Posts Tagged ‘Pessoal’

::Aprenda a argumentar contra o populismo de direita::

02/09/2020

Comprei este livro hoje depois de ler uma reportagem na revista Der Spiegel que uma pessoa física comprou o livro, o leu e resolveu dá-lo de presente para todos os 709 deputados do parlamento alemão. Detalhe: o dinheiro e o trabalho de empacotar e distribuir ficou por conta dessa pessoa!

Nem li muito ainda do livro, mas como o assunto é URGENTE e temos, como sociedade, que fazer algo ativamente contra o populismo de direita, aqui vai a minha dica do dia: compre, presenteie, empreste, pegue emprestado, entre na associação através da qual ele foi criado, discuta, aprenda, argumente – sempre com educação – contra um mal que parece estar nos matando de fininho nos dias atuais… Boa leitura!

::Tempo de corona, tempo de renascimento::

02/08/2020

Toda crise traz dois lados pra gente. Um lado que faz nosso corpo tremer e sair do eixo, e o outro que nos faz olhar pra dentro, entrar em questionamento profundo e de preferência conseguimos sair dali mais fortes, mais perto de nós mesmos e assim podemos contribuir mais, tanto para nós mesmos, quanto para o mundo à nossa volta.

Como tem sido a atual crise do coronavirus no seu caso pessoal? Acabo de ler este texto e me veio à mente fazer essa pergunta pros meus leitores. Sinta-se à vontade de deixar seu comentário – ou não.

A minha resposta vai estar na próxima coletânea da qual participarei, que é mais uma produção da Liberty Books e está criando uma coletânea sobre Histórias da Pandemia. Aguarde as cenas dos próximos capítulos e tenha um bom domingo!

::Balanço de fim de quarentena::

06/06/2020

Chegando ao fim da minha quarentena de 14 semanas, penso que é um bom momento para fazer uma avaliação de como foi viver praticamente só em casa durante 3 meses. Semana que vem volto a trabalhar no escritório, ainda que de forma reduzida e dentro do “novo normal”.

Partes boas da quarentena do coronavírus:

– Aprendi mais sobre mim, sobre o mundo, História, Geografia, Psicoterapia, Consultoria, etc.;

– Tive contato constante com amigos e familiares, me importei com muitos e muitos se importaram comigo. Mesmo distante, estive relativamente perto de entes queridos;

– Tive a oportunidade de fazer 3 cursos de desenvolvimento pessoal e espiritual com algumas experiências inesquecíveis!

– Fiz novas (ou fortaleci) amizades através desses cursos;

– Ganhei um quadro maravilhoso de uma das participantes!

– Dei o pontapé inicial ao meu projeto de uma plataforma de empregos na Europa, a CONNEXX (página em inglês);

– Dei 2 entrevistas (Celso da Batatolandia e Silvia Regina Angerami) e participei de 3 workshops e 2 encontros como facilitadora no mundo virtual (Carlotas, D.L. e Caravana Cloud) – com a repetição estou me acostumando com a câmera e aceitando que não tenho que ser perfeita para aparecer online;

– Participei de alguns eventos online que em tempos normais teriam sido presenciais. Em alguns deles eu não teria podido estar presente pela distância física, mas a distância virtual é mínima!

– Aprendi a mexer com novos sistemas como o Zoom, que agora uso diariamente;

– Atendi 7 coachees – um deles já conseguiu um emprego no meio da quarentena!;

– Comecei e avancei bem no meu novo projeto de livro (HERstory – escreva a sua história);

– Meu livro Mineirinha n’Alemanha foi escolhido pelo Celso do Batatolândia como um dos 6 livros mais importantes para entender a Alemanha e os alemães (fui colocada ao lado de João Ubaldo Ribeiro!);

– Escrevi uns 5 poemas, participei de um grupo lindo de poetas publicando poemas maravilhosos no Facebook;

– Escrevi para uma poeta americana e ganhei um poema de presente com as perguntas que tinha colocado pra ela;

– Entrei para 2 coletâneas (poesias, turismo no Brasil);

– Estou participando de um concurso de contos com um conto sobre a pandemia;

– Ganhei um novo local de trabalho com direito a vista e a ouvir e ver os passarinhos cantando lá fora;

– Voltei a fazer crochê (e estou amando!);

– Por incrível que pareça, eu emagreci uns 3 quilos!

