::Estresse nas escolas alemãs::

23/07/2015

Complemento do post de ontem: achei esta reportagem aqui que complica ainda um pouquinho mais a coisa toda. Nela consta que cada estado também lida diferente com a questão de poder indicar uma escola para a criança. No estado de Hessen, por exemplo, os pais podem escolher em que escola o filho será matriculado. Na Baviera, pelo contrário, é o professor que irá indicar a escola de acordo com a nota da criança. As notas importantes na tomada da decisão são alemão, matemática e HuS (Heimat- und Sachkunde, um misto de geografia com aprendizado sobre a cultura regional). Pasmem: se a média das notas for igual ou maior do que 2,3, a criança receberá a indicação para o ginásio. Se a nota for pior que 2,6, o aluno será indicado para a Mittelschule (a Hauptschule de lá).

Um estudo da universidade de Würzburg comparou ambos os estados, Baviera (Bayern) e Hessen. A constatação foi de que o estresse ligado à passagem da 4ª. para a 5ª. série, tanto para crianças quanto para os pais, é ainda maior quanto menos os pais podem influenciar na escolha da escola para seus filhos. Isso quer dizer que o pessoal na Baviera é muito estressado no quesito escola!

Quanto ao nível de estresse em geral, queria comentar que geralmente os adultos são muito mais estressados que as crianças, exigindo demais, apertando o cerco, fazendo pressão, pagando por notas boas… a lista é interminável. Lembro quando o Daniel entrou na escola e uma mãe me ligou no final de semana pedindo um texto que o filho tinha que aprender naquele dia. Eu argumentei que era domingo e ela disse que é de pequeno que se torce o pepino e logo as crianças chegariam à 4ª. série. Nunca pressionei meus meninos, incito acima de tudo o interesse pelo saber e a busca daquilo que realmente os interessa. Ambos receberam a indicação para o ginásio.

Por aqui, o pessoal mais estressado são os alunos do ginásio, ainda mais depois que reduziram o ginásio de 13 para 12 anos (era G9 e virou G8). Desde então muitos jovens ficam um ou até dois anos sem entrar na universidade para poderem se recuperar do estresse até o Abitur.

::Sistema educacional na Alemanha::

22/07/2015

O sistema educacional alemão é pra lá de complicado. Basicamente, em termos de 1° e 2° graus, há três tipos de escola, a Hauptschule, a Realschule e o Gymnasium. Falando de forma bem simplória, na 4ª. série as crianças são avaliadas e recebem uma sugestão de que escola deveriam cursar a partir dali, o que de certa forma já define o caminho de sua vida, a princípio. Aqui no estado de Baden-Württemberg há poucos anos atrás a decisão era unilateral por parte da escola e se os pais eram contra essa decisão, a criança teria que fazer uma prova para poder estudar em outro tipo de escola que não o recomendado pelos educadores. Mas isso felizmente mudou e a decisão foi colocada nas mãos dos pais.

Crianças com notas mais baixas, principalmente em matemática e alemão, são indicadas para cursar a Hauptschule, crianças com notas médias irão para a Realschule, podendo depois se candidatar para cursos profissionalizantes, e as crianças no Gymnasium serão, em regra, aquelas que farão um curso universitário. Isso falando de forma bem generalizada, porque na prática pode acontecer, ainda que seja uma exceção, que uma criança acabe a Hauptschule, passe pra Realschule e chegue até o nível do Gymnasium, podendo então cursar uma universidade. A ideia básica deste tipo de ensino é dividir as turmas em grupos mais ou menos homogêneos e assim, também as expectativas do que essas crianças tenderão a ter mais tarde na vida adulta. O sistema está também apoiado nos pais, o que já foi comprovado através de várias pesquisas, mesmo sendo uma forma de preconceito, pois filhos de pais que cursaram uma universidade têm bem mais probabilidade de receber uma indicação para o ginásio do que um filho de operários.

