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Posts Tagged ‘trabalho’

::Projetos atuais e pedido de ajuda::

09/07/2019

Tenho me sentido muito realizada com meus projetos atuais! Desde que reduzi a minha carga horária no trabalho, tenho me concentrado mais em consultorias de Recursos Humanos para pessoas em busca de emprego na Alemanha e na Suíça, e tive a oportunidade de oferecer meu primeiro workshop para jovens em busca de definição profissional. Esse era um grande sonho meu! Pretendo aperfeiçoar e incrementar esse workshop a cada grupo encontrado no futuro!

As consultorias se intensificaram e já ajudei muita gente, e cada um que passa pela minha vida me ensina algo. Sou muito grata por esses encontros! Já atendi pessoas de várias nacionalidades, de vários níveis, tendo atingido ultimamente dois executivos de alto escalão. Vejo, com gratidão e satisfação, que os conhecimentos de Recursos Humanos que tenho para passar são de valia para toda e qualquer pessoa, independente de sua experiência profissional. Guardo com carinho o retorno dos meus coachees, dentre eles, do que conseguiu um emprego na VW e melhorou de vida, mudando para um apartamento melhor e oferecendo maior conforto e qualidade de vida à sua família, e de uma pessoa que conseguiu seu primeiro emprego na Alemanha 10 dias (!) depois de termos finalizado a consultoria! Há pouco, uma pessoa que atendi recebeu como retorno a oferta de uma viagem internacional paga pela empresa que o entrevistou! Cada conquista das pessoas que atendo são vistas por mim também como uma conquista pessoal! A alegria do outro é definitivamente a minha alegria. Algumas dessas e outras referências podem ser lidas aqui.

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Para que o universo conspire a meu favor, estou agora em busca do seguinte:

– Fazer minha página profissional em quatro idiomas, expandindo assim meus serviços para pessoas de outras nacionalidades que queiram vir, ou já estejam na Europa;

– Encontrar um ilustrador para um livro de poesias que pretendo lançar até o final do ano. Imagino uma ilustração em preto e branco, minimalista e forte, de traço firme e contínuo;

– Receber sugestões de material que possa ser incluído no meu workshop para jovens, tanto de fatores externos quanto internos que influenciem a escolha profissional;

– Encontrar novas formas de oferecer meu workshop, atingindo grupos de jovens e pessoas que estejam em busca de auto-crescimento e autoanálise;

– Por último, como não poderia deixar de ser, peço que eu mesma continue no meu processo individual e intransferível de crescimento enquanto pessoa e profissional.

Se você tiver lido até aqui e considerar que poderia me ajudar em algum dos pontos acima, ou mesmo se tiver interesse em uma consultoria comigo, ficaria muito feliz com seu contato! Quero cada vez mais fazer o que me proponho através do meu slogan, dividir meu conhecimento para ajudar outras pessoas em seu auto-crescimento!

::Precisa de uma guia de turismo que fale português em sua viagem à Alemanha ou outros países da Europa?::

07/07/2019

O Mineirinha n’Alemanha está indicando a partir de hoje a guia Silvana, também mineira, que mora em Frankfurt e trabalha com grande experiência na área de turismo. Ela tem carteira de motorista alemã e organiza passeios e transfers individuais, de acordo com a necessidade do cliente. A Silvana fala português, alemão, inglês, italiano e espanhol.

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Como contactá-la? Envie para mim uma mensagem, que será repassada para a guia, com os seguintes dados:

– número de pessoas

– período da viagem

– roteiro proposto

– seu nome, e-mail e WhatsApp para contato

Ela entrará em contato, fazenndo-lhe uma proposta de passeio.

Leia abaixo um pouco sobre a Silvana, por suas próprias palavras:

Me chamo Silvana e nasci em Belo Horizonte-MG. Em 1992 me casei com um alemão, por isso vim morar na Alemanha – mas minha paixão pelo turismo iniciou muito antes disso! No Brasil, estudei Administração de Empresas pela PUC-MG – mas, em 1984, viajei à Colômbia para fazer um estágio e simplesmente não voltei mais! Fiquei três anos e meio lá e foi quando começou meu envolvimento com o turismo. Depois disso, fui guia de turismo também no Caribe – isso numa época em que pouquíssimos brasileiros iam pra lá, então, atendia mais americanos porque falava inglês bem. Nesse período, minha área de atuação expandiu muito por causa disso, e passei a receber turistas na Colômbia, onde já trabalhava, Venezuela, Peru, Equador, parte da Amazônia… Conheço toda essa região como a palma da minha mão e tive vivências muito ricas ali!

