::Mais uma resenha do meu novo livro HERstory – escreva a sua história!::

07/05/2021

Receber retornos de leitores é o fechamento do ciclo para o escritor. Abaixo uma resenha que acabo de receber da também escritora Bel Araújo. Muito obrigada pelo retorno e pelo carinho, Bel!

“Neste livro que acabei de ler, a autora, Sandra Santos percorre um pouco a história de vida de muitas mulheres inspiradoras e narra um pouco da sua história pessoal e profissional até o momento da pandemia e apresenta resultados de pesquisas procurando valorizar as mulheres a terem coragem para delinear o próprio caminho, com voz ativa para fazer o melhor do presente que a vida nos dá todos os dias. Através de uma narrativa bem costurada ela espalha muita luz que ilumina nós, leitores e nos inspira a querer aprender sempre mais para evoluir e viver mais feliz. Parabéns, Sandra!”

Humildade x autoconfiança::

19/04/2021

Lendo por aí um artigo sobre a síndrome da impostora, comentei o seguinte e queria deixar registrado aqui:

Reconheço minha pequenez perante o universo mas por acreditar que todos somos UM, aprendi vivendo no exterior que sou diferente, mas não tenho menos valor do que outras pessoas. Consegui ressignificar isso e creio que seria muito bom se muitas outras pessoas, principalmente mulheres, conseguissem fazer o mesmo. Na realidade todos os meus livros giram em torno desta e muitas outras questões que me tocam como mulher, mãe, vivendo em solo estrangeiro.

::O Brasil como não quero ver::

07/04/2021

Mais de 4 mil mortos

Ligo pra minha mãe

Que tenta me acalmar

Nunca irá cair uma palha

Sem o desejo de Deus

O povo colhe o que planta

Não vamos nos enlouquecer

Há tanta coisa para agradecer

E muita gente pra ajudar

Solidariedade

Focar no bom e no positivo

Sentir gratidão e ir em frente

Um dia a curva chega na estrada

Numa manhã o sol há de nascer

E a chuva (de mortes) vai parar de descer

Sandra Santos – 08/04/21 – mais de um ano de pandemia aqui e lá

::Saiu mais uma coletânea! Baixa grátis o seu e-book!::

03/04/2021

Desta vez do Projeto Enluaradas, onde participei com mais de outras 167 Enluaradas de todo o Brasil e do mundo, sonhando um mundo possível em forma de poesia.

“A Coletânea Enluaradas I: Se Essa Lua Fosse Nossa é a metáfora perfeita para este ambiente de liberdade há tanto desejado, uma lua toda nossa, além de ser também um ato de resistência, ao longo da nossa existência, na luta para reduzir a invisibilidade e apagamento da arte e literatura produzidas por mulheres. (…) sem mirabolantes pretensões, que não as fundamentalmente humanas e lítero-culturais. Eis nossa poção mágica: “outrar-se” para poetizar a vida.”

Marta Cortezão / Patricia Cacau

Nós, as enluaradas, estamos “construindo a chamada Arte Contemporânea. Não basta uma escrita definir-se como feminina, é preciso designar a fala das mulheres. Colocar-se no lugar do feminino, requer uma posição que implica ver-se no outro. E esse “ver-se no outro” vai construir esse projeto de contemporaneidade, uma contemporaneidade ocidental, racional, evolutiva e disjuntiva.”

Vania Alvarez, “A Poética Contemporânea das Enluaradas”

Venha voar neste foguete conosco, sonhar um mundo possível e apaziguar os dias cruéis de hoje, tendo fé na beleza do amanhã, que logo há de surgir. Baixe o seu e-book grátis aqui.

Depois deste passeio poético, se quiser refletir sobre sua vida e a vida em sociedade nos dias atuais, recomendo meu último livro, o HERstory – escreva a sua história! Você o encontra nos sites pelo mundo da Amazon, Buobooks ou na website da Páginas Editora.

::Entrevista para o Mulherio das Letras Portugal::

31/03/2021

Pode ler a entrevista que dei para o Mulherio das Letras Portugal aqui.

E para que serve a escrita? Alívio da alma, nos agarramos ao belo e ao amanhã, que mais cedo ou mais tarde há de chegar!

::COVID e lembranças de infância::

22/03/2021

Quando eu era pequena, não era difícil acontecer com a minha mãe o que costuma acontecer com o meu marido ou comigo hoje em dia: chegava na sala no final do dia e ela estava dormindo de frente pra tevê.

