Posts Tagged ‘Pessoal’

::O Brasil como não quero ver::

07/04/2021

Mais de 4 mil mortos

Ligo pra minha mãe

Que tenta me acalmar

Nunca irá cair uma palha

Sem o desejo de Deus

O povo colhe o que planta

Não vamos nos enlouquecer

Há tanta coisa para agradecer

E muita gente pra ajudar

Solidariedade

Focar no bom e no positivo

Sentir gratidão e ir em frente

Um dia a curva chega na estrada

Numa manhã o sol há de nascer

E a chuva (de mortes) vai parar de descer

Sandra Santos – 08/04/21 – mais de um ano de pandemia aqui e lá

::COVID e lembranças de infância::

22/03/2021

Quando eu era pequena, não era difícil acontecer com a minha mãe o que costuma acontecer com o meu marido ou comigo hoje em dia: chegava na sala no final do dia e ela estava dormindo de frente pra tevê.

Enquanto ele durma por cansaço do trabalho ou por causa de alguma noite mal dormida, eu não sei definir direito se o motivo de eu estar dormindo durante o dia é um misto de idade, menopausa ou principalmente por causa da pandemia. Sejamos honestos: ela cansa! Você pára de assistir notícias, fica se perguntando o que está acontecendo aqui e lá (sim, expatriado sofre dobrado, com as notícias do país onde vive e do país de origem). Quando assiste as notícias dá uma misto de pensar que a) já ouvi isso antes b) será que vou ouvir isso amanhã de novo? c) que notícias terríveis, quando isso vai acabar? d) tenho vontade de hibernar e só voltar do sono profundo quando tudo isso acabar! Tem hora que a única pessoa acordada aqui em casa é o Daniel, que ainda não está na idade nem de dormir de dia e nem de ficar sofrendo demais com as atualidades.

Outra coisa que a mamãe costumava fazer e eu achava estranho, mas super engraçado, era colocar coisas no lugar errado, simplesmente porque o braço dela fazia o movimento e a cabeça dela estava em outro lugar naquele momento. Já aconteceu de eu abrir o armário da cozinha lá de casa e achar o controle remoto da tevê lá dentro, deixado por ela. Hoje, na hora do almoço, abri a gaveta das panelas e lá dentro achei uma caixinha de leite. Aqui em casa compramos leite na caixinha, que quando aberto vai para a geladeira. Achei aquilo inusitado e fiquei me perguntando quem tinha colocado aquela caixinha ali, se era o Daniel ou o Matthias. Quando almoçamos perguntei e logo em seguida, pela reação deles, acreditei rapidamente que tinha sido eu mesma, que além de não ter visto o que fiz, tampouco me lembrava do feito! Tenho a quem puxar!…

Outra coisa que tenho a quem puxar é, segundo o Matthias, a força “gavetacional” (e não gravitacional) que as coisas da casa exercem sobre mim, porque elas tendem a ir para dentro de alguma gaveta antes mesmo de eu raciocinar se preciso daquilo ou não. Mamãe também me ensinou esse feito! Filha de peixe!…

Pelo menos tenho a declarar que essas mazelas não se repetem ad infinitum: tanto a minha irmã Rê quanto a minha filha Taísa sairam uma versão bem mais organizada do que eu ou a vovó Eny. Vai ver que mais tarde a Taísa não vai dormir de frente pra tevê, nem colocar coisas sem nem notar em lugares inusitados.

E por falar em mais tarde, no último final de semana achei um conto em uma revista alemã que me deixou bastante pensativa: ele se referia a um COVID-39, tipo o COVID-19 na versão de 20 anos mais tarde!… No conto, espero eu fictício, o autor comentava como era a vida antes do coronavírus e como ela tinha se transformado – e ficado para sempre?!? Espero que não! Assim como nós, seres humanos, temos direito à evolução, espero firmemente que esse bichinho evolua, se transforme em algo domável ou melhor, desapareça por completo do nosso planeta. Será que é desejar demais? Só o futuro dirá!…

::Leia a primeira resenha do HERstory!::

18/02/2021

Que presente lindo e que surpresa com muita sororidade receber a primeira resenha do meu novo livro HERstory – escreva a sua história!

