgi- mento da bactéria E.coli confesso que está ficando meio difícil achar algo comível na hora do almoço sem ficar com medo. Em casa, parece que somos umas das últimas famílias na Alemanha a comer saladas: continuamos comendo alface (da horta do meu sogro), tomates (analisando a origem, lavando e relavando), mas não compraria pepinos ou brotos. Felizmente estamos a muitos e muitos quilômetros do epicentro da epidemia, que está no norte da Alemanha na cidade de Hamburgo e arredores.

Tenho pena de toda a colheita, mesmo a regional, que tem sido jogado fora nos últimos dias e semanas, e fiquei surpresa com a notícia de hoje de que a CE vai repor grande parte das perdas econômicas aos agricultores afetados pela “crise da bactéria”. O capitalismo daqui protege quem tem perdas causadas por epidemias, que sorte a dos agricultores daqui! Pensando na fome no mundo, é muito louco saber que tanta comida é jogada fora aqui, mesmo que os agricultores tenham analisado sua colheita e dito que ela é livre de bactérias: tem muito consumidor que prefere não arriscar e desde então o alimento que está em alta é o “junk food“. Bem-vindos McDonalds, batatas fritas e carboidratos!

Como cada estado parecem ter autonomia para analisar e cuidar de assuntos de saúde, as notícias diárias têm deixado os consumidores cada vez mais perdidos, sem saber direito o que comer e no que acreditar. O certo é que a E.coli é a mistura de duas outras bactérias, e por isso é super forte e os médicos não tem clareza sobre como conduzir o tratamento dos pacientes acamados. Há dois tipos sérios de doenças ligadas à bactéria do tipo O104:H4: Escherichia coli entero-hemorrágica (ECEH, aqui denominada EHEC) – uma grave diarreia com sangramento, com até agora 1.605 casos – e a Síndrome Hemolítico-Urêmica (SHU) – que ataca os rins, com 605 casos na Europa. Até agora são 22 pessoas mortas, uma delas na Suécia, que tinha voltado de uma viagem ao norte da Alemanha. Uma reportagem comentou que há pessoas que são supostamente imunes à bactéria, mas se elas forem ao banheiro, e logo depois uma pessoa não-imune passar por lá, não lavar bem as mãos e comer algo em seguida, pode ser contaminada. Portanto, a higiene é o mandatório número um! Recomenda-se, principalmente no norte do país, não se comer alface, tomate, pepino e brotos.

Quanto mais o tempo passa, mais difícil vai ficando descobrir como foi que a epidemia começou: do pepino espanhol, à alface e tomates, passando por brotos, muitos alimentos crus já passaram pela lente das autoridades. O que chama a atenção é que a bactéria vem atacando um grande número de mulheres adultas, que preparam e comem comida (crua) com bastante frequência. É muito estranho viver em um país lutando contra uma bactéria que ninguém sabe de onde veio, para onde vai, como surgiu e como se deu a transformação da “super bactéria”, que pelo que andei lendo é fruto do cruzamento de um tipo conhecido na Europa com outro africano. Penso nas pessoas afetadas, que desde então têm vivido isoladas, sem saber o que fazer, sem a possibilidade de viver uma vida normal. Desejo que achem logo a origem, descubram boas formas de tratamento e que a epidemia possa ser controlada de fato. Pelo que noticiaram hoje, parece que os culpados sao mesmo os brotos. Quero poder voltar a comer comida saudável crua sem receios!

Fontes: varías leituras e reportagens de rádio, p.ex. jornal Südkurier, revista “Der Spiegel“, Meio-Norte.com (reportagem de 05.06.11), rádios SWR1 e SWR3.

::Consultas médicas / seguro de saúde na Alemanha::

11/01/2011

Na Alemanha todos têm obrigatoriamente um seguro de saúde. Ou ele vai ser o seguro de saúde regular, exigido por lei (gesetzliche Krankenversicherung) ou vai ser privado (private Krankenversicherung). O que determina se a pessoa faz parte de um ou outro tipo de seguro é um montão de leis e, por que não, outras tantas exceções. Falando em geral, o seguro privado é o seguro dos donos de empresa (Selbständige, Freiberufler), funcionários públicos, estudantes e também pode ser o seguro de um assalariado que trabalha na Alemanha e ganha acima de, atualmente em 2011, mais de 49.500€ (salário bruto) por ano, o que é a chamada Jahresarbeitsentgeltgrenze (JAEG): o limite de ganhos anuais para os assalariados que têm seguro de saúde regular do governo. Este valor muda todo ano, então pode ser que um assalariado tenha um seguro privado e depois tenha que voltar a fazer um seguro de saúde regular, de acordo com seu salário anual do ano anterior. Ainda assim, há um terceiro grupo de assegurados: aqueles que poderiam ter um seguro privado, mas ficam no regular por opção própria (freiwillige gesetzliche Krankenversicherung).

