Posts Tagged ‘viagem’

::Viajando e pensando sobre a vida::

25/05/2017

Se você for notar em todo país que chegar, mesmo não entendendo o idioma local, vai ver que as pessoas agem e sentem da mesma forma que você e podem até estar grupadas da mesma forma do seu país de origem. Há os que servem e os que são servidos. Os que venceram na vida e os que vivem à margem da vida. Há as famílias, atarefadas no seu mundo de crianças, fraldas, correrias, parquinhos, balões, sorvetes, sujeiras e afins. Há os homens e mulheres de negócio, vendo o mundo sob seus óculos do luxo à la Louis Vuitton. Há os vendedores de rua e sua interpretação do que é típico de seu país, do que é vendível para os olhos do consumidor. Há velhinhos em seu passo manso, com tempo pra tudo. Há os jovens, impulsionando as cidades com seu vigor, cor e sabor, visualmente lindos com pouca história e rugas pra carregar. Há gente de todas as idades e crenças buscando o sol.

Todos esses grupinhos coexistem no mesmo local, mas muitas vezes nem se notam, cada um segue sua rota. Cada um interpreta a vida da sua maneira, carrega suas dúvidas e crenças, mas a verdade é que todos buscam as mesmas coisas: alguém que goste deles como são, um teto sobre suas cabeças, um trabalho que lhes dê o pão de cada dia, um sentido para suas existências. Daí entendemos rápido que somos todos irmãos, passageiros do mesmo barco chamado Terra, perdidos num pontinho do universo, enxergando a realidade sob nossa perspectiva individual e chamando-a de verdade. Existem muitos bilhões de verdades andando por aí!…

::Recomendação de leitura::

18/04/2016

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Quando um bom livro chega ao fim,

é como se tivéssemos que nos despedir

de um bom amigo recém-feito

 

Por isso, ao contrário de um filme,

Que não tenho como evitar que acabe

Evitei com a dor do fim

Que o livro (e a viagem) dos gêmeos acabasse…

 

Os doidos dos alemães, num bom sentido,

Andaram mais de 13 mil km de bicicleta

De Berlim a Shanghai

Quando fizeram 30 anos,

(O que eles contam em outro livro)

 

E aos 33, idade de Cristo,

Resolveram dar a volta ao mundo

Sem dinheiro

 

Ficaram os três primeiros dias da viagem

Em Berlim

Pois no começo encontraram muitos

Que deles duvidaram

 

Mas depois….

Descubra você mesmo!

E deixe que eles conquistem a sua amizade

Como aconteceu comigo

 

(Dica: os vídeos das viagens

são muito legais!

Com muitas descobertas,

também musicais!)

::Reise (Ich war hier) – Viagem (Eu estive aqui) – Da série “aprenda alemão cantando”::

12/10/2015

Tradução minha em português abaixo da letra em alemão

Reise (ich war hier) – Miss Platnum

Die Wände beben,
vom donnern der Gleise
Ich spring auf den Zug
lass’ die Weichen entscheiden

Land und Himmel
verschwimmen zu einem
an mir zieh’n Vögel
ich an ihnen vorbei

Ich brauch nichts mehr
in Worte zu fassen
ich streck’ die Arme aus, ich bin…

REFRAIN
Ich bin auf der Reise
um zu beweisen,
dass es stimmt
Dass nach dem Schließen der Kreise
etwas Neues beginnt
Schreib’ mit Kreide auf Steine und Beton
Ich war hier, ich war hier
Ich bin auf der Reise
bis mein Name verschwimmt

Mein altes Ich beginnt zu verblassen
Kein Plan, bin auf dem Weg loszulassen
Das Chaos ist einfach perfekt
Hab’ wie Kolumbus eine Welt neu entdeckt
Verlier’ die Angst, wie einen alten Schlüssel
ich streck’ die Arme aus, ich bin…