Quando retornei ao Brasil, naturalmente estava totalmente envolvida com turismo e não via mais sentido em trabalhar com Administração. Fiz um curso e, já com inglês e espanhol avançados, recebia turistas de todo o mundo em Minas Gerais e sua região histórica (Ouro Preto, Mariana, Tiradentes, Congonhas, e por aí vai), além de acompanhá-los em passeios de turismo rural. Nessa época, também iniciou minha trajetória trabalhando com turismo pela Europa – eu cursava italiano e fui acompanhar grupos de brasileiros na Copa de 1990 que aconteceu na Itália. Fiquei três meses pela Europa – um deles na Itália, o outro conhecendo os demais países. Na Alemanha, conheci meu hoje ex-marido e, em 1992, casamos. Não tivemos filhos e, por isso, tenho bastante flexibilidade para acompanhar os turistas pela Europa, profissão que se tornou minha grande paixão.

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Em 2005 fiz o curso de Guia de Turismo, convidada pelo governo alemão e tenho passaporte alemão e brasileiro. Hoje, sou radicada em Frankfurt am Main e falo fluentemente alemão, inglês, espanhol e italiano – além do português, é claro! Sou guia acompanhante pela Europa e trabalho como guia de Frankfurt e arredores – esta região é simplesmente fantástica e posso acompanhar você em diversos lugares onde podemos fazer bate-e-voltas a partir de Frankfurt – tenho carteira de motorista alemã e dirijo, fazendo os transfers até estas cidades para sua comodidade. Muitos consideram isso um diferencial pois acham difícil dirigir nas estradas alemãs, que possuem sinalização nesta língua. Juntos, podemos visitar a Rota Romântica, a Floresta Negra, fazer a Rota dos Vinhos e conhecer a região da Alsácia Lorena – entre muitos outros passeios!

::Novas Leis de Imigração na Alemanha para Mão de Obra qualificada vinda de fora da Comunidade Europeia::

14/06/2019

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O governo alemão aprovou há 7 dias atrás um conjunto de leis denominado Migrationspaket, que envolve leis que determinam as condições para permanência de asilados no país, além de facilitar a entrada de mão de obra qualificada vinda de fora da Europa (Fachkräfteeinwanderungsgesetz).

Em suma, o objetivo é fazer com que a Alemanha seja mais atrativa para mão de obra qualificada de nível médio vinda de fora da Comunidade Europeia. Além das medidas que já existem para profissões de nível superior, o país deverá ficar mais atrativo também para profissões onde não foi detectada a falta de mão de obra. Em geral, todas as pessoas com pelo menos formação a nível médio poderão solicitar a imigração para a Alemanha e que obtenham um contrato de trabalho. A análise de que se há um desempregado alemão ou europeu que poderia ocupar a vaga, a chamada Vorrangprüfung, deixa de existir, mas poderá voltar a ser feita, caso se faça necessário.

Uma pessoa que seja formada pelo menos no nível médio e que tenha sua formação reconhecida na Alemanha poderá solicitar um visto de 6 meses para procurar emprego no país. Caso a formação não seja reconhecida de todo, poderá solicitar um visto para finalizar os pré-requisitos impostos para o reconhecimento (§ 17a AufenthG). Todo candidato à imigração deverá provar que tem um bom domínio do idioma alemão (não encontrei informações sobre qual é o nível exigido). Durante o tempo que permanecer na Alemanha, poderá também procurar um trabalho probatório (Probearbeit) de até 10 horas semanais. Algo parecido já existe para pessoas com formação universitária. A pessoa deverá também provar que conseguirá se manter na Alemanha durante a permanência no Brasil. Essa nova lei deverá ser reavaliada nos próximos 5 anos.

