::Meio dia de férias::

07/02/2009 by Sandra Santos

Na realidade eu tenho meio dia de férias todo dia, pois não trabalho em período integral, mas hoje eu me senti como se tivesse tido meio dia de férias mesmo.

De manhã fui trabalhar, levando antes o Daniel para a creche. Tive a maior sorte, pois tinha perdido meu celular (segunda vez em uma semana…) e ele foi encontrado por um colega de trabalho, caído no estacionamento da empresa, foi entregue para a minha colega da recepção, que por sua vez não descansou até achar o(a) dono(a) do celular, no caso eu, a cabeça-voada do dia, hehehehe

Cheguei do trabalho, tendo antes buscado o Daniel na creche, e a Taísa já tinha chegado do ginásio. O Matthias cozinhou. Comemos a família toda um bom prato de espaguete com carne moída e depois ficamos na sala, cada um curtindo alguma coisa. Eu fiquei ouvindo o CD dos 25 anos de Thriller do Michael Jackson, que o Matthias tinha acabado de comprar como recordação do rei do pop. :) Depois saímos para fazer um passeio de bicicleta. Desde o acidente do Daniel, hoje foi a primeira vez que ele tentou descer algumas ruas, pois até hoje ele descia da bicicleta e a empurrava, por puro medo. Hoje ele desceu só uma vez da bicicleta e quem caiu não foi ele, mas fui eu, e duas vezes! Uma vez ele freiou muito forte e eu estava bem atrás dele, da outra ele ficou zanzando na ciclovia e eu perdi o controle da bicicleta, prestando atenção nele. Amanhã vou ter uma mancha na coxa! Mas tudo bem… Fomos para uma cidadezinha daqui de perto que tem o melhor sorvete das redondezas. Passamos uma parte do entardecer na beirada do lago e depois voltamos pra casa, felizes e contentes. Ainda mais com este solão que está aí na Alemanha. Para muitos, com certeza, está quente demais, mas para mim está perfeito!… Andar de bicicleta aqui na região é o melhor pedido para admirar a beleza da natureza. Fizemos um caminho que já tinha feito muitíssimas vezes de carro, e hoje tive a oportunidade de ver muita coisa bonita que antes nunca tinha visto. Então, a receita é simples: o Bodensee (Lago de Constança) é sinônimo de andar de bicicleta. Aliás, a Alemanha inteira é ótima pra pedalar!

Ah, esqueci de comentar: hoje entrei no Facebook, depois de ter recebido mais de 12 convites, e também por sugestão da Ceci (que tem aliás produtos lindos com ilustrações de próprio punho lá no site dela). Gente, eu quase caí pra trás! Simplesmente há mais de 500 (Q-U-I-N-H-E-N-T-A-S) “Sandra Santos” no Facebook!!! Bom, o remédio foi adicionar o “Mineirinha n’Alemanha” como informação para quem quiser me adicionar e para facilitar a procura… Será um prazer receber um convite seu por lá! :-)

::Novos selos para a Mineirinha::

06/30/2009 by Sandra Santos

Pronto. Os selos já tiveram que ser repostos para os próximos envios de pedidos do livro da Mineirinha. :-) E desta vez escolhi selos lindos! São todos de autoria do artista americano James Rizzi, em estilo pop art, muito coloridos e todos com uma mensagem positiva: “Alles Gute” (tudo de bom), “Herzlichen Glückwunsch” (parabéns), “Herzliche Grüße” (um “oi caloroso”) e “Danke” (obrigada). Combina comigo – e com vocês, futuros leitores do meu livro! Se quiserem saber mais sobre Rizzi, os selos e sua arte é so clicar aqui.

::Ler & escrever – um pensamento::

06/29/2009 by Sandra Santos

Ich sehe keine unüberwindliche Kluft zwischen dem Lesen und dem Schreiben. Schließlich wird ein Buch erst im Kopf des Lesers komplett. Das gedruckte Buch ist gewissermaßen die Partitur, die Bilder und Vorstellungen im Kopf des Lesers entstehen lässt.”