Enquanto ele durma por cansaço do trabalho ou por causa de alguma noite mal dormida, eu não sei definir direito se o motivo de eu estar dormindo durante o dia é um misto de idade, menopausa ou principalmente por causa da pandemia. Sejamos honestos: ela cansa! Você pára de assistir notícias, fica se perguntando o que está acontecendo aqui e lá (sim, expatriado sofre dobrado, com as notícias do país onde vive e do país de origem). Quando assiste as notícias dá uma misto de pensar que a) já ouvi isso antes b) será que vou ouvir isso amanhã de novo? c) que notícias terríveis, quando isso vai acabar? d) tenho vontade de hibernar e só voltar do sono profundo quando tudo isso acabar! Tem hora que a única pessoa acordada aqui em casa é o Daniel, que ainda não está na idade nem de dormir de dia e nem de ficar sofrendo demais com as atualidades.

Outra coisa que a mamãe costumava fazer e eu achava estranho, mas super engraçado, era colocar coisas no lugar errado, simplesmente porque o braço dela fazia o movimento e a cabeça dela estava em outro lugar naquele momento. Já aconteceu de eu abrir o armário da cozinha lá de casa e achar o controle remoto da tevê lá dentro, deixado por ela. Hoje, na hora do almoço, abri a gaveta das panelas e lá dentro achei uma caixinha de leite. Aqui em casa compramos leite na caixinha, que quando aberto vai para a geladeira. Achei aquilo inusitado e fiquei me perguntando quem tinha colocado aquela caixinha ali, se era o Daniel ou o Matthias. Quando almoçamos perguntei e logo em seguida, pela reação deles, acreditei rapidamente que tinha sido eu mesma, que além de não ter visto o que fiz, tampouco me lembrava do feito! Tenho a quem puxar!…

Outra coisa que tenho a quem puxar é, segundo o Matthias, a força “gavetacional” (e não gravitacional) que as coisas da casa exercem sobre mim, porque elas tendem a ir para dentro de alguma gaveta antes mesmo de eu raciocinar se preciso daquilo ou não. Mamãe também me ensinou esse feito! Filha de peixe!…

Pelo menos tenho a declarar que essas mazelas não se repetem ad infinitum: tanto a minha irmã Rê quanto a minha filha Taísa sairam uma versão bem mais organizada do que eu ou a vovó Eny. Vai ver que mais tarde a Taísa não vai dormir de frente pra tevê, nem colocar coisas sem nem notar em lugares inusitados.

E por falar em mais tarde, no último final de semana achei um conto em uma revista alemã que me deixou bastante pensativa: ele se referia a um COVID-39, tipo o COVID-19 na versão de 20 anos mais tarde!… No conto, espero eu fictício, o autor comentava como era a vida antes do coronavírus e como ela tinha se transformado – e ficado para sempre?!? Espero que não! Assim como nós, seres humanos, temos direito à evolução, espero firmemente que esse bichinho evolua, se transforme em algo domável ou melhor, desapareça por completo do nosso planeta. Será que é desejar demais? Só o futuro dirá!…

::Fugir::

18/03/2021
Fugir
Pra bem longe
Outro lugar
Talvez Marte, não sei

Lá onde não há corona
Sistemas pra entrar
Dificuldades pra transpor
Onde é possível respirar

Ar puro, simples necessidade humana
Ao fechar os olhos
Registro os pássaros lá fora
E o ar livre nos meus pulmões

Amém!
Que ele fique por lá
Assim como os pássaros
A embelezar, a acalmar

18/03/21 – Sandra Santos, Mineirinha n‘Alemanha 

(Na Alemanha: estamos à beira da terceira onda, trabalhando em casa há praticamente um ano, as mutações se espalham, as discussões sobre o próximo lockdown voltaram à tona. 

No Brasil: ontem morreram 2.648 pessoas, começam a “diluir” os medicamentos necessários para a intubação, que em breve podem estar em falta nos hospitais. Há um ano morria no território brasileiro a primeira pessoa de COVID. Lembro-me que chorei naquele dia…)

::Segurança – Anne Morrow Lindbergh::

17/03/2021

Procurando o nome em português de um dos meus livros prediletos, O Presente do Mar, da autora Anne Morrow Lindbergh, acabei tendo a agradável surpresa de descobrir que ela também foi poetisa! Escrevo poetisa e não poeta como tantas gostam no Brasil, pois enquanto lá muitas querem ser chamadas como os homens, eu prefiro ser quem sou, mulher, e como tal ser chamada de poetisa. Outro dia inclusive estava lendo sobre a editora dos dicionários de alemão Duden que comentou que antigamente se escrevia como explicação da palavra médica simplesmente “palavra feminina do masculino médico” e hoje em dia se escreve “mulher que pratica a Medicina”. O poder das palavras! O dia que descobrirmos o poder que elas têm, avançaremos mais e mais!…

Mas voltando à razão primária deste post, achei aqui alguns lindos poemas dela, e abaixo deixo um dos que mais gostei:

SEGURANÇA
Encontramos refúgio numa concha –
ou numa estrela;
mas entre as duas,
não há.

