Posts Tagged ‘vida’

::Viajando e pensando sobre a vida::

25/05/2017

Se você for notar em todo país que chegar, mesmo não entendendo o idioma local, vai ver que as pessoas agem e sentem da mesma forma que você e podem até estar grupadas da mesma forma do seu país de origem. Há os que servem e os que são servidos. Os que venceram na vida e os que vivem à margem da vida. Há as famílias, atarefadas no seu mundo de crianças, fraldas, correrias, parquinhos, balões, sorvetes, sujeiras e afins. Há os homens e mulheres de negócio, vendo o mundo sob seus óculos do luxo à la Louis Vuitton. Há os vendedores de rua e sua interpretação do que é típico de seu país, do que é vendível para os olhos do consumidor. Há velhinhos em seu passo manso, com tempo pra tudo. Há os jovens, impulsionando as cidades com seu vigor, cor e sabor, visualmente lindos com pouca história e rugas pra carregar. Há gente de todas as idades e crenças buscando o sol.

Todos esses grupinhos coexistem no mesmo local, mas muitas vezes nem se notam, cada um segue sua rota. Cada um interpreta a vida da sua maneira, carrega suas dúvidas e crenças, mas a verdade é que todos buscam as mesmas coisas: alguém que goste deles como são, um teto sobre suas cabeças, um trabalho que lhes dê o pão de cada dia, um sentido para suas existências. Daí entendemos rápido que somos todos irmãos, passageiros do mesmo barco chamado Terra, perdidos num pontinho do universo, enxergando a realidade sob nossa perspectiva individual e chamando-a de verdade. Existem muitos bilhões de verdades andando por aí!…

::Por que saí do Brasil::

22/06/2015

Um resumo à queima roupa: eu saí do Brasil porque era meu sonho de longas datas viver uma experiência internacional, mas fiquei aqui porque me casei, consegui emprego e porque vi que teria mais condições de conseguir uma vida de qualidade, da maneira que eu interpretava essa qualidade, do outro lado do mundo. Vim pra ficar um ano e já tenho 22 na bagagem!

Na época tinha acabado duas universidades e lutava para conseguir um empreguinho no Brasil, enquanto os filhinhos de papai, que sentavam no fundo da sala, não tinham aprendido nada naqueles quatro anos e colavam tudo o que podiam nas provas, estavam conseguindo ótimos empregos, indicados por seus pais para belas posições. Hoje, apesar de eu sentir muuuuuita falta da família e dos amigos, eu prezo o ar puro, a liberdade de ir e vir, o contato com a natureza, além da bem menor desigualdade social e da boa qualidade de vida para grande parte da população.

No momento muitos textos estão circulando na internet sobre “porque deixei o Brasil” e “porque vou voltar ao Brasil”. Acho que a consciência coletiva está fervendo pois o momento atual brasileiro está bastante explosivo, os nervos estão à flor da pele.

Aqui um dos textos que li sobre o tema nos últimos dias, gentilmente repassado pelo leitor Wagner. Esse artigo dá muito a pensar. Opiniões? Críticas? Sugestões? Quem quiser deixar a dica de outros textos nesta linha, fique à vontade logo aqui abaixo nos comentários.

::I Conferência sobre Questões de Gênero na Imigração Brasileira::

04/06/2015

Prezada comunidade brasileira,

Entre os dias 24 e 26 de junho de 2015 acontecerá em Brasília a

I Conferência sobre Questões de Gênero na Imigração Brasileira.

O objetivo desta conferência será o de aprofundar a discussão de temas de gênero que afetam as comunidades brasileiras no exterior.

Alguns dos pontos a serem tratados:
– violência doméstica,
– imagem estereotipada da mulher brasileira,
– questões afetas à comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros),
– disputa por guarda de menores…

Uma vez que temos na Alemanha uma comunidade significativa em relação a todos estes temas, dois representantes, um membro do Conselho de Cidadãos Brasileiros de Munique e um do Conselho de Berlim, participarão desta conferência. Espera-se que com a conferência sejam implementadas iniciativas que beneficiem a vida do brasileiro no exterior e fomentem sua integração.

Todos os brasileiros residentes na Alemanha poderão dar a sua opinião através da pesquisa a seguir, bem como sugerir temas a serem tratados na I Conferência sobre Questões de Gênero na Imigração Brasileira.

Para participar da pesquisa, clique no seguinte link. Contribua com sua opinião pessoal e divulgue a pesquisa entre seus amigos e nas mídias sociais! Obrigada de antemão e um bom feriado!

