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Posts Tagged ‘terrorismo’

::Flores para Danielle #DesFleurspourDanielle::

19/11/2015

No meio de tantos dias tristes, um raio de luz. Uma senhora francesa foi entrevistada logo depois do atentado de Paris da última sexta-feira, 13 de novembro de 2015, e falou o que muitos pensam:

“É muito importante trazer flores para os nossos mortos. É muito importante ler várias vezes o livro de Hemingway intitulado ‘Paris é uma Festa’. Porque nós somos uma civilização bastante antiga. E damos muita importância aos nossos valores. Nós nos unimos aos 5 milhões de muçulmanos que praticam sua religião de forma livre e pacífica. E vamos lutar contra os 10 mil bárbaros, que dizem matar em nome de Alá.

Em alemão:

Es ist sehr wichtig, unseren Toten Blumen zu bringen. Es ist sehr wichtig, mehrfach das Buch von Hemingway ‘Paris est une fête’ (Paris – Ein Fest fürs Leben) zu lesen. Denn wir sind eine sehr alte Zivilisation. Und wir tragen unsere Werte hoch. Wir verbrüdern uns mit den fünf Millionen Muslimen, die ihre Religion frei und friedlich ausüben. Und wir werden kämpfen gegen die 10.000 Barbaren, die angeblich im Namen von Allah töten.

Em francês (só achei um pedaço):

Nous fraterniserons avec 5 millions de musulmans qui exercent leur religion librement et gentiment et nous nous battrons contre les 10 000 barbares qui tuent soi-disant au nom d’Allah”.

Danielle 

Um escritor francês, Karim Boukercha, gostou tanto do que a senhora disse, que resolveu iniciar uma busca na internet para encontrá-la e dar-lhe flores de presente. Ele resolveu colocar um pedido no Twitter para que ela fosse encontrada, ao mesmo tempo que iniciou uma “vaquinha virtual” aqui (agora em 4 idiomas) para ela. Em pouco tempo descobriu seu nome, que é advogada aposentada, nascida em Paris, tem 77 anos e se ocupa com muitos projetos sociais, é defensora dos Direitos das Mulheres e, como ela mesma diz, “revoltada com a estupidez”. A entrevista de Danielle rapidamente viralizou na web. Uma floricultura ficou sabendo do caso e mandou entregar flores para Danielle. Remetente: “A Internet”. E o mais legal é que a vaquinha fez muito sucesso, ela já atingiu mais de 14 mil euros hoje, 19 de novembro à noite, com contribuições de mais de 1.500 pessoas. Todas elas estão fazendo uma doação à Danielle, por terem se simpatizado com o que ela disse de forma firme, correta e convicta e como meio de contribuir de forma direta para seus projetos sociais, dentre eles uma recém-criada associação para ajudar as famílias das vítimas do último dia 13. Flores para Danielle. Asssinado: As pessoas de bem da internet. Muito comovente o que ela disse, ao ser entrevistada depois de ter ficado famosa na internet: J’ai été très heureuse de voir que beaucoup de musulmans m’ont dit “merci madame”. (Fiquei muito feliz pelo fato de que muitos muçulmanos disseram para mim “muito obrigado, madame”. )

Linda história, não é mesmo? Flores para todos! #DesFleursPourDanielle

Fontes reportagens das revistas Der Spiegel de 18.11.15 e Tribune de Genève de 17.11.15.

