::Fase de descobertas::

27/02/2015

Estou passando por uma fase de descobertas. Bastante introspectiva para quem gosta de escrever. Mas estou trabalhando – sempre que posso e tenho inspiração – em três novos projetos, que serão anunciados aqui quando chegar a hora.

Fiz uma atualização na Connex Consulting com relação a referências do meu trabalho de consultoria. Caso tenha ficado curioso(a), confira aqui.

Tenho lido muito, visto filmes e documentários que me levam a pensar muito sobre a vida, o aqui e o lá, as possibilidades do ser humano e de uma vida ética, democrática, livre, saudável, plena. Alguns dos filmes: Die andere Heimat (a outra pátria, sobre a emigração de alemães para o Brasil, bem difícil de entender devido ao dialeto, beeeemmm longo mas interessante), Never Sorry do Ai Weiwei (imperdível!!!!) e neste momento estou assistindo uma documentação sobre o Stephen Hawking.

Desejo a todos um excelente final de semana e ótimas descobertas!

::A hierarquia dos direitos::

09/01/2015

Tenho muitos amigos virtuais com quem adoro trocar ideias. Nunca os vi pessoalmente, mas eles enriquecem – e muito – a minha vida. Um deles é o autor deste texto aqui, Fernando Cavalcanti, de Recife:

Betinho: “Pode explicar esse atentado de ontem na França? E por que tanta comoção?” Eu: “Sim. Ontem terroristas metralharam 12 pessoas na redação da revista satírica francesa Charlie Hebdo, e isso vem sendo encarado como um atentado à liberdade de imprensa. O motivo é que essa revista, há algum tempo, publicou charges sobre o profeta Maomé. Recebendo ameaças de morte de grupos fundamentalistas islâmicos, seu editor-chefe, Stephane Charbonnier, o ‘Charb’, respondeu que não se retrataria, pois considerava a liberdade de expressão, inclusive a de zombar (‘moquer‘) de pessoas e idéias, como mais sagrado para a democracia do que qualquer religião. E que preferia morrer de pé do que viver de joelhos. Ontem ele foi um dos jornalistas assassinados.” Betinho: “Horrível. Mas, tio, eles também provocaram, né? Você sempre me ensinou a respeitar as crenças dos outros. Se tivessem ficado quietinhos, nenhum mal lhes teria acontecido.” Eu: “Seu raciocínio parece lógico, mas é errôneo e perigoso.” Betinho: “Por quê?” Eu: “Porque só leva em conta a questão mais superficial, que é a da ação e reação, e negligência a principal, que é o da hierarquia dos direitos.” Betinho: “Como assim?” Eu: “Uns direitos são mais valiosos do que outros. O direito que merece o maior respeito é o direito à vida, pois é a base de todos os demais. Logo, achar que o fato de alguém desrespeitar as suas idéias lhe dá o direito de responder matando essa pessoa é tão absurdo como considerar que o fato de alguém jogar lama na sua cabeça lhe dá o direito de reagir arrancando a cabeça dele.” Betinho: ” Eu nunca defenderia um assassinato. Quis dizer que é preciso respeitar a religião e a cultura dos outros.” Eu: “E eu sempre ensinei vc a ter esse respeito. Mas quero que vc aprenda a respeitar em primeiro lugar a vida alheia; Em segundo, os bens materiais alheios; Em terceiro, a expressão das idéias alheias; E, por último, a fé alheia.” Betinho: “Você, tão religioso, considera o respeito à fé alheia o menos importante de todos?” Eu: “Sim. Porque minha vida e meus bens materiais podem ser facilmente destruídos por qualquer um; Minhas idéias podem ter sua expressão impedida pelos governantes; Mas minha fé é um presente todo particular em minha vida, que só eu mesmo posso me dar ou abandonar. Ela não pode ser destruída, pois é imaterial. E sua expressão não pode ser reprimida, pois ocorre diretamente entre mim e Deus.” Betinho: “Nunca tinha pensado nisso! Que a fé, quando é forte, não precisa de proteção!’ Eu: “A fé, quando é forte, dá proteção. E coragem. E é isso que diferencia o mártir do fanático: o fanático está pronto a matar por sua fé; o mártir, que é o verdadeiro crente, a morrer por ela. Nesse sentido, Charb e seus colegas, ateus e irreverentes, mas que morreram defendendo desarmados suas idéias, foram muito mais religiosos do que a maioria das pessoas que diz ter fé.” Betinho: “Que Deus os tenha!” Eu: “E nos faça nunca esquecer seu exemplo.”