O tipo de seguro que a pessoa tem é que vai determinar como serão suas consultas médicas. Já que os médicos tem mais opções pra faturar em cima de assegurados privados, estes têm preferência em toda e qualquer consulta, o que não quer dizer que o nível do seguro regular seja ruim, muito pelo contrário. O nível do atendimento médico na Alemanha é altíssimo, deixa sim muito a desejar no quesito “bom atendimento ao cliente”, mas ainda assim é, em geral, de alto nível. O assegurado privado chega a enfrentar até o problema oposto: como ele é fonte de renda direta para os médicos, há uma tendência maior de “espichar” o atendimento deles, sendo pedidos exames que não são 100% necessários para o diagnóstico de uma doença, só como meio de faturar mesmo em cima da doença alheia.

E como funciona o atendimento? Em geral a pessoa tem que ligar, citar seu seguro de saúde (se for privado) se nunca tiver ido ao dito médico, pedir um horário e o mais difícil: explicar por que precisa do médico e com que urgência. Não é necessário citar que algumas situações podem ser altamente embaraçosas… mas são “ossos do ofício” e quem mora aqui se acostuma com uma certa indiscrição de algumas atendentes. Isso porque as assistentes dos médicos decidem quanto tempo você vai ter que esperar – ou não – até conseguir seu horário. A duração deste tempo de espera pode durar entre algumas horas a alguns meses. Atualmente é necessário esperar-se dentre 2-4 meses para conseguir uma consulta em um médico especialista, e um psicólogo, psiquiatra ou similar tem listas de espera de muito acima de 6 meses.

Geralmente, cada pessoa tem o chamado “Hausarzt“, o médico “da casa”, portanto da família. É ele que cada cidadão aqui visita quando não se sente bem, sendo este o responsável por nos dar uma guia para o atendimento junto a um médico especializado. Isto, claro, caso a pessoa não tenha alta urgência de atendimento médico, quando irá (ou será levada) direto para o hospital (Krankenhaus). As crianças, por sua vez, vão ao “Kinderarzt” (pediatra) e nós mulheres vamos direto ao “Frauenarzt” (ginecologista) sem necessidade de guia anterior.

Para todos os participantes do seguro regular, tem-se que pagar 10 euros por trimestre para o primeiro atendimento no médico “da casa”, e daí lembrar de apresentar este comprovante em outros médicos pra evitar o pagamento dobrado da mesma taxa. Quando recebemos receitas médicas, estas são apresentadas nas farmácias (Apotheken) e pagamos só um valor médio determinado, segundo estou informada, pelo tamanho do remédio. Em geral gasto uma média de mais outros 10 euros com o pagamento de remédios, o que significa que a primeira consulta no trimestre irá custar em média 20 euros, 10 para a consulta e 10 para o remédio (falou a Mineirinha!) 🙂 Claro que há várias exceções, pois como o sistema de saúde é caríssimo e não cobre todos os gastos gerados pelos usuários, a Alemanha tem procurado cortar gastos e vários remédios hoje em dia têm que ser pagos por inteiro, não importanto se você foi ao médico anteriormente ou não. Exemplos deste grupo seriam remédios para doenças comuns tais como dores no corpo, grupe, etc. (p.ex. Aspirina, Paracetamol, Ibuprofen, etc.). Também óculos ou tratamentos dentários são pagos em parte pelo seguro, o restante é pago pelo assegurado. Para terem uma ideia de custos, os óculos do Daniel me custaram aproximadamente 120 euros.

E o que fazer se você tem dificuldades de se expressar em alemão? Em resumo: na dúvida, é melhor ir no “Hausarzt” e pedir pra ele a guia de transferência pro médico especialista, escolher qual será o médico que você vai querer marcar a consulta (por recomendação de amigos e/ou da nossa amiga internet) e dar uma passadinha lá com a guia, marcando a consulta. Há cidades que mantêm listas dos idiomas falados pelos médicos e/ou atendentes da região, e há também em outras cidades o serviço de pessoas que acompanham estrangeiros a atendimento médico para servir como intérpretes. Uma boa opção é pedir para uma amiga ou o marido ser o acompanhante, caso a conversa entre médico e paciente e os termos específicos sejam um impecilho em alemão.

No caso de assegurados privados, o procedimento é diferente: ele recebe as contas das consultas médicas pra pagar, compra seus medicamento pagando os valores completos e tem que coordenar o ressarcimento do valor junto ao seu seguro de saúde. Pra compensar, o seguro de saúde privado tem, em geral, mais regalias, tais como p.ex. atendimento pelo chefe médico no caso de uma operação, quarto individual no hospital, atendimento psicológico, melhor cobertura no caso de tratamentos dentários, etc. Os programas são bastante diversificados, assim como seus custos.

Poderia continar falando deste tema por muitas e muitas linhas… Mas acho melhor parar por aqui e perguntar se ainda ficou alguma dúvida em aberto, se vocês completariam mais alguma coisa muito importante que eu tenha esquecido, e se algum ponto ficou talvez mal explicado. Obrigada à minha leitora assídua, a Roberta, que sugeriu este tema! Agora é sua vez de deixar seu comentário! Obrigada a você também por sua participação!


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