Que bom ler a opinião de uma também escritora sobre o meu trabalho, no caso a psicóloga e escritora Roberta Gasparotto!

Muita gratidão, me sentindo muito honrada e feliz por ela ter apreciado a minha obra! Leia a resenha completa aqui no Feminário Conexões.

::Volta ao mundo com a Mineirinha – podcast VM80F::

19/01/2021

Um amigo da Índia sugeriu que eu participasse de um podcast produzido no interior mineiro sobre viagens e fotografia, o Volta ao Mundo em 80 Fotos. Obrigada, Gau!

Daí surgiu um bate-papo com o Marcos e o Júlio onde falamos de viagens dentro e fora do ser humano, sobre fotografia, pandemia e tantas outras coisas mais. Ficou curioso? Ouça o podcast aqui ou em outra plataforma na internet e depois me conte sua impressão sobre ele!

::Balanço e sororidade::

03/01/2021

Interessante! Quanto mais falo sobre o meu novo livro, mais percebo como uma palavra interessantemente é desconhecida das pessoas, não importa em que idioma. Trata-se da palavra sororidade, uma das razões pelas quais escrevi o HERstory, que significa o apoio que uma mulher pode dar à outra, um ato de amor e solidariedade entre mulheres. O que naturalmente não quer dizer que o livro não tenha um conteúdo que possa e deva ser lido por homens, muito pelo contrário. Já tive a honra de ter o livreiro da Livraria Páginas, que me entrevistou durante a live do lançamento, como o meu primeiro leitor homem. Ganhar a perspectiva de homens que querem entender melhor a condição feminina é uma benção em rumo à busca do equilíbrio de forças femininas e masculinas, que todo ser humano tem, no mundo. Não somos oponentes, não estamos em luta, portanto deveríamos estar nos apoiando também em termos de gênero, o que nem sempre faz parte da realidade, eu sei, mas é o meu ideal e a razão pela qual eu escrevo. Escrever é terapia e liberta!

Juntando-se a esta percepção, presencio também as coincidências que a vida vem me trazendo, talvez também por causa do livro, penso eu. Pois o livro chama seu autor e seus leitores, na minha opinião. Hoje foi o dia de me deparar com uma companheira de viagem, que afirma que os nossos dons sempre arrumarão um jeito de nos encontrar. Bem na linha do HERstory! Vamos trocar nossos livros! Que felicidade!

E provavelmente amanhã o meu próprio exemplar vai chegar às minhas mãos! Para quem escreve, esta é uma emoção ímpar, semelhante a quando damos à luz aos nossos filhos! É um filho literário, na realidade! Outro livro que vai chegar até a mim é o da última coletânea da qual participei este ano: Contos, Contas e Surtos da Pandemia. Dois presentes!

O bonito foi que hoje, inesperadamente, vendi um livro para uma pessoa que não fala português como língua materna, mas entende o português, por ter interesse no tema como mulher e pela nossa conexão através da Hildegarda de Bingen.

Nos últimos dias consegui também, um presente para mim, escrever quatro poemas para participar de duas novas coletâneas. Fiquei feliz, pois um poema só sai quando quer!…

Um dia de conexões e coincidências! Que já começou de madrugada, quando olhei pra tela do meu celular e li 3:03 do dia 03/01/20. Muito mágico para quem gosta de sinais como eu!

Quais são ou foram os seus últimos sinais?

Deixa eu voltar para o meu crochê. Ele, junto à escrita, leitura e o acompanhamento de muita música ao longo do dia têm sido minhas válvulas de escape nesta quarentena. E as suas? Mais algumas sugestões para me passar? O Facebook me lembra todo dia das coisas ótimas que andei fazendo nos últimos anos, entre as passagens dos anos, e ao mesmo tempo que adoro relembrar, fico na esperança de dias melhores.