REFRAIN

Es ist an der Zeit, die Zeit loszulassen
Den Schlaf loszulassen
auf dem Weg nach Haus’
An der Zeit sich mit Neuem zu befassen
alles zuzulassen auf dem Weg

REFRAIN

°°

Viagem (Eu estive aqui) – Miss Platnum

As paredes estão tremendo
Por causa do trovejar dos trilhos
Eu pulo no trem
Deixo as vias tomarem as decisões

Terra e céu
Se misturam
Pássaros passam por mim
E eu por eles

Eu não preciso de
Explicar nada mais em palavras
Eu abro os braços, eu…

REFRÃO
Eu estou viajando
Pra provar
Que é verdade
Que depois que o círculo se fecha
Algo novo começa
Eu escrevo com giz na pedra e no concreto
Eu estive aqui, eu estive aqui
Eu estou viajando
Até que meu nome desapareça

O meu velho „eu” está deixando de existir
Estou sem planos, estou no caminho de deixar coisas pra trás
O caos está perfeito
Descobri como Colombo um novo mundo
Estou perdendo o medo, como uma chave velha
Eu abro os braços, eu…

REFRÃO

Chegou a hora, de deixar o tempo pra trás
Deixar o sono pra trás
No caminho pra casa
Chegou a hora de se ocupar com o novo
Aceitar tudo durante o caminho

REFRÃO

::Ensinamento do dia::

05/09/2014

Estou no momento em um dos paraísos na Terra: na praia de Mutá, em Santa Cruz Cabrália. Aqui tem uma baía natural que faz com que a praia fique em forma de “U”, com ondas suaves, águas verde-azuladas e uma areia branca e fina. Em quase toda praia que vou no mundo, levo dela algumas conchas. No momento estou com um projeto de montar um jardim zen em cima da minha mesa de trabalho, com as conchas colhidas nesta viagem.

Vi uma concha bem grande na areia, do alto ela parecia inteira, e pensei que aquela poderia ser perfeita pra participar do meu jardim. Abaixei pra colher a concha escolhida daqui deste paraíso e ao tê-la em mãos, vi que ela não era perfeita. Já ia jogá-la fora quando pensei que não deveria fazer isso. Pensei cá comigo: por que temos mania de querer que tudo seja perfeito? Por que queremos ser rodeados de pessoas perfeitas, por que não temos paciência com os defeitos e peculiaridades de cada pessoa, enquanto de perfeitos não temos nada? A natureza nos dá uma lição tendo tudo fora de ordem e disforme, mas ao mesmo tempo perfeitamente uniforme e harmônico. Desisti de jogar a concha fora. Ela é grande, bege, tem uns enrugadinhos na superfície e uns quebradinhos nos cantos. No meu jardim zen, ela vai ocupar um lugar de destaque e vai me lembrar deste ensinamento do dia.

::Impressões durante minha visita ao Brasil::

31/08/2014

2014-08-04 12.27.29Estar de volta ao Brasil é sempre um exercício interessante… Tantas cores conhecidas! Tantas pessoas amadas, a uma distância mínima de um simples abraço! A magia do momento se instala sobre mim.

Como me sinto no Brasil? São sempre um turbilhão de emoções. Sinto-me muito grata por ter minha família por perto, por receber tanto carinho que nem sei se me é de direito, por poder rever meus amigos, por poder dar tantas gargalhadas e bater tantos papos legais. Estar um pouco menos online por causa do Wi-Fi nem sempre acessível faz, no final das contas, muito bem.

Vejo o verde da natureza e o vermelho da terra de Minas e me sinto em casa, do outro lado do mundo, mesmo tendo um canto onde também chamo de minha casa. Falo e canto o português e constato que este é o idioma onde sempre vou me sentir melhor, mais solta, mais segura, mesmo que morre até o fim da minha vida do outro lado do mundo. Posso mostrar para os meus filhos de onde vim, e relembrar tantas passagens de minha vida ao lado de minha família. Olhar fotos, relembar momentos especias. Temos um novo escritor na família! Meu tio Miranda lançou suas memórias, que são uma delícia de ler e nos acompanharam durante nossa viagem de Minas ao Espírito Santo.