::A hierarquia dos direitos::

09/01/2015

Tenho muitos amigos virtuais com quem adoro trocar ideias. Nunca os vi pessoalmente, mas eles enriquecem – e muito – a minha vida. Um deles é o autor deste texto aqui, Fernando Cavalcanti, de Recife:

Betinho: “Pode explicar esse atentado de ontem na França? E por que tanta comoção?” Eu: “Sim. Ontem terroristas metralharam 12 pessoas na redação da revista satírica francesa Charlie Hebdo, e isso vem sendo encarado como um atentado à liberdade de imprensa. O motivo é que essa revista, há algum tempo, publicou charges sobre o profeta Maomé. Recebendo ameaças de morte de grupos fundamentalistas islâmicos, seu editor-chefe, Stephane Charbonnier, o ‘Charb’, respondeu que não se retrataria, pois considerava a liberdade de expressão, inclusive a de zombar (‘moquer‘) de pessoas e idéias, como mais sagrado para a democracia do que qualquer religião. E que preferia morrer de pé do que viver de joelhos. Ontem ele foi um dos jornalistas assassinados.” Betinho: “Horrível. Mas, tio, eles também provocaram, né? Você sempre me ensinou a respeitar as crenças dos outros. Se tivessem ficado quietinhos, nenhum mal lhes teria acontecido.” Eu: “Seu raciocínio parece lógico, mas é errôneo e perigoso.” Betinho: “Por quê?” Eu: “Porque só leva em conta a questão mais superficial, que é a da ação e reação, e negligência a principal, que é o da hierarquia dos direitos.” Betinho: “Como assim?” Eu: “Uns direitos são mais valiosos do que outros. O direito que merece o maior respeito é o direito à vida, pois é a base de todos os demais. Logo, achar que o fato de alguém desrespeitar as suas idéias lhe dá o direito de responder matando essa pessoa é tão absurdo como considerar que o fato de alguém jogar lama na sua cabeça lhe dá o direito de reagir arrancando a cabeça dele.” Betinho: ” Eu nunca defenderia um assassinato. Quis dizer que é preciso respeitar a religião e a cultura dos outros.” Eu: “E eu sempre ensinei vc a ter esse respeito. Mas quero que vc aprenda a respeitar em primeiro lugar a vida alheia; Em segundo, os bens materiais alheios; Em terceiro, a expressão das idéias alheias; E, por último, a fé alheia.” Betinho: “Você, tão religioso, considera o respeito à fé alheia o menos importante de todos?” Eu: “Sim. Porque minha vida e meus bens materiais podem ser facilmente destruídos por qualquer um; Minhas idéias podem ter sua expressão impedida pelos governantes; Mas minha fé é um presente todo particular em minha vida, que só eu mesmo posso me dar ou abandonar. Ela não pode ser destruída, pois é imaterial. E sua expressão não pode ser reprimida, pois ocorre diretamente entre mim e Deus.” Betinho: “Nunca tinha pensado nisso! Que a fé, quando é forte, não precisa de proteção!’ Eu: “A fé, quando é forte, dá proteção. E coragem. E é isso que diferencia o mártir do fanático: o fanático está pronto a matar por sua fé; o mártir, que é o verdadeiro crente, a morrer por ela. Nesse sentido, Charb e seus colegas, ateus e irreverentes, mas que morreram defendendo desarmados suas idéias, foram muito mais religiosos do que a maioria das pessoas que diz ter fé.” Betinho: “Que Deus os tenha!” Eu: “E nos faça nunca esquecer seu exemplo.”

::O que você estava fazendo no dia 11/09/01? E no dia 11/09/10?::

11/09/2011

No dia 11/09/01 eu estava trabalhando, quando fiquei sabendo do ataque terrorista às torres gêmeas em Nova Iorque. Meu chefe tinha ligado pro distribuidor da empresa nos EUA e fiquei sabendo no momento exato em que tudo aconteceu. Não conseguia imaginar direito como o atentado era exatamente e o que significava tudo aquilo. Do trabalho, fui pra casa da minha amiga Maria, que morreu alguns anos depois (que Deus a tenha). Vi com ela na tevê a face do terror. 😦

Ano passado estava com meu marido e minha família comemorando a abertura da loja XGames em Radolfzell – compra, venda e troca de jogos e filmes. 🙂

E você, o que estava fazendo nessas duas datas?


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