– Fiz bons passeios pelas redondezas, voltei ao lago com maior admiração ainda, continuo admirando cada flor que passa por mim (ou eu por ela) e fiz algumas aulas de ioga pela internet (queria ter feito mais);

–  Tive alguns sonhos (dormindo e acordada) fantásticos!

– Ouvi muita música e dancei sozinha principalmente na cozinha;

– Participei pela 1ª vez de uma festa de aniversário pelo Zoom (em setembro tem mais! A minha própria!);

– Vi muitos nasceres do sol e tirei fotos lindas deles, fiz vídeos que vão ficar na memória porque, mesmo sem entender, dormia pouco e acordava várias vezes às 5h da manhã, às vezes com um poema inteiro na cabeça;

– Li alguns livros ótimos;

– Troquei 4 livros com autores brasileiros na Alemanha;

– Ganhei alguns livros do universo de estandes de livros para doação espalhadas pelo meu bairro!

– Constatei que os valores da empresa onde eu trabalho realmente batem com os meus! E fiquei muito feliz por isso!

– Contribuí da maneira que pude com as mazelas do mundo;

– Plantei algumas coisinhas na horta suspensa (Hochbeet) da minha varanda, iniciei um projeto de hidroponia;

– Tomei muito sol lá fora, protegida pela altura do meu apê;

– Arrumamos uma nova estante de livro em casa, com a grande ajuda da minha filha – ficou linda!

– Fiz várias boas comidas em casa;

– Passamos um ótimo tempo juntos em casa;

– A minha filha conseguiu seu primeiro emprego na sua área de estudos!

– A muito custo, mantive minha sanidade mental durante esse período… nunca senti tanta felicidade em rever pessoas como agora! Se eu pudesse, as encheria de beijos e abraços agora mesmo!

Partes ruins da quarentena do coronavírus:

– Sofrer triplicado: pelo mundo, pela Alemanha, pelo Brasil. Meu sofrimento começou já em janeiro na China, chegou ao nível máximo na época da Espanha e da Itália (porque inventei de ler um jornal em italiano e ver o sofrimento nu e cru de gente morrendo por lá por falta de leitos) e se abrandou com o tempo, tendo piorado de novo agora com os novos acontecimentos (morte do George Floyd nos EUA e aumento do número de mortos além da ocupação máxima em leitos no Brasil). Com o tempo, entendi que um certo controle no nível de notícias (e no formato delas, mais auditivo por rádio e menos televisivo por visão) me fazia bem.

– Temer por meus familiares e amigos principalmente no Brasil… Nossas mãos estão atadas!

– Voltei a consumir como há muito não consumia (provavelmente de ansiedade)…

– Não ter plena liberdade de ir e vir. Sinto falta de mar, do barulho do mar, da liberdade de poder viajar para onde quiser, mas sei que continuo com 100% de liberdade de pensar o que quiser.

– Perdemos uma viagem de férias à Espanha e deixamos de ver familiares por causa da pandemia;

– Principalmente quando a quarentena estava chegando ao fim notei em mim um certo nível de ansiedade ao ver estranhos vindo andando na minha direção (troquei de lado da rua várias vezes ao ver pessoas se aproximando);

– Acho que nunca vou me acostumar ao “novo normal”;

– Algumas vezes dormia mal, muitas vezes esquecia os sonhos ao acordar, mas a recompensa dos nasceres do sol foi algo que me acrescentou muito;

– Como toda pessoa normal nesse mundo, fiquei estarrecida ao ver fotos de uma morte de um negro nos EUA de maneira tão desumana (não tive coragem de ver o vídeo) e de certa maneira acho que o mundo está indo ladeira abaixo a passos larguíssimos em alguns pontos…

– Lamento que, por muitas vezes, os países tenham cooperado tão pouco entre si e que as linhas imaginárias entre eles estejam tão claras nas cabeças de tantos seres humanos…

– Lamento que muitos países não tenham uma liderança como a da Angela Merkel, que foi exemplar durante este tempo de crise!

Para ser sincera, tenho um pouco de medo do futuro mas ao mesmo tempo vejo essa experiência global como uma grande oportunidade de crescimento individual e coletivo. Pelo menos para mim, ela foi, ou ainda está sendo, sem sombra de dúvida, fonte de bastante crescimento em vários sentidos! Apesar de tudo, tenho uma premonição positiva para o mundo depois da crise do coronavírus! Na realidade sinto as duas frentes se debatendo, o bem e o mal, e espero, com imensa esperança, que o bem vença, e que saiamos desta crise mais fortes do que entramos.