::Ainda de luto::

08/01/2015

#jesuischarlie

::Enquanto isso, em Berlim::

07/01/2015

Num dia tão triste para a liberdade de expressão como o de hoje em que 12 pessoas foram mortas na França por terroristas islamistas, estes que não querem saber de pluralidade e só aceitam a sua verdade, acho na internet um sinal de paz numa placa em Berlim, com os seguintes dizeres:

“Por que as pessoas que vivem, trabalham, amam, brincam, aprendem, riem e moram aqui são chamadas de estrangeiras?” #jesuischarlie

Veja o projeto por trás desta frase aqui, baseado no julgamento do grupo terrorista neo-nazista alemão NSU, sobre o qual escrevi aqui. E abaixo, um filme com a artista que coletou e idealizou as placas, espalhadas por Belim e Munique, a alemã Beate Maria Wörtz. Veja outro trabalho dela, sobre o que significa a pátria para pessoas de vários cantos do mundo:

::Lovesick – filme brasileiro/alemão é nomeado para o festival de Cannes::

05/01/2015


Este menino que vai longe é um leitor do Mineirinha, o Dago Schelin. Quando ele comprou meu livro, disse que lia à noite com sua esposa, e lia devagar pra evitar que acabasse logo!… Depois que a leitura do meu livro chegou ao fim, ganhei dele de presente dois CDs com músicas feitas por ele. Fiquei apaixonada! Outro dia eu tinha um tanto de brinquedo do Daniel pra passar pra frente… e quem levou foi a Bella, a filha dele. Tantas vidas que eu acompanho de longe, meio-perto ou de pertinho, tantas amizades que fiz a partir do livro. Um grande presente, o presente mais inesperado que uma produção independente poderia ter dado ao seu autor. Será que ainda vou ter o prazer de conhecê-lo, e sua família, pessoalmente? E que coelho será que vai sair do mato do Dago nos próximos tempos?!? ;) Páginas ainda não escritas… nem na minha vida, nem na dele…

E fico toda orgulhosa de ver os leitores, e alguns que acabam fazendo consultoria comigo, fazendo sucesso por aqui! Mas o Dago não está fazendo sucesso por aqui… o sucesso dele é internacional, Brasil, Alemanha, Itália, Romênia, Malta, França… Agora em Cannes com o curta metragem “Lovesick”. E ele merece. Prestem atenção no que digo: este menino vai longe! Guardem este nome: Dago Schelin, músico e diretor de cinema. E vejam alguns de seus trabalhos, conheçam um pouco desse cara cheio de talento e do que estão falando sobre ele aqui, e aqui, e aqui, e aqui… Indico a leitura da entrevista feita com ele aqui, onde ele toca no assunto do chamado de Deus, de criar, de seguir sua voz interior e fazer outros brilharem através da sua lente. Por “coincidência”, o texto que já tinha escrito sobre ele anteriormente aqui no blog foi intitulado “Da arte de acreditarmos em nós mesmos“. Sucesso, Dago! Estou muito orgulhosa de você! :)

::Os países mais procurados por imigrantes::

03/01/2015

Veja aqui um infográfico onde a Alemanha parece como o segundo país mais procurado mundialmente por imigrantes:

Pra contrabalancear, aqui um infográfico com os maiores medos dos europeus:

Fonte: infográficos do jornal Die Welt (fontes OECD e Comissão Européia).

::Retrospectiva de 2014 do Mineirinha n’Alemanha::

31/12/2014

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

O Museu do Louvre, em Paris, é visitado todos os anos por 8.5 milhões de pessoas. Este blog foi visitado cerca de 110.000 vezes em 2014. Se fosse o Louvre, eram precisos 5 dias para todas essas pessoas o visitarem.

Clique aqui para ver o relatório completo

::Como seria a Alemanha sem estrangeiros?::

29/12/2014

O jornal Süddeutsche Zeitung fez uma análise interessante de como seria a Alemanha sem estrangeiros. Uma excelente resposta aos defensores da extrema-direita. Confira:

::Qual é a sua missão?::

28/12/2014

Achar um texto lindo como este por acaso na imensidão da internet durante a passagem de mais um ano é uma dádiva, porque nos faz refletir sobre nosso propósito de vida e nos leva a um balanço mental. Desejo um bom balanço pra você também!