As notas na Alemanha vão de 1 a 6, sendo que 1 é a melhor é 6 a pior. O engraçado é que não é necessário acertar a prova inteira para tirar uma nota 1. A partir de 93% das respostas corretas, a nota será 1. Às vezes o professor pode também oferecer testes extras que poderiam melhorar a nota final, e se a criança acertar tudo, as questões básicas e as extras, ela recebe um 1***,  portanto ultrapassa os 100%.  Pra complicar mais um pouquinho, a partir da Oberstufe do Gymnasium (que são os dois últimos anos do ginásio, anos 11/12) as notas vão de 15 a 0, sendo 15 a melhor nota e 0 a pior, claro. Aqui tem umas tabelinhas tentando explicar as notas na Alemanha.

Cada estado alemão decide independentemente sobre as notas dadas nas escolas, sendo que o que substitui o vestibular na Alemanha, a nota do Abitur de Baden-Württemberg e de Bayern (Baviera) são os mais respeitados no país. Existem também vários tipos de ginásio, humanistisches Gymnasium, Sport- und Skigymnasium, Musikgymnasium, Technisches Gymnasium und Wirtschaftsgymnasium (Oberstufe anos 11/13, ginásios especializados em ciências humanas, exatas, esporte, música, etc.), enquanto que o ginásio normal vai até os anos 11/12. Isso significa que quem chega ao nível do ginásio vindo de outro tipo de escola vai precisar de um ano a mais para chegar ao Abitur.  Também existe um Abendgymnasium, um ginásio à noite, geralmente para quem está  terminando o 2° grau para mais tarde poder estudar na universidade, geralmente adultos que trabalham durante o dia e estudam à noite.

Bem nova é a idéia da Gesamtschule ou Gemeinschaftsschule, que reúne os três tipos de escola em um só grupo, como no Brasil, até a classe 10. As aulas são o dia inteiro e as crianças não têm aula frontal o tempo todo, se acostumam a trabalhar em grupo, ajudar outros colegas e podem receber tratamento individual para se desenvolverem de acordo com suas habilidades. As notas são mais inteligíveis, pois o máximo é 100, e no fim do ano 10 as crianças podem continuar em um ginásio até atingirem o Abitur, se quiserem estudar em uma universidade na Alemanha.

Há dois tipos de universidade, a universidade normal, chamada Universität, e a Fachhochschule, uma universidade de ciências aplicadas, sendo mais prática do que o curso mais teórico de uma universidade normal. Quem tem o Abitur, pode estudar tanto em um tipo como no outro de universidade, mas quem só tem Fachhoschulreife só pode estudar na Fachhochschule.

A parte mais interessante desses mil e um caminhos é que as escolas alemãs são gratuitas desde a 1ª. série até o final do segundo grau. Na universidade se paga apenas um pequeno valor (tipo 60 euros) para efetuar a matrícula semestral. No estado onde moro, Baden-Württemberg, as crianças recebem todos os livros no início do ano letivo, tendo só que encapar os que forem novos e colocar o nome do aluno em uma listinha logo na contracapa de cada livro. Geralmente depois de alguns anos de uso consecutivo os livros são doados para os alunos daquele ano e livros novinhos em folha serão postos em circulação.

Na prática, claro, a vida não é tão simples como no papel. Já vi jovens deixando a universidade para tentar uma vaga em um curso profissionalizante, já vi muitos jovens terminando o Abitur e fazendo de tudo, menos universidade. No caso da turma da minha filha, que terminou o ginásio há um ano atrás e era um grupo de 130 pessoas, somente 10 foram estudar em seguida e a grande maioria foi viajar, fazer algum trabalho voluntário ou estágios que pudessem contribuir para eventualmente melhorar a nota do Abitur no processo seletivo para a universidade. Paradoxalmente, a Alemanha carece de profissionais de saúde, mas somente jovens cujo Abitur chega perto da nota 1 conseguem um lugar em uma universidade de Medicina, provavelmente a mais concorrida do país. Tem muito alemão indo estudar em países da Europa Oriental devido às dificuldades de conseguir um lugar em uma universidade alemã, o que não se aplica para todos os cursos.