Encontramos paz na imensidão –
ou nas pequenas coisas;
mas entre as duas,
não há.

O planeta nos céus,
a concha na areia:
e embora os céus e a terra
estejam entre eles,
não encontramos paz
em nenhum outro lugar.

Tu que procuras
um refúgio, aprende
com as mulheres que sempre souberam
os caminhos seguros da vida.
o caminho
seguro de uma agulha – ou de uma estrela;
uma próxima – outra distante.
A que poderíamos comparar
a luz refletida num dedal,
senão ao alto brilho
de Arturo?

Uma próxima – outra distante:
mas entre as duas,
onde
encontrar conforto?

Encontramos refúgio numa concha –
ou em uma estrela:
mas, entre as duas,
em lugar nenhum.
.

SECURITY
There is refuge in a sea-shell –
Or a star;
But in between,
Nowhere.

There is peace in the immense –
Or the small;
Between the two,
Not at all.

The planet in the sky,
The sea-shell on the ground:
And though all heaven and earth
between them lie,
No peace is to be found
Elsewhere.

Oh you who turn
For refuge, learn
From women, who have always known
The only roads that life has shown
To be secure.
How sure
The path a needle follows – or a star;
The near – the far.
With what compare
The light reflected from a thimble’s stare,
Unless, on high,
Arcturus’s eye?

The near – the far:
But in between,
Oh where
Is comfort to be seen?

There is refuge in a sea-shell –
Or a star;
But in between,
Nowhere.
– Anne Morrow Lindbergh, no livro “O Unicórnio e outros poemas” (Ibis Libris, a sair).. [tradução e apresentação de Thereza Christina Rocque da Motta]. Rio de Janeiro: Editora Ibis Libris, 2015.

::Opinião de Leitores – Mineirinha n‘Alemanha::

16/03/2021

Desta vez a opinião é sobre o meu “clássico”, o primeiro livro, homônimo desde blog, o Mineirinha n’Alemanha:

“Terminei seu livro e gostei muito! Pena que não li antes de vir pra Alemanha; teria me poupado muitos perrengues! 😊

Seu livro é muito interessante e muito informativo também! Compartilhamos muitas experiências, mas com pontos de vista diferentes! Muitos legal ver isso!

Realmente o seu é um livro necessário, de utilidade pública!”

Pra quem tiver ficado curioso, ainda tenho alguns poucos volumes restantes! Vindo de mim, chega com autógrafo! 😉 O livro também está disponível como e-book nos sites da Amazon de todo o mundo!

::Relatório do Banco Mundial analisa as oportunidades econômicas das mulheres ao redor do mundo::

24/02/2021

Li, pela 1ª. vez, um relatório do Banco Mundial muito interessante, que vem avaliando as leis e regulamentos que afetam as oportunidades econômicas das mulheres (Mobilidade, Local de Trabalho, Remuneração, Casamento, Maternidade, Empreendedorismo, Ativos e Aposentadoria) nos últimos 50 anos.

O relatório revela que as mulheres, hoje em dia, só conquistaram em média apenas cerca de 3/4 dos direitos concedidos aos homens. Desde 2017, um total de 40 países reformaram leis ou regulamentos para dar às mulheres mais igualdade econômica com relação aos homens. No total, 190 nações foram analisadas no relatório “Women, Business and the Law 2020”, que cobre em suas análises o período de 2017-19.

Leia o relatório completo aqui, verifique e compare como o seu e outros países estão classificados (também disponível em espanhol e francês).

Abaixo destaco o resultado de alguns países:

– Avaliação máxima (100 pontos no index): Bélgica, Dinamarca, França, Islândia, Latvia, Luxemburgo, Suécia e Canadá, que reformou recentemente suas leis de licença maternidade/paternidade;

– Alemanha: 97,5

– EUA: 91,3

– Suíça: 85,6

– Brasil: 81,9 (interessantemente, um resultado igual ao do Japão!…)


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