“Não vejo uma distância muito grande entre a leitura e a escrita. Um livro só passa a ficar completo na mente do leitor. O livro impresso é, de certa forma, uma partitura que permite que imagens e ideias surjam na cabeça do leitor”.

Karl Heinz Bittel, escritor alemão, entrevista ao jornal Südkurier de 27.06.2009

::Homenagem ao rei do pop::

06/26/2009 by Sandra Santos


Ontem à noite, quando eu fiquei sabendo que o Michael Jackson tinha provavelmente morrido e os noticiários ainda estavam se contradizendo quando a este fato, minha amiga Ceci, que eu estava visitando, foi logo dizendo que hoje ela acharia um texto sobre ele no meu blog, e de princípio eu neguei isso. Então, você acertou, Ceci, pois eu mudei de ideia!

É que logo ao deixar a sua casa e voltar pra casa de carro, comecei a ouvir as músicas dele nas rádios alemãs, que até agora continuam tocando Michael Jackson sem parar, e com as músicas foram chegando na minha memória recordações de várias décadas da minha vida. “Do you remember?” Quando ele fez sucesso com “Thriller” (quem não tinha aquele LP naquela época?… acho que todo mundo tinha um!), eu estava entrando na puberade, as primeiras descobertas ligadas ao sexo oposto, as primeiras festinhas (né, Lu?). „You rock my world!“ Quantas vezes eu já dancei as músicas dele?!? Meu Deus, foram muitas e muitas e muitas!… Eu tive o privilégio de crescer ouvindo música do Michael Jackson, do Queen, da Madonna, do Cazuza, do Legião Urbana… Minha geração cresceu ouvindo música de artistas únicos, e cada um deles traduziu a música de uma forma para o mundo.

Para mim o Michael Jackson é um artista único, mesmo sendo controverso, pois tinha o ritmo nas veias e foi uma pessoa que utilizou a música não só para divertir as pessoas, como também para informar e advertir. Tudo que ele tocou em termos musicais, virou ouro. Acho que não conheço nenhuma música dele que tenha sido ruim, pois ele tinha dom para escolher o “beat” correto, com direito aos gritinhos e aos giros ao dançar, não deixando de lado o leve toque nos genitais, outra marca pessoal e instransferível dele.

Ao escrever estas linhas, estou feliz por ele. Acho que agora ele está bem melhor, onde quer que ele esteja. Uma pena não tê-lo visto uma vezinha que fosse ao vivo! Sua vida foi marcada de muito trabalho, pois ele trabalhou desde os 5 anos de idade, de muito prazer com a música, com certeza, mas também certamente de muitas dúvidas quanto a quem era ele, como ele deveria ser para se amar e se aceitar como era, tendo nascido negro e morrido branco, e uma busca incansável para melhorar o mundo, para fazer dele um melhor lugar de se viver, para fazer as pessoas pensarem umas nas outras e na ecologia. E é para isso que a música existe, para confortar os corações de todas as “cores” e “raças”, “and it don’t matter if you’re black or white“… para traduzir os mais sublimes sentimentos neste mundo, que são todos universais e parte da vida de cada um de nós, não importa de onde quer que seja que viemos, nem para onde vamos.

Lebe wohl (decanse em paz), Michael! 29.08.1958 – 25.06.2009 “You’re not alone!

::Lust auf Deutschland – Vontade de conhecer (mais) a Alemanha::

06/24/2009 by Sandra Santos

Mesmo para quem já conhece a Alemanha, as fotos a seguir, recomendadas por Paulo Burkhard, valem a pena e são fantásticas! Viaje comigo clicando aqui.