Há dois anos atrás, escrevi o poema abaixo, que eu traduzi hoje para o inglês:

Ponto de Nada

Em algum lugar do universo

Pontinhos de nada que somos

Fazemos sentido para alguém

Alguém sabe quem fomos

Quanta gratidão

Escondida nesse fato

Um montão de alegria

Resumida em um retrato

Amor incondicional

Lágrima no olhar

À moda tradicional

E tudo muda num piscar

Sandra Santos – 31/12/18

Point of nothing

Somewhere in the universe

We are little dots of nothing

We make sense to someone

Someone knows who we were

How much gratitude

Hidden in this fact

A lot of joy

Summarized in a portrait

Unconditional love

Tears in the eye

In the traditional way

And everything changes in a flash

Sandra Santos – 31/12/18

::Como você passou o Natal durante a pandemia?::

30/12/2020

A pergunta mais frequente que ouvi nos últimos dias foi de amigos e familiares querendo saber como passei o Natal no meio da pandemia.

Minha resposta: com gratidão e junto do meu marido e meus dois filhos. Em 50 anos de vida nunca tinha tido que decidir o que cozinhar e como preparar a ceia de Natal. Até então, passei o Natal ou junto da família do meu marido, ou junto da minha família no Brasil. Sem saber o que cozinhar, perguntei para amigas que me deram uma sugestão simples e fantástica: raclette! Adicionamos a panela do fondue ao nosso aparelho de raclette e tivemos uma mesa farta, com muita variedade de carnes, legumes, queijos e molhos, acompanhados de um bom vinho. Depois de tantos anos desanimada para montar minha árvore de Natal, que é de plástico e esperava pacientemente por mim todos esses anos dentro de um saco no porão, arranquei-a de lá junto de várias outras decorações, e ao som de músicas de Natal montei uma pequena árvore, que continua incrivelmente de pé apesar de termos dois gatos em casa, Leo e Baloo, nossos melhores professores de pandemia.

Quanto menos temos o direito de fazer, mais cada mínima coisa vai ganhando mais significado e sentido. VESTIMOS roupas para a festa, ao invés de ficarmos todos de moleton, como em todos os outros dias da pandemia. Minha filha não mora conosco, então naturalmente ela chegou arrumadinha e eu já estava vestida para a festa, então os homens da casa seguiram nossa animação. Tiramos uma foto da família para registrar o momento, ao lado de nossa árvore recém montada, também para mostrar como o Daniel nos deixou para trás em altura com o passar dos anos, apesar de ser o mais jovem da casa. Eu sou agora a rapa do tacho! Colocamos todos os presentes sob a árvore, decoramos a mesa. Jantamos, brindamos o momento presente. Trocamos presentes, também os da minha irmã Renata, que tinham chegado no dia exato! Escrevi para cada um alguns agradecimentos com presentinhos pelo ano que se passou.

Estamos vivos!

Estamos saudáveis!

Todos os nossos familiares e amigos vivem!

Estamos juntos!

Podemos respirar sem dificuldade!

Comer sem importúnios!

Temos um teto sobre nossas cabeças!

Temos um emprego!

Meu marido e eu podemos trabalhar em casa!

Minha filha conseguiu o 1. emprego de sua vida na sua área de estudo!

Meu filho terminou super bem o ano e enfrentou muito bem a pandemia, com sua sabedoria que parece milenar!

Temos olhos para ver as maravilhas da natureza,

Mãos para praticar o bem,

Pés para nos levar além,

Boca para provar e falar coisas boas,

Ouvidos para escutar e refletir

Este foi definitivamente uma das melhores festas de Natal pela qual passei!

Gratidão!

Para o Ano Novo vamos fazer fondue de queijo. Já procurei a receita! Pra quem não gosta de queijo, outra ideia é fazer fondue de chocolate! Tim, tim!

Foto por Laurel Natale em Pexels.com

::Exercício::

23/12/2020

Ano de 2020

Coronavirus

COVID-19

Mortes

Pandemia

Lockdown

Quarentena

Tanta coisa pra digerir!

Ano de 2020

Tenho um trabalho

Tenho saúde

Minha família está sã

Tenho amigos

A vacina foi anunciada

Tenho fé

Tanta coisa para agradecer!

Sandra Santos – 23/12/20

::Aprenda a argumentar contra o populismo de direita::

02/09/2020

Comprei este livro hoje depois de ler uma reportagem na revista Der Spiegel que uma pessoa física comprou o livro, o leu e resolveu dá-lo de presente para todos os 709 deputados do parlamento alemão. Detalhe: o dinheiro e o trabalho de empacotar e distribuir ficou por conta dessa pessoa!