::Tributo ao Gilberto::

31/05/2020

Se você também é expatriado, se lembra de alguma coluna no jornal que adorava ler quando ainda morava no Brasil? Eu me lembro nitidamente de ler com grande frequência a coluna na Folha de São Paulo de alguém que formou minha opinião, me inspirou e me mostrou várias formas de ter uma opinião crítica quanto ao que acontece no Brasil e no mundo. O nome desse cara é Gilberto Dimenstein, que nos deixou tão cedo para outro plano ontem, dia 29 de maio de 2020.

Talvez alguém ache que ele morreu de coronavírus, mas na realidade morreu da doença que já o acometia há algum tempo, que era um câncer no pâncreas. Fiquei sabendo da morte dele pela Monja Cohen. As notícias correm meio mundo rapidinho, não é mesmo?

Além de mim, eu tenho certeza que ele plantou várias outras sementinhas por aí na cabeça de muitas outras pessoas preocupadas com a democracia e com uma sociedade mais justa, humanitária e mais crítica, em todos os sentidos. Salve, Gilberto! Que você esteja muito bem aí do outro lado, agora nos reconfortando do outro lado, do plano espiritual.

O Gilberto nos deixou aos 63 anos. Foi colunista da Folha de São Paulo durante 28 anos. Participou do programa de liderança avançada de Harvard e é o idealizador do site Catraca Livre, eleito o melhor blog de cidadania em língua portuguesa pela Deutsche Welle. Dentre vários prêmios que ele ganhou, está o Prêmio Nacional de Direitos Humanos junto com dom Paulo Evaristo Arns e o Prêmio Jabuti, por sua obra de não-ficção, com a obra O Cidadão de Papel – A infância, a adolescência e os Direitos Humanos no Brasil.

“Grande parte da minha vida foi marcada pelo culto a bobagens: ganhar prêmio, assinar matéria na capa, o tempo todo pensando no próximo furo. É como se estivesse passando por um lugar lindo num trem em alta velocidade, vendo tudo borrado.

Quando você tem um câncer (ainda mais como o meu, de metástase e de pâncreas, um tipo muito agressivo), não há alternativa. Ou vive o presente ou sua vida vira um inferno.

E aí começam a aparecer coisas incríveis. Gosto de andar de bicicleta, e comecei a sentir o vento no rosto, como se estivesse sendo beijado. Você vê seu neto deitado com você. Acorda com os bem-te-vis e escuta os bem-te-vis.“

“Ser feliz é ser livre”.

Que você esteja bem feliz e bem livre aí do outro lado, Gilberto! Muito obrigada por tudo!

Outra fonte: site da Wikipedia de Gilberto Dimenstein.

::Ensinamentos diários::

22/05/2020
Coleção Descoberta do Homem, edição de 1964

Em uma das minhas idas ao Brasil achei em algum canto da casa este livro despencando, perdendo a capa, meio comido pelo tempo. O trouxe comigo para a Alemanha, sabendo que tinha encontrado um tesouro, mas não o abri desde então e não li nada do seu conteúdo. Gosto tanto de livros que só por saber que existem, meu coração já se sente bem!

Compramos um novo móvel para a biblioteca. Nos últimos dias minha filha me deu a tarefa árdua de me despedir de alguns livros. Tenho agora uma caixa cheia de livros para doação. Quem tiver lido até aqui e tiver interesse em ganhar um, deixe um comentário. Envio só dentro da Alemanha. Tenho romances, livros de vários assuntos, dicionários, livros para aprender alemão, etc. etc. etc.

De qualquer maneira não separei o livro acima, tendo o reservado pra colar a capa com durex pra que ele avance os anos em minha companhia. Aproveitei pra abri-lo e achei tesouros logo nas primeiras linhas:

Falando de um amigo que morreu: “Aceitei a morte. Guillaumet não mudará mais. Nunca mais estará presente, mas também nunca mais estará ausente”.

Falando de refugiados (e da nossa condição de expatriados): “Quero ser um viajante, não um emigrante. Aprendi tantas coisas em minha pátria que serão inúteis em outros lugares. Mas eis que meus emigrantes tiravam do bolso a pequena caderneta de endereços, os restos de sua identidade. Fingiam ainda ser alguém. Agarravam-se com todas as forças a alguma significação. “Sabem, eu sou fulano de tal, diziam eles… sou de tal cidade… amigo de sicrano… conhecem sicrano?”