Uma exceção existe no caso de pessoal qualificado de TI. Ele não terá a necessidade de provar a formação na área, mas sim que já tem vários anos de experiência no exterior, dado que a falta desse tipo de mão de obra é muito extrema na Alemanha.

No caso da busca de uma formação média na Alemanha (Ausbildung), a pessoa deverá ter que provar que tem uma formação que lhe dá direito a entrar em uma universidade na Alemanha. No Brasil, isso corresponderia ao 2° grau completo.

As novas leis têm sido muito criticadas porque estarão tornando a vida dos asilados mais complicada no país. Além disso, muitos políticos alemães, assim como vários segmentos da sociedade alemã, não aceitam que o país tenha se tornado um país de imigrantes, portanto a aprovação das novas leis foi feita sem muito alarde, pois a economia precisa encontrar mão de obra para 1,2 milhões de postos de trabalho vagos. Outra questão é que o aumento de estrangeiros no país acarretará mais trabalho, dentre outros para os mais de 1.500 postos de análise de equiparação de qualificação estrangeira, que são decentralizados nos estados alemães (Anerkennung ausländischer Abschlüsse). Acho que por tudo isso é que não foi tão fácil juntar informações sobre as primeiras leis de imigração da Alemanha! Caso tenha mais algum detalhe, ou consiga um visto baseado nas novas leis, agradeceria por deixar um comentário ou um link para algum artigo ainda mais esclarecedor, que não faça partes das fontes que cito abaixo. A comunidade brasileira na Alemanha agradece!

Um resumo de todas as leis que envolvem esse pacote estão aqui.

Fontes: reportagem da Tagesschau de 07.06.19, reportagem da Tagesspiegel de 04.06.19, reportagens da Der Spiegel de 07.06.19, 08.06.19 e 22.11.18, reportagem do Simsheim Lokal de 14.06.19, reportagem da NTV de 07.06.19.

::Balanço de final de ano: dividindo experiência para ajudar no crescimento de outras pessoas::

03/12/2017

Dezembro é um ano em que naturalmente se faz um balanço do ano que se passou, não é mesmo? No meu caso, o balanço é curto e positivo, e espero que no seu caso também!

Posso resumir meu balanço em dois pontos muito significativos para mim, que passam por mim e envolvem muitas pessoas por aí, numa corrente positiva:

a) Lancei o livro “(Re)descobrindo Quem é Você”, que foi muito bem recebido pelo público;

b) Atualizei minha página de consultoria Connex Consulting com os últimos sucessos de consultora, onde divido minha experiência adquirida em mais de 10 anos de trabalho na área de Recursos Humanos para ajudar no crescimento de pessoas que vêm buscar meu auxílio para encontrar uma vaga de estudo ou trabalho na Alemanha e na Suíça. Até agora já foram inúmeros casos de sucesso, dentre eles cinco (!) pessoas que conseguiram o que queriam logo na primeira empresa onde se candidataram! Como um dos meus coachees disse, uma verdadeira “sniper Bewerbung” – candidatura de franco-atirador, com obtenção de 100% de sucesso em uma só tentativa! Confira alguns depoimentos e resultados de algumas pessoas que venho atendendo através da Connex Consulting clicando aqui.

Bom domingo de balanços para todos!

“Frage dich nicht, was die Welt braucht. Frage dich, was dich lebendig werden lässt und dann geh los und tu das. Was die Welt nämlich braucht sind Menschen, die lebendig geworden sind.”
Harold Whitman

“Não se pergunte do que o mundo precisa. Pergunte a você o que o faz se sentir vivo, e vá em busca disso. O mundo precisa de pessoas que se sintam (se tornaram) vivas.”
Harold Whitman

::Vale a pena ser feminista na Alemanha?::

03/12/2017

Eu sempre responderia a essa pergunta com um claro SIM! Mas por que, ainda nos dias de hoje, alguns certamente perguntariam.