O estado alemão tem soberania de definir os pilares da educação, as universidades têm soberania individual. O engraçado é que não há nada parecido como um ENEM ou um vestibular na Alemanha, e se o jovem tem interesse em estudar em 15 universidades diferentes, ele tem que se candidatar 15 vezes, e pode ser que cada universidade tenha pré-requisitos bem diferentes umas das outras. Como eu expliquei, a nota do Abitur vai decidir quem consegue uma vaga na universidade, mas há cursos, p.ex. na área criativia, que avaliam a aptidão do candidato além da nota através de trabalhos práticos, criativos, etc. Para cada caso, um caso, uma nova forma de tentar um lugar na universidade, novas regras.

Outros fatos curiosos: não existem uniformes. As crianças e jovens vão para escola como bem entenderem. Em geral celulares são proibidos dentro das escolas, que não têm nenhum muro ou tipo de controle na entrada. Durante o horário de funcionamento da escola entra e sai quem quiser. Se alguma criança é pega usando o celular, ela tem que entregá-lo ao professor e depois ir buscá-lo na secretaria… Não há chamada ou lista de presença, só na hora de entrega das notas de provas. O ano letivo começa em setembro e termina em julho (pode ser um pouco diferente de estado para estado, mas o ano letivo é sempre do meio de um ano até antes do final das férias do verão do ano seguinte).

Fui perguntada se acho que uma criança brasileira pode vir para a Alemanha e continuar os estudos aqui em uma escola alemã. Conheço crianças brasileiras e de várias outras nacionalidades que se mudaram pra cá e foram matriculadas em escolas normais da Alemanha, depois de um curso intensivo de alemão e de uma avaliação de que tipo de escola seria o mais adequado para elas. O mais importante mesmo é que a criança consiga receber uma boa base da língua alemã, para poder ter condições de acompanhar bem as aulas e de se enturmar na classe. As notas de alemão e de matemática são as mais importantes no currículo e ajudarão a decidir qual é o tipo de escola adequado para cada criança, mas se uma criança tem dificuldades de grafia e gramática, perderá notas em todas as outras matérias ao  fazer provas e cometer erros de alemão. Um fato interessante que li aqui e queria incluir neste post é que hoje em dia um terço dos estudantes na Alemanha tem pelo menos um pai de outro país, mas o número de estudantes filhos de imigrantes em ginásios é bem baixo. Na época da minha filha, praticamente só 5% tinham sobrenomes estrangeiros. Filhos de russos, judeus, chineses, coreanos ou vietnameses são matriculados com mais frequência no ginásio na Alemanha do que crianças alemãs, em termos percentuais.

A grande crítica ao sistema de ensino alemão é que na quarta série a vida de uma criança é definida em grande parte, e por outro lado o meio social dos pais influencia de forma considerável nesta decisão. A cultura alemã analisa o que falta, portanto uma criança tende a ser analisada pelo que lhe falta, não pelo que ela traz em abundância. Fico pensando o que é decidido no caso de crianças cujos pais não entendem bem o sistema ou mesmo o idioma alemão. Fico pensando o que teria sido de mim se tivesse crescido na Alemanha, se teria seguido a mesma trajetória que segui no Brasil. Todo ser humano deveria poder conseguir crescer tanto quanto sua potencialidade lhe permita e tentar transpor seus próprios limites.

E quanto a você, qual é a sua experiência com o sistema educacional alemão? Tem filhos que vão à escola aqui? Do que gosta, do que não gosta? Deixe seu comentário abaixo! Eu e os demais leitores agradecemos por sua contribuição!

::Einwanderung – Imigração::

24/06/2015

“Deutschland braucht Einwanderung, denn die Eltern der Kinder von Morgen sind gestern schon nicht mehr geboren worden.”

“A Alemanha precisa de imigrantes, pois os pais dos filhos de amanhã não vieram ao mundo ontem.”

“German Kulturangst” steht der Vielfalt im Weg”.