Abrindo outra página, achei uma pequena anotação com a minha letra de jovem. Já li o livro no passado! Na minha anotação, anotei a seguinte passagem:

::Ponto de nada::

25/04/2020

Em algum lugar do universo
Pontinhos de nada que somos
Fazemos sentido para alguém
Alguém sabe quem fomos

Quanta gratidão 
Escondida nesse fato
Um montão de alegria
Resumida em um retrato

Amor incondicional 
Lágrima no olhar
À moda tradicional
E tudo muda num piscar

Sandra Santos – 31/12/18

P.S.-Esqueci de publicar este poema no meu livro. Outros poemas de minha autoria estão no livro Poemas da Mineirinha n’Alemanha.

::Limpeza::

24/04/2020

Não tente salvar

o mundo inteiro

ou fazer algo grandioso.

Ao invés disso, comece

uma limpeza

na floresta densa

da sua vida

e espere lá,

pacientemente

até que a música

que é a sua vida

caia nas suas mãos juntas em formato de concha

e você descubra, e dê as boas-vindas a ela.

Só a partir deste ponto é que você vai saber

como se oferecer para este mundo

que tanto vale a pena ser salvado.

Autoria: Martha Postlewaite

::Clearing::

Do not try to save

the whole world

or do anything grandiose.

Instead, create

a clearing

in the dense forest

of your life

and wait there

patiently,

until the song

that is your life

falls into your own cuppped hands

and you recognize and greet it.

Only then will you know

how to give yourself to this world

so worthy of rescue.

by Martha Postlerwaite

::Memória do que realmente vale a pena::

23/04/2020

Tem coisa mais gostosa do que reler alguma coisa, rever uma foto, bater o olho em alguma coisa e fazer aquela viagem ao passado cheia de emoções? Por acaso acabei de ter sido proporcionada com uma viagem dessas, através dos meus próprios escritos de 9 anos atrás…

Achei questionamento que vale até para a quarentena atual! “Saudades dos tempos de criança, quando o mais importante é o aqui e o agora, as preocupações são tão leves e a mente e o pensamento estão concentrados nas coisas mínimas e nos detalhes do dia-a-dia!”

Leia mais da história do amor pelo Bob Esponja aqui.

::Outro poema sobre os dias atuais (português/inglês)::

07/04/2020

:Charada::

Trata-se

Da quantidade de ar (energia)

Que você está em condições

De transportar até seu pulmão

Mas também trata-se

Do estado de saúde mental

Que você mantém

Durante estes dias

A esperança

Esquenta seu coração

O medo

Pode fazer seu pulmão parar de funcionar

Tenhamos esperanças!

-/- :

:Charade::

It’s about The amount of air (energy)

That you are able to put Into your lungs

But it’s also about

The state of mind

That you keep

During these days

Hope

Warms up your heart

Fear

Can put an end to your lungs

Let’s hope!

Sandra Santos – 06/04/20 (5a. semana de quarentena/5th week of quarantine)

P.S.-Se gostou deste poema e quer ler mais, encontrará meu livro “Poemas da Mineirinha n’Alemanha” nas páginas da Amazon em todo o mundo!

::Diário de início da 5a. semana de quarentena::

06/04/2020

Devagar e sempre vou me acostumando de vez ao fato de viver entre as minhas paredes. Faço excursões do quarto pra sala, da sala pra cozinha, da cozinha pro banheiro, e por sorte temos uma varanda onde dá pra tomar um solzinho e ouvir os sons da natureza. Até agora estava frio, abaixo de 10 graus, e com a chegada da Páscoa as temperaturas sobem e daí vai ficar mais difícil de nos manter em isolamento…

Saio pra fazer compras, em média, a cada 10 dias. Sair virou algo estranho onde eu passei a desenvolver um outro tipo de olhar, observando ainda mais tudo à minha volta.

Por sorte temos gatos em casa! Eles nos dão uma super aula de estar em paz, dormir, virar de costas e tomar sol na barriga, dormir de novo, dar uma voltinha, dormir, comer, dormir ou descansar. Gatos são excelentes companheiros de quarentena!