Que tipo de discriminação uma mulher sofre nos dias atuais na Alemanha? Vou citar algumas delas: há discriminação salarial, discriminação em relação a postos de poder/liderança e recentemente a Alemanha só conseguiu colocar mulheres em grande quantidade dentro de conselhos administrativos de empresas que fazem parte do índice DAX porque impôs isso como cota prevista por lei. A maior parte dos estudantes são mulheres, mas elas não estão representadas da mesma maneira no mercado de trabalho, por várias razões, como os homens. Só o fato de uma mulher ter que trabalhar pouco ou meio período pra cuidar de filhos e familiares, só isso já é um tipo indireto de discriminação. Durante esse tempo, ela poderia estar atuando no mercado e galgando promoções e aumentos salariais. Uma mulher que busca um posto de trabalho enquanto pode casar e ter filhos, pode ser descartada somente por essa suposição, que logicamente não será alegada porque discriminação de gênero é algo proibido aqui na Alemanha (AGG). Se uma mulher tem filhos e descobrem que eles são pequenos, ela pode perder a oportunidade de conseguir um emprego ou uma promoção pelo mesmo motivo, pois a suposição de que o cuidado com os filhos é algo estritamente ligado à mulher, ainda está muito enraizada aqui e em muitas outras culturas. Ainda há razões para ser feminista aqui, no Brasil e em qualquer lugar no mundo! Observem cada foto que é tirada de empresas, de políticos, etc. Quantas mulheres aparecem por lá? Somos a metade da população e deveríamos ter metade da representação, ou próximo a esse patamar!

Inconscientemente, muitas vezes, ainda contribuímos para esse viés, não confiando no nosso taco, negociando pouco os salários, deixando de nos vender de forma positiva em uma entrevista, etc. Vou a fundo nessas questões no meu livro, o (Re)descobrindo Quem é Você.

Mesmo reconhecendo o avanço dos últimos anos em terras germânicas, os muitos homens que empurram carrinho de bebê nas ruas, que tiram licença paternidade, as mulheres que pilotam ônibus, trens e aviões, ainda há muito por ser feito. Um pequeno exemplo: a Alemanha prevê por lei o direito a trabalho em período parcial (Teilzeitgesetz), direito esse que é usado mais por mulheres, que acabam por reduzir seus salários e diminuir suas contribuições para a aposentadoria. Mesmo assim, inegavelmente é um direito que contribui para que muitas mulheres continuem trabalhando, mesmo que estejam arcando com as consequências.

Vivemos em um mundo onde o peso da educação dos filhos e os cuidados com a casa pesam sobre os ombros das mulheres, sendo que dividimos o mesmo teto com nosso parceiro, pai de nossos filhos, que pode e deve assumir 50% das responsabilidades dentro e fora de casa, como um time que funciona junto para ganhar junto.

::Histórias de sucesso de brasileiros na Alemanha::

29/10/2017

São histórias assim que me enchem de admiração e respeito pelo caminho de cada um. Apesar de todos os pesares, fica a certeza de que vale a pena acreditar em nossos sonhos… Meus sinceros parabéns, Celso!

“Para cada „Adriana” (mentor) em nossas vidas existem meia dúzia de pessoas prontas para nos desanimar. A arte está em não se deixar apavorar.”

::Saiu um novo livro da Mineirinha! Ou o inverso de: como se diz “enrolação” em alemão?::

10/10/2017

Para falar a verdade, eu tinha o projeto de escrever um novo livro já há muito tempo, mas fui – quase – vencida pela famosa enrolação, a em alemão tão famosa, conhecida e respeitada “Aufschieberitis” (vem do verbo “aufschieben”, que significa adiar, diferir, enfim para os mais entendidos e numa boa gíria brasileira: enrolar).

Nós, mulheres, temos 1.001 coisas na cabeça e para nós é muuuuuito fácil fazer de “b” a “z” quando na realidade sabemos claramente que deveríamos estar investindo naquele sonho importante, o “a”. Dizem que se algo nos dá muito medo, é exatamente naquilo que temos que investir, pois medos costumam esconder nossos maiores sonhos! E olha que tem bastante verdade nisso, viu?

Enfrentando meus medos de inúmeras coisas como escritora, mulher, mãe, profissional e expatriada, virava e mexia eu pensava de novo no projeto engavetado, que estava quase pronto… Comentei sobre ele com uma amiga escritora, a Isa Magalhães, e ela foi bem categórica: “lançe-o”. Mas eu sabia que não iria ser tão fácil assim…

Deixando de lado no momento algumas razões centrais da inércia temporária que explico no finalzinho do livro, e falando agora um pouco mais a nível geral, o ato de escrever para mim tem muita ligação com sentimentos. Tem muito de “timing“, de você um dia levantar da cama e afirmar: “hoje é o dia! ” E para mim, para minha satisfação pessoal e, espero, também dos meus leitores, foi no último domingo, 08/10/17, que consegui mesmo colocar a mão na massa de manhã até à noite e o novo livro saiu do forno!