::Trauer – Luto::

06/23/2009 by Sandra Santos

Os dias dele já estavam contados. Já tinham me dito que quando ele chega nesta idade, ele passa a ter uns problemas quase irreparáveis. A novidade triste de hoje foi me sendo dada em doses homeopáticas:
- Ele tem um problema difícil.
- É, eu sei. Um amigo meu já tinha me dito que nesta idade ele passa a ter esse problema mesmo.
- É, e ele não é pequeno. É interpendente de outras partes.
- Ah, é mesmo?
- É, e é muito difícil de chegar no lugar do problema, é difícil de repará-lo.
- Eu não sabia disso.
- Eu chequei todo o resto, ele está muito bem a não ser isso.
- Ainda há pouco comentei dele, como na realidade está sempre bem.
- Se houvesse outra forma… mas não há. Só há uma e é um processo muito caro.
Ao ouvir o preço eu comecei a entender que era comigo mesmo e que era verdade.
- Mas não há outra forma mesmo?
- Não, infelizmente não.
- Mas eu não sei se terei condições de pagar.
- Temos tempo até outubro. Até lá achamos uma solução.
- Tomara! Ele é muito especial pra mim. É único.
E fui embora, antes que não conseguisse mais controlar minhas lágrimas. Já dentro do carro, chorei o que tinha que chorar. Fiquei quebrada o resto do dia. A notícia me arrancou as energias. Dormi, fiquei com dor de cabeça. Agora repensando tudo, eu sei que não vou conseguir me separar dele. É que ele apareceu na minha vida num momento muito crítico, é um símbolo de algo bom, tem um valor incomparável pra mim. Eu me identifico demais com ele. Não dá. Tenho que me preparar para o “rombo“ que está por vir. Poderia ser pior. Matthias me lembrou disso:
- Sandra, pense que é só um carro!
- Eu sei, mas é o meu Brasileirinho!!!…

::Mercado das pulgas em Constança::

06/22/2009 by Sandra Santos

Neste final de semana aconteceu um dos maiores mercados das pulgas (Flohmarkt) da Europa na cidade de Constança. Eu fui pra ver se achava alguma coisinha que valesse a pena e acima de tudo pra prestigiar minhas amigas que estão lançando seus produtos no mercado, as Amigasee. Elas são 5 amigas, 3 delas brasileiras, que estão lançando uma série de camisetas, cartões postais, buttons, brincos e acessórios, cada um mais lindinho do que o outro! Passei no estande delas e claro que não consegui sair de lá sem levar umas coisinhas fofas!

Mas ir a um mercado das pulgas aqui na Alemanha por si só já é um divertimento e tanto, ainda mais como um desses, ao todo com 12 quilômetros e que foi feito em 2 cidades ao mesmo tempo, Constança na Alemanha e Kreuzlingen na Suíça. Você acha simplesmente de tudo! Dá pra ver as porcelanas mais finas de várias décadas da Alemanha, formas de cerâmica pra assar bolos, como antigamente, copos, taças, roupas, brinquedos, livros, aparelhos eletro-eletrônicos… A lista é infindável! Engraçado é que se acha desde um gramofone, e ao mesmo tempo LP’s, CD’s, cassetes e até Walkmans (vi o modelo do meu primeiro Walkman da Sony ontem lá!)… Tem cliente pra tudo. Geralmente o mercado das pulgas é só de pessoas físicas que estão vendendo coisas que não precisam mais em casa, mas há também uma parte de vendedores profissionais, da qual minhas amigas participaram, e também tem pessoas que viraram profissionais em mercado das pulgas, portanto nem tudo vem mesmo de pessoas físicas.

Andar pelas ruas de um Flohmarkt desses é como fazer uma viagem ao tempo, como entrar na vida de outras pessoas, achando nos “bagulhos“ delas aquilo que pra nós é um “tesouro“. Eu pelo menos achei alguns desta vez: além das compras no estande das Amigasee, um livro, um quebra-cabeças 3D para o Dani, um presentinho pra filha de uma amiga e um colar de pedras. Valeu!