“O medo cultural alemão é um empecilho para a diversidade.”

Fonte: Artigo da Wirtschaftswoche de 11/06/15.

::Resultados da Pesquisa para a I Conferência do Gênero::

22/06/2015

Há algumas semanas atrás tinha indicado uma pesquisa aqui no blog relacionada aos temas que mais afetam a comunidade brasileira na Alemanha. Agora queria dividir o resultado com vocês. Os dois principais temas, que serão discutidos na I Conferência do Gênero em Brasília, são os seguintes:

– Preconceito e visão estereotipada da mulher brasileira, reforçada por campanhas publicitárias. A imagem da mulher brasileira sempre está ligada a sexo.

– Separação dos filhos em função de decisões judiciais locais contrárias à parte brasileira. Por falta de conhecimento das leis locais pode haver perda da guarda de menores pelos cônjuges brasileiros

Os seguintes temas ficaram em 3° e 4° lugar com a mesma percentagem:

– Doenças psicológicas, como resultado de violência física, psicológica, preconceito, isolamento social, falta de perspectiva, desamparo, desprezo

– Dificuldades financeiras em função de desavenças e/ou descaso/desamparo por parte do(a) parceiro(a)

O 5° tema também chama a atenção:

– Coerção para aceitar condições de trabalho fora da lei, abdicando de direitos trabalhistas existentes por medo de perder o emprego

O que acha dos resultados? Claro que os brasileiros que moram na Alemanha são bastante multifacetados e a pesquisa não pode ser considerada um retrato fiel da realidade, mas você considera que os principais temas foram capturados através desta pesquisa? Aguardo seu comentário abaixo!

Abaixo o resultado total:

Conferencia do Genero

::Por que saí do Brasil::

22/06/2015

Um resumo à queima roupa: eu saí do Brasil porque era meu sonho de longas datas viver uma experiência internacional, mas fiquei aqui porque me casei, consegui emprego e porque vi que teria mais condições de conseguir uma vida de qualidade, da maneira que eu interpretava essa qualidade, do outro lado do mundo. Vim pra ficar um ano e já tenho 22 na bagagem!

Na época tinha acabado duas universidades e lutava para conseguir um empreguinho no Brasil, enquanto os filhinhos de papai, que sentavam no fundo da sala, não tinham aprendido nada naqueles quatro anos e colavam tudo o que podiam nas provas, estavam conseguindo ótimos empregos, indicados por seus pais para belas posições. Hoje, apesar de eu sentir muuuuuita falta da família e dos amigos, eu prezo o ar puro, a liberdade de ir e vir, o contato com a natureza, além da bem menor desigualdade social e da boa qualidade de vida para grande parte da população.

No momento muitos textos estão circulando na internet sobre “porque deixei o Brasil” e “porque vou voltar ao Brasil”. Acho que a consciência coletiva está fervendo pois o momento atual brasileiro está bastante explosivo, os nervos estão à flor da pele.

Aqui um dos textos que li sobre o tema nos últimos dias, gentilmente repassado pelo leitor Wagner. Esse artigo dá muito a pensar. Opiniões? Críticas? Sugestões? Quem quiser deixar a dica de outros textos nesta linha, fique à vontade logo aqui abaixo nos comentários.

::Propósito::

10/06/2015

825
Falando com um amigo agora há pouco ao telefone, me veio uma pergunta, que coloco aqui para todos: se descubro meu propósito e posso fazer bem ao mundo, quanto poderei fazer de bem se achar o melhor lugar para atuar com esse propósito?