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Sobre o livro:

Este livro é para mulheres, principalmente aquelas em busca delas mesmas e de uma ocupação profissional que faça a diferença em suas vidas.

Simples, concisa, de leitura rápida, mas intensa, o objetivo da obra é que a leitora faça um mergulho profundo dentro de si mesma, voltando à superfície com reflexões importantes para sua vida.

A ideia do livro surgiu da experiência de expatriada da autora, que já acompanhou vários casos de mulheres que tiveram que se reinventar profissionalmente no exterior. A autora espera que possa contribuir na caminhada dessas mulheres para se tornarem quem são de verdade.

°°°

Talvez alguém possa estar se perguntando por que estou sendo tão sincera ao anunciar que meu novo livro demorou pra sair,  muito mais do que eu esperava… É bem simples: minha intenção é motivacional, uma mensagem direta para todos aquel@s que, como eu, já tinham se acostumado com um projeto inacabado.

Uma pergunta direta: você tem um sonho que está bem pertinho do seu coração, que você sabe exatamente qual é, mas tem até certo receio de pensar nele? Já chegou a se acostumar à ideia de deixá-lo inacabado?

Outra pergunta: como você se sente quando pensa nele?

Última pergunta (juro!): como você vai se sentir quando realizar o seu sonho?

Esses pensamentos não me davam paz quando meu projeto me vinha à cabeça…. Ficava decepcionada comigo mesma, depois ia procurar outra coisa para “tapar o buraco”, se é que você entende o que estou querendo dizer.

Dizem que há dois dias importantíssimos na sua vida: o dia em que você nasceu e o dia em que descobriu qual é sua missão nesse mundo. A minha está descrita no livro, e uma dica bem grande da direção que me guia fica no topo da minha página de consultoria Connex Consulting: sharing knowledge to help others to grow – dividindo conhecimento para ajudar outros a crescer. É isso aí, quando aqui não mais estiver, quero ter deixado uma marca no mundo de agregação, solidariedade, persistência, fé, ação, amor… e muito mais. E dei mais um passo em todas essas direções com esse novo projeto! Eu prefiro ser… essa borboleta-metamorfose ambulante!..

Espero que encontre no livro pensamentos e frases, além de muitas perguntas, que lhe levem firmemente a pensar em você mesmo, pois nesse mundo louco e interconectado estamos perdendo a capacidade de refletir sobre nós mesmos enquanto seres humanos e nos traduzir para o mundo externo. E por aí passam as pequenas e grandes alegrias do dia a dia e da nossa existência!

O livro está disponível no mundo inteiro na Amazon, mas em diferentes canais dependendo do país. NOTA IMPORTANTE: como a ideia do livro é de reflexão constante, ele recebeu o título “(Re)descobrindo Quem é Você”. Através da possibilidade da descoberta e da redescoberta, inventei de novo uma palavra dentro de uma palavra, como já tinha feito no primeiro lançamento, o “Mineirinha n’Alemanha”. Portanto,  ao procurar pelo livro na Amazon, lembre-se de adicionar os PARÊNTESIS na sua busca, ok?

Pra facilitar um pouco, abaixo alguns links:

E-book no Brasil * sem fotos pessoais, que aparentemente não puderam ser lidas pelo sistema

E-book na Alemanha * também sem fotos pessoais

Livro na Alemanha * com 9 fotos coloridas e pessoais, capa mais colorida ainda!

Ainda não tenho um canal de distribuição para a versão do livro no Brasil. Quando ele existir, aviso aqui.

Dependendo de onde você estiver no mundo, é mais fácil procurar pelo livro através do seu título, no campo de busca da Amazon, e assim você vai achar a oferta local, certo? Ele está disponível em 13 websites diferentes da Amazon, espalhados como vários canais de venda do Brasil ao Japão.