::Guia para bolsistas brasileiros na Alemanha::

03/06/2015

O Guia para bolsistas brasileiros na Alemanha, feito pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, está agora na 2a. edição e contém muitas informações válidas para todo estrangeiro na Alemanha, sendo estudante ou não. O conteúdo tem ótima qualidade e foi muito bem feito. Apesar de discordar com alguns pequenos pontos, a grande maioria da informação é atual e válida. Fica a dica. Bom feriado amanhã!

::I Conferência sobre Questões de Gênero na Imigração Brasileira::

31/05/2015

Entre os dias 24 e 26 de junho de 2015 acontecerá em Brasília a

I Conferência sobre Questões de Gênero na Imigração Brasileira.

O objetivo desta conferência será tratar e discutir os temas de gênero que abrangem as comunidades brasileiras no exterior.

Alguns dos pontos a serem tratados:
– violência doméstica;
– imagem estereotipada da mulher brasileira;
– guarda de menores;
– saúde feminina;
– tráfico de seres humanos…

A Alemanha vai participar desta conferência através do Conselho de Cidadania, por ser uma comunidade significativa em relação a todos estes temas. Espera-se que com a conferência sejam implementadas iniciativas que beneficiem a vida do brasileiro no exterior e fomentem sua integração.

Todos os brasileiros residentes na Alemanha poderão dar a sua opinião através da pesquisa a seguir, bem como sugerir temas a serem tratados na I Conferência sobre Questões de Gênero na Imigração Brasileira.
Para participar da pesquisa, clique no seguinte link.

Agradecemos por sua participação!

::Etapas da vida & poema de Hesse::

14/08/2014

Depois de levar o Daniel pra cama, com seus nove anos de idade, no meio de suas férias de verão antes de ir para o 4° ano do ensino fundamental, percebo mais uma vez como o tempo é implacável e passa rápido demais, incontrolável. Ainda mais agora que a Taísa, com seus 18 anos, já tenha começado a fazer planos para a decoração do próprio apartamento. Pelo menos planos imaginários. Agora entendo minha mãe, que sente saudades de nós quando pequenos, em casa, protegidos, em família. Temos filhos e nos alegramos demais com suas conquistas, com seu crescimento, mas ao mesmo tempo desejamos que eles fiquem eternamente pequenos e dependentes de nós.

Abri o FB e dei de cara com um comentário de uma brasileira, vivendo aqui na Alemanha há poucos meses, já estranhando que esteja perdendo um pouco do seu português, embaralhando a grafia das palavras. Eu comentei que ela não deveria ligar pra isso muito não, porque já fui ao Brasil e pedi para cortar meu cabelo em estufas (Stufen). A costumeira dúvida cruel de expatriada, de não ter certeza se tinha escrito a palavra corretamente ou não pegou de novo minha consciência pela raiz, fui ao Google, digitei “Stufen”, e dei de cara com este poema lindo do Hermann Hesse, que por acaso já morou aqui no lago de Constança, bem pertinho daqui de casa. E ele fala das etapas da vida, razão original deste post. O ciclo se fechou. Vamos a ele (tradução mais abaixo):

Stufen – Hermann Hesse

Wie jede Blüte welkt und jede Jugend
Dem Alter weicht, blüht jede Lebensstufe,
Blüht jede Weisheit auch und jede Tugend
Zu ihrer Zeit und darf nicht ewig dauern.
Es muß das Herz bei jedem Lebensrufe
Bereit zum Abschied sein und Neubeginne,
Um sich in Tapferkeit und ohne Trauern
In andre, neue Bindungen zu geben.
Und jedem Anfang wohnt ein Zauber inne,
Der uns beschützt und der uns hilft, zu leben.
Wir sollen heiter Raum um Raum durchschreiten,
An keinem wie an einer Heimat hängen,
Der Weltgeist will nicht fesseln uns und engen,
Er will uns Stuf’ um Stufe heben, weiten.
Kaum sind wir heimisch einem Lebenskreise
Und traulich eingewohnt, so droht Erschlaffen,
Nur wer bereit zu Aufbruch ist und Reise,
Mag lähmender Gewöhnung sich entraffen.
Es wird vielleicht auch noch die Todesstunde
Uns neuen Räumen jung entgegen senden,
Des Lebens Ruf an uns wird niemals enden…
Wohlan denn, Herz, nimm Abschied und gesunde!