Nem li muito ainda do livro, mas como o assunto é URGENTE e temos, como sociedade, que fazer algo ativamente contra o populismo de direita, aqui vai a minha dica do dia: compre, presenteie, empreste, pegue emprestado, entre na associação através da qual ele foi criado, discuta, aprenda, argumente – sempre com educação – contra um mal que parece estar nos matando de fininho nos dias atuais… Boa leitura!

::Tempo de corona, tempo de renascimento::

02/08/2020

Toda crise traz dois lados pra gente. Um lado que faz nosso corpo tremer e sair do eixo, e o outro que nos faz olhar pra dentro, entrar em questionamento profundo e de preferência conseguimos sair dali mais fortes, mais perto de nós mesmos e assim podemos contribuir mais, tanto para nós mesmos, quanto para o mundo à nossa volta.

Como tem sido a atual crise do coronavirus no seu caso pessoal? Acabo de ler este texto e me veio à mente fazer essa pergunta pros meus leitores. Sinta-se à vontade de deixar seu comentário – ou não.

A minha resposta vai estar na próxima coletânea da qual participarei, que é mais uma produção da Liberty Books e está criando uma coletânea sobre Histórias da Pandemia. Aguarde as cenas dos próximos capítulos e tenha um bom domingo!

::Balanço de fim de quarentena::

06/06/2020

Chegando ao fim da minha quarentena de 14 semanas, penso que é um bom momento para fazer uma avaliação de como foi viver praticamente só em casa durante 3 meses. Semana que vem volto a trabalhar no escritório, ainda que de forma reduzida e dentro do “novo normal”.

Partes boas da quarentena do coronavírus:

– Aprendi mais sobre mim, sobre o mundo, História, Geografia, Psicoterapia, Consultoria, etc.;

– Tive contato constante com amigos e familiares, me importei com muitos e muitos se importaram comigo. Mesmo distante, estive relativamente perto de entes queridos;

– Tive a oportunidade de fazer 3 cursos de desenvolvimento pessoal e espiritual com algumas experiências inesquecíveis!

– Fiz novas (ou fortaleci) amizades através desses cursos;

– Ganhei um quadro maravilhoso de uma das participantes!

– Dei o pontapé inicial ao meu projeto de uma plataforma de empregos na Europa, a CONNEXX (página em inglês);

– Dei 2 entrevistas (Celso da Batatolandia e Silvia Regina Angerami) e participei de 3 workshops e 2 encontros como facilitadora no mundo virtual (Carlotas, D.L. e Caravana Cloud) – com a repetição estou me acostumando com a câmera e aceitando que não tenho que ser perfeita para aparecer online;

– Participei de alguns eventos online que em tempos normais teriam sido presenciais. Em alguns deles eu não teria podido estar presente pela distância física, mas a distância virtual é mínima!

– Aprendi a mexer com novos sistemas como o Zoom, que agora uso diariamente;

– Atendi 7 coachees – um deles já conseguiu um emprego no meio da quarentena!;

– Comecei e avancei bem no meu novo projeto de livro (HERstory – escreva a sua história);

– Meu livro Mineirinha n’Alemanha foi escolhido pelo Celso do Batatolândia como um dos 6 livros mais importantes para entender a Alemanha e os alemães (fui colocada ao lado de João Ubaldo Ribeiro!);

– Escrevi uns 5 poemas, participei de um grupo lindo de poetas publicando poemas maravilhosos no Facebook;

– Escrevi para uma poeta americana e ganhei um poema de presente com as perguntas que tinha colocado pra ela;

– Entrei para 2 coletâneas (poesias, turismo no Brasil);

– Estou participando de um concurso de contos com um conto sobre a pandemia;

– Ganhei um novo local de trabalho com direito a vista e a ouvir e ver os passarinhos cantando lá fora;

– Voltei a fazer crochê (e estou amando!);

– Por incrível que pareça, eu emagreci uns 3 quilos!

– Fiz bons passeios pelas redondezas, voltei ao lago com maior admiração ainda, continuo admirando cada flor que passa por mim (ou eu por ela) e fiz algumas aulas de ioga pela internet (queria ter feito mais);

–  Tive alguns sonhos (dormindo e acordada) fantásticos!