Estou bastante curiosa para receber comentários, ler e ouvir o que outras pessoas acharam depois da leitura do RQEV (isso, inventei também uma sigla para ele!). Vai lá e depois me conta, vai?!? Minha prima Lílian, que carinhosamente escreveu o prefácio do livro, já começa afirmando: “certamente, se este livro chegou até suas mãos, é porque você precisa dele! “

::A insegurança nossa de cada dia::

24/07/2017

Prometi pra mim mesma que vou voltar a escrever no blog com mais frequência. Logo hoje que comecei a observar que passavam muitos helicópteros na minha cabeça, durante o trabalho, e logo depois um colega veio me contar que um homem tinha invadido uma seguradora com uma motosserra, agredido cinco pessoas, deixando uma delas gravemente ferida. E isso bem perto da cidade onde trabalho.

Em poucos minutos eu já sabia detalhes do acontecido. O tragicômico é que se você busca por notícias em vários idiomas e em vários países, fica sabendo de detalhes diferentes da mesma notícia. Aqui na Alemanha ou na Suíça, por exemplo, muitas vezes não se anuncia o nome de uma pessoa que cometeu um crime, ou somente o nome com uma letra adicional do começo do sobrenome. Agora que estão buscando abertamente pelo foragido, decidiram anunciar o nome completo dele, data de nascimento, o máximo de informação de que dispunham. Mas antes disso na CNN o nome completo dele já estava sendo divulgado. Outra coisa curiosa foi como as primeiras pessoas ficaram sabendo do acontecido, lá no trabalho. Um colega, cuja mãe mora no Canadá, foi contatado por ela perguntando se estava tudo bem. Pouco tempo depois, o marido de uma colega francesa ligava preocupado.

Vi a foto da pessoa que tinha sido a autora daquela loucura, que foi fortemente informada como não ser um ataque terrorista. Ele estava foragido, fiquei sabendo da marca, cor e modelo do carro que dirigia, mostraram umas fotos suas, dizendo que ele tinha cortado os cabelos e estava careca. Ouvi uma representante da polícia dando detalhes do crime, e fiquei até um pouco orgulhosa de entender tudo, pois se tratava de alemão suíço, outro departamento pra quem fala alemão padrão.

Por um milisegundo pensei se poderia ir embora pra casa, se os trens não teriam parado de circular. Antes de sair, a notícia que eu não queria ler: talvez o foragido estivesse indo pra Alemanha… Exatamente pra onde eu estava indo!… Acabei tendo uma sorte danada, pois ao deixar o escritório, me encontrei com um colega, que me acompanhou até a estação de trem. Lá chegando, encontrei com um outro colega, que na realidade é meu vizinho e me acompanhou até eu chegar em casa. As reações, durante o caminho, foram mesmo assim inevitáveis: uma pessoa passou por mim correndo, fazendo esporte como mil e outras pessoas sempre fazem à beira do rio Reno, mas eu me assustei com ela. No caminho, começamos a conversar sobre o meu spray de pimenta e eu não o localizei na minha bolsa, mas imediatamente depois que entrei dentro de casa, e ele voltou pra dentro dela, por precaução. Dentro do trem e ainda na estação, eu observei todos os passageiros. E assim que cruzamos a fronteira, procurei pelos policiais alemães. Ao achá-los, com roupas à prova de bala e armas bem grandes, um alívio interno e um sentimento (falso) de segurança se instalaram. Na Suíça, a decisão da polícia tinha sido de ficar à paisana, para não afugentar o foragido, que era considerado perigoso e já tinha tido problemas por porte de arma ilegal por duas vezes nos últimos anos, mas que ainda não cumpriu pena, pois não tem endereço fixo e mora nas florestas…

Assim que coloquei a chave no cadeado da minha porta e entrei em casa, veio aquele alívio final: lar, doce lar!…

::Recorde no número de vagas em aberto na Alemanha::

12/05/2017

Saiu no jornal FAZ e vou fazer um pequeno resumo da reportagem: no momento há um recorde no número de vagas de emprego a serem preenchidas na Alemanha na área técnica de nível superior, o que aqui é resumido através da sigla MINT – Mathematik, Informatik, Naturwissenschaften und Technik (Matemática, Informática, Ciências Naturais e Técnica. Há um total de 237.500 vagas em aberto, 38,6% a mais do que em 2016. Desde 2013 a participação de mão de obra estrangeira nessa área cresceu 43%. Se não fosse isso, a falta de mão de obra qualificada na Alemanha estaria em patamares muitíssimo mais altos.