°°°

Tradução do alemão pro alemão segundo a Wikipedia alemã:

Jede Lebensstufe, Tugend und Weisheit ist an sich zeitlich begrenzt und blüht zu ihrer jeweiligen Zeit. Der Mensch soll sich also bei jedem Ruf des Lebens mit Tapfer- und Heiterkeit sowie ohne Trauer von seinem alten Lebensstadium verabschieden und einen Neubeginn wagen. Er soll sich außerdem an keiner der Lebensstufen festhalten, da der Weltgeist für ihn keine Einengung, sondern eine Ausweitung von Stufe zu Stufe vorsieht. Hat man auf einer Stufe Heimat gefunden, so droht man in eine Erschlaffung und Lähmung zu geraten. Dieser Stufenprozess ist nicht zwangsläufig schon mit dem Tod abgeschlossen, weil das Leben fortwährend ruft. Somit soll der Mensch den Tod als Genesung betrachten, denn letztlich ist auch er nur der Abschied von einer Lebensstufe.

°°°

Tradução do português pro alemão:

Degraus – Hermann Hesse

Assim como as flores murcham
e a juventude cede à velhice,
Também os degraus da vida,
a sabedoria e a virtude, a seu tempo,
florescem e não duram eternamente.
A cada apelo da vida deve o coração
estar pronto a despedir-se e a começar de novo,
para, com coragem e sem lágrimas, se
abrir a outras novas ligações.
Em todo o começo reside um encanto próprio
que nos protege e nos ajuda a viver.
Serenos transpomos o espaço após espaço,
não nos prendendo a nenhum elo, à nossa pátria;
O espírito do mundo não quer nos prender nem nos coibir,
mas de degrau em degrau elevar-nos e aumentar-nos.
Quando acabamos de nos acostumar com uma fase da vida,
íntimos, ameaça-nos o enfraquecimento.
Só aquele que está pronto a partir e se põe na estrada
consegue fugir à monotonia dos hábitos.
Talvez também a hora da morte
nos lance, jovens, para novos espaços,
o apelo da vida nunca chegará ao fim para nós…
Vamos, coração, despeça-se e cure-se!

P.S.-Aqui um belo resumo da vida de Hermann Hesse em Gaienhofen (também em inglês), aqui no Lago de Constança, onde viveu dos 27 aos 35 anos de idade, de 1904 a 1912.

Fonte para posterior adaptação própria: http://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1319#ixzz3AP3AACr4
Demais fontes: http://www.lyrikwelt.de/gedichte/hesseg1.htm, http://de.wikipedia.org/wiki/Stufen

::Qualidade de vida – ou a falta dela::

01/03/2014

E logo depois do post abaixo, e a título de provocação com respeito ao cuidado com o meio-ambiente, queria incluir aqui uma matéria que comenta que um casal chinês de noivos tirou fotos com máscaras de gás como forma de protestar contra a terrível qualidade do ar em muitas cidades na China, que chega a extrapolar em 10 vezes o nível máximo de poluição aceito internacionalmente.

Há pouco tempo atrás uma conhecida minha chinesa colocou a culpa quanto a este fato nas empresas internacionais que abrem empresas por lá sem observar o cuidado com o meio-ambiente. Eu, que já conheço isso do Brasil, disse que o cuidado com o meio-ambiente tem que ser exigido através de leis governamentais e vivido no dia-a-dia pela população. Comentei que quando eu morava no Brasil e guardava meu lixo na minha mochila ao invés de jogar no chão, as pessoas diziam pra mim que eu deveria jogar no chão, pois todo mundo joga e que as ruas ficariam sujas com ou sem minha contribuição. Eu costumava argumentar que se todo mundo procurasse um lixo, as ruas não seriam tão sujas. Na minha opinião, se o governo não exige medidas neste sentido, as empresas (independentemente de sua origem) não irão colocar filtros, por exemplo, pois nenhuma empresa investe sem necessidade. E qual é sua opinião a respeito?

::Sinais de velhice e de alguma sabedoria::

25/12/2013

Você percebe que está ficando velha quando descobre, sem aviso prévio, mais um cabelo branco na cabeça. Quando reclama sobre isso com suas amigas, muito decepcionada como o fato, percebe que na realidade você deveria agradecer por ter tão poucos deles e por não precisar pintar suas mechas, enquanto todas elas já pintam há anos…

Você percebe que está ficando velha, mas acima de tudo agradece por isso, porque sua filha começa a te sugerir bons filmes e livros. E o lado bom da coisa é que você sabe que ela te conhece muito bem, sabe aquilo que te interessa e as dicas acertam mesmo em cheio! Desta vez foi a vez do filme THE HELP, boa pedida pra todo mundo que gosta de filmes instigantes e que te fazem pensar em desigualdades, muitas vezes consideradas naturais, infelizmente ainda nos dias de hoje.