Agora mesmo está um pouco frio e anda chovendo também, mas a temperatura não me importa, na realidade. Quero ver tudo o que posso ver, provar todos os sabores que posso provar, registrar o máximo de memórias que meu coração deixar. Estou aqui e agora e gosto muito disso.

As notícias do Brasil atual, infelizmente, são um tanto quanto preocupantes. O custo de vida bate, em muito, o da Alemanha. Continuo não entendendo como é possível viver com uma família por aqui. A população está muito endividada. Os imóveis se valorizaram tanto nos últimos anos, que tudo parece uma bolha imobiliária, feito a que estourou nos EUA em 2009. Os carros entupiram as cidades e as montadoras já têm problemas para se desvencilhar dos carros novos, que não têm muita saída no momento. Não chove na região sudeste e já começam a falar do racionamento da água. O país está prestes a escolher seu novo presidente, sendo que Marina ganhou 13 pontos nas pesquisas nos últimos 11 dias e poderia hoje ganhar de Dilma, e o Brasil se encontra numa recessão técnica, já que o PIB teve crescimento negativo nos primeiros dois trimestres do ano. Todos afirmam que assim que as eleições se passarem tanto a gasolina quanto a energia vão subir, levando consigo todos os outros preços para o alto e contribuindo para o aumento da inflação.

A Marina, ambientalista, afirma ser a favor das usinas nucleares. Não consigo entender como um país dotado de sol o ano inteiro e muitas praias continua não apostando em investir em energias limpas tais como a solar, eólica e a retirada das ondas do mar. Hoje aprendi que um empregador paga, em média, 2,1 salários brutos mensais para honrar todas as contribuições sociais, enquanto o valor pago na Alemanha é de 1,2 salários brutos. O desconto do empregado, por outro lado, é bem menor aqui, mas o cidadão vê somente os descontos e não enxerga onde os mesmos foram investidos em prol da comunidade.

Eu, da minha parte, continuo acreditando firmemente no futuro do Brasil. Em 20 anos fomos capazes de tirar 40 milhões do nível de pobreza, enquanto a Europa perdia a mesma quantidade de cidadãos para este patamar. Pagamos nossa dívida externa. Passamos a ser a 7ª. maior economia mundial. Temos cabeças pensantes, temos investido em bons programas como o Ciência sem Fronteiras, aumentando nossa troca de conhecimento em vários campos importantes para o desenvolvimento do país.

Vejo que é importante parar com este pensamento de curto prazo, de achar que a ganância justifica qualquer decisão. Vejo a importância de não desistir de alavancar este país, da contribuição pessoal de cada cidadão, da parcela de importância que cada um leva consigo, mesmo estando prestes à escolha do novo líder do país.

Continuo amando meu país e minhas raízes e desejando, da próxima vez que eu esteja aqui, que a moeda tenha se valorizado mais e que 2 reais possam comprar um euro como na época do lançamento do meu livro, no final de 2008. Por isso não altero o valor do mesmo. Ele continua custando 15,50 euros na Alemanha e 30 reais no Brasil. Aliás, já posso reabrir as vendas na Europa, pois em duas semanas estarei de volta e poderei enviar os livros pedidos até lá.

Estou inspirada! Estou com o projeto de dois novos livros, acabo de escrever algumas linhas em um deles. Assim, levo os ares do Brasil e da Alemanha neles, fecho o ciclo e tiro desta experiência algo para mim e para meus leitores.

::Dropbox: dica pra guardar fotos e arquivos na internet::

09/08/2014

Quem vive neste mundo virtual de hoje em dia enfrenta um paradoxo: tem tudo às mãos, enquanto pode perder tudo em um piscar de olhos. A ideia do Dropbox está baseada exatamente em cima deste contraponto: tendo um backup de suas fotos e arquivos, o medo de perder tudo, como quase aconteceu comigo há umas semanas atrás, diminui bastante. Eu tenho este aplicativo como uma app no meu celular e através dela, todas as fotos que tiro são copiadas pra minha conta na internet. Garanta seu espaço (gratis) aqui.