Fonte: artigo do jornal FAZ lido em 12/05/17: “Rekordlücke: 237.500 MINT-Arbeitskräfte fehlen”

::Trabalhar ou não trabalhar na Alemanha – eis a questão::

24/02/2017

Um texto escrito para brasileiras na Alemanha

Saiu um estudo recente da OECD mostrando que a Alemanha é um dos países onde as mulheres mais trabalham em período parcial. Na Alemanha, 70% das mulheres trabalham, e dentre elas, 30% em período integral e 40% em período parcial. Uma taxa de trabalho em regime parcial maior do que na Alemanha (dentre os países que fazem parte da OECD) só pode ser encontrada na Holanda e na Áustria. A bem da verdade, em alguns países como nos EUA ou na Suíça esta opção de trabalho parcial, além de muitas outras que facilitam a reinserção da mulher no mercado de trabalho, praticamente não existem, e muitas mulheres acabam parando de trabalhar por não terem condições de encontrar uma maneira de se reequilibrarem na corda bamba da vida como mães e profissionais.

Com relação à possibilidade de trabalho parcial na Alemanha, há muitas observações, a seguir:

– Esse é um direito garantido por lei na Alemanha para empresas acima de 15 empregados (Teilzeitgesetz). Uma mãe (ou pai) que requer, depois do Elternzeit (licença de 1-3 anos que se pode tirar para cuidar do filho), um regime de trabalho parcial, só pode ter seu pedido negado pela empresa por motivo de força maior;

– O mercado de trabalho alemão é realmente muito flexível e existem empregos de todos os tipos e constelações imagináveis, de poucas horas, algumas horas em alguns dias da semana ou no final de semana, com período limitado de duração, etc. – cada um monta seu esquema da maneira que lhe apetece;

– Observe-se que trabalhos em regime parcial são muito concorridos! Há muitas mães, muitas delas altamente qualificadas, buscando o mesmo tipo de trabalho: de preferência 4 horas por dia, durante o período da manhã;

– Como é de se esperar, o salário oferecido para trabalhos em regime de tempo parcial não é significativo e muitas vezes até menor (em termos de salário pago por hora) do que o salário pago para pessoas trabalhando em tempo integral. Portanto, caso apresente sua proposta de redução de carga horária, observe a regra de três!

– A consequência lógica, no caso de um salário baixo, é que as contribuições para a aposentadoria também serão baixas, e aí moram perigos bastante grandes! Há casos de separação onde a mulher fica desamparada no presente e a aposentadoria mais tarde terá um valor reduzido, muitas vezes não sendo suficiente para (sobre)viver. Acompanhei também o caso de uma senhora que sempre trabalhou em período parcial, seu marido faleceu aos 60 anos e ela se viu de um dia para o outro com uma renda bastante reduzida, pois como viúva tinha direito a parte da aposentadoria do marido, que ainda não tinha completado os anos necessários para uma aposentadoria normal, e o que ela recebia como salário em tempo parcial ainda era tomado em consideração para o cálculo de sua aposentadoria como viúva!

– Por último, acrescentaria a lógica de que um trabalho em período parcial ajuda a driblar o dia-a-dia, mas pode impedir o crescimento profissional, pois tarefas mais complexas geralmente exigem mais dedicação do funcionário. E sem o desenvolvimento profissional, o salário tende a ser o mesmo por muitos e muitos anos, com pouquíssima probabilidade de aumento de remuneração.

Mesmo tendo consciência de todos esses pontos, eu trabalhei durante os primeiros anos de vida do meu segundo filho no regime de 80% (de segunda a sexta, de 8 da manhã às 2h da tarde). Considero que foi um período muito bom, que me permitiu acompanhar meu filho de perto, me deu tempo para observar e realmente aprender a acompanhar as mudanças da natureza e me fez aprender a respeitar todas as mães: as que ficam em casa por opção, as que vão trabalhar em tempo parcial e as que, como eu, voltam a trabalhar em período integral.