A missão de cada um tem conteúdos específicos e intransferíveis, carregados de dons únicos e potenciais que somente aquele indivíduo conseguiria desenvolver. Muito embora quando falamos sobre a missão de cada um, passamos a ideia de uma tarefa única, personalizada, encontrar e realizar a missão da alma tem aspectos genéricos que se aplicam a qualquer ser humano. Todos temos dons ocultos específicos que podem e devem ser aflorados durante a vida, os quais se bem aproveitados, poderão promover um incrível aumento na plenitude e na alegria de existir de uma pessoa. Contudo, mesmo após o afloramento de determinados dons, muitas pessoas ainda munidas de potenciais latentes, não conseguem se concentrar no que realmente importa, a evolução da consciência e o foco em um estilo de vida voltado para os valores da alma.

A maioria das pessoas, que em algum momento se perguntam sobre suas missões aqui na Terra, já começaram a sentir um dos primeiros sintomas que indicam que elas não estão alinhadas com os seus propósitos: o sentimento de vazio. Este sentimento não vem sozinho, com ele sempre encontramos a angústia, a frustração e o desânimo que gera o efeito nota 5.

O efeito nota 5 é aquele conjunto de características que surge em uma pessoa que não faz o que ama fazer, que não vive uma vida cheia de propósitos, que não tem alegria no olhar, que não consegue construir aquele tipo de motivação que transforma os lugares por onde ela passa. São pessoas que fazem “tudo direitinho”, que pagam as suas contas, que não fazem mal a ninguém, que são bons cidadãos e só! Não têm energia para criar novos projetos e para inspirar mais pessoas a tal. E a simples razão é porque não estão focando o estilo de vida para os valores da alma.

PRINCÍPIOS VALIOSOS

Alguns passos são necessários para que você comece a se alinhar com você mesmo:

1 – Evoluir sempre é a questão mais importante da nossa existência. Em primeiro lugar, você precisa melhorar os aspectos da sua consciência, curando os traços negativos da sua personalidade, como raiva, medo, tristeza, mágoa, pessimismo, intolerância, agressividade, tendência a criticar, tendência a controlar os outros, tendência a se isolar do mundo, tendência a se culpar, e assim por diante. Leia livros, faça cursos, terapia, participe de grupos específicos, todavia jamais, sob nenhuma circunstância, deixe de dar prioridade número um a curar os seus pensamentos e emoções negativas.

2 – Entenda que você é 100% responsável por você. Ninguém é responsável pela sua felicidade e você também não é responsável pela felicidade de ninguém. Arregace as mangas e siga em frente com vontade de fazer a diferença. Você pode até não saber o que está fazendo e também não ter certeza se está no caminho certo, mas se você estiver cheio de ânimo para encontrar o seu caminho, naturalmente irá encontrar, pois esse movimento obedece a leis naturais.

3 – Você não conseguirá ir a lugar nenhum se não valorizar o que você é e o que você tem no agora. Jamais reclame, jamais critique, tampouco gaste o seu tempo se lamentando pelo que não tem ou não conseguiu. Gratidão e foco no seu objetivo são ingredientes mágicos que irão turbinar a sua energia interna de realização.

4 – Ser para ter é a chave. No mundo atual, a maioria das pessoas olha ao seu redor e em algum momento sente uma carência profunda por não ter os bens materiais que o vizinho tem, por não ter o emprego que um amigo tem ou o relacionamento perfeito que aquela pessoa que está na mídia. Nesse momento, de forma ilusória, a pessoa pode acreditar que para ser feliz precisará dos bens materiais do vizinho, do emprego do amigo ou o relacionamento perfeito daquela celebridade. Como dificilmente ela conseguirá tudo isso, tal e qual as pessoas citadas conseguiram, então, o sentimento de carência pode vir à tona com toda força. Você não pode inverter o caminho das coisas, não podemos ter algo para ser, entretanto, devemos ser para ter. E o ser para ter envolve exatamente a aplicação correta do princípio 1.

5 – Adquira o hábito da reflexão diária. Sem parar todos os dias, silenciando os sons externos e acalmando a mente, você jamais escutará a voz da sua alma. Internamente, no âmago da nossa consciência encontramos as respostas certas para absolutamente todas as situações da nossa vida, contudo, não somos acostumados a isso. Todos os dias, feche os olhos por dez minutos e faça perguntas mentalmente para você, as quais têm o objetivo de analisar como a sua alma se sente quanto à forma como você vem vivendo a sua vida. Algumas perguntas que você pode se fazer são:

– Eu estou no meu lugar no mundo?
– Quanto esforço eu faço para ser aceito(a) pelas pessoas à minha volta? Isso é realmente necessário? Eu estou agindo corretamente?
– Qual é o tamanho e qual é a qualidade do legado que eu já construí nesta vida? Quantas coisas eu já fiz pelo mundo das quais eu posso me orgulhar?
– Eu gosto do que me tornei?
– O que eu pretendo começar a fazer neste instante para melhorar a minha vida e o mundo?