Bonito também, e já meio nostálgico, foi o fato de ter acompanhado praticamente o último ano em que meu filho ainda acredita no Papai Noel. Ele, binacional e filho de expatriada, foi esperto e duplicou as crenças, fazendo um pedido pro Christkind, o menino cristão que é quem traz presentes pros alemães, juntando a um pedido para o Papai Noel, assegurado por preces ao Papai do Céu pra ter certeza absoluta mesmo de que algo iria ser ouvido, onde quer que o velhinho estivesse. Este ano também foi talvez o último que meu filho andou de carrossel, pois ano que vem pode ser mesmo que a vergonha seja tão grande que ele não se atreva a andar de novo. Enquanto ele andava no brinquedo, meus olhos sorriam e meu coração se enchia de amor…

Os anos passam… e com eles novas alegrias e muitas vivências. Mas acima de tudo, bem acima de tudo, muita coisa para agradecer. Agradeço por tanto… E quero continuar a caminhada espalhando, sempre que possível, paz e amor, ou pelo menos se não for correspondido, pelo menos respeito pelo ser humano, que muitas vezes me surpreende com todas as suas facetas, tanto as mais nobres, quanto como com as mais podres. Uma meia frase, ou mesmo algumas palavras, te reportam pra algum cantinho que julgava estar superado e sepultado na sua memória, e feridas antigas correm o risco de voltar à tona. Se voltam, tem que ser trabalhadas de novo, tem-se que fazer de novo a paz com o passado e também com os desafios do presente. Bom assim, também algo por agradecer, pois do contrário eu seria uma morta-viva. Se pensamos direitinho, até em coisas ruins há algo bom. As histórias de nossas vidas estão aí pra ser analisadas e contadas, e cada um analisa e conta aquilo que quer – ou que consegue, ou quer, entender.

Escrito no Natal de 2013 – enquanto ouvia um super CD pela internet, o “Frank and Back to Black” da Amy Winehouse.

::Opinião de uma brasileira sobre a Alemanha::

11/12/2013

Se você tem curiosidade em saber COMO REALMENTE É MORAR na Alemanha, então tenha paciência de ler o texto abaixo, de autoria de Amabile Weidler. Uma das melhores descrições sobre como é a vida aqui no país do salsichão. :)))

“Muita coisa é aqui diferente … a maioria dos aptos não tem tanque, nem ralo; é comum os interruptores de luz ficarem do lado de fora nos banheiros; quase nenhum prédio tem elevador; Arranha céu, é motivo de visitação e mesmo na Capital, é possível conta-los nos dedos de uma só mão; a pipoca no cinema é doce; o purê-de-batata é em pó; água se bebe direto da pia … ou da banheira; fogões são quase todos elétricos;

Tudo fecha aos domingos. TUDO FECHA AOS DOMINGOS (tô repetindo, porque pra mim que sou paulista, ver tudo fechado aos domingos, foi traumatizante!);

Por falar em “domingo”, fez bagunça e barulho nos domingos, pagou multa. Alta; pedestre toma xingo quando atravessa fora da faixa; A GEMA não vai te deixar assistir ao video novo do seu artista favorito; Não existe camelô; Diarista é coisa de gente rica; o povo não sabe o que é desodorante – principalmente no verão;

É normal ver gente nua ou semi-nua fazendo yoga em praça pública (no verão, claro); Não tem pedreiro mexendo contigo; Não tem ninguém mexendo contigo;

Se vier antes do Natal, traga panetone porque aqui não tem (pelo menos não igual ao Bauducco);

O povo faz festa em funeral pra celebrar a vida que a pessoa viveu, ao invés de chorar porque morreu;

Inquilino não escolhe propriedade, é a imobiliaria + o proprietário que escolhem os inquilinos;

A comida mais típica alemã, não é alemã, é turca; A numeração de sapato e roupas são completamente diferentes; Aliás, traga calcinha, biquini e calça jeans – as daqui são absurdamente inutilizáveis pra quem não gosta de calcinha/biquinhi que parece shorts e calça jeans acima do umbigo;

Alemão faz tudo sozinho, aqui não tem aquele tiozinho-quebra-galho, aliás, eletricista, chaveiro, engraxate, costureiro, cobram o-olho-da-cara. Da sua cara e de toda a sua família;