Procurando uma foto para este post, achei o seguinte aqui, que combina perfeitamente com o pensamento acima:

6 Dimensões do Bem-Estar

1. Bem-estar social: como vc age e se relaciona com outras pessoas e com a comunidade. Atividades que o farão desenvolver esta qualidade seriam novos relacionamentos e trabalho voluntário.
2. Bem-estar espiritual: envolve desenvolver o senso da força maior e dos seus valores morais. Para encontrar o significado na vida neste quesito, pode visitar uma igreja, participar de aulas de filosofia ou aprender ioga.
3. Bem-estar intelectual: envolve a expansão do seu conhecimento e sagacidade mental. Qualquer experiência que lhe fizer aprender coisas novas ou aumentar sua perspectiva com relação a algo, como trabalhar na direção de um objetivo ou visitar uma escola fará com que você desenvolva este quesito.
4. Bem-estar ambiental: tem a ver com a maneira como você se relaciona com o meio em que está inserido. Para aumentar seu propósito de vida neste quesito, participe de atividades tais como reciclagem, montanhismo ou jardinagem.
5. Bem-estar físico: está relacionado à sua saúde e atividades físicas. Desenvolva este quesito através de exercícios físicos e comendo comida saudável.
6. Bem-estar emocional: está relacionado com sua autoestima e como você lida com os fatores estressantes da vida. Para desenvolver seu bem-estar emocional, conecte-se com seu eu interior meditando ou aconselhando/sendo aconselhado.

Gostaram dessas ideias tanto quanto eu? O que lhes vem à mente depois de ter lido essas poucas linhas? Lembrem-se: “um objetivo é um sonho com pernas”.

::Rosas Heft – vc já virou fã?::

07/06/2015

Tem muito brasileiro sendo agente de cultura por aqui em terras germânicas, um deles é o Dago Schelin, cineasta, pai, cantor, compositor e outras coisas mais… Ele está prestes a iniciar uma campanha pra arrecadar fundos para o seu CD intitulado Rosas Heft. São músicas alemãs que eram cantadas na infância dele no Brasil e que ele agora está regravando na Alemanha com ritmos brasileiros, sambinha, bossa nova…. Tá ficando lindo! Vamos contribuir e ajudar neste projeto verdadeiramente binacional? Vire fã do projeto aqui e prepare-se pra ajudar (e, de quebra, ganhar uns presentinhos). Já tô doida pra ouvir o CD todo!… :)

::I Conferência sobre Questões de Gênero na Imigração Brasileira::

04/06/2015

Prezada comunidade brasileira,

Entre os dias 24 e 26 de junho de 2015 acontecerá em Brasília a

I Conferência sobre Questões de Gênero na Imigração Brasileira.

O objetivo desta conferência será o de aprofundar a discussão de temas de gênero que afetam as comunidades brasileiras no exterior.

Alguns dos pontos a serem tratados:
– violência doméstica,
– imagem estereotipada da mulher brasileira,
– questões afetas à comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros),
– disputa por guarda de menores…

Uma vez que temos na Alemanha uma comunidade significativa em relação a todos estes temas, dois representantes, um membro do Conselho de Cidadãos Brasileiros de Munique e um do Conselho de Berlim, participarão desta conferência. Espera-se que com a conferência sejam implementadas iniciativas que beneficiem a vida do brasileiro no exterior e fomentem sua integração.

Todos os brasileiros residentes na Alemanha poderão dar a sua opinião através da pesquisa a seguir, bem como sugerir temas a serem tratados na I Conferência sobre Questões de Gênero na Imigração Brasileira.

Para participar da pesquisa, clique no seguinte link. Contribua com sua opinião pessoal e divulgue a pesquisa entre seus amigos e nas mídias sociais! Obrigada de antemão e um bom feriado!

::Aprenda alemão cantando – Fliegen (Voar) ::

04/06/2015

O Matthias Schweighöfer é o que se pode chamar de multitalento: ator, pai, produtor, dublador, cineasta, sócio da marca de roupas German Garment e agora cantor.