– Ouvi muita música e dancei sozinha principalmente na cozinha;

– Participei pela 1ª vez de uma festa de aniversário pelo Zoom (em setembro tem mais! A minha própria!);

– Vi muitos nasceres do sol e tirei fotos lindas deles, fiz vídeos que vão ficar na memória porque, mesmo sem entender, dormia pouco e acordava várias vezes às 5h da manhã, às vezes com um poema inteiro na cabeça;

– Li alguns livros ótimos;

– Troquei 4 livros com autores brasileiros na Alemanha;

– Ganhei alguns livros do universo de estandes de livros para doação espalhadas pelo meu bairro!

– Constatei que os valores da empresa onde eu trabalho realmente batem com os meus! E fiquei muito feliz por isso!

– Contribuí da maneira que pude com as mazelas do mundo;

– Plantei algumas coisinhas na horta suspensa (Hochbeet) da minha varanda, iniciei um projeto de hidroponia;

– Tomei muito sol lá fora, protegida pela altura do meu apê;

– Arrumamos uma nova estante de livro em casa, com a grande ajuda da minha filha – ficou linda!

– Fiz várias boas comidas em casa;

– Passamos um ótimo tempo juntos em casa;

– A minha filha conseguiu seu primeiro emprego na sua área de estudos!

– A muito custo, mantive minha sanidade mental durante esse período… nunca senti tanta felicidade em rever pessoas como agora! Se eu pudesse, as encheria de beijos e abraços agora mesmo!

Partes ruins da quarentena do coronavírus:

– Sofrer triplicado: pelo mundo, pela Alemanha, pelo Brasil. Meu sofrimento começou já em janeiro na China, chegou ao nível máximo na época da Espanha e da Itália (porque inventei de ler um jornal em italiano e ver o sofrimento nu e cru de gente morrendo por lá por falta de leitos) e se abrandou com o tempo, tendo piorado de novo agora com os novos acontecimentos (morte do George Floyd nos EUA e aumento do número de mortos além da ocupação máxima em leitos no Brasil). Com o tempo, entendi que um certo controle no nível de notícias (e no formato delas, mais auditivo por rádio e menos televisivo por visão) me fazia bem.

– Temer por meus familiares e amigos principalmente no Brasil… Nossas mãos estão atadas!

– Voltei a consumir como há muito não consumia (provavelmente de ansiedade)…

– Não ter plena liberdade de ir e vir. Sinto falta de mar, do barulho do mar, da liberdade de poder viajar para onde quiser, mas sei que continuo com 100% de liberdade de pensar o que quiser.

– Perdemos uma viagem de férias à Espanha e deixamos de ver familiares por causa da pandemia;

– Principalmente quando a quarentena estava chegando ao fim notei em mim um certo nível de ansiedade ao ver estranhos vindo andando na minha direção (troquei de lado da rua várias vezes ao ver pessoas se aproximando);

– Acho que nunca vou me acostumar ao “novo normal”;

– Algumas vezes dormia mal, muitas vezes esquecia os sonhos ao acordar, mas a recompensa dos nasceres do sol foi algo que me acrescentou muito;

– Como toda pessoa normal nesse mundo, fiquei estarrecida ao ver fotos de uma morte de um negro nos EUA de maneira tão desumana (não tive coragem de ver o vídeo) e de certa maneira acho que o mundo está indo ladeira abaixo a passos larguíssimos em alguns pontos…

– Lamento que, por muitas vezes, os países tenham cooperado tão pouco entre si e que as linhas imaginárias entre eles estejam tão claras nas cabeças de tantos seres humanos…

– Lamento que muitos países não tenham uma liderança como a da Angela Merkel, que foi exemplar durante este tempo de crise!

Para ser sincera, tenho um pouco de medo do futuro mas ao mesmo tempo vejo essa experiência global como uma grande oportunidade de crescimento individual e coletivo. Pelo menos para mim, ela foi, ou ainda está sendo, sem sombra de dúvida, fonte de bastante crescimento em vários sentidos! Apesar de tudo, tenho uma premonição positiva para o mundo depois da crise do coronavírus! Na realidade sinto as duas frentes se debatendo, o bem e o mal, e espero, com imensa esperança, que o bem vença, e que saiamos desta crise mais fortes do que entramos.


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