As dificuldades encontradas por uma mãe que quer voltar ao trabalho, ainda mais em um país estrangeiro, são enormes. O idioma, a cultura, o sentimento de culpa, as dúvidas… A lista seria interminável. Eu diria que há vários pontos que contribuem para a decisão de voltar ao trabalho, mesmo tendo filhos pequenos:

– Você não perderá o contato com seus colegas e se manterá em dia com relação à tecnologia e aos sistemas empregados na empresa;

– Se manterá atualizada na sua área;

– Não terá que explicar um buraco no seu currículo mais tarde;

– Continuará contribuindo para sua aposentadoria;

– Terá chances contínuas de aumentos salariais;

– Manterá (nem que seja em parte) sua independência financeira;

– Encontrará, mesmo que depois de muita procura, paciência e grande antecedência de planejamento, uma rede para dar suporte ao dia-a-dia e aos períodos de emergência, formada por jardim de infância, creche, KiTa, Tagesbetreuung (cuidado diário depois do final das aulas com acompanhamento escolar e almoço), escola, professores, Tagesmütter (mães que se dispõem a cuidar de outros filhos, se formam e se organizam em associações), ajuda governamental nas férias escolares, parentes, amigos, etc. Já dizia um ditado africano que para se cuidar de um filho, precisa-se de um povoado inteiro! E mesmo o governo alemão dá bastante suporte através de programas como o Elterngeld, 10 dias de licença por ano no caso de filhos doentes (comprovadas pelo médico), previstos por lei tanto para mães quanto para pais, além de vários outros programas e leis.

Assim que tiver tomado a decisão do que é melhor para a sua vida, junto do seu parceiro, e de como irá organizar seu dia a dia, como e quando irá trabalhar, terá por certo que ter respostas afiadas e treinadas para todo tipo de pessoa que quiser se intrometer em sua vida e lhe ensinar o jeito «certo» de viver. Quando eu trabalhava em tempo parcial, vivia recebendo comentários de funcionários que queriam também sair mais cedo do trabalho, e me diziam que eu tinha uma «vida boa». Até que eu disse que todo funcionário tinha o direito de solicitar um trabalho em meio período, mas tinha também que aceitar metade do salário. Pronto, os comentários chatos se foram!… E quando trabalhava em tempo integral e meus filhos ainda eram pequenos, recebia comentários do tipo «coitada de você, que tem que trabalhar!» e minha invariável resposta era «coitada por que, se eu trabalho porque gosto?» Terá que organizar seu dia a dia para dias normais e alguns tantos anormais, tais como doenças, imprevistos, etc. Alguns dias não vão dar certo e seus planos vão ir por água abaixo, portanto será necessário aceitar que não há planos sem falha e não há perfeito sem defeito. Terá que relativizar seu sentimento de culpa, crescer na adversidade e descobrirá que todo ser humano tem suas dúvidas, mesmo as mães que ficam em casa, não só as que deixam seus filhos na escola todo dia para ir trabalhar. Terá que se organizar para garantir a comunicação dentro de casa, os momentos qualitativos (e não quantitativos) com seus filhos e a divisão de tarefas com seu parceiro. Não será uma questão dele lhe «ajudar» em casa, pois divide o mesmo chão com você, assim como seus filhos. Juntos, em casa, serão um time cooperativo onde todo mundo tem que ajudar.

Eu tenho plena consciência de que escolhi um caminho árduo, mas que vejo ser recompensado pela independência dos meus filhos e pelo meu desenvolvimento profissional. Tenho plena consciência também de que vários caminhos levam a Roma e não há um jeito único e certo de viver e de educar filhos. Respeito todas as opções, ao mesmo tempo que dou grande força para as mulheres que querem crescer profissionalmente e conquistar seu lugar ao sol como mães e profissionais, pois tempo trabalhado significa maior independência financeira hoje e sempre, além de garantia de aposentadoria mais tarde.

Fonte: Artigo do jornal Die Zeit sobre o estudo da OECD datado de 20/02/17, primeiramente lido e discutido no grupo Mães Brasileiras na Alemanha do Facebook.


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