A música dele, que não pára de tocar nas rádios locais, me surpreendeu e me fez voar em suas linhas, enquanto voltava na segunda-feira passada de carro de Constança pra casa e admirava um céu multicor, com tons do amarelo forte, perto das montanhas ao fundo, passando por tons suaves de rosa e quase chegando ao lilás, espalhados sob uma moldura de nuvens baixas. Eram 9h da noite, mas no verão os dias são bastante longos por aqui e o pôr do sol acontece bem tarde (talvez esta seja uma forma divina de nós recompensar pelo acasulamento dos meses de inverno, muito além da localização geográfica!…). Desta vez me animei até a traduzir o texto da música. Curtam e treinem o alemão com ela:

Und ich helf dir schwimmen,
wenn deine kleinen Arme und Beine schwer wie Blei sind, helf ich dir schwimmen.
Ich helf dir schwimmen, wenn der Schlamm und Schlick so dick wird, dass du denkst du wirst verrückt, helf ich dir schwimmen.
Helf dir schwimmen.
Und egal wie lang, wie qualvoll, fern ob nah, bin immer da und helf dir schwimmen.
Helf dir schwimmen.
Und wenn es untergeht, egal solang mein Ende naht da wo du bist.

Und wenn ich für dich fliegen muss,
Und wenn ich für dich fliegen muss,
krieg’ ich das irgendwie hin,
krieg’ ich das irgendwie hin,

Und wenn ich für dich fliegen muss,
Und wenn ich für dich fliegen muss,
kriegen wir das irgendwie hin.

Und ich helf dir singen, wenn alle Worte nicht mehr reichen, viel zu leise sind allein,
Helf ich dir singen,
helf dir singen.
Schlag ein Tambourin und stampf mit beiden Beinen auf, auch wenn viel zu schief,
Helf ich dir singen.
Und egal wie laut sie lachen, mit Tomaten werfen nach uns,
ich helf dir singen,
helf dir singen.
Arm in Arm so laut es geht, nichts ist so schön wie das Lied.

Und wenn ich für dich fliegen muss,
Und wenn ich für dich fliegen muss,
krieg’ ich das irgendwie hin,
krieg’ ich das irgendwie hin,
Und wenn ich für dich fliegen muss,
Und wenn ich für dich fliegen muss,
kriegen wir das irgendwie hin.

Wir kriegen das irgendwie hin

°°

E vou lhe ajudar a nadar,

quando seus braços e pernas estiverem pesados como chumbo, vou lhe ajudar a nadar.

E vou lhe ajudar a nadar, quando a lama e a areia estiverem bem espessas, e você achar que vai ficar doido, vou lhe ajudar a nadar.

Não importa quanto tempo, se vai me desgastar, se for longe ou perto, eu vou estar sempre ao seu lado e lhe ajudar a nadar.

Vou lhe ajudar a nadar.

E se nós afundarmos, não importa, conquanto você esteja ao meu lado quando chegar ao meu fim

E se eu tiver que voar por você

E se eu tiver que voar por você

Eu vou, de alguma forma, dar um jeito

Eu vou, de alguma forma, dar um jeito

Nós vamos dar um jeito.

E eu vou lhe ajudar a cantar, quando as palavras não forem suficientes e forem muito sutis

Vou lhe ajudar a cantar.

Vou lhe ajudar a cantar.

Bato em um tamborim com as duas pernas, mesmo que faça isso de um modo desajeitado,

Vou lhe ajudar a cantar.

E não importa o quão alto eles possam rir de nós, jogar tomates na nossa direção,

Eu vou lhe ajudar a cantar.

Ajudar-lhe a cantar.

Cantar de braços dados, do jeito que for possível, tão lindo quanto a música.

E se eu tiver que voar por você

E se eu tiver que voar por você

Eu vou, de alguma forma, dar um jeito

Eu vou, de alguma forma, dar um jeito

Nós vamos dar um jeito.

 

 

::Guia para bolsistas brasileiros na Alemanha::

03/06/2015

O Guia para bolsistas brasileiros na Alemanha, feito pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, está agora na 2a. edição e contém muitas informações válidas para todo estrangeiro na Alemanha, sendo estudante ou não. O conteúdo tem ótima qualidade e foi muito bem feito. Apesar de discordar com alguns pequenos pontos, a grande maioria da informação é atual e válida. Fica a dica. Bom feriado amanhã!


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