::Nem um pouquinho cansada de viajar::

17/06/2014

Saí há quase duas semanas atrás do lago, passei por Heidelberg, ao longo do Reno, vistei amigos em Gütersloh, vi a parte histórica de Rheda-Wiedenbrück, visitei amigos em Hildesheim, desci para Fulda, Würzburg, estou visitando minha irmã e família em Munique e o caminho de volta vai ser por Allgäu, Lindau e Friedrichshafen. Passei porNem um pouquinho cansada de viajar. Saí do lago, passei por Heidelberg, ao longo do Reno, vistei amigos em Gütersloh, vi a parte histórica de Rheda-Wiedenbrück, visitei amigos em Hildesheim, desci para Fulda, Würzburg, visitei minha irmã e família em Munique e o caminho de volta foi por Allgäu, Lindau e Friedrichshafen. Visitei quase todos os estados alemães! Fiquei pensando na vida na minha viagem de trem pra Munique e cheguei a algumas conclusões:
-parece haver mais área verde do que área construída na Alemanha;
-tudo é tão organizadinho, parece mesmo uma casinha de boneca, principalmente as cidades históricas;
-parece não haver um lugar sequer desconhecido ou não explorado. Tudo está documentado e cuidado;
-este país é um país que deu certo. As ruas são bem construídas, os meios de transporte públicos são eficientes, tudo limpinho e em funcionamento;
-andar de trem continua uma delícia! Ainda mais de ICE com assento marcado;
-Independentemente de onde as pessoas morem, elas têm um bom nível de conforto e infra-estrutura, mesmo em cidades menores;
-o alemão sabe aquilo que lhe faz bem e repete sua fórmula pelo país inteiro: piscinas em aberto, muita natureza e muito respeito por ela, lindos parques e jardins bem cuidados, parquinhos super legais e bem equipados para as crianças…;
-agora na Copa, a Alemanha se enfeitou de cabo a rabo com as bandeiras do Brasil e da Alemanha. A animação aqui, depois da Copa bem sucedida de 2006, parece ser bem maior do que no Brasil. quase todos os estados alemães! Cheguei a algumas conclusões:
-parece haver mais área verde do que área construída na Alemanha;
-tudo é tão organizadinho, parece mesmo uma casinha de boneca, principalmente as cidades históricas;
-parece não haver um lugar sequer desconhecido ou não explorado. Tudo está documentado e cuidado;
-este país é um país que deu certo. As ruas são bem construídas, os meios de transporte públicos são eficientes, tudo limpinho e em funcionamento;
-andar de trem continua uma delícia! Ainda mais de ICE com assento marcado. Dica: no momento pode-se comprar um Bahncard 25 de 4 meses (que dá 25% de desconto nas passagens) apostando-se em quem vai ganhar a Copa. Se este país ganhar a competição, ganha-se uma Bahncard válida para o ano todo;
-Independentemente de onde as pessoas morem, elas têm um bom nível de conforto e infra-estrutura, mesmo em cidades menores;
-o alemão sabe aquilo que lhe faz bem e repete sua fórmula pelo país inteiro: piscinas em aberto, muita natureza e muito respeito por ela, lindos parques e jardins bem cuidados, parquinhos super legais e bem equipados para as crianças…;
-agora na Copa, a Alemanha se enfeitou de cabo a rabo com as bandeiras do Brasil e da Alemanha. A animação aqui, depois da Copa bem sucedida de 2006, parece ser bem maior do que no Brasil.

Agora, e como venho de uma família com “formiga na bunda”, já estou buscando os destinos das próximas viagens! 🙂

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::Exercício da falta::

13/02/2014

Comecei o dia hoje bem, a tarde foi ótima, super produtiva, e no finalzinho do expediente estava completamente irada por causa de um só acontecimento. Saí do trabalho, busquei o Daniel, jantamos, olhei um pouco as mensagens no celular. Depois veio a ioga.