Pessoalmente, não me sinto presa ou isolada. Minha mente é muito livre e sou por natureza uma pessoa irrequieta. Muito pelo contrário, me sinto produtiva e fazendo muita coisa legal. Desde que minha empresa decidiu me colocar de molho por um mês, comecei a escrever um novo livro*, leio muito, escrevo aqui e em outros cantos, falo ou troco mensagens com Deus e o povo. Estou prestando consultorias para algumas pessoas buscando emprego na Alemanha/Europa e arrumei um grupo super interessante pelo Zoom de pessoas em quarentena espalhadas pela Europa. Fiz novas amizades e estou aprendendo muito com elas! A troca tem sido intensa! Vira e mexe faço um workshop ou um curso pela internet e com a quarentena me sinto mais conectada e tenho mais opções do que tinha antes, pelo menos com relação a tudo o que pode acontecer virtualmente. Minha professora de ioga gravou uma aula curtinha de 20 minutos e vira e mexe faço uma aulinha. Ah, e estou com um projeto surpresa com duas amigas, sobre isso eu falo mais tarde! Cenas dos próximos capítulos…

Estou em contato constante com minha família e ainda que não seja a mesma coisa que ver e abraçar, como expatriada já tinha esse costume de me unir às pessoas que amo apesar da distância. Tudo bem.

Vira e mexe dou uma andadinha nas redondezas mas o meu olhar observador me estressa um pouco. Em casa, posso fechar os olhos e mergulhar no som dos passarinhos sem paranoia. Acabo preferindo. Agora há pouco a vizinha do meu andar tocou a campainha. Ela estava preocupada conosco, disse que já não dormia há dois dias muito bem por causa disso. Perguntou se estávamos bem, se precisávamos de alguma coisa, que ela via nossos sapatos do lado de fora e nada se movia do lugar… Agradeci o carinho e ofereci o mesmo, que ela me avise se precisar de algo, já que vamos em dias diferentes às compras. Que conosco estava tudo bem. Achei bonita a preocupação dela!

E quanto ao que deliberadamente não quero fazer? Evito ver muitas imagens dos noticiários, vejo as notícias só uma vez por dia. Antes ficava olhando o tempo todo os números, agora pra mim eles são uma miragem, uma representação da realidade que não podemos quantificar exatamente – e muitos países nem querem por várias questões. Sinto muito pelos mortos e por aqueles que sofrem, mas de alguma maneira acredito que todos deixamos esta Terra quando chegou a nossa hora. Fico preocupada com meus amigos e familiares, mas procuro manter a paz interna. Ganhei máscaras costuradas por minha amiga Chris e continuamos conectadas, eu e minhas amigas, apesar de não nos vermos fisicamente. Torcemos pelo Brasil e que os brasileiros saiam bem dessa pandemia, assim como nós e os demais países. Adoraria que as Nações Unidas organizassem um ¨comando global¨, porque na minha opinião só vamos sair desta bem unidos, como Humanidade.

Sem ver, sinto um avanço espiritual no mundo. Muitos céticos me dizem que o mundo voltará a ser o mesmo assim que tudo voltar ao normal. Mas eu quero acreditar que o mundo estava desbalanceado e que depois da crise poderemos unir as forças femininas e masculinas para, juntos, criarmos um mundo mais solidário, mais reconfortante, que considere o todo holisticamente e não só os mais fortes, que cuide dos mais fracos e que divida de forma mais igualitária aquilo que já produzimos como planeta Terra, porque na realidade já temos tudo para vivermos bem, sermos felizes e avançarmos como Humanidade para um mundo melhor para todos. Eu quero ter fé de que isso é possível, porque nem o capitalismo ou o socialismo provaram ser a receita de bolo perfeita para os dias atuais. Enquanto os países estiverem lutando por máscaras de proteção e competindo entre si, não chegaremos na unidade necessária para as soluções complexas que todos temos que encontrar até que uma vacina seja desenvolvida e esteja disponível. Somos UM e deveríamos agir como tal. As linhas que dividem os países só existem nas nossas cabeças e temos que fazer algo bom juntos antes de mais alguns maus tomarem as rédeas e extrapolarem ainda mais na sua busca pelo poder…

E como tem sido a quarentena pra voc? Qual é a sua experiência? E qual é o mundo que você deseja depois dela?

*Um pouco sobre meu projeto de livro novo: estou escrevendo sobre mulheres e nossos desafios da vida moderna. Quem quiser sugerir tópicos ou leituras, sou TODA ouvidos!


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