O serviço prestado ao público também é meio tosquinho para quem tá acostumado com os padrões brasileiros. Aqui você vai na Ikea, compra seus móveis, se vira pra levar pra casa e monta tudo sozinha. É isso, ou pagar 50 conto para que eles entreguem + 50 pra eles montarem um sofá que custou 19 euros;

Eletrônicos são bem mais baratos aqui, mas você tem que pagar GEZ pra utilizar tv, internet, rádio …;

Carteiros são o ápice da preguiça e se você morar no 5. andar, esquece, nenhum entregador vai subir tudo isso de escadas, você vai ter que descer pra pegar ou buscar no posto do correio. Tem carteiro que quando vê que você mora no 5. andar, nem toca sua campainha, já levam a caixa enoooorme que seus parentes te mandaram do Brasil diretão pro posto do correio, e colam um aviso na porta do seu prédio pra você ir buscar a caixa lá nos cafundós do Judas;

Traga 2 alicates de cutícula (porque aqui não tem onde amolar/afiar) e seus esmaltes favoritos até se habituar com os esmaltes daqui, que são fracos em química e raramente duram mais do que 3 dias nas unhas de uma dona de casa esforçada;

Nos estabelecimentos, na hora de pagar, procure por uma bandejinha em cima do balcão, mesas e afins, porque dar dinheiro nas mãos de um funcionário não é costume, e às vezes é até ofensivo; Aliás, gorjeta menor que 10% do valor total da conta, significa descontentamento com o atendimento;

E por falar em “gorjeta”, traga um porta-moedas, porque aqui se seu troco é 0,28, você vai receber exatamente 28 centavos, em moedas contadas, tipo 1 modinha de 5, 1 de 2 centavos e 1 de 1. No “troco-de-bala” na Alemanha;

Escola pública tem qualidade de ensino; Aliás, aqui das maioria das faculdades são públicas;

O governo alemão é cheio de dar ajuda-de-custo. Eles ajudam todo mundo, em tudo, é só pedir. O povo alemão é que te olha meio torto porque “depender” (mesmo que você não dependa, só prefira utilizar) do governo é “feio”;

Não leve para o lado pessoal se ninguém puxar conversa contigo no buzão – ninguém conversa do nada com quem não conhece;

Deixe aí sabonetes em barra e seus shampoos preferidos e prepare-se para a mudança que pode ser tanto para super-seco como para completamente oleoso, na sua pele e nos seus cabelos;

Policiais costumam ser tudo gente finíssima e TODOS falam 2 idiomas além do alemão (é obrigatório para o exame da academia – aparentemente);

Deixe no BR o “jeitinho brasileiro” e faça tudo de modo absurdamente regrado, dentro das regras oficiais, providas pelos órgãos oficiais, porque é o único jeito de se dar bem por aqui;

Faça amizades com brasileiras e mantenha-as. No início elas vão te ajudar a não passar perreio, durante elas vão te ajudar a não aperrear os outros e depois elas vão te ajudar na hora de você aperriar a Alemanha, já que a Alemanha te aperriou o saco até ele ficar cheio;

Morar aqui tem seus prós-e-cons, mas se você vier, se engajar e não desistir depois das primeiras bolsadas (andando nas ruas, você vai levar umas três ou quatro bolsadas, sem ninguém parar pra te pedir “desculpa”, normal, nada pessoal …), você aprende a ver como é delicioso morar aqui.

As estações são lindas, o transporte público funciona, as empresas raramente diferenciam gênero ou opção sexual, quem se dedica, prospera; Quem se esforça, tem.

Eu moro na Alemanha há 4 anos, recebi duas propostas para morar em outros países europeus durante esses 4 anos, e nunca – nunquinha – deixei a Kartoffeland. Vem segura, vem com fé, com paciência, com vontade de vencer … vai dar tudo certo! ” By Amabile Weidler (Tirado do Facebook, do mural da Lorena Bärschneider).

::A vida e Einstein::

07/12/2013

“A vida não dá nem empresta, não se comove nem se apieda. Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir aquilo que nós lhe oferecemos”.

“A vida é como jogar uma bola na parede. Se for jogada uma bola azul, ela voltará azul, se for jogada uma bola verde, ela voltará verde, se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca, se a bola for jogada com força, ela voltará com força. Por isso, nunca jogue uma bola na vida de forma que você não esteja pronto a recebê-la”.

“O ser humano vivencia a si mesmo, seus pensamentos, como algo separado do resto do universo – numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é um tipo de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e ao afeto apenas pelas pessoas mais próximas. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Ninguém conseguirá atingir completamente este objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior”.
Albert Einstein


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