6 – Você só muda o mundo começando por você. Você não consegue mudar no outro o que não consegue mudar em você. Ensine pelo exemplo, seja o exemplo! Se quer mais harmonia, conquiste-a primeiro. Se quer que alguém tenha mais amor, mais paciência, mais perdão, então, tenha você primeiro mais amor, mais paciência e mais perdão.

7 – Saia do piloto automático. O mundo de hoje está programado para as pessoas não pensarem, não refletirem e viverem dentro de uma proposta de comportamentos controlados para um padrão materialista unicamente e linear. Não assista TV demais, não leia futilidades demais, não faça o que todo mundo faz o tempo inteiro, não fique na corrida louca do inconsciente coletivo, pois assim você será engolido.

8 – Tenha disciplina nos assuntos essenciais. Toda pessoa, com o tempo, descobre valores os quais ela não suporta viver sem, por isso, descubra quais são esses valores na sua vida e dê muita atenção a eles. Todos nós temos áreas de nossas vidas que podem ser consideradas estratégicas, então as mapeie e determine um plano de ação para que sejam bem organizadas em sua vida.

9 – Viver o seu melhor é uma consequência. Quando você aplicar na sua vida um estilo de vida e comportamentos voltados para os princípios anteriores, naturalmente os seus dons e talentos começarão a aflorar e você será inspirado a fazer novas coisas. Mas atenção! Não há como ser feliz com seus próprios talentos, se você não souber aplicar os princípios anteriormente citados.

Bruno J. Gimenes – Somos Todos Um – Leia o artigo original aqui.

::Pensamentos de fim de ano::

24/12/2014

Eu tenho uma amigona, a Chris, que prefere bichos ao ser humano. Primeiro, quando a conheci, eu achava isso intrigante, mas com o passar do tempo vou chegando à conclusão que ela tem razão.

Primeiro, porque somos bichos muito complexos. Já nascemos complexos, trazendo uma bagagem não sabe-se de onde, acumulando sabedoria, chatices e manias ao longo da vida… Mais cedo ou mais tarde, descobrimos que somos uma ilha. Percebemos que não conseguimos nos explicar para o mundo lá fora. Decepcionamo-nos ao nos perceber aquilo que somos, imperfeitos. Temos grande dificuldade de achar outros loucos que nos entendam. E padecemos na nossa solidão diária, mesmo que tenhamos muitos contatos ao longo de um dia-a-dia todo atarefado, todo atribulado, todo louco e estressante.

Segundo, porque temos uma mania imensa de achar que o mundo roda em volta do nosso umbigo. Meu filho de 9 anos, que é doido por astronomia, estava outro dia vendo uma reportagem sobre o buraco negro e eu perguntei onde é que o tal do buraco negro ficava. Ele, seguro de si, me disse que ficava no centro. No centro de onde, quis saber eu, no centro fica o sol, afirmei. Ele veio com um dos seus livros sobre astronomia e me mostrou nosso sistema solar como um ínfimo ponto no meio da galáxia onde estamos inseridos, entre tantas outras no universo, e no meio dela, claro, o buraco negro. Preciso de pensar nesta figura toda vez que correr o risco de me ensimesmar demais.

Terceiro, porque nós, seres humanos, somos verdaeiros idiotas, uns egoístas de marca maior, seguros de nós e de nossas verdades. Qualquer passarinho é mais inteligente do que nós. Eles voam para onde bem entendem, para onde está quente, para onde acham comida. Nós, seres altamente inteligentes, decidimos colocar linhas imaginárias nas terras e dividir a raça humana em grupinhos, discutindo qual é melhor, porque grupo A não combina com B, porque o povo do grupo A incomoda o B, e por aí vai. Somos verdadeiros idiotas. Habitamos um planeta onde, HOJE, seria possível viver em paz, com comida para todos, com oportunidades para todos, com a possibilidade de todos sermos felizes numa verdadeira aldeia global. Se não fosse, ah, se não fosse… a raça humana que divide, segrega, julga, tudo sob o ponto de vista de cada um. E quando está tudo analisado, recomeça a análise, num interminável processo de separação. Somos ilhas no universo.

Mas hoje é Natal. Tempo de confraternização, de amor ao próximo, de agradecimento. Lembramos do tsunami de 10 ANOS atrás (estamos mesmo ficando velhos!) e realizamos que, em um segundo, toda a nossa vida, tudo aquilo que temos e somos, pode sumir do mapa. Pedimos um pouco mais de humildade, para nós mesmos, para nossos semelhantes. E queremos lembrar de fazer de todo dia em 2015 um dia de Natal.


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