::Primeiros Socorros::

06/22/2009 by Sandra Santos

Estava mais do que claro que a pessoa para quem eu iria prestar Primeiros Socorros seria o Dani, meu filho, que é um super doce de coco, mas é altamente arteiro… E assim foi! Hoje de manhã ele abriu uma gaveta na cozinha, muito rapidamente enfiou os dedinhos exatamente numa cortadora de legumes muito afiada e ao tirá-los saiu uma sangueira danada… Percebi que não tinha nada em casa pra conseguir fazer o sangue parar e desci correndo para pegar o meu kit de Primeiros Socorros do carro, cuidei dos dois dedinhos machucados e fiquei aliviada! O curativo se soltou à tarde, eu e Taísa fizemos um mais bem feito, que aguentou a movimentação do “destruidor de casas e corações“ durante a tarde toda e espero que as feridas se fechem até amanhã. Ufa!

::Cumprindo promessas – Parte II::

06/19/2009 by Sandra Santos

A primeira parte desta série faz parte do meu livro.

Hoje eu fiz a segunda parte do meu curso de Primeiros Socorros e agora posso oficialmente ajudar outras pessoas em casos de emergência. Desta vez não chorei, o acidente do Daniel parece já ter sido superado, mas o aprendizado ficou para sempre. Aqui na Alemanha a ajuda é obrigatória, enquanto se aciona a vinda da ambulância, e quem negá-la pode sofrer consequências legais. Seguindo estudos dos EUA, os alemães entendem que a probabilidade de fazer algo errado é menor comparada ao que pode ser alcançado através de uma ajuda assim que algo perigoso acontecer. Assim, aqui na Alemanha se retira o capacete de motociclistas acidentados, desde que estes estejam inconscientes. E quem não souber como reagir, tem ainda assim tem a obrigacão de ficar perto do acidentado, chamar a ambulância e esperar ao lado dele até que ela chegue ao local. Mas independentemente da obrigação de ajudar, continuo sendo da opinião de que todo mundo, ou pelo menos todas as famílias com crianças pequenas em casa deveriam fazer um curso desses, pois dá um alívio grande aprender como reagir em situações de perigo, e também é recompensante e poder ajudar e ser ajudado em um caso desses (quem já passou por isso, como eu, sabe da extrema importância desses “anjos terrenos”). Aprendemos como lidar com pessoas desmaiadas, queimadas, acidentadas, que sofrerem um derrame ou uma parada cardíaca, que tiverem dificuldade de respirar, a fazer respiração boca-a-boca…. É mesmo um número infindável de casos de perigo.

Se você mora na Alemanha, guarde na cabeça o número 112 (do celular acrescente o código da cidade onde morar) para poder chamar uma ambulância em caso de urgência.

::O que pensam e como são os jovens alemães?::

06/18/2009 by Sandra Santos

Quer fazer um teste da revista semanal alemã “Der Spiegel“ (O Espelho) para ficar sabendo como é o que pensa a maioria dos jovens alemães (idade de 20 a 35 anos)? Na reportagem desta semana eles são chamados de “Krisenkinder“ (filhos da crise). Eles são “do mundo“ e se mudariam para qualquer lugar por um emprego (o que é o oposto de alemães de outras gerações, que em sua maioria preferem não se mudar da cidade natal). Já mantiveram pelo menos um relacionamento à distância, já passaram por alguns estágios até chegar a um emprego fixo e acreditam que o capitalismo é um sistema que deveria ser reformulado. Também pensam que o Obama vai causar algum impacto positivo no mundo. Na pergunta sobre o que lhes causa medo ou muito medo, 13% deles responderam que têm medo dos estrangeiros no país ou de não conseguirem alcançar nada em suas vidas (“im Leben nichts geregelt kriegen“, alguém tem uma tradução melhor?), enquanto que seus maiores medos são a violência nas cidades e a crise econômica atual. Para fazer o tese e saber mais, clique aqui.