Fizemos exercícios para esquentar e estender os músculos, exercícios de respiração e de meditação. Os exercícios iam passando e íamos entrando dentro de nós mesmos, ou desviávamos nossa atenção para um sol imaginário, enquanto os pensamentos na cabeça teimavam em tomar nossa atenção, pelo menos a minha. Respirava novamente, me concentrava na respiração. Acho que devo ter dormido no último exercício, quando nos deitamos, cobrimos com o cobertor e fizemos a última rodada de meditação.

A ioga é mesmo fantástica! Primeiro, porque faz com que prestemos atenção no nosso corpo por inteiro, percebendo onde dói, por que dói, quando dói, por quanto tempo dói. Segundo, porque esvazia nossa mente, fazendo com que possamos descansar. Terceiro, porque é como uma conversa com o universo, de onde você se sai renovada, um pouco mais elevada. Aprendo muito a cada aula!

Hoje minha conversa comigo mesma durante a ioga foi sobre a falta, pra entender minha ira. A falta que eu sinto, que outros têm, ou não. Tinha ouvido no rádio que o Schumacher estava, depois de um mês e meio do acidente que teve, “acordando”. Será que ele vai sair dessa? Como devem estar seus familiares e amigos? Pensei no meu querido gatinho, o Tiggi, que desde o acidente no nervo perto do final de sua coluna há 2 semanas anda como se estivesse ajoelhado nas patas traseiras e desde então não se move muito, mantendo-se quase o tempo todo debaixo da cama do Daniel. Pensei em como me senti vazia e triste quando estava desempregada, em como é ruim não ter objetivos fora de casa. Pensei em todas as dores que já tive por aguentar pressões profissionais, e agradeci por agora ter alguém que pode me ajudar um pouco e dividir comigo um pouco do fardo do trabalho. Pensei que não se atinge os objetivos de uma vez só, tenho que ver tudo como a subida de uma escada, longa e árdua subida. Pensei em como é bom ter um canto onde sou necessária e respeitada, onde tenho meu espaço, ainda levando em consideração que moro perto da fronteira da Suíça, país que acabou de votar a favor da limitação da mão-de-obra estrangeira. Pensei e agradeci pela saúde dos meus familiares, meus irmãos e suas famílias, e pela saúde dos meus queridos pais.

Saí da ioga renovada.

::Medos e surpresas de viagem::

24/11/2013

Viajar requer coragem. Ainda mais viajando sozinho.

Temos que ter coragem pra nos lançar no desconhecido. Coragem pra virar aprendiz de novo, pra se sentir burro e fora do lugar. Coragem pra dar muitos foras, pra não saber como reagir e precisar de ajuda alheia. Com isso, podemos dar de cara com agradáveis surpresas e reconhecer no ser humano totalmente desconhecido um anjo mandado pelo universo, um guia, pura bondade e boa vontade de cuidar de alguém que nunca tinha visto antes em sua vida.

Viajar de avião, ainda mais em longas distâncias, requer loucura. Loucura pra entregar sua vida pra um desconhecido e sua máquina em forma de pássaro, que pode ir a velocidades acima de 900 km/h, em alturas acima de 12.000 metros, levar cargas de até 275.000 kg e passar por temperaturas externas de -70 graus pelas quais não sobreviveríamos em condições normais. Às vezes vê-se outro bichão passando bem pertinho da gente e dá aquele frio na barriga misturado com admiração pelas pistas invisíveis desenhadas nas alturas. É preciso loucura pra entregar sua vida pra pássaros grandes, mas por incrível que pareça são os pequenos que dão mais medo. Sente-se o barulhão do motor, tudo é minúsculo no interior do bicho e voa-se a alturas bem mais baixas, o que faz com que tenha-se ainda mais consciência da doideira que se está fazendo. As recompensas, quando tudo dá certo, não poderiam ser maiores: o bicho enfia bem no meio do escuro e sai do outro lado do mundo, apresentando lindas imagens durante seu percurso. O ar, acima das almofadas gigantes formadas por nuvens de todas as formas, continua sendo um dos lugares onde me sinto melhor espiritualmente e, que contradição, em plena liberdade (pois no fundo sou um pássaro também), ainda que com a idade meu corpo não responda mais sem resquícios à maratona da viagem e que eu tenha ficado mais medrosa, pensando nos que ficaram pra trás e desejando que eles tivessem a oportunidade de dividir a viagem comigo.

Viajar de carro no exterior também requer coragem. Muita coisa pode ser diferente: marcha automática, sistema métrico e limites de velocidade, regras de trânsito, lado da direção (e olha que ainda não me vejo dirigindo do lado do passageiro). Pegar o carro e fazer pequenos trajetos de A pra B pode ser legal e prático. Mas o bom mesmo é descobrir aquilo que é recomendado na região e ir em busca do desconhecido. As surpresas, pelo menos desta vez, não poderiam ser melhores. Vi um dos lugares mais lindos que já tinha visto em toda a minha vida (La Jolla na Califórnia) e tive uma experiência tão mágica de telepatia que ficará guardada na minha memória pro resto da minha vida.

Viajar requer condição física pra andar longos trajetos, muitas vezes carregando peso, pra se adaptar a novos fusos horários e pra se recobrar de jatlags.

Viajar requer uma língua que fale outras línguas e que esteja disposta a experimentar novos sabores. Tem muita comida gostosa espalhada por aí esperando por novos apreciadores, ainda que a saudade pelo arroz e feijão, se possível da mãe da gente, seja constante.

Viaja quem é doido desvairado, quem é essencialmente curioso, quem tem família pra agüentar as pontas na outra ponta, quem tem medo pelo desconhecido mas acima de tudo se sente atraído por ele e suas belezas. Quando o medo é dominado, ele vai ficando cada vez menor e a magia toma conta do momento. A saída da zona de conforto é brindada com lindos presentes do universo. Pois no final das contas o mundo é uma bola cheia de belezas e a curiosidade vence sempre.

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::Quais são suas dicas de viagem na Europa?::

07/06/2013

A Juliane Luz, uma leitora do Mineirinha escreveu perguntando sobre dicas de viagens em família com crianças. Acabou me inspirando para um novo post e para convidá-los a acrescentar nos comentários as suas dicas pessoais. Aqui vão as minhas:

Olha, eu já fui na Eurodisney com as crianças. Legal também é o Legoland que fica pertinho de Ulm.

Quando viajo, faço pesquisas no booking.com e já reservei hotéis ótimos nesta página. Adorei também a nova experiência do camping, o Mobilheim é ótimo e pra crianças um camping é muito legal!

Eu olho os comentários das pessoas e faço pesquisas, dando mais importância aos comentários de famílias com crianças, como no meu caso.

Já consegui hotéis de 3 e 4 estrelas mais baratos do que hotéis mais simples, porque muito hotel bom oferece a pernoite grátis de duas crianças, se elas dividirem com os pais o mesmo quarto.

Adorei viajar com a AIDA! Faria uma outra viagem de navio pra qualquer lugar com a empresa! Nota 10!

Quanto a voos, eu procuro sem parar até achar o que quero. Olho preço, tipo de avião, nome da cia. aérea e a duração total dos voos além do número de conexões.

E com relação ao aluguel de carros, procure ofertas sem limite de km e com um motorista a mais incluído. Eu já viajei muito de trem, mas no momento as passagens estão muito caras, apesar de que até 6 anos as crianças viajam de graça na companhia de um adulto.

Geralmente invisto muito tempo nas pesquisas e acho que vale a peba comprar livros dando dicas sobre o destino ou baixo uma App pra fazer pesquisas.

E quais são suas dicas pessoais de